22/12/08 - 23:13Denunciar

Minha vida nova!

Na UFRJ conheci esses 2, meus irmãos, o mais velho, Caio, e a mais nova, Bia.
O CACO tomou minha vida e agora eu entendo o que é realmente ter uma visão social do mundo.
A propósito, para voltar aos bons tempos, por que não um texto?

A busca
Andei a vida inteira a procura. Uma procura que cansava muitas vezes por seu patamar quase inatingível. Afinal, como procurar por algo que você não sabe nem ao menos o que é? Achava que procurava a felicidade mas a verdade é que, não, a felicidade não era meu objetivo.
E mesmo que fosse, voltando a questão, como procurar algo que não se conhece? Ou vamos admitir aqui conhecemos a sensação o suficiente para saber como atingi-la? Creio que ninguém possa fazer essa afirmação, por mais que se procure a felicidade só é possível chegar até ela pelos meios mais improváveis, pelos meios mais casuais. Não se planeja ter um dia feliz. Você pode até fazer tudo o que acha que vai te deixar feliz como, por exemplo, ir comer pipoca no parque com seus melhores amigos num dia ensolarado mas isso não garante em nada a sua felicidade. A pipoca pode ser doce quando você só gosta de salgada e por isso na hora você discute com um de seus amigos e logo depois cai uma chuva de lavar a alma. E onde vem a sua felicidade em conserva, então? Dos pequenos momentos! Quando você saiu com seus amigos para comer pipoca, no ônibus, vocês não riram juntos do homem que se sentou na frente pois se lembraram de um antigo amigo de vocês que era muito engraçado? Pois então, nesse momento a felicidade foi plena, não havia expectativa, havia apenas... o momento feliz.
A busca por esse algo maior continua me atormentando. Se decido continuar, é com qual sentido, afinal? Simplesmente de viver perigosamente. Testar limites é o grande ponto nessa questão, como um lobo que vive sozinho e parte sempre a buscar alimento, como um pingüim que atravessa a geleira todo ano para perpetuar a vida e como um homem que entende que existir é diferente de viver, pergunta-se: até quando devo persistir? Até quando devo achar que é possível alcançar o inatingível obscuro?
Até quando a alma agüentar, diz minha mente.
Até quando a mente agüentar, diz minha alma.
E dessa forma me sinto num turbilhão azul. Azul de tanto olhar para o céu a procura da resposta. Um turbilhão que destrói tudo o que encontra. A loucura se situa mais perto do estado de “vivência” do que se imagina. E isso é perigoso. Perigoso na medida que pode destruir pessoas que tentam todo dia se reinventar e seguir adiante. A alma não tem a medida necessária para esconder minha vida o suficiente dessa loucura e a mente simplesmente não a aceita! E me vejo novamente num beco sem saída. É isso afinal...? Ou melhor, é SÓ isso afinal? A minha busca se situa na simplesmente vontade de existir? De procurar por mais? De continuar, de “seguir adiante”?
E infelizmente, a minha primeira resposta é sim. Como ser humano não renego a minha forma simples e a minha simplicidade. Não renego que não consigo enxergar muito adiante, não renego que não enxergo nem mesmo o fim, o muro fatal que vou bater de cara um dia. Não renego que não me conheço, nem que me invento só para me satisfazer. Não renego que busco ultrapassar limites e não renego nem mesmo que viver na loucura pode ser bom! Renegar isso seria renegar a vida e isso seria um grande erro.
Não posso parar por aí, porém. Agora que toquei nesses pontos tão sensíveis irei até o fim e (buscar) revelar alguma verdade. A minha busca é uma busca perdida, uma busca que sabe que terá um fim trágico embora trivial. A procura a que me refiro se mantém em alguns fatores extremamente humanos e, portanto, imperfeitos e falhos. O primeiro deles e talvez o mais problemático é a esperança. A procura sempre se situa e sempre ira se situar num patamar possível de esperança. Afinal, sempre que se tem ânimo para levantar a cabeça é por acreditar. Acreditar num objetivo, acreditar num fato ou numa pessoa! Nos melhores casos, aqueles que costumam agregar a “massa”, essa fé se dá numa causa através de alguma ideologia. E isso costuma ser suficiente para continuar com a procura pelo desconhecido. Quem se mete com política procura o melhor para a comunidade (a não ser que tenha desejos pessoais mesquinhos), quem se mete com religião procura ou a redenção espiritual ou mesmo o melhor para os povos através de um ideal de fraternidade na figura de algum deus. Quem se mete com qualquer causa social, movimento, ou seja lá o que for, tem um ideal que persegue por fundo. A esperança da mudança é o que guia isso e nos faz tão bom de sermos humanos falhos, a falta da exatidão nos proporciona essa aventura da busca. No fim vemos que quem procura pode até não achar mas se entende com o tanto que chega perto de encontrar. Vemos também que muitas vezes nossa busca não é para nós e sim por algo que buscamos acima de nós para os outros. O mais engraçado de tudo é que quando buscamos algo exclusivamente para nós mesmos nós encontramos e conseguimos atingir! E aí a vida perde o sentido, passamos a ter uma busca com fim, uma busca que está sempre a variar e também é incessante porém fria e sem sentido. A procura se mantém mutável e inconstante e no fim, não representa nada, apenas conquistas vazias para uma mente sem alma. É o caso da promoção pessoal na política ou da religião por dinheiro. A busca vira uma obrigação, um compromisso inadiável e depois de algum tempo perde todo o glamour do início e termina com uma depressão, uma tristeza aparentemente sem sentido.
A busca se apresenta de várias formas, e é perigosamente insana. É alegre e depressiva ao mesmo tempo e sabe atormentar a todos a sua volta sem que eles nem ao menos percebam. A minha busca pode continuar a se manifestar nos mais diversos setores da minha vida e pode mesmo nunca encontrar uma resposta, uma solução. O fim, por sua vez, é inevitável.
A busca pelo fim vai até o término da minha tão “vivida” vida, e quando essa hora chegar sei que terei sido, pelo menos...
feliz.
Igor Alves Pinto
22-12-08

Comentários (9)

1. Bia Gasud 23/12/2008 - 00h:05

Na moral Pinguim, vc é uma bicha loca! "agora eu entendo o que é realmente ter uma visão social do mundo" valeu, Che! -> pooooouco pretensioso nao li o texto, mto grande e mto auto ajuda, mas confio q deve tá lgl bjooo!

2. Lize 23/12/2008 - 00h:10

Isso é que é filosofia,literalmete.

3. Magaldi 23/12/2008 - 03h:45

Maneiro o texto! Mas mais maneiro ainda é a pose de galã do Igor, de Trakinas da Bia e do Caio... de Caio! Jandirão que é unanimidade...

4. Caio Gaudio 23/12/2008 - 10h:56

Muito bom, Pinguim! O texto tá meio auto-ajuda mesmo hehe Mas a foto tá muito boa!Jandirão tá fazendo maior cena! E a gente tá com maior cara de galã, Magaldi que tá de recalque hehe Grande abraço, meu irmão!

5. Pree 27/12/2008 - 22h:02

"E aí a vida perde o sentido, passamos a ter uma busca com fim, uma busca que está sempre a variar e também é incessante porém fria e sem sentido. " acho que entendo total isso. seu texto me lembrou de A Torre Negra. afinal, era uma busca... beijos.

6. dandara 09/01/2009 - 23h:37

Que pose de homem macho chê! seria legal uma terpai, hã? gostei do texto, é bem você

7. LordEngel 24/01/2009 - 08h:06

Show essa foto I Aew... Tudo Certinho? Soh dando uma passada ^^ ^^ ^^

1marcos1
8. 1marcos1 17/04/2009 - 12h:05

??? Oi como está ? tudo de bom pra você tenha uma ótima sexta-feira e um ótimo final de semana DEUS te abençoe e te guarde Se me ADD , eu te add tbm abração

9. Moutinho 31/05/2009 - 14h:47

Igor, o militante! =P

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