PARA TODO SEMPRE
PARA TODO SEMPRE
BADU
Posso sentir em minhas asas fragilizadas a distância tanta de um céu a se perder.
Teimo em querer batê-las cinco ou sei vezes mais, logo atrás do monte me esperam contentos, graças para modelar riso nos lábios.
Sábio senhor da criação vi em uma manhã de turva estampa a liberdade brincar feito descompromissada criança insegura de seus atos na incerteza aflorando a fé.
Vou rezar no fervor de palavras minhas, quando me ouvir deixe-me aqui que até ao anoitecer que a mágoa termina.
Eu quero buscar na lembrança e viver na certeza que as esfarrapadas vestes da insignificância não furtaram o calor da alma.
Alva luz que não cega no extremo de sua força na retina por olhar de poucos anjos desafiando a tempestade.
Hoje ou mais tardar em um entardecer dos próximos dias vou estar sorrindo exaustivamente não será diferente de outrora, pois me alimentei do farto pão fermentado de fel.
Serei assim, uma canção sem sentido soprada por lábios castos impregnando tudo que o coração cativo portar.
Soltas palavras como ousado vento bagunçado destino menino confiante em suas asas para que assim seja para todo sempre.
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