Blog

BIOGRAFIA

por 0racle em 26/01/05 - 03h:14m

..:: BiOGRAfiA ::..

Quando Morgan Lander (vocal e guitarra), Jennifer(baixo), Lisa Marx (guitarra) e Mercedes Lander (bateria) nasceram, no início dos anos 80, a New Wave of British Heavy Metal (conhecida também pela sigla NWOBHM) estava assombrando o mundo. Bandas até então pouco conhecidas como Def Leppard, Saxon, Motorhead e até um tal Iron Maiden, entre outras, traziam o metal de volta ao gosto da galera que havia sido se-
duzida pela "onda punk". Com certeza elas não se lembram disso, mas o que importa é que, vinte anos depois, essas quatro garotas canadenses começam a trilhar os mesmos passos de seus predecessores e se preparam para tomar o mundo de assalto. Mercedes e Fallow se conheceram nas aulas de ginástica que frequentavam. Foi delas que partiu a idéia de formar uma banda. Morgan (irmã mais velha de Mercedes) veio logo depois trazendo consi-
go uma amiga baixista chamada Tanya Candler. Nascia a banda Kittie. No início elas se divertiam tocando covers do Nirvana e Silverchair. Foi nessa época que Tanya, por motivos desconhecidos foi substituída por Talena Atfield. A coisa então se tornou séria e para o primeiro single foi um pulo. O som da Kittie poderia ser definido como uma mescla de gótico e metal, resultando em algo extremamente pesado. Isso pode ser conferido em Spit, primeiro álbum da banda. Foi graças a ele que elas se tornaram uma das atrações do OzzFest 2000 nos EUA e
abriram os shows da turnê do Slipknot.Depois Fallon sai da banda devido desentendimentos com as irmãs Morgan e Mercedez. Morgan então assume a guitarra, junto ao "professor delas, Jeff, que deu uma grande ajuda a elas durante essa fase e a próxima tb. Sai A Talena ( que hoje para quem não sabe está fazendo veterinária que sempre foi sonho dela) e entra a atual baixista, Jennifer.
Entra a guitarrista Lisa Marx, e Jeff não precisa mais tocar nos shows........

Certamente a galera mais "conservadora" poderá, a princípio, torcer o nariz para Kittie. Sempre citada ao lado de bandas como Korn, Limp Biskit, o já mencionado Slipknot e outras tantas da nova geração do chamado "new metal" americano, a Kittie, logo de cara, se destaca desse time. Com um visual que nos remete as bandas clássicas do glam rock e uma perfomance muito mais "rock'n'roll", sempre descarregando muitos decibéis de peso, a Kittie em muito se difere dessas outras bandas e seus irritantes agasalhos e camisetas de basquetebol, bem como as suas patéticas incursões ao rap e à música eletrônica. Uma outra preocupação constante das meninas da Kittie é não serem comparadas com as chamadas "musas adolescentes do pop" como Britney Spears. "Não temos nada contra Britney, não estamos falando mal dela, nós só não queremos ser igual a ela!!" esclarece Mercedes; Morgan comple-
ta "Comparar nossa banda com Britney é a mesma coisa que comparar a cor preta com a branca." Apesar disso já surgiu quem diga que a Kittie é mais uma armação da mídia, como o baterista do Coal Chamber, Mike Cox, que afirmou em uma entrevista que as meninas pagaram para poder excursionar com Slipknot e também para as rádios tocarem suas músicas. Músicas essas, segundo Cox, seriam compostas pelos pais delas! Sobre isso as garotas tam-
bém não deixam barato: "Percebo as vezes que as pessoas não entendem o que estamos fazendo e de onde viemos, por isso fiz a música "Do you Think I'm a Whore?" onde falo de mim e do jeito que os outros estão me vendo.
É o preço que se paga ao entrar em um meio que até pouco tempo atrás era exclusivamente masculino." diz Morgan. "Nós mostramos uma atitude pesada tanto no palco como em estúdio e as pessoas não esperam isso
de uma banda formada só por garotas, é por isso que 'Spit' é minha música preferida. Falo sobre aquelas pes-
soas que nos julgam antes de escutar nossa música. Quando entramos no palco os garotos ficam com aquele ar desconfiado esperando as Spice Girls ou coisa do tipo, minutos depois que o show começa, todos estão pulan-
do, gritando e dando mosh!" completa Mercedes. Preconceito ou não, a única certeza é que a Kittie é uma das grandes promessas para o rock feminino nos próximos anos.