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°°°°° TRADUÇÃO COMPLETA DOS CAPÍTULOS DE 1A 5 DO HP 6°°°°°

por amigaxx em 24/07/05 - 16h:58m

Harry Potter
E o Príncipe Mestiço

Capítulos de 1 – 5

Capítulo 1 - O outro ministro

Era quase meia-noite e o Primeiro Ministro estava sentado
sozinho em seu escritório, lendo um longo memorando
que
percorria seu cérebro sem deixar vestígios de qualquer
significado. Ele esperava por uma ligação do Presidente
de um país bem distante e, entre o pensamento de quando
aquele homem desprezível ligaria e a tentativa de esquecer
as memórias desagradáveis do que tinha sido uma longa,
cansativa e difícil semana, não havia mais espaço algum
em sua mente para qualquer outra coisa. Quanto mais
ele
tentava concentrar-se no texto da página em sua frente,
mais claramente o Primeiro Ministro podia ver o rosto
triunfante de um dos seus oponentes políticos. Esse
oponente
em particular havia aparecido nas notícias naquele
dia,
não apenas para enumerar todas as coisas terríveis que
haviam acontecido na última semana (como se alguém precisasse
ser lembrado), mas também para explicar que toda e qualquer
uma delas era culpa do governo.
O pulso do Primeiro Ministro acelerou-se diante de todas
aquelas acusações, que não eram nem justas nem verdadeiras.

Como podia seu governo deter o derrubamento daquela
ponte?
Era ultrajante para qualquer um sugerir que eles não
estavam investindo o suficiente em pontes. A ponte tinha
pouco menos de dez anos, e nem os especialistas conseguiam
explicar como ela havia se partido em dois, lançando
uma dúzia de carros às profundezas aquosas do rio abaixo.
E como alguém poderia ter a ousadia de insinuar que
a
falta de policiais que havia resultado naqueles dois
sórdidos e afamados assassinos? Ou que o governo havia
de alguma maneira previsto o furacão anormal no Oeste
que havia causado danos tanto às pessoas quanto às propriedades?
Era sua culpa se um dos seus Jovens Ministros, Herbert
Chorley, havia escolhido essa semana para agir tão peculiarmente
que ia estar passando muito mais tempo com sua família?

"Um terrível estado de espírito assolou o país", o oponente
havia concluído, mal ocultando sua larga expressão.

E, infelizmente, isso era perfeitamente verdade. O Primeiro
Ministro mesmo sentia isso; as pessoas realmente pareciam
mais miseráveis que o normal. Até o tempo estava sombrio;
toda essa fria neblina no meio de Julho...Isso não estava
certo...Isso não era normal...
Ele acabou a segunda página do memorando, viu o quão
longe tinha ido e desistiu de uma vez desse mau trabalho
feito. Alongando seus braços acima de sua cabeça, olhou
em torno do seu escritório desapontado. Era uma bonita
sala, com uma fina lareira de granito em frente às longas
janelas uniformes, fechadas firmemente contra neblina
fora de estação. Com um leve tremor, o Primeiro Ministro
levantou-se e seguiu em direção à janela, observando
a fina neblina pressionando-se contra o vidro. Como ele
se levantado com a parte de trás dele para o quarto, ele ouviu uma fraca
tosse atrás de si.
Ele congelou, frente a frente com sua própria expressão
de medo refletida no escuro vidro. Ele reconheceu aquela
tosse. Ele já a tinha ouvido antes. Ele se virou, bem
lentamente, encontrando com a sala vazia.
"Olá?" Ele tentou soar mais bravo do que se sentia.

Por um curto momento ele se permitiu apegar-se a uma
impossível esperança de que ninguém pudesse responder.
Entretanto, uma voz respondeu primeiro, rápida, a voz
decisiva soou apesar de estar lendo um relato preparado.
Estava vindo - como o Primeiro Ministro já tinha conhecimento
desde a primeira tosse - o pequeno homem froglike (sapo)
vestindo uma longa peruca prata a qual estava pintada
em uma pequena e suja imagem a óleo na outra extremidade
do quarto.
"Para o Primeiro Ministro dos trouxas. É urgente nosso
encontro. Por gentileza responda imediatamente. Sinceramente.
Fudge”.O homem na pintura olhou investigando o Primeiro
Ministro.
"Er..." disse o Primeiro Ministro "escute...essa não
é uma boa hora para mim...eu estou esperando um telefonema,
você entende...do presente do..."
"Isso terá que ser remarcado" disse o quadro de uma
vez.
O coração do Primeiro Ministro parou. Ele estava apavorado
com aquilo.
"Mas eu realmente estava de preferência esperando falar..."

"Que tal arranjarmos que o Presidente esqueça de telefonar?
Ele ligará amanhã a noite ao invés de hoje." disse o
pequeno homem "Gentilmente responda imediatamente para
o Sr. Fudge."
"Eu...ah...muito bem." Disse o Primeiro Ministro fragilmente
"Sim. Eu verei Fudge."
Ele apressou-se de volta a sua mesa arrumando sua mesa
então partiu. Ele tinha apenas retomado a sua cadeira,
e arrumado em sua face o que ele esperava uma relaxada
expressão, quando brilhantes chamas verdes explodiu
em
sua vida dentro da lareira vazia, abaixo de sua abóbada
de granito. Ele assistiu, tentando não denunciar a centelha
de surpresa ou alarme, então um distinto homem apareceu
por entre as chamas girando tão rápido até o topo. Segundos
depois, ele tinha escalado para fora encima de um fino
tapete antigo, escovando a cinza e longa manga listrada
de sua capa, um cal e verde chapéu amassado em suas
mãos.

"Ah...Primeiro Ministro..." disse Cornélio Fudge, caminhando,
com a mão estendida a frente "É bom, vê-lo de novo.

O Primeiro Ministro não poderia honestamente escapar
satisfeito para ver Fudge, que em suas ocasionais aparições,
aparte sendo um correto alarme em ambos, geralmente
tenciona
que ele estava ouvindo algumas más notícias. Além disso,
Fudge estava lançando um olhar distintamente ansioso.
Ele estava mais magro, mais calvo e grisalho e sua face
tinha uma enrugada expressão. O Primeiro Ministro tinha
visto aquele tipo de expressão em políticos antes, e
nunca é um bom sinal.
"Como eu posso ajudá-lo?" ele disse, apertando a mão
de Fudge brevemente gesticulando em direção a mais difícil
das cadeiras em frente a mesa.
"Difícil saber por onde começar" murmurou Fudge, arrastando
a cadeira, sentando e depositando o chapéu em seus joelhos
"O que uma semana, o que uma semana..."
"Tive uma péssima semana também, e você?" perguntou
o
Primeiro Ministro com rigor, esperando conduzir a conversa
que ele já entendia por encerrada e apanhou um objeto
na mesa já sem nenhuma expectativa de ajudar Fudge.

"Sim, é claro.”Disse Fudge, esfregando seus olhos cansadamente
e olhou de forma impertinente para o Primeiro Ministro
“ Eu tenho tido a mesma semana que você teve, Primeiro
Ministro. A ponte de Broakdale...os assassinos Bonés
e Vance...sem mencionar a desordem em West Country..."

"Você - er - seu - eu quero dizer, alguns do seu pessoal
estiveram - estiveram envolvidas com estes - estes acontecimentos,
não é?"
Fudge fitou o Primeiro Ministro com um especial carrancudo
olhar.
"Claro que eles estiveram" ele disse "Certamente, você
percebeu o que vem acontecendo?"
"Eu..." hesitou o Primeiro Ministro.
Isso era precisamente um tipo de comportamento que o
fazia apreciar muito menos, as visitas de Fudge. Ele
era, apesar de tudo, o Primeiro Ministro e não apreciava
ser feito de ignorante, como um garoto de escola. Mas
claro, ele estava apreciando isso desde sua primeira
visita com Fudge, em sua primeira noite como Primeiro
Ministro. Ele lembrou-se como se fosse ontem e sabia
que isso o amedrontaria até seus últimos dias.
Ele permaneceu em pé sozinho em seu escritório, saboreando
o triunfo que era seu depois de tantos anos de sonho
e planejamento, quando ele tinha ouvido a fraca tosse
as suas costas, apenas como hoje a noite, e virou-se
para encontrar aquele pequeno e feito retrato falando
com ele, anunciando que o Ministro da Magia tinha chegado
e estava sendo introduzido.
Naturalmente, ele tinha pensado que a longa campanha
e tensão que as eleições tinham causado nele o levariam
a loucura. Ele estava aterrorizado para encontrar o
retrato
falando com ele, apesar de este não ter sido nada comparado
em como ele tinha se sentido quando um auto-proclamado
bruxo saltou da lareira e apertou sua mão. Ele ficou
mudo durante a amigável explicação de Fudge de que havia
bruxas e bruxos ainda morando em secretas partes do
mundo,
e seu ato seguro de que ele não estava incomodando sua
cabeça sobre eles o Ministro da Magia se sentiu na responsabilidade
sobre toda a comunidade mágica e preveniu a população
não-mágica de não ter consciência deles. Isso era, Fudge
disse, um trabalho difícil que engloba todos os regulamentos
de responsabilidade no uso de vassouras para manter
a
população de dragões sob controle (o Primeiro Ministro
lembrou de ter agarrado com força o suporte da mesa
nessa
ponto). Fudge então deu um tapinha no ombro do ainda
abismado Primeiro Ministro de uma maneira paternal.

"Não se preocupe." ele tinha dito "Há chances de você
nunca me ver de novo. Eu apenas o incomodarei caso alguma
coisa realmente séria aconteça, algo que posso afetar
os Trouxas - a população não-mágica, eu deveria dizer.
De qualquer forma, viva e deixe viver. E eu devo dizer,
você está aceitando isso muito melhor que seu antecessor.
Ele tentou me jogar para fora da janela, pensou que
era
trote planejado pela oposição."
Neste ponto, o Primeiro Ministro havia encontrado a
voz
que se perdera.
"Você - você não é um trote, então?"
Isso tinha sido sua última desesperada esperança.
"Não." disse Fudge gentilmente "Não. Eu receio que eu
não sou. Veja."
E ele transformou a xícara de chá do Primeiro Ministro
em um rato.
"Mas." disse o Primeiro Ministro ofegante, assistindo
a sua xícara de chá roer a ponta de seu discurso "Mas,
por que - por que ninguém me disse - ?"
"O Ministro da Magia apenas se revela para o Primeiro
Ministro Trouxa do Dia" disse Fudge, guardando sua varinha
de volta em sua jaqueta "Nós achamos que é o melhor
jeito
de se manter o segredo."
"Mas, então..." balbuciou o Primeiro Ministro "mas por
que não tem uma preparação para o Primeiro Ministro
prevenir
a mim -?"
Então, nesse ponto, Fudge realmente riu.
"Meu querido Primeiro Ministro, você não vai contar
a
ninguém?"
Ainda gargalhando, Fudge jogou um pouco de pó na lareira,
encaminhando-se para dentro das chamas esmeraldas e
desapareceu
com um forte som de um sopro. O Primeiro Ministro pôs-se
de pé, permanecendo completamente imóvel, e percebeu
que ele nunca, não importava o quanto vivesse, ousaria
mencionar esse encontro a nenhuma alma viva, pois quem
em todo esse vasto planeta acreditaria nele?
O choque o pegou de surpresa por um momento enquanto
desaparecia. Por um tempo ele tentou se convencer de
que Fudge tinha realmente sido uma alucinação provocada
pela carência de sono devido a campanha de eleição.
Em
uma inútil tentativa de livrar-se das lembranças desse
desconfortável encontro, ele deu o rato para sua alegre
sobrinha e instruiu seu secretário pessoal de tirar
aquele
quadro do homem feio que anunciou a vinda de Fudge.
Para
o pavor do Primeiro Ministro, entretando, o quadro tornou-se
impossível de ser retirado. Quando vários carpinteiros
do tesouro público acabaram com suas tentativas, sem
sucesso, de arrancar o quadro da parede, o Primeiro
Ministro
desistiu da idéia e simplesmente resolveu ter esperança
de que a coisa permanecesse imóvel e em silêncio pelo
resto de seus serviços naquele escritório. Ocasionalmente,
ele poderia jurar que avistou, pelo canto do olho, o
ocupante do quadro bocejar, ou coçar seu nariz; mesmo
que, na primeira ou segunda vez, simplesmente andando
pela sua imagem, e deixando nada, apenas uma esticada
lona enlameada. Contudo, ele havia treinado a si mesmo,
muito bem, para não olhar para a pintura, e sempre dizia
firmemente para ele mesmo que seus olhos estavam brincando
com ele, quando alguma coisa como essa acontecia.
Então, três anos depois, em uma noite muito parecida
com essa, o Primeiro Ministro estava sozinho em seu
escritório
quando o quadro mais uma vez, anunciou a iminente chegada
de Fudge, que explodiu por entre a lareira, encharcado
em um estado de considerável pânico. Antes que o Primeiro
Ministro pudesse perguntar por que ele estava pingando
por todo o seu Axminster, Fudge começou falando alto
sobre uma prisão que o Primeiro Ministro nunca tinha
ouvido falar, sobre um homem chamado "Serious" Black,
algo que soou como Hogwarts e um menino chamado Harry
Potter, sendo que nada disso fazia o menor sentido para
o Primeiro Ministro.
"Eu acabo de vir de Azkaban.." Fudge ofegou, derramando
um monte de água da borda de seu chapéu para dentro
de
seu bolso. "No meio do Oceano Norte, você sabe, vôo
asqueroso...os
Dementadores estão em uma baderna." ele estremeceu "Eles
nunca tiveram uma fuga antes. De qualquer modo, eu tive
que vir até você, Black é um conhecido assassino de
trouxas
e deve estar planejando a se reunir a Você - Sabe -
Quem...mas
claro, você não sabe quem Você-Sabe-Quem é!" ele observou
esperançoso o Primeiro Ministro por um momento, então
disse "Bem, sente-se, sente-se, é melhor contar tudo
a você...tem um uísque..."
O Primeiro Ministro, particularmente, sentiu-se ofendido
por ser mandado sentar-se em seu escritório, deixar
de
oferecer seu próprio uísque, mas ele sentou-se, no entanto.
Fudge tinha puxado sua varinha, conjurando dois grandes
copos cheios de um líquido âmbar que soltava uma fina
fumaça, levou um deles as mãos do Primeiro Ministro
e
puxou uma cadeira.
Fudge falou por mais de uma hora. Em um ponto, ele se
recusou a dizer um nome em voz alta, e o escreveu instantaneamente
em um pedaço de papel, que ele empurrou para a mão livre
do Primeiro Ministro. Quando por fim Fudge levantou-se
prestes a partir, o Primeiro Ministro pôs-se de pé também.

"Então, você acha que..." ele deu uma olhada para baixo
e fitou o nome em sua mão esquerda "Lord Vol..."
"Aquele que não deve ser nomeado!" rangeu Fudge entre
os dentes.
"Desculpe-me...você acha que aquele que não deve ser
nomeado continua vivo, então?"
"Bem, Dumbledore diz que sim." disse Fudge enquanto
puxava
sua capa listrada para baixo do queixo "mas nunca o
encontramos.
Se você me perguntar, ele não é perigoso, a menos que,
ele não tenha um suporte, então com o Black, nós devemos
ter cuidado. Sinalizaremos o perigo, então? Excelente.
Bom, eu espero que não nos vejamos novamente, Primeiro
Ministro! Boa-noite."
Mas se encontrar novamente. Menos de um ano depois,
com
um olhar perturbado, Fudge apareceu no fino ar no Gabinete
do Primeiro Ministro para informá-lo que houve um pequeno
aborrecimento durante o "kadribol" (ou algo parecido)
na Copa Mundial e que muitos trouxas estavam "envolvidos",
mas que o Primeiro Ministro não precisava se preocupar,
o fato de que a mar de Você-Sabe-Quem foi vista novamete
não significa nada; Fudge estava certo de que estavam
isolados e que a ligação com o escritório trouxa estava
partindo-se, com todas as modificações que eles falaram.

"Oh, e eu quase me esqueci" Fudge acrescentou "Nós estamos
importando três dragões estrangeiros e uma esfinge para
o Torneio Tribruxo, apenas rotina, mas o Departamento
de Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas me
disse que está no livro de regras que eu devo notificar
você caso nós trouxermos criaturas muito perigosas para
dentro do país."
"Eu - o que - dragões?" balbuciou o Primeiro Ministro.

"Sim, três deles." Disse Fudge "E uma esfinge. Bom,
tenha
um bom dia."
O Primeiro Ministro apegando-se a um fio de esperança
de que os dragões e a esfinge fossem o pior disso tudo,
mas não. Menos de dois anos mais tarde, Fudge explodiu
em sua lareira novamente, dessa vez com notícias sobre
uma fuga em massa de Azkaban.
"Uma fuga em massa?" o Primeiro Ministro repetiu rouco.

"Mas não se preocupe, não precisa se preocupar!" Fudge
gritou, já com um dos pés das chamas. "Nós iremos cuidar
disso - eu apenas pensei que seria bom informá-lo!"

E antes que o Primeiro Ministro pudesse dizer alguma
coisa, "Agora, só espere um momento!" Fudge partiu por
entre as chuvas de chamas verdes.
Sem se importar com a pressão e tudo o que a oposição
dizia, o Primeiro Ministro não era um tolo. Essas notícias
não tinham escapado de sua sala, nem as maliciosas garantias
de Fudge desde o primeiro encontro, eles estavam agora
se vendo mais freqüentemente, nem o fato de que Fudge
aparecia cada vez mais nervoso nas visitas posteriores.
Apesar dele gostar de toda essa coisa sobre o Ministro
da Magia (ou, como ele sempre chamada Fudge, o Outro
Ministro), o Primeiro Ministro não poderia ajudar, mas
sentia que da próxima vez que Fudge aparecesse as notícias
seriam muito mais graves. A visão, então, de Fudge caminhando
para fora do fogo uma vez mais, seu olhar confuso e
nervoso
e extremamente surpreso, fez com que o Primeiro Ministro
não soubesse exatamente a razão dele estar ali, era
sobre
a pior coisa que poderia acontecer no curso dessa sombria
semana.
"Como eu deveria saber o que anda acontecendo - er -
comunidade bruxa?" estourou o Primeiro Ministro agora.
"Eu tenho um país para fazer andar e eu estou carregado
de problemas agora, sem..."
"Nós temos os mesmo problemas," Fudge interrompeu "A
ponte de Brockdale ainda não apareceu. E aquela não
foi
somente uma tempestade. Aqueles assassinos não eram
trabalhos
para trouxas. E a família de Herbert Chorley seria salva
sem ele. Nós estamos, no presente momento, fazendo acordos
para que ele seja transferido para o Hospital St. Mungos
para Doenças e Danos Mágicos. A transferência deve ser
feita essa noite."
"O que você...eu receio...eu...o que?" rosnou o Primeiro
Ministro.
Fudge respirou longa e profundamente e disse "Primeiro
Ministro, eu sinto muito ter de lhe dizer que ele voltou.
Aquele que não deve ser nomeado."
"Voltou? Quando você diz "voltou"...ele está vivo? Eu
quero dizer -"
O Primeiro Ministro buscou em sua memória por detalhes
daquela horrível conversa de três anos atrás, quando
Fudge lhe disse sobre o bruxo que estava acima de todos
os outros, o bruxo que havia cometido milhares de terríveis
crimes antes de seu misterioso desaparecimento há 15
anos"
"Sim, vivo," disse Fudge "Isso é - eu não sei - há um
homem que não pode ser morto? Eu não sei realmente explicar
isso, e Dumbledore, provavelmente, não irá explicar
isso
- mas de qualquer forma, ela certamente conseguiu seu
corpo de você e está andando, falando e matando, eu
suponho,
o motivo dessa nossa discussão, sim, ele está vivo."

O Primeiro Ministro não sabia o que dizer quanto isso,
mas um persistente hábito de querer se parecer bem-informado
em qualquer assunto, ele o obrigou a se lembrar de qualquer
detalhes das conversas anteriores.
"Serious Black está com - er - aquele que não deve ser
nomeado?"
"Black? Black?" disse Fudge distraído, girando seu chapei
repetidas vezes em seus dedos "Sirius Black, você quer
dizer? Pelas barbas de Merlin, não. Black está morto.
Digamos que nós - ah - estávamos enganados a respeito
dele. Ele era inocente depois de tudo. E ele não era
um partidário d'Aquele que não deve ser nomeado também.
Eu quero dizer," ele acrescentou defensivamente, girando
o chapéu ainda mais rápido, "todas as evidências apontavam
- nós tínhamos mais de 50 testemunhas oculares - mas
de qualquer forma, como eu disse, ele está morto. Assassinado,
se quer saber. Dentro do Ministério da Magia. Isso será
investigado, evidentemente..."
Para sua grande surpresa, o Primeiro Ministro sentiu-se
apunhalado por Fudge neste momento. Isso foi, entretanto,
quase escurecido por uma enorme bola de desapontamento
enquanto pensava sobre isso, deficiente apesar de que
ele deveria estar em uma das áreas de materialização
de lareiras, nunca houve um assassino em qualquer departamento
do governo acima das leis...Não ainda, de qualquer modo...

Enquanto o Primeiro Ministro disfarçadamente tocava
no
tampo de madeira de sua mesa, Fudge continuou, "Mas
esqueça
Black por agora. O fato é, nós estamos em uma guerra,
Primeiro Ministro, e ações têm que ser feitas.
"Uma Guerra?" repetiu o Primeiro Ministro nervovos.
"Certamente,
isso não é um exagero?"
"Aquele que não deve ser nomeado tem se unido aos seus
seguidos que escaparam de Azkaban em Janeiro," disse
Fudge, falando mais e mais rapidamente, e rodando seu
chapéu tão rápido que ele transformara-se em um cinza
e verde distorcido "Desde de que eles tiveram a liberdade,
eles tem trazido a destruição. A ponte de Broakdale
-
ele fez isso, Primeiro Ministro, ele pôs em risco uma
grande parte dos Trouxas até eu tomar partido dele e
-"
"Que sujeira, então isto tudo é sua culpa, todas essas
pessoas estão sendo mortas e eu estou tendo que responder
sobre cordames enferrujados e ligações corrompidas e
eu não sei o que mais?" disse o Primeiro Ministro furiosamente.

"Minha culpa!" disse Fudge, ruborizado. "Você está dizendo
que você teria pego um chantagista?
"Talvez não," disse o Primeiro Ministro, levantando-se
e caminhando lentamente pela sala, "mas eu teria colocado
todo o meu poder para pegar o chantagista antes que
ele
cometesse qualquer outra atrocidade!"
"Você realmente acha que eu não estou já fazendo todo
o possível?" reclamou Fudge com o coração escapando
pela
boca. "Todo auror do Ministério estava - e está - tentando
encontrá-lo, além de todos os seus seguidores, mas nós
estamos falando sobre um dos mais poderosos bruxos de
todos os tempos, um bruxo, o qual, tem nos iludido sobre
a sua posição por quase três décadas!"
"Então, eu suponho que você irá me dizer que ele causou
o ciclone no West Country, também?" disse o Primeiro
Ministro, seu temperamento se elevando a cada vez que
respirava. Isso o enfurecia, enquanto tentava descobrir
a razão de todos aqueles terríveis desastres e não era
certo dizer isso ao público; quase pior do que dizer
que tudo isso era culpa do governo.
"Aquilo não foi um ciclone," disse Fudge miseravelmente.

"Desculpe-me!" gritou o Primeiro Ministro, agora positivamente
andando de um lado para o outro. "Três árvores desraigadas,
pedra arrancadas, postes de rua quebrados, horríveis
danos -"
"Isso foi feito pelos Comensais da Morte," disse Fudge,
"os seguidores d'Aquele que não deve ser nomeado. E...e
nós suspeitamos de um enorme envolvimento."
O Primeiro ministro parou de caminhar como se houvesse
colidido com uma parede invisível.
"Que envolvimento?"
Fudge fez uma careta, "Ele usou gigantes da última vez,
quando ele queria causar um grande efeito. O Escritório
do Departamento de Mistérios(talvez) está trabalhando
contra o relógio, nós tivemos times de Obliviadores
tentando
modificar as memórias de todos os Trouxas que viram
o
que realmente aconteceu, nós tivemos todo o Departamento
de Regulamentação e Controle de Criaturas Mágicas rondando
Sumerset, mas nós não conseguimos encontrar o gigante
- isso é um desastre!"
"Não diga isso!" falou o primeiro ministro furiosamente.

"Eu não direi que a ética está inabalada no Ministério,"
disse Fudge. "Que depois depois de tudo isso, nós ainda
perdemos Amélia Boones,"
"Perderam quem?"
"Amelia Boones. Chefe do Departamente de Aplicação das
Leis Mágicas. Nós pensamos que aquele que não deve ser
nomeado enfureceu-se com ela, porque ela uma talentosa
bruxa e - e todas as evidencias eram de que ela se meteu
em uma terrível briga."
Fudge limpou sua garganta e, com um esforço, e pareceu
parar de rodar seu chapéu.
"Mas o assassinos estava nos noticiários," disse o Primeiro
Ministro, momentaneamente divertindo-se com sua fúria.
"Nossos jornais. Amélia Boones...apenas disse que ela
era uma mulher de meia-idade que vivia sozinha. Como
um - um asqueroso assassinato, não é? Isso tinha uma
nota especial de publicidade. A polícia está perplexa,
você pode ver."
Fudge suspirou. "Bem, claro que eles estão. Morta em
uma sala que for a trancada por dentro, não é? Nós,
por
outro lado, sabemos exatamente quem fez isso, não que
isso nos auxilie a pegá-lo. E então houve Emmeline Vancem
talvez você não tenha ouvido sobre o que -"
"Oh sim eu ouvi!" disse o Primeiro Ministro. "Aconteceu
apenas há uma quadra daqui, como você deve saber. Os
papeis tinham um campo de data com esse: Quebra de Leis
e Ordem no jardim do primeiro ministro -"
"E como se não bastasse," disse Fudge, dificilmente
ouvindo
o primeiro ministro, "nós temos Dementadores por todos
os lados, atacando pessoas pela esquerda, direita e
no
centro..."
Pela primeira feliz vez essa frase soou incompreensível
para o primeiro ministro, mas ele não se alertou.
"Eu pensei que os Dementadores guardavam a prisão de
Azkaban." ele disse cuidadosamente.
"Eles guardavam," disse Fudge "mas não o fazem mais.
Eles deixaram a prisão e se aliaram Áquele que não deve
ser nomeado. Eu não pretendia levar essa bofetada."

"Mas," disse o primeiro ministro, com um senso de profundo
horror, "não lhe contei que eles são criaturas que sugar
a esperança e a felicidade das pessoas?"
"Está certo. E estão se proliferando. E é o que está
causando toda essa neblina."
O primeiro ministro afundou-se, com os joelhos bambos,
para a cadeira mais próxima. A idéia de invisíveis criaturas
descendo pelas cidade a caminho do campo, dispersando
tristeza e desesperança em seus votos, o fizeram se
sentir
completamente fraco.
"Agora veja aqui, Fudge - você fez tudo isso! Isso é
sua responsabilidade como Ministro da Magia!"
"Meu querido primeiro ministro, você não pode honestamente
pensar que eu ainda sou Ministro da Magia depois de
tudo
isso. Eu fui demitido há três dias! Toda a comunidade
bruxa gritou pela minha resignação por uma quinzena.
Eu nunca os vi tão unidos em todo o meu período como
Ministro!" disse Fudge, sorrindo depois de um grande
esforço.
O primeiro ministro ficou momentaneamente sem palavras.
Despistada sua indignação a posição que lhe foi dada,
ele ainda sentiu-se particularmente mal com o olhar
contraído
do homem sentado a sua frente.
"Eu sinto muito," ele disse finalizando, "Se houver
algo
que eu possa fazer?"
"Isso é muito gentil da sua parte, Primeiro Ministro,
mas não há nada. Eu fui enviado essa noite para contar-lhe
sobre os recentes eventos e introduzi-lo a meu sucessor.
Ele deveria estar aqui agora, mas é claro que ele está
muito ocupado no momento com tudo o que vem acontecendo."

Fudge olhou a sua volta parando em direção ao quadro
do pequenino homem feio vestindo uma longa peruca de
cachos prata, que estava atrás de sua orelha em um ponto
preso por uma pena.
Capturando o olhar de Fudge o quadro disse, "Ele estará
aqui em um momento, ele só está terminando uma carta
para Dumbledore."
"Eu desejo-lhe sorte," disse Fudge, soando amargura,
pela primeira vez. "Eu estou escrevendo a Dumbledore
duas vezes por dia desde a última quinzena, mas ele
não
mudou sua opinião. Se ele apenas se preparou para persuadir
o garoto, eu devo ainda ser...bem, talvez Scrimgeour
terá melhor sucesso."
Fudge afundou-se no que óbvio e ferido silêncio, mas
ele foi quebrado quase imediatamente pelo quadro, que
repentinamente falou rapidamente em sua voz oficial.

"Ao Primeiro Ministro dos Trouxas. Requerimento a uma
reunião. Urgente. Por gentileza responda imediatamente.
Rufus Scrimgeour, Ministro da Magia."
"Sim, sim, ótimo," disse o primeiro ministro distraído,
e lentamente as chamas da lareira tornaram-se verde-esmeralda,
levantaram-se e revelaram um segundo bruxo se dilatando
em seus corações(?), arremessando de volta seus momentos
depois de uma antiga corrida(?). Fudge juntou seus pés,
e depois de alguns momentos de hesitação o primeiro
ministro
fez o mesmo, assistindo a nova entrada endireitada,
afastou
o pó de sua longa capa preta e olhou a sua volta.
O primeiro tolo pensamento do primeiro minsitro foi
de
que Rufus Scrimgeou parecia um velho leão.
Havia mechas grisalhas em sua espécie de juba marrom-amarelada;
ele tinha olhos penetrantes e também amarelados por
trás
dos óculos de armação metálica, e uma certa maneira
de
se movimentar encorpada e galopada, mesmo sendo ligeiramente
manco. Houve uma impressão imediata de tenacidade e
resistência
, o primeiro ministro pensou que ele entendia o porquê
da comunidade bruxa preferir Scimgeour a Fudge como
um
lider, nesses tempos perigosos.
"Como vai você?" disse o primeiro ministro polidamente
estendendo sua mão.
Scrimgeour a agarrou brevemente, seus olhos varrendo
a sala até puxar a varinha de dentro de sua capa.
"Fudge lhe contou tudo?" ele perguntou, encaminhando-se
até a porta e espremer sua varinha dentro do buraco
da
fechadura. O primeiro ministro ouviu um clique.
"Er - sim," disse o Primeiro Ministro. "E se você não
se importa, eu prefiro que a porta permaneça aberta."

"Eu prefiro não ser interrompido," disse Scrimgeour
de
imediato, "ou assista," ele acrescentou, apontando para
as janelas então as cortinas se arrastaram por ela.
"Certo,
bom, eu sou um homem muito ocupado, então vamos aos
negócios.
Antes de tudo, nós precisamos discutir sua segurança."

O primeiro ministro afastou uma mecha de cabelo e respondeu,
"Eu estou perfeitamente feliz com a segurança que eu
já tenho, muito obrigado -"
"Bom, nós não." Scrimgeour o cortou. "Isso será uma
pequena
vigilância para os Trouxas se o Primeiro Ministro deles
sofrer um feitiço Imperius. O novo secretário no seu
próprio escritório -"
"Eu não me livrarei de Kingsley Shackebolt, se é isso
que você está sugerindo!" disse o primeiro ministro
estrondoso.
"Ele é muito eficiente, faz duas vezes o trabalho que
fazem os outros -"
"Isso porque ele é um bruxo," disse Scrimgeour, sem
uma
única faísca de um sorriso. "Vários aurores treinados,
que estão determinando-se a protegê-lo."
"Agora, espero um momento!" declarou o primeiro ministro.
"Você não pode colocar o seu pessoal no meu escritório.
Eu (******)
"Eu pensei que você estivesse satisfeito com Shackebolt?"
disse Scrimgeour sem cordialidade.
"Eu estou - eu quero dizer, estava -"
"Então há um problema, não há?" disse Scrimgeour.
"Eu...bem, se o trabalho de Shacklebolt continuar a
ser...er...excelente,"
disse o primeiro ministro lamentando, mas Scrimgeour
dificilmente pareceu ouvi-lo.
"Agora, sobre Herbert Chortley - seu acessor junior,"
ele continuou. "Aquele que vem entretendo o público
como
um impressionante pato."
"O que tem sobre ele?" perguntou o primeiro ministro.

"Ele tem evidentimente uma mediocre performace de um
Imperious, - disse Scrimgeour. "Estragaram seu cérebro,
ms ele ainda poderia ser perigoso."
"Ele só está grasnindo!" disse o primeiro ministro fracamente.
"Certamente uma parte de todo o resto... talvez aconteça
facilmente pela bebida."
"Um time de Curandeiros do Hospital St. Mungus para
Doenças
e Danos Mágicos está examinando ele, enquanto conversamos.
Uma pena, que ele tenha se esforçado para estrangular
três deles," disse Scrimgeour. "Eu acho que é melhor,
nós o removemos da sociedade Trouxa por um tempo."
"Eu...Bem...ele ficará bem, certo?" disse o primeiro
ministro ansioso. Scrimegeour somente deu de ombros,
já movendo-se em direção a lareira.
"Bom, isso é tudo o que eu tinha para dizer. Eu manterei
contato sobre o desenvolvimento, primeiro ministro -
ou, por ultimo, e acho que, provavelmente, estarei muito
ocupado para faze-lo pessoalmente, e nesse caso eu pensi
que mandei Fudge vir aqui. Ele consentiu em permanecer
tendo uma capacidade consultiva."
Fudge forçou um sorriso, mas sem sucesso; ele apenas
olhou como se estivesse com dor de dente. Scrimgeour
já estava procurando em seu bolso por algo de misterioso
poder que atirou no fogo verde. O primeiro ministro
contemplou
esperançoso os dois por um momento, então as palavras
lutaram com a surpresa de tudo explodiu nele por fim.

"Mas a propósito - você são bruxos! Vocês não podem
fazer
mágica! De repente você pode ordenar - bem - qualquer
coisa!"
Scimgeour virou lentamente até um ponto e trocou um
olhar
duvidoso com Fudge, que realmente obteve sucesso em
um
sorriso naquele momento e ele disse gentilmente, "O
problema
é o outro lado que pode fazer magia também, primeiro
ministro."
E com isso, os dois bruxos caminharam um após o outro
para dentro das chamas verdes e sumiram.


- Capítulo Dois -
Spinner's End

Muitas milhas dali, a névoa gélida que comprimia a janela
do Primeiro Ministro se espalhava e ventava sobre um
rio imundo entre bancos enormes de lixo. Uma imensa
chaminé,
resquício de uma usina desativada, se erguia, sombria
e agourenta. Não havia som senão a da água escura e
nenhum
sinal de vida sem ser uma raposa que havia saído dos
montes para buscar alguma embalagem velha de peixe com
batatas-fritas no mato alto. Mas então, com um leve
estalido,
uma figura magra toda coberta apareceu do ar rarefeito
do outro lado do rio.
A raposa congelou, seus olhos atentos fixos naquele
estranho
fenômeno. A figura manteve sua conduta por algum tempo,
então se moveu com luz, passos largos, e sua longa capa
se arrastando pelo chão.
Com um segundo e mais alto estalido, outra pessoa coberta
se materializou.
'Espere!'
O grito alto assustou a raposa, agora se encolhendo
quase
plana no chão. Ela pulou de seu esconderijo para os
montes.
Ouve um lampejo de luz verde, um ganido, e a raposa
caiu
ao chão, morta. A outra figura encostou seu sapato na
raposa.
'Só uma raposa, ' disse uma voz de mulher com tom de
rejeição debaixo da capa. 'Pensei que talvez fosse um
auror – Cissy, espere! '
Mas sua caça, que havia parado e olhado de volta ao
fleche
de luz, já estava subindo o monte onde a raposa havia
acabo de cair.
'Cissy - Narcisa – me ouça -'
A segunda mulher alcançou a primeira e agarrou o seu
braço, mas a outra se esquivou.
'Volte, Bella!'
'Você deve me ouvir!'
'Eu já ouvi. Eu já tirei a minha conclusão. Deixe-me
só!'
A mulher chamada Narcisa alcançou o topo dos montes,
onde uma linha de velhos trilhos separava o rio de uma
estreita rua de pedras. A outra mulher, Bella, a seguiu.
Lado a lado, elas ficaram olhando para as fileiras e
fileiras de velhas casas de tijolos, suas janelas escuras
e escondidas nas sombras.
'Ele mora aqui?' Perguntou Bella em uma voz de desdém.
'Aqui? Nessa imundice de trouxas? Nós devemos ser as
primeiras do nosso tipo a pisar aqui-'
Mas Narcisa não estava ouvindo; ela tinha passado por
uma abertura nas grades enferrujadas e já estava do
outro
lado da rua.
'Cissy, espere!'
Bella a seguiu, seu casaco ondeando atrás de si, e viu
Narcisa correndo para uma ruela entra as casas em uma
segunda, quase idêntica, rua. Algumas das lamparinas
estavam quebradas. As duas mulheres estavam correndo
entre pedaços iluminados e outros com profunda escuridão.
A perseguidora atingiu seu objetivo assim que ela virou
outra esquina, dando certo a tempo de agarrar o seu
braço
segurando-a oscilante para que uma ficasse de frente
para a outra.
'Cissy, você não deve fazer isso – você não pode confiar
nele -'
'O Lord Negro confia nele, não confia?'
'O Lord Negro é... Eu creio... Enganado.' Bella ofegou,
e seus olhos vislumbraram momentaneamente debaixo da
capa enquanto ela olhava em volta para checar que estavam
sozinhas. 'De qualquer modo, nos mandaram não dizerem
do plano para ninguém. Isso é uma traição ao Lorde Negro-'

'Esqueça, Bella!' Rosnou Narcisa e ela tirou uma varinha
de sua capa, segurando-a ameaçadoramente na cara da
outra.
Bella quase deu risadas.
'Cissy, sua própria irmã? Você não-'
`Não há nada mais que eu não faria!' Narcisa respirou,
um tom de histeria na sua voz, e enquanto ela abaixou
a varinha como uma faca, houve outro lampejo de luz.
Bella largou o braço de sua irmã como se estivesse em
chamas.
'Narcisa!'
Mas Narcisa já havia corrido. Esfregando as mãos, a
perseguidora
a seguia mais uma vez, mantendo certa distancia agora,
enquanto elas entravam no deserto labirinto das casas
de tijolos. Ao fim, Narcisa correu até uma rua chamada
Spinner's End, sobre a qual a chaminé da usina parecia
flutuar como um gigante dedo repreensivo. Seus passos
ecoavam na pavimentação enquanto ela passava por janelas
de madeira quebradas, até que ela atingiu a última casa,
de onde emanava uma luz fraca pela cortina de um aposento
da parte de baixo.
Ela bateu na porta antes que Bella, praguejando sua
respiração,
tivesse alcançado-a. Juntas elas esperaram, ofegando
fracamente, sentindo o cheiro do rio imundo que era
levado
até elas pela brisa da noite. Após alguns segundos,
elas
ouviram movimentação atrás da porta e ela se abriu com
um estalo.
Uma parte de um homem pode ser vista olhando para elas,
um homem com longos cabelos pretos cobrindo um rosto
pálido e olhos negros.
Narcisa tirou seu capuz. Ela estava tão pálida que parecia
brilhar na escuridão, o longo cabelo loiro descendo
por
suas costas dava a ela a aparência de uma pessoa afogada.

'Narcisa!' Disse o homem, abrindo um pouco mais a porta,
para que a luz caísse sobre ela e sua irmã. `Que doce
surpresa!'
'Severus', ela disse em um suspiro cansado. `Posso falar
com você? É urgente'
'Mas é claro.'
Ele deu um passo atrás para que ela pudesse entrar na
casa. Sua irmã ainda encapuzada a seguiu sem ser convidada.

'Snape,' disse curtamente quando passou.
'Bellatrix,' ele respondeu, sua boca fina se ondulando
em um sorriso zombeteiro enquanto ele fechava a porta
com um estalo atrás deles.
Eles foram direto a uma minúscula sala de estar, que
dava a sensação de uma cela escura para loucos. As paredes
eram completamente cobertas de livros, a maioria deles
encadernados com um velho couro preto ou marrom; um
sofá
surrado, uma velha poltrona e uma mesa raquítica ficavam
agrupadas juntas em uma poça de luz fraga vinda de uma
lâmpada cheia de velas pendurada no teto. O lugar tinha
um ar de negligência, mesmo que não estivesse sempre
desabitado.
Snape indicou o sofá para Narcisa. Ela tirou a sua capa,
a colocou de lado e se sentou, olhando para suas mãos
brancas e tremidas no seu colo. Bellatrix tirou sua
capa
mais vagarosamente. Em dúvidas com a honestidade de
sua
irmã, com olhos pesarosos e o queixo firme, ela não
desviou
o olhar de Snape enquanto ele se movia para ficar atrás
de Narcisa.
'Então, o que eu posso fazer por você?' Snape perguntou,
se sentando na poltrona de frente para as duas irmãs.

'Nós... nós estamos sozinhos, não estamos?' Nascisa
perguntou
em voz baixa.
'Sim, é claro. Bem, Rabicho está aqui, mas nós não estamos
contando os vermes, estamos?'
Ele apontou sua varinha para a parede de livros atrás
de si e, com um estalo, uma porta escondida se abriu,
revelando uma estreita escadaria na qual um pequeno
homem
jazia congelado.
'Como você já deve ter notado, Rabicho, nós temos visitas.'
disse Snape vagarosamente.
O homem rastejou de um modo corcunda os últimos degraus
e se moveu pela sala. Ele tinha os olhos pequenos e
aquosos,
nariz pontudo e tinha um sorriso desagradável. Sua mão
esquerda estava acariciando a sua direita, que parecia
estar em uma luva prateada.
'Narcisa!' ele disse, em uma voz guinchante, `e Bellatrix!
Que encantador-`
'Rabicho vai nos preparar drinques, se vocês quiserem,'
disse Snape. 'E depois ele voltará para o seu quarto'.

Rabicho se assustou como se Snape tivesse jogado algo
nele.
'Eu não sou seu criado!' ele chiou, desviando o olhar
de Snape.
'Mesmo? Eu tive a impressão que o Lord o colocou aqui
para me auxiliar.'
Auxiliar, sim – mas não para preparar as suas bebidas
e – e limpar sua casa!'
'Eu não tinha idéia, Rabicho, que você desejava serviços
mais perigosos,' disse Snape com uma voz suave. 'Isso
pode facilmente arrumado; eu posso falar com o Lord
das
Trevas -'
`Eu mesmo posso falar com ele se eu quiser!'
`É claro que pode', disse Snape, zombeteiro. 'Mas enquanto
isso, nos traga drinques. Um pouco de vinho feito por
elfos deve servir.'
Rabicho esitou por um momento, olhando como se quisesse
argumentar, mas depois se virou e foi em direção a uma
segunda porta secreta. Eles ouviram barulhos e batidas
de copos. Em segundos ele estava de volta, carregando
uma garrafa empoeirada e três taças em uma bandeja.
Ele
as colocou na mesinha instável e correu da presença
deles,
batendo a porta coberta de livros atrás de si.
Snape despejou duas taças de vinho vermelho-sangue e
entregou duas delas às irmãs. Narcisa murmurou uma palavra
de agradecimento, enquanto Bellatrix não disse nada,
mas continuou a encarar Snape. Isso não pareceu o perturbar;
pelo contrário, ele parecia entretido.
'O Lord Negro,' ele disse, tirando os óculos e secando-os.

As irmãs o copiaram. Snape encheu suas taças.
Assim que Narcisa tomou seu Segundo copo. Ela disse
depressa,
`Severus, me desculpe vir aqui assim, mas eu tinha que
ver você. Eu acho que você é o único que pode me ajudar-`

Snape levantou a mão para faze-la parar, então apontou
sua varinha para a porta oculta das escadas. Houve um
estalido alto e um guincho, seguido do som de Rabicho
subindo as escadas correndo.
'Meus perdões', disse Snape. 'Ele ultimamente tem ouvido
atrás das portas, eu não sei o que deu nele... Você
dizia,
Narcisa…?'
Ela tomou um grande, estremecido golpe de ar e começou
novamente.
'Severus, eu sei que eu não deveria estar aqui, me foi
dito para não dizer para ninguém mas -'
'Então você manter sua boca fechada!' rosnou Bellatrix.
Ainda mais na presente companhia!'
'"Presente companhia"?'repetiu Snape ironicamente. 'E
o que eu devo entender por isso, Bellatrix?'
'Que eu não confio em você, Snape, como você bem sabe!'

Narcisa deixou escapar um som que soou como um soluço
molhado e cobriu seu rosto com as mãos. Snape colocou
seu copo na mesa e se recostou novamente, suas mãos
sobre
os braços da poltrona, sorrindo ao olhar furioso de
Bellatrix.

'Narcisa, eu acho que nós devemos ouvir o que Bellatrix
tem a dizer; isso vai nos poupar algumas interrupções
tediosas. Bem, continue, Bellatrix.' Disse Snape. `Porque
é que você não confia em mim?'
'Por cem motivos!' ela disse em voz alta, dando um passo
largo de trás do sofá para colocar seu copo sob a mesa.
`Por onde começar? Onde você estava quando o Lord Negro
caiu? Porque você nunca tentou achá-lo quando ele desapareceu?
O que você tem feito durante todos esses anos em que
você ficou no bolso de Dumbledore? Porque você impediu
o Lord Negro de alcançar a Pedra Filosofal? Porque você
não retornou depois que o Lord Negro renasceu? Onde
você
estava algumas semanas atrás, quando batalhamos para
reaver a profecia para o Lord? E porque, Snape, Harry
Potter ainda está vivo, quando você o teve à sua mercê
por cinco anos?
Ela pausou, seu tórax subindo alto e descendo rapidamente,
a cor forte em suas bochechas. Atrás dela, Narcisa estava
sem emoções, sue rosto ainda Escondido entre suas mãos.
Snape sorriu.
'Ante de eu te responder - oh, sim, Bellatrix, eu vou
responder! Você pode levar a minha palavra até os outros
que sussurram às minhas costas, e carregam falsas histórias
da minha dedicação ao Lord Negro. Eu te respondo, eu
digo, deixe-me fazer uma pergunta antes. Você realmente
acha que o Lord Negro não me fez cada uma dessas perguntas?
E você realmente acha que, se eu não tivesse dado respostas
satisfatórias, eu estaria aqui conversando com você?
'
Ela hesitou.
`Eu sei que ele acredita em você, mas-'
'Você acha que ele está errado? Eu que eu o passei a
perna de alguma forma? Enganar o Lord Negro, o grande
bruxo, o maior cúmplice da Legilimância que o mundo

viu?'
Bellatrix não disse nada, mas parecia, pela primeira
vez, um pouco derrubada. Snape não pressionou. Ele pegou
o seu drinque novamente, deu um gole, e continuou. `Você
me pergunta onde eu estava quando o Lord Negro caiu.
Eu estava onde ele me ordenou que estivesse, na Escola
de Bruxaria e Magia de Hogwarts, porque ele me queria
espionando Albus Dumbledore. Você sabe, eu presumo,
que
foi por ordens do Lord Negro que eu assumi o posto?
'

Ela afirmou quase imperceptivelmente e então abriu a
boca, mas Snape foi mais rápido que ela.
'Você me pergunta por que eu não tentei encontrá-lo
quando
ele sumiu. Pela mesma razão que Avery, Yaxley, os Carrows,
Greyback, Lucius' ele inclinou sua cabeça um pouco para
Narcisa, `e muitos outros não tentaram acha-lo. Eu acreditei
que ele estivesse morto. Não tenho orgulho disso, eu
estava errado, mas é isso… Se ele não tivesse perdoado
aqueles que perderam a fé naqueles tempos, ele teria
muitos poucos seguidores agora.'
'Ele teria a mim!' disse Bellatrix com veemência. 'Eu,
que passei muitos anos em Askaban por ele!'
'Sim, de fato, muito admirável,' disse Snape em uma
voz
entediada. `É claro, você não foi de muito uso para
ele
na prisão, mas o gesto foi sem dúvida admirável-'
'Espere!' ela riu; na sua fúria ela parecia um pouco
louca. 'Enquanto eu suportava os Dementadores, você
ficou
em Hogwarts, confortavelmente brincando de ser o bichinho
de estimação de Dumbledore!'
`Não necessariamente.' Disse Snape calmamente. 'Ele
não
iria me dar o cargo de professor de Defesa Contra as
Artes das Trevas, você sabe. Parecia pensar que, ah,
me traria de volta aos meus velhos modos.'
'Esse foi o seu sacrifício pelo Lord Negro? Não ensinar
sua matéria favorita?' ela zombou. `Porque você ficou
lá todo esse tempo, Snape? Ainda espiando Dumbledore
para um mestre que você acreditava estar morto?'
'Quase,' disse Snape, 'embora o Lord Negro esteja agradecido
que eu não tenha deixado o meu posto; eu tinha dezesseis
anos de informações sobre Dumbledore para dar a ele
quando
ele retornasse, um presente de boas vindas um pouco
mais
útil do que imensas lembranças de como horrível Askaban
é...`
'Mas você ficou-'
`Sim Bellatrix, eu fiquei,' disse Snape, demonstrando
um pouco de impaciência pela primeira vez. `Eu tinha
um trabalho confortável. Eles estavam na cola dos Comensais
da Morte, você sabe. A proteção de Dumbledore me manteve
fora da cadeia, foi muito conveniente e eu usei isso.
Eu repito: o Lord Negro não achou ruim de eu ter ficado,
então eu não vejo porque você acha.'
`Eu acho que a próxima coisa que você queria saber,'
ele continuou, um pouco mais alto, para que Bellatrix
não demonstrasse sinais de o interromper, 'porque eu
fiquei entre o Lord Negro e a Pedra Filosofal. Isso
é
facilmente respondido. Ele não sabia se podia confiar
em mim. Ele pensou, como você, que eu tinha passado
de
um grande Comensal da Morte a servente de Dumbledore.
Ele estava num estado lastimável, muito fraco, usando
o corpo de um bruxo medíocre. Ele não se atreveria a
se mostrar para seus aliados se esses aliados pudessem
trocá-lo por Dumbledore ou pelo Ministério. Eu sinto
muito que ele não confiasse em mim. Ele teria retornado
ao poder três anos mais cedo. E como foi, eu só vi um
voraz e indigno Quirell tentando roubar a Pedra e, eu
admito, eu fiz tudo que eu pude para impedi-lo.'
A boca de Bellatrix tremeu como se ela tivesse tomado
uma indesejada dose de medicamentos.
'Mas você não voltou quando ele retornou, você não voou
de volta a ele quando você sentiu a Marca Negra queimando-`

'Correto. Eu retornei duas horas depois. Eu voltei sob
as ordens de Dumbledore.
'Sob Dumbledore?' ela começou, em tons de ultraje.
'Pense!' disse Snape, impaciente novamente. 'Pense!
Ao
esperar duas horas, eu garanti que eu iria ficar em
Hogwarts
como um espião! Ao fazer Dumbledore acreditar que eu
só estava voltando para o lado do Lord Negro porque
ele
me ordenou, eu fui capaz de passar informações sobre
Dumbledore e a Ordem da Fênix desde sempre! Considere,
Bellatrix: a Marca Negra vinha queimando há meses, eu
sabia que ele iria retornar, todos os Comensais sabiam!
Eu tinha muito tempo para pensar no que eu queria fazer,
então planejar meu próximo passo, e então fugir como
Karakaroff, não tive?'
'O desgosto do Lord Nego ao meu atraso desapareceu completamente,
eu lhe asseguro, quando eu lhe explique que eu continuava
fiel, mesmo Dumbledore pensando que eu era o seu homem.
Sim, o Lord Negro achou que eu o tinha deixado para
sempre,
mas ele estava enganado.'
'Mas você foi de que uso?' zombou Bellatrix. `Que informações
úteis nos recebemos de você?
'Minha informação tem sido entregue diretamente ao Lord,'
disse Snape. `Se ele decide não dividir com você-`
'Ele divide tudo comigo!' disse Bellatrix, pegando fogo
de uma vez. 'Ele me chama de sua mais leal, sua mais
fiel-`
`Ele chama?' disse Snape, sua voz mudada delicadamente
para mostrar sua desconfiança. 'Ele ainda chama depois
do fiasco no Ministério?'
`Aquilo não foi minha culpa!' disse Bellatrix, ficando
vermelha. 'O Lord Negro confiou em mim, no passado,
seu
mais precioso – se Lucius não tivesse-`
'Você não ouse – não ouse culpar meu marido!' disse
Narcisa,
em uma voz baixa e apática, olhando para sua irmã..

'Não há porque culpar ninguém,' disse Snape com calma.
'O que está feito está feito.'
'Mas não por você!' disse Bellatrix furiosa. 'Não, mais
uma vez você estava ausente enquanto o resto de nós
corria
perigo, não estava, Snape?'
'Minhas ordens foram para ficar atrás,' disse Snape.
'Talvez você discorde com o Lord Negro, talvez você
ache
que Dumbledore não teria notado se eu tivesse me unido
aos Comensais da Morte para lutar com a Ordem da Fênix?
E – perdoe-me – você fala de perigo... Vocês estavam
enfrentando seis adolescentes, não estavam?'
'Eles estavam juntos, como você bem sabe, com metade
da Ordem pra começar!' rosnou Bellatrix. `E, enquanto
você está falando da Ordem, você ainda diz que não pode
revelar o paradeiro do quartel-general deles, não é?'

'Eu não sou o Guardador do Segredo, eu não posso falar
o nome do lugar. Você entende como o encantamento funciona,
eu acho? O Lord Negro está satisfeito com as informações
que eu passei para ele sobre a Ordem. Elas permitiram,
como talvez você tenha adivinhado, a recente captura
e assassinato de Emmeline Vance, e certamente ajudou
a se livrar de Sirius Black, apesar de eu te dar todos
os créditos por acabar com ele.'
Ele inclinou sua cabeça e a encarou. Sua expressão não
se amenizou.
'Você está fugindo da minha última pergunta, Snape.
Harry
Potter. Você podia tê-lo matado a qualquer momento nos
últimos cinco anos. Você não o fez. Por quê?'
'Você discutiu esse ponto com o Lord negro?' perguntou
Snape.
'Ele... ultimamente, nós... Eu estou perguntando a você,
Snape!'
'Se eu tivesse assassinado Harry Potter, o Lord Negro
não poderia ter usado o seu sangue para regenerar, fazendo-o
invencível -'
'Então você previu esse uso do garoto!' ela zombou.

'Eu não previ; eu não tinha idéia de seus planos; eu
já havia confessado que eu pensei que ele estava morto.
Eu estou simplesmente tentando explicar porque o Lord
Negro não está triste que Harry Potter tenha sobrevivido,
pelo menos até um ano atrás...'
'Mas porque você o manteve vivo?'
'Você não me entendeu? Era somente a proteção de Dumbledore
que estava me mantendo for de Askaban! Você discorda
que assassinar o seu aluno predileto podia o ter colocado
contra mim? Mas havia mais a fazer do que isso. Eu devo
lembrá-la que quando Potter chegou a Hogwarts pela primeira
vez, ainda haviam muitas histórias circulando sobre
ele,
rumores de que ele por ele mesmo era um bruxo do mal,
que era o porquê dele ter sobrevivido ao ataque do Lord
Negro. De fato, muitos dos antigo seguidores do Lord
negro pensaram que Potter fosse um padrão no qual poderíamos
nos apoiar mais uma vez. Eu estava curioso, eu admito,
eu não iria matá-lo no momento em que o vi colocar o
pé no castelo.'
'É claro, se tornou aparente para mim bem rapidamente
que ele não tinha nenhum talento extraordinário. Ele
se safou se de grandes perigos por uma simples combinação
de muita sorte e amigos talentosos. Ele é um medíocre
do ultimo nível, tão odioso e desprezível quanto seu
pai era. Eu fiz o meu máximo para jogá-lo para fora
de
Hogwarts, onde eu acredito que ele raramente ficará,
mas mata-lo, ou permitir que ele fosse morto na minha
frente? Eu teria sido um tolo de arriscar, com Dumbledore
tão próximo.'
'E nós devemos acreditar que Dumbledore nunca suspeitou
de você?' Bellatrix perguntou. 'Ele não tem idéia da
sua verdadeira obediência, ele confia cegamente em você?'

'Eu atuei bem,' disse Snape. 'E você negligencia a maior
fraqueza de Dumbledore: ele sempre acredita no melhor
das pessoas. Eu senti nele um toque de profundo remorso
quando eu me juntei ao seu grupo, fresco dos dias de
Comensal da Morte, e ele me recebeu de braços abertos
– embora, como eu disse, me mantendo ao máximo afastado
das Artes do Mal. Dumbledore tem sido um grande mago
– oh sim, ele tem' (Bellatrix havia feito um barulho
sarcástico) `o Lord Negro reconhece isso. Eu tenho prazer
em dizer, contanto, que Dumbledore está ficando velho.
O duelo cm o Lord Negro no ultimo mês mostrou isso.
Ele
tem ficado em grande prejuízo porque suas reações são
mais lentas do que eram antes. Mas por todos esses anos,
ele não deixou de acreditar em Severus Snape, e é nisso
que está o meu grande valor para o Lorde Negro.'
Bellatrix ainda parecia infeliz, embora ela aparecesse
insegura de como atacar Snape agora. Tirando vantagem
do seu silêncio, Snape se voltou para sua irmã.
'Agora... você veio me pedir ajuda, Narcisa?'
Narcisa olhou para ele, seu rosto demonstrando seu desespero.

'Sim, Severus. Eu – Eu acho que você é o único que pode
me ajudar, eu não tenho mais para onde ir. Lucius está
preso e...'
Ela fechou seus olhos e duas grossas lágrimas desceram
de suas pálpebras.
'O Lord Negro me proibiu de falar disso,' Narcisa continuou,
seus olhos ainda fechados. 'Ele não quer que ninguém
saiba do plano. Ele é... muito secreto. Mas-'
'Se ele proibiu, você não deve dizer,' disse Snape de
uma vez. `A palavra do Lord Negro é lei.'
Narcisa ofegou como se ele lhe tivesse atirado água
gelada.
Bellatrix parecia satisfeita pela primeira vez desde
que ela tinha entrado na casa.
'Isso!' ela disse triunfante para sua irmã. 'Até Snape
concorda: te disseram para não falar, então não fale!
'
Mas Snape havia se levantado e ido até a pequena janela,
olhou pelas cortinas para a rua deserta, então as fechou
com um empurrão. Ele se virou para Narcisa, franzindo
as sobrancelhas. 'O que acontece é que eu já sei do
plano,'
ele disse em voz baixa. `Eu sou para os quais o Dark
Lord contou. Entretanto, se eu não estivesse sabendo,
Narcisa, você seria culpada de traição ao Lord Negro.'

'Eu achei que você sabia!' disse Narcisa, respirando
mais livremente. 'Ele confia tanto em você, Severus...'

`Você sabe do plano?' disse Bellatrix, sua rápida expressão
de satisfação substituída por um ar de ultraje. 'Você
sabe?'
'Certamente,' disse Snape. 'Mas de que ajuda você precisa,
Narcisa? Se você imagina que eu posso persuadir o Lord
Negro a mudar de opinião, eu receio que não haja esperança.
Nenhuma mesmo.'
'Severus,' ela sussurrou, lágrimas descendo por seu
rosto.
'Meu filho... Meu único filho...'
'Draco deveria estar orgulhoso,' disse Bellatrix, indiferente.
'O Lord Negro está dando a ele uma grande honra. E eu
digo isto por ele: ele não se retraindo do seu dever,
ele parece feliz de ter a chance se mostrar capaz, excito
na idéia de-`
Narcisa começou a chorar energeticamente, olhando suplicante
para Snape.
'Isso é porque ele só tem dezesseis anos e não tem idéia
do que o espera! Porque, Severus? Porque o meu filho?
É muito perigoso! Isso é vingança pelo erro de Lucius.
Eu sei disso!'
Snape não disse nada. Ele desviava o olhar das lágrimas
como se elas fossem indecentes, mas não podia fingir
que não a ouvia.
'É por isso que ele escolheu o Draco, não é? Ela persistiu.
'Para punir o Lucius?'
'Se o Draco tiver sucesso,' disse Snape, ainda desviando
o olhar dela, `ela será honrado acima de todos os outros.'

'Mas ele não vai conseguir!' soluçou Narcisa. 'Como
ele
poderia, quando o próprio Lord Negro -?'
Bellatrix ofegou; Narcisa pareceu perder a energia.

Eu só quis dizer que... Que ninguém conseguiu ainda...
Severus... Por favor... Você é, e sempre foi, o professor
favorito do Draco... Você é um velho amigo do Lucius…
Eu te imploro... Você é o favorito do Lord, seu aconselhador
mais confiável... Você falará com ele, o convencerá-?`

'O Lord Negro não será convencido, e eu não sou burro
o suficiente para tentar,' disse Snape, vagamente. 'Eu
não poso fingir que o Lord Negro não está zangado com
Lucius. Lucius deveria estar comandando. Ele se deixou
ser capturado, junto com muitos outros, e falhou em
recuperar
a profecia. Sim, o Lord Negro está com raiva, Narcisa,
realmente com muita raiva.'
'Então eu estou certa, ele escolheu o Draco por vingança!'
ofegou Narcisa. 'Ele não quer que ele consiga, ele quer
que ele morra tentando!'
Quando Snape não disse nada, Narcisa pareceu perder
o
pouco de autocontrole que ainda tinha. De pé, ela cambaleou
até Snape e agarrou a frente de suas vestes. Seu rosto
perto do dele, suas lágrimas caindo no seu peito, ela
suspirou. 'Você poderia. Você poderia fazer no lugar
do Draco, Severus. Você iria conseguir, é lógico que
iria, e ele iria te recompensar por todos nós-'
Snape segurou o seu pulso e retirou suas mãos apertadas.
Olhando fundo em seu rosto cheio de lágrimas, ele disse
vagarosamente.
'Ele quer que eu tente no final, eu acho. Mas ele está
determinado que Draco tente antes. Veja você, se Draco
suceder, eu vou ser capaz de ficar em Hogwarts por mais
algum tempo, completando meu útil trabalho como espião.'

'Em outras palavras, não importa se Draco vai ser morto!'

'O Lorde Negro está muito furioso,' repetiu Snape lentamente.
`Ele falhou ao ouvir a profecia. Você sabe tão bem quanto
eu, Narcisa, que ele não esquece tão facilmente.'
Ela se dobrou, caindo a seus pés, chorando e gemendo
no chão.
'Meu único filho… Meu único filho...'
'Você deveria estar orgulhosa!' disse Bellatrix cruelmente.
'Se eu tivesse filhos, eu estaria feliz em vê-los a
serviço
do Lord Negro!'
Narcisa deu um pequeno grito de desespero e agarrou
seus
longos cabelos loiros. Snape parou, segurando seus braços,
a levantou e a colocou de volta no sofá. Ele então a
deu mais vinho e forçou o copo nas suas mãos.
'Narcisa, chega. Beba isso. Me ouça.'
Ela se acalmou um pouco; derramando vinho nela mesma,
ela tomou um gole tremido.
'Pode ser possível… Que eu ajude Draco.'
Ela se levantou, seu rosto pálido, seus olhos enormes.

'Severus - oh, Severus – você o ajudaria? Você tomaria
conta dele, mantê-lo longe do perigo?'
'Eu posso tentar'
Ela se jogou para longe do copo; passou pela mesinha
até cair em uma confortável posição aos pés de Snape,
pegou suas mão com as suas duas e apertou seus lápis
nelas.
'Se você estiver lá para protegê-lo... Severus, você
juraria? Você faria o Juramento Inquebrável?'
'O Juramento Inquebrável?' a expressão de Snape era
vaga,
ilegível; Bellatrix, entretanto, deu uma risada triunfante.

'Você não está ouvindo, Narcisa? Oh, ele irá tentar,
eu tenho certeza... As mesmas palavras vazias, a mesma
deslizada fora do ar... Oh, sob as ordens do Lord Negro,
com certeza!'
Snape não olhou para Bellatrix. Seus olhos negros estavam
fixados nos olhos azuis cheios de lágrimas de Narcisa,
e ela continuava a segurar sua mão..
'Certamente, Narcisa, eu farei o Juramento Inquebrável.'
Ele disse vagarosamente. `Talvez, sua irmã queira ser
o nosso Elo de Ligação.'
A boca de Bellatrix estava escancarada. Snape se abaixou
para que ele estivesse ajoelhado ao contrário de Narcisa.
Sob o olhar fixo atônito de Bellatrix, eles deram as
mãos.
'Você vai precisar da sua varinha, Bellatrix,' disse
Snape friamente,
Ela a pegou, ainda parecendo atônita,
'E você vai precisar chegar um pouco mais perto,' ele
disse.
Ela deu alguns passados para que ficasse próxima a eles,
e colocou a ponta de sua varinha nas suas mãos dadas.

Narcisa falou.
'Irá você, Severus, cuidar do meu filho Draco ao satisfazer
os pedidos do Lord Negro?'
'Eu irei.' disse Snape
Uma fina labareda saiu da varinha e serpenteou-se envolta
das mãos como um vinho vermelho-fogo.
'E irá você, com o melhor de suas habilidades, protege-lo
do perigo?'
'Eu irei.' disse Snape
Uma segunda labareda de fogo saiu da varinha e se ligou
à primeira, formando uma bela cadeira de lampejos.
'E, devo prová-lo necessário... Se você sentir que Draco
irá falhar...' sussurrou Narcisa (a mão de Snape repeliu-se
da dela, mas elas não se separaram) 'irá você carregar
o fardo que o Lord Negro ordenou a Draco cumprir?'
Houve um momento de silêncio. Bellatrix assistiu, sua
varinha sob suas mãos unidas, seus olhos bem abertos.

'Eu irei.' disse Snape.
O rosto pasmo de Bellatrix ficou vermelho com a chama
de uma terceira labareda, que saiu da varinha, se misturou
com as outras e ricocheteou envolta de suas mãos unidas,
como uma corda, como uma cobra cor de fogo.



Capítulo 3: Vai ou Não Vai

Harry potter estava roncando baixo. ele estava sentado
em uma cadeira em seu quarto por bem umas 4 horas, olhando
para fora na rua escura, e tinha final mente caído no
sono com um lado de seu rosto contra o gelado vidro
da
janela, seus óculos estavam caídos e sua boca meio aberta.
seu hálito embaçada a janela que dava para uma lâmpada
alaranjada na rua lá fora, a luz artificial iluminava
seu rosto fazendo-o parecer um tanto fantasmagórico,
em grande contraste com seu cabelo muito negro.
o quarto estava cheio com varias possessões e um bom
tinteiro. muita comida, bagaços de maçãs meio podres
entulhavam o chão, um numero de livros-texto pendiam
de sua cama, e uma bagunça de jornais embaixo de um
abajur
em sua mesa. a linha de um sublinhada:
HARRY POTTER O ESCOLHIDO?
rumores continuavam a voar sobre o recente e misterioso
distúrbio com o ministro da magia, durante o qual, aquele
que não deve ser nomeado havia voltado, uma vez mais.
"nós não estamos autorizados a falar sobre isso, não
me pergunte nada"disse um obliviador agitado, que se
recusou a dar seu nome enquanto deixava o ministério
ontem a noite.
contudo, uma pessoa do alto escalão do ministério, confirmou
que o foco da perturbação foi salão da profecia.
"spokewizards" de dentro do ministério se recusaram
ate
mesmo a confirmar a existência desse lugar, um grande
numero da comunidade bruxa acredita que os comensais
da morte agora servem sentenças em Azkaban para ultrapassar
e intimidar aqueles que tentam roubar a profecia. a
natureza
dessa profecia é desconhecida, grandes especulações
dizem
que se concentra em harry potter, a única pessoa conhecida
a sobreviver ao curso mortal, e que também é sabido
que
esteve com o ministro na noite em questão. alguns estão
indo longe e chamando harry potter de o "escolhido",
acreditando segundo a profecia, ele seria o único que
conseguiria nos livrar daquele que não deve ser nomeado.
os correntes boatos sobre a profecia, se é que ela existe,
são desconhecido, largamente (cont, pag. 2, coluna 5)

um segundo jornal estava ao lado do primeiro. esse tinha
o cabeçalho:
SCRIMGEOUR SUCEDE FUDGE

a maior parte da primeira pagina estava coberta por
uma
foto preto-e-branco de um homem com uma juba de cabelos
marrom-amarelados e um rosto um tanto quanto arruinado.
a foto estava em movimento -o homem estava se movendo
na foto.

rufus scrimgeour, antes Cabeça do quartel dos Aurores
no departamento da aplicação das leis magicas, está
sucedendo
Cornelius Fudge como ministro da magia. a nomeação tem
sido largamente tomada com entusiasmo pela população
bruxa, houve rumores de uma richa entre o novo minstro
e alvo Dumbledore, novo Chefe Warlock do Wizengamot,
com horas no escritorio de Scrimgeour.
representantes de Scrimgeour admitiram que ele tinha
se encontrado com dumbledore uma vez, tomando posse
do
melhor emprego, mas se recusaram comentar sobre os tópicos
em discussão. Alvo Dumbledore é conhecido como (cont.
pag 3, coluna 2)

Na esquerda de outra página, a qual havia sido anexada
uma reportagem com o título "MINISTRO GARANTE A SEGURANÇA
DOS ESTUDANTES" visível.

Novamente questionado, o Ministro da Magia, Rufus Scrimgeour,
falou hoje sobre as novas medidas pelo ministério para
garantir com segurança a volta dos alunos à Escola de
Magia e Bruxaria de Hogwarts neste outono.
"Por óbvias razões, o ministério não vai entrar em detalhes
sobre os novos planos de segurança", disse o ministro,
apesar de que uma pessoa de dentro do ministério confirmou
que essas medidas incluem feitiços e magias defensivas,
uma complexa disposição de "counter-curses" e uma pequena
força-tarefa de aurores dedicados somente para a proteção
de Hogwarts
A maioria parece tranquilizada pelo discurso do novo
ministro sobre a segurança dos alunos. A senhora Augusta
Longbottom disse: "Meu neto, Neville -, um grande amigo
de Harry Potter, que lutou contra os comensais da morte
ao lado de Harry no minstério em Junho e –

Mas o resto da reportagem estava escondido embaixo de
uma grande gaiola. Dentro tinha uma magnífica coruja
nevada. Seus olhos âmbares examinavam o quarto imperiosamente,
sua cabeça girava sobre seu pescoço ocasionalmente para
olhar seu dono roncar. Uma ou duas vezes ela bateu seu
bico impacentemente, mas Harry está num sono muito profundo
para ouvi-la.

Um grande baú estava bem no meio do quarto. Sua tampa
estava aberta: já estava quase vazio a não ser por roupas
de baixo (cuecas) velhas, doces, frascos de tinta vazios
e penas quebradas que revestiam o fundo. Próximo a isso,
no chão, estava jogado um folheto brasonado (com brasão)
com as palavras:

EMITIDO EM NOME DE
O MINISTÉRIO DA MAGIA

Protegendo sua casa e sua família contra a arte das
trevas

A comunidade bruxa está atualmente sob a ameaça de uma
organização chamada de Os Comensais da Morte. O seguinte
guia irá ajudá-lo a proteger sua casa, sua famílias
e
a s mesmo de um possível ataque
1. Você é aconselhado a não sair sozinho de casa
2. Cuidado nas horas de escuridão (de noite). Sempre
que possível, completem suas viagens antes do anoitecer.
3. Revise as condições de segurança ao redor de sua
casa,
tendo certeza de que todos os membros de sua família
estão cientes das medidas de segurança como feitiços
escudo e de desilusãoe, no caso de membros da família
menores de idade, Side-Along-Apparitions
4. Faça perguntas pessoais para seus amigos mais próximos
e familiares para detectas comensais que possam estar
mascarados pela poção polisuco (veja pag 2)
5. Caso você sinta que um membro da família, colega,
amigo ou vizinho esta agindo de maneira estranha, avise
o Esquadrão mágico de reforço à lei o mais rápido possível.
Eles podem estar agindo sobre a maldição Imperius (veja
pag 4)
6. Se a marca negra aparecer sobre qualquer moradia
ou
outra construção, NÃO ENTRE, mas avise o escritório
dos
aurores o mais rápido possível
7. Boatos sugerem que o comensais podem estar usando
agora "Inferi" (veja pag 10). Qualquer sinal de algum
"Inferious", ou encontro comum semelhante, deve ser
comunicado
ao ministro IMEDIATAMENTE.

Harry grunhiu em seu sono e sua cara escorregou na janela
uma polegada, fazendo seu óculos ficar mais torto, mas
ele não acordou. Um despertador, consertado por Harry
alguns anos atrás, estava "tiquetaqueando" alto na cabeceira
de sua cama, mostrando 10:59. Ao lado disso, preso no
lugar por uma mão relaxada de Harry, estava um pedaço
de pergaminho coberto por uma fina e inclinada escrita.
Harry tinha lido este pergaminho tão repetidamente desde
sua chegada a 3 dias, que apesar de o mesmo ter sido
entregue firmemente enrolado, agora estava reto.

Querido Harry,
Se isso for conveniente para você, eu chamar no número
quatro, no estacionamento nessa sexta-feira às 11 para
te escoltar até a toca, onde você está sendo convidado
para passar o resto de suas férias.
Se você aceitar, e devo também estar contente de ser
o seu assistente numa matéria em que eu espero ajudar
no caminho para a toca, esplicarei melhor quando nos
vermos.
Enviei sua resposta pelo retorno desta coruja. Espero
te ver na sexta.

Alvo Dumbledore

Embora ele já a conhecesse de cor, Harry tinha estado
lançando olhares a esta carta a cada poucos minutos
desde
as sete da noite, quando ele tinha se posicionado pela
primeira vez ao lado da janela de seu quarto, onde tinha
uma visão razoável da rua dos Alfeneiros. Ele sabia
que
era insensato reler novamente as palavras de Dumbledore;
Harry tinha mandado de volta o seu "sim" com a coruja,
como pedido, e tudo que ele poderia fazer agora era
esperar:
Ou Dumbledore estava vindo, ou ele não estava.

Mas Harry não tinha arrumado as malas. Apenas parecia
muito bom para ser verdade que ele ia ser salvo dos
Dursleys
depois de uma mera quinzena na companhia deles. Ele
não
pôde ignorar o sentimento que algo ia sair errado -
a
sua resposta para a carta de Dumbledore poderia ter
sido
desviada; Dumbledore poderia ter sido impedido de recolhê-la;
a carta poderia não se mostrar nada para Dumbledore,
mas um truque ou piada ou armadilha. Harry não tinha
se mostrado capaz de arrumar as malas e então ficar
desapontado
e desarrumá-las novamente. O único gesto que ele tinha
feito à possibilidade de uma viagem foi fechar a sua
coruja nevada, Edwirges, seguramente na gaiola dela.


O ponteiro dos minutos do despertador alcançou o número
doze e, naquele momento preciso, as lâmpadas da rua

fora, se apagaram.
Harry despertou como se a escuridão súbita fosse um
alarme.
Endireitando rapidamente os seus óculos e descolando
sua face do vidro, ele apertou seu nariz contra a janela
e deu uma olhada para a calçada. Uma figura alta em
uma
longa, ondulada capa estava caminhando no jardim.

Harry saltou como se ele tivesse recebido um choque
elétrico,
golpeado em cima de sua cadeira, começou arrebatando
qualquer coisa dentro de alcance do chão e lançando
dentro
de seu baú. Até mesmo ele jogou um jogo de mantos, dois
livros de feitiços, e um pacote de "crisps" pelo quarto,
a campainha da porta tocou. Na escadaria da sala de
estar
o Tio Valter gritou, " Quem, infernos, está chamando
a esta hora da noite?
Harry gelou com um telescópio de metal em uma mão e
um
par de "trainers" na outra. Ele tinha esquecido avisar
os Dursleys que Dumbledore poderia estar vindo. Sentindo
se apavorado e ao mesmo tempo perto de rir, ele subiu
em cima do baú e puxou-o aberto pelo seu quarto para
ouvir uma voz profunda dizer, "boa noite. Você deve
ser
Sr. Dursley. Eu imagino que Harry lhes contou que eu
estaria vindo por ele"?


Harry correu descendo dois degraus por vez, parando
repentinamente
a alguns passos do piso, como sua experiência longa
tinha
lhe ensinado a permanecer fora do alcance dos braços
do seu tio sempre que possível. Lá na entrada estava
um homem alto, magro com cabelo comprido até na cintura
prateado e barba. Tinha óculos meio-lua no seu nariz
dobrado, e ele estava usando uma longa capa negra de
viagem e chapéu pontiagudo. Valter Dursley, cujo bigode
estava quase tão espesso quanto o de Dumbledore, entretanto
negro, e que estava usando um roupão castanho-escuro,
estava encarando a visita como se ele seus olhos minúsculos
não pudessem acreditar no que viam.
"Julgando por seu olhar de impressionada descrença,
Harry
não o advertiu que eu estaria vindo, Dumbledore " disse
agradavelmente. " Porém, deixe-me supor que você me
convidou
cordialmente em sua casa. Não é inteligente demorar
demais
no degrau de entrada da porta nestes tempos difíceis".
Ele pisou inteligentemente em cima do umbral e fechou
a porta ás suas costas.
"Faz muito tempo desde minha ultima visita" disse Dumbledore,
olhando sobre seu nariz curvo para o Tio Valter. " Eu
tenho que dizer, seus agapanthus estão florescendo ".


Valter Dursley não disse nada. Harry não duvidou que
a fala retornasse a ele, e logo - a veia que pulsava
no pescoço de seu tio estava alcançando pontos de perigo
- mas algo sobre Dumbledore parecia ter o roubado temporariamente
o fôlego. Poderia ter sido o "wizardishness" grosseiro
de sua aparência, mas talvez, também, o Tio Valter pudesse
sentir que ali era um homem quem seria muito difícil
ameaçar.
" Ah, boa noite Harry", disse Dumbledore, o olhando
pelos
seus óculos meia-lua com uma expressão mais satisfeita.
" Excelente, excelente ".
Estas palavras pareceram despertar Tio Valter. Estava
claro que no que lhe diz respeito, qualquer homem que
pudesse olhar Harry e dizer " excelente " era um homem
com quem ele nunca poderia olhar olho para olho.
" Eu não pretendo ser rude - " ele começou, em um tom
que ameaçou grosseria em cada sílaba.

"--contudo, tristemente, grosseria acidental acontece
inquietantemente com freqüência, " Dumbledore terminou
a oração gravemente. " Melhor não dizer nada, meu querido
homem. Ah, e esta deve ser Petúnia ".
A porta de cozinha tinha aberto, e lá estava a tia de
Harry, usando luvas de borracha e um avental sobre sua
camisola, claramente a meio tempo entre a hora de dormir
e sua habitual limpeza de todas as superfícies de cozinha.
Sua face "com traços de cavalo" não registrou nada mais
que choque.
" Alvo Dumbledore", disse Dumbledore, quando Tio Valter
não efetuou uma introdução. " Nós correspondemos, claro
". Harry pensou que este era um modo estranho de recordar
Tia Petúnia, que ele tinha lhe enviado uma vez uma carta
explosiva, mas Tia Petúnia não desafiou o termo. " E
este deve ser seu filho, Dudley "?
Dudley tinha naquele momento espreitado em volta da
porta
de sala de estar. A sua cabeça grande, loira subindo
fora do colarinho de "stripy" do seu pijama olhou desligado,
boquiaberto de surpresa e "I car"??. Dumbledore esperou
um momento ou dois, aparentemente para ver se qualquer
dos Dursleys iria dizer qualquer coisa, mas como o "o.ilcncc"??
estirou nele sorriu.
Nós assumiremos que você me convide para sua sala de
estar?


Dudley se mexeu fora do normal à medida que Dumbledore
passava por ele. Harry, ainda agarrando com força seu
telescópio e trainers, saltou os últimos degraus e seguiu
Dumbledore, que tinha se ajeitado poltrona mais próxima
ao fogo e estava olhando as coisas em volta com agradável
interesse. Ele olhou totalmente e extraordinariamente
fora de lugar.
"Nós não --nós não estamos partindo, senhor "? Harry
perguntou ansiosamente.
" Sim, realmente nós estamos, mas há algumas questões
que nós precisamos discutir primeiro" disse Dumbledore.
"E eu preferiria não fazer tão ao ar livre. Nós só infringiremos
um pouco mais a hospitalidade de sua tia".
" Você vai, você vai?"
Valter Dursley tinha entrado na sala, Petúnia ao encalço
dele, e Duda escapando por trás dos dois.
" Sim", Dumbledore disse simplesmente, " eu devo ".
Ele puxou sua varinha tão rapidamente que Harry custou
a ver; com um estalido casual, o sofá zuniu adiante
e
bateu os joelhos dos três do Dursleys de forma que eles
desmoronaram sobre ele. Outro estalido da varinha e
o
sofá zuniu atrás a sua posição original.
" Nós podemos também estar confortáveis", disse Dumbledore
agradavelmente.

À medida que ele recolocou sua varinha no bolso, Harry
viu que a mão dele estava enegrecida e murcha; parecia
como se a carne tivesse sido queimada.
" Senhor - o que aconteceu com sua-?"
" Depois, Harry", disse Dumbledore. " Por favor sente
se".
Harry pegou a poltrona restante e escolhendo não olhar
os Dursleys que pareciam atordoados em silêncio.
" Eu suporia que você fosse me oferecer refresco, "
Dumbledore
disse ao Tio Valter, " mas as evidências até aqui sugerem
que não deveria ser otimista ao ponto desse tolice ".
Um terceiro agito da varinha, e uma garrafa empoeirada
e cinco copos apareceram à meia altura. A garrafa inclinou
e derramou uma medida generosa de líquido mel-colorido
em cada dos copos que então flutuaram para cada pessoa
na sala.

"O mais fino Hidromel curtido em carvalho sa Madame
Rosmerta",
disse Dumbledore, elevando seu copo para Harry, que
pegou
o seu próprio e bebericou. Ele nunca tinha tido experimentado
qualquer coisa parecida antes, mas desfrutou imensamente.
Os Dursleys, depois de olhares rápidos, assustados de
um ao outro, tentaram ignorar os seus copos completamente,
um feito difícil, como eles estavam os cutucando com
suavidade nos lados de suas cabeças. Harry não pôde
suprimir
uma suspeita que Dumbledore estava se desfrutando bastante.
" Bem, Harry", Dumbledore disse, dirigindo em direção
a ele, "uma dificuldade surgiu, a qual espero eu que
você possa resolver para nós. Por nós, eu quero dizer
a Ordem da Fênix. Mas em primeiro lugar eu lhe tenho
que falar que o testamento de Sirius foi descoberto
uma
semana atrás e que ele deixou tudo que ele possuía para
você".
Em cima de no sofá, Tio a cabeça de Vernon virou, mas
Harry não o olhou, nem ele poderia pensar que de qualquer
coisa que diz exclua, " Oh. Direito ".
" Isto é, o principal, bastante direto, " Dumbledore
continuou. " Você possui uma quantia razoável de ouro
em sua conta no Gringotes, e você herda todas as posses
pessoais de Sirius. A parte ligeiramente problemática
do legado -"
O padrinho dele está morto? disse Tio Valter em voz
alta
do sofá. Dumbledore e Harry ambos viraram para o olhar.
O copo de hidromel estava batendo agora bastante insistentemente
ao lado da cabeça de Valter; ele tentou tirar fora.
"
Ele está morto? O padrinho dele?"


" Sim", disse Dumbledore. Ele não perguntou para Harry
por que ele não havia confiado nos Dursleys. " Nosso
problema, " ele continuou a Harry, como se não tivesse
havido nenhuma interrupção," é que Sirius deixou pra
você o Largo Grimmauld, numero doze.
" Ele está ficando com uma casa "? disse Tio Valter
ambiciosamente,
com seus pequenos olhos se estreitando, mas ninguém
lhe
respondeu.
" Vocês podem continuar usando-a como sede", Harry disse.
" Eu não me importo. Vocês podem ficar com ela, eu realmente
não a quero". Harry nunca quis botar os pés no Largo
Grimmauld, número doze, novamente, se ele pudesse ajudar.
Ele pensou que ele sempre seria assombrado pela memória
de Sirius que ronda seus quartos bolorentos escuros
solitário,
encarcerado dentro do lugar que ele tinha querido partir
tão desesperadamente.
" Isso é generoso, " Dumbledore disse. "Porém, nós desocupamos
o edifício temporariamente ".
Por que "?
" Bem," Dumbledore disse, ignorando o murmúrio do Tio
Valter que estava sendo golpeado inteligentemente em
sua cabeça pelo persistente copo de hidromel tradição
familiar " A tradição da família Black decretou que
a
casa fosse passada para as próximas gerações da linhagem
direta, para o próximo homem com o nome de 'Black'.
Sirius
era o último da linhagem, como o irmão mais jovem dele,
Regulus, e faleceram ambos sem terem filhos. Enquanto
o seu testamento faz perfeitamente que você tenha a
casa,
é não obstante possível que algum feitiço ou encanto
que foi fixo no lugar assegurar que não pode ser possuído
por qualquer um diferente de um puro sangue".

Uma imagem vívida do grito, saindo do retrato da mãe
de Sirius que se manteve o corredor do Largo Grimmauld,
número doze, brilhou na mente de Harry. " Eu aposto
que
lá tem, " ele disse.
" Perfeitamente", disse Dumbledore. " E se tal um encanto
existe, então a propriedade da casa é provável passar
para o mais antigo parente de Sirius vivo, que seria
a prima dele, Bellatrix Lestrange ".
Sem perceber o que ele estava fazendo, Harry pulou sobre
seus pés; o telescópio e trainers no seu colo rolaram
pelo chão. Bellatrix Lestrange, a assassina de Sirius,
herda a casa dele?
" Não, " ele disse.
" Bem, obviamente nós preferiríamos que ela ou não a
adquirisse", disse Dumbledore calmamente. " A situação
está carregada de complicações. Nós não sabemos se os
encantos que nós mesmos colocamos lá, por exemplo, fazendo-a
"Unplottable"(ilocalizável, talvez), se manterão agora
aquela propriedade passou das mãos de Sirius. Poderia
ser que Bellatrix chegue no degrau de entrada a qualquer
momento. Naturalmente nós tivemos que nos mudar até
esclarecermos
esta posição,"
" Mas como você vai descobrir se me permitem possuí-la"?
" Felizmente" disse Dumbledore, "há um teste simples."


Ele colocou seu copo vazio em uma mesa pequena ao lado
de sua cadeira, mas antes de ele pudesse fazer qualquer
outra coisa, Tio Valter gritou, " você receberia estas
coisas coradas sem nós "?
Harry deu uma olhada; todos os três Dursleys estavam
se encolhendo com seus braços em cima das suas cabeças
com os copos saltando de cima para baixo nos seus crânios,
os conteúdos deles voando pra todos os lugares.
" Oh, desculpe-me", Dumbledore disse educadamente, e
ele elevou sua varinha novamente. -todos três copos
desapareceram.
" Mas teria sido de melhor tom beber isto, você sabe
".
Parecia como se o Tio Vernon fosse explodir com qualquer
número de respostas desagradáveis, mas ele somente encolheu
atrás nas almofadas com Tia Petúnia e Duda e não disse
nada, mantendo seus pequenos olhos de porco na varinha
de Dumbledore.
" Veja você, " Dumbledore disse, voltando a Harry e
falando
novamente como se o Tio Valter não tivesse se pronunciado,
" se você herdou a casa realmente, você também herdou
-"
Ele sacudiu sua varinha pela quinta vez. Havia um estalo
alto, e um elfo doméstico apareceu, com um focinho para
um nariz, as orelhas de morcego gigante, e olhos sanguinolentos
enormes, sobre o carpete felpudo dos Dursleys e coberto
em trapos encardidos. Tia Petúnia deixou sair um grito
agudo horrível; nada tão imundo havia entrado em sua
casa em sua memória vivente. Duda puxou o seu grande,
desnudo, pé rosa para fora do chão e se sentou com eles
elevados quase sobre a cabeça dele, como se ele pensasse
que a criatura poderia aumentar suas calças compridas
de pijama, e Tio Vernon berrou, isso que infernos é
isso"?

" Monstro," finalizou Dumbledore.
"Monstro não, Monstro não, Monstro não!" resmungava
o
elfo-doméstico, quase tão ruidosamente quanto o Tio
Valter,
estampando seus pés longos, nodosos e puxando as suas
orelhas. " Mostro pertence à Senhorita Bellatrix, oh
sim, Monstro pertence aos Black, Monstro querer sua
nova
mestra, Monstro não querer ir com Potter pirralho, Monstro
não vai, não vá, não -"
" Como você pode ver, Harry", Dumbledore disse ruidosamente,
por cima do resmungo de Monstro" não, não irá, não irá,"
" Monstro está mostrando uma certa relutância para passar
para sua propriedade ".
" Eu não me preocupo", disse Harry novamente, olhando
com desgosto o elfo doméstico se retorcendo e esperniando.
" Eu não o quero".
"Não, não, não, não -"
" Você preferiria que ele passasse para s propriedade
de Bellatrix Lestrange? Levando em consideração que
ele
viveu na sede da Ordem da Fênix todo o ano passado?
"Não, não , não, não -"
Harry encarou Dumbledore. Ele sabia que Monstro não
poderia
ser permitido ir e viver com Bellatrix Lestrange, mas
a idéia de o possuir, de ter responsabilidade pela criatura
que tinha traído Sirius, era repugnante.

"Dê a ele uma ordem," disse Dumbledore. " Se ele passou
para sua propriedade, ele terá que obedecer. Se não,
então nós teremos que pensar em alguns outros meios
de
mantê-lo em seu mestre legítimo.
"Não, não, não, não!"
A voz de Monstro tinha se elevado a um grito. Harry
poderia
pensar que de nada para dizer a não ser, " Monstro,
cale-se"!
Passou um momento como se Monstro fosse se sufocar.
Ele
agarrou sua garganta, sua boca ainda trabalhando furiosamente,
seus olhos inchando. Depois de alguns segundos de tragar
frenético, ele se lançou adiante sobre o tapete (Tia
Petúnia choramingou) e bateu o chão com as mãos e pés
para um violento, mas completamente silencioso, acesso
de raiva.
" Bem, isso simplifica as coisas", disse Dumbledore
animadamente.
" Parece que Sirius sabia o que ele estava fazendo.
Você
é o dono legítimo do Largo Grimmauld número doze e de
Monstro".
" Eu - eu tenho que mantê-lo comigo"? Harry perguntou,
espantado, nós Monstro batia ao redor de seus pés.
" Não se você não quer", disse Dumbledore. " Se eu poder
dar sugestão, você poderia o enviar a Hogwarts para
trabalhar
lá na cozinha. Daquele modo, os outros elfos-domésticos
poderiam ficar de olho nele ".

" Yeah," disse Harry em alívio, " yeah, eu farei isso.
Er - Monstro - eu o quero que você vá para Hogwarts
e
trabalhar lá na cozinha com os outros elfos-domésticos".
Monstro que estava agora deitado de costas com seus
braços
e pernas no ar de a Harry um mentindo agora no ar apartamento
na parte de trás dele com os braços dele e pernas no
ar deu a Harry um olhar de profunda abominação e, com
outro estampido alto, desapareceu.
"Bom", Dumbledore disse. Há também a questão do hipogrifo,
Bicuço. Hagrid tem cuidado dele desde que Sirius morreu,
mas Bicuço agora é seu, assim se você preferisse fazer
arranjos diferentes -"
" Não, "Harry disse imediatamente, " ele pode ficar
com
Hagrid. Eu penso que Bicuço preferiria isso ".
" Hagrid ficará encantado," Dumbledore disse, sorrindo.
" Ele estava excitado para ver Bicuço novamente. Incidentemente,
nós decidimos, pelos interesses da segurança de Bicuço,
rebatizá-lo de ' Witherwings' por enquanto, embora eu
duvide que o Ministério adivinharia que ele é o hipogrifo
que eles condenaram uma vez a morte. Agora, Harry, seu
baú está arrumado"?
Erm. ..
" Difícil de descobrir"? Disse Dumbledore com sagacidade.
" Eu apenas irei e - er - termino" disse Harry apressadamente,
se apressando para apanhar o telescópio e os trainers
caídos.

Levou um pouco mais de dez minutos para localizar tudo
que ele precisava; afinal ele tinha conseguido tirar
a Capa de Invisibilidade debaixo da cama, atarraxada
ao topo de trás do seu jarro de tinta, e forçou a tampa
do seu baú fechou seu caldeirão. Então, levantando se
baú em uma mão e contendo a gaiola de Edwirges em outra,
ele retornou escada abaixo,
Ele foi desapontado em descobrir que Dumbledore não
estava
esperando no corredor o que significou que ele teve
que
voltar à sala de estar.
Ninguém estava falando. Dumbledore estava sussurrando
calmamente, aparentemente totalmente com sua facilidade,
mas a atmosfera era mais espessa que pudim frio, e Harry
não ousou olhar para os Dursleys, e ele disse, "Professor
- eu estou pronto agora".
"Bom" disse Dumbledore. " Apenas uma última coisa, então
". E ele virou para falar mais uma vez aos Dursleys.
" Como você estará indubitavelmente atento, Harry chega
na maturidade em um ano -"
" Não, " disse Tia Petúnia, falando pela primeira vez
desde a chegada de Dumbledore.
" Eu sinto muito"? disse Dumbledore educadamente.
" Não, ele não faz". Ele é um mês mais jovem que Dudley,
e Duda não terá dezoito até o ano depois do próximo.

" Ah, " Dumbledore disse agradavelmente, " mas no mundo
da Magia, nós chegamos à maturidade aos dezessete ".
Tio Valter murmurou, "Absurdo, " mas Dumbledore o ignorou,
" Agora, como vocês já sabem, o mago chamado Lord Voldemort
retornou a este país. A comunidade da Magia está atualmente
em um estado de guerra aberta. Harry, a quem Lord Voldemort
já tentou matar em várias ocasiões, está agora até em
maior perigo que o dia em que eu o deixei quinze anos
atrás em seu degrau da porta de entrada, com uma carta
explicando sobre o assassinato dos pais dele e expressando
a esperança que vocês tomariam conta dele; apesar de
que ele já estaria entre os seus".
Dumbledore pausou, e embora a voz dele permanecesse
clara
e calma, e ele desse nenhum sinal óbvio de raiva, Harry
sentia um tipo de frio que emanava dele e notou que
os
Dursleys se juntaram muito ligeiramente uns aos outros.
" Você não fez como eu pedi. Você nunca tratou Harry
como um filho. Ele conheceu nada mais que negligência
e freqüentemente crueldade sob suas mãos. E o melhor
que pode ser dito é que ele pelo menos escapou do dano
apavorante que você infligiu ao infeliz menino que está
entre vocês ".
Ambos Tia Petúnia e Tio Valter deram uma olhada instintivamente,
como se esperando ver alguém diferente de Duda se apertando
entre eles.


" Nós - maltratar Duda? Que você-"? começou Tio Valter
furiosamente, mas Dumbledore elevou o seu tom para silêncio,
um silêncio que se caiu como se ele tivesse golpeado
Tio Valter mudo.
" A magia eu evoquei quinze anos atrás para que Harry
tivesse poderosa proteção enquanto ele ainda pudesse
chamar esta casa 'de lar'. Porém miserável ele esteve
aqui, indesejado e tratado mal de qualquer forma, vocês
tem pelo menos, rancorosamente, lhe permitido houseroom.
Esta magia deixará de operar no momento que Harry atingir
dezessete; em outras palavras, no momento ele se torna
um homem. Eu peço só isto: que vocês permitam a Harry
voltar, uma vez mais, para esta casa, antes do décimo
sétimo aniversário dele, que assegurará que a proteção
continue até aquele tempo ".
Nenhum dos Dursleys disse qualquer coisa. Duda estava
franzindo as sobrancelhas ligeiramente, como se ele
ainda
estivesse tentando concluir quando ele fora alguma vez
maltratado. Tio Valter olhou como se ele tivesse algo
entalado em sua garganta; Tia Petúnia, porém, corou
de
forma estranha.
" Bem, Harry. . . tempo para nós cairmos fora," Dumbledore
disse afinal, se levantando e endireitando a sua longa
capa preta. " Até nos encontramos novamente, " ele disse
aos Dursleys, que pareceram como se aquele momento pudesse
durar pra sempre até o ponto em que eles se preocuparam,
e depois de tirar o seu chapéu, ele arrastou da sala.


" Adeus", disse Harry apressadamente para os Dursleys,
e seguiu Dumbledore que parou ao lado do baú de Harry
no qual a gaiola de Edwirges estava presa.
" Nós não queremos ficar sobrecarregados com isso justo
agora, " ele disse, tirando sua varinha novamente. "
Eu os enviarei para A TOCA para esperar por nós lá.
Porém,
eu gostaria de você trouxesse sua Capa de Invisibilidade.
. por via das dúvidas".
Harry extraiu a sua capa do baú com alguma dificuldade,
tentando não mostrar a Dumbledore a bagunça dentro dele.
Quando ele tinha colocado-a em um bolso interior da
sua
jaqueta, Dumbledore ondulou sua varinha e o baú, a gaiola,
e Edwirges desapareceram. Dumbledore então ondulando
a varinha novamente, e a porta da frente se abriu sobre
escuridão fresca, nublada.
" E agora, Harry, vamos sair na noite e seguir aquela
excêntrica e sedutora aventura ".

- Capítulo Quatro – Horace Slughorn


Apesar do fato dele ter gasto todo o tempo dos últimos dias esperando desesperadamente que Dumbledore viesse buscá-lo, Harry sentiu-se distintamente inábil enquanto

eles desciam a Rua dos Alferneiros juntos.

Ele nunca tinha tido uma conversa com Dumbledore fora de Hogwarts antes; geralmente havia uma escrivaninha entre eles.

A lembrança do seu ultimo cara a cara deixou uma sensação embaraçosa em Harry, pois ele quebrou a maioria das coisas de Dumbledore.

Contudo, Dumbledore parecia completamente relaxado.

"Deixe sua varinha sempre preparada Harry" ele disse finalmente.

"Mas eu pensei que não podia usar mágica fora da escola, senhor?".

"Se houver um ataque," disse Dumbledore, "eu lhe dou permissão para usar qualquer azaração ou maldição que for melhor para você.

Contudo, eu não acho que você tem que se preocupar com algum ataque hoje à noite."

"Por que não senhor?"

"Você esta comigo Harry," falou Dumbledore, "isso já basta".

Ele caminhou até o final da Rua dos Alferneiros.

"Você não passou no teste para apartar, passou Harry?"

"Não, eu achei que eu tinha que ter 17 anos."

"É mesmo, você tem que, então, segurar forte no meu braço, no esquerdo, se você não se importa,

como você sabe, minha varinha esta muito frágil nesse momento".

Harry segurou o braço como Dumbledore mandou.

"Muito bem, aqui vamos nós."

Harry teve que soltar o braço de Dumbledore quando começou a girar, tudo ficou preto e ele não conseguiu mais respirar,

ele girou em todas as direções, seus olhos foram forçados contra sua cabeça, seus tímpanos estavam sendo empurrados profundamente

em seu crânio e então...

Ele sentiu o ar frio e abriu seus olhos que ainda estavam tremendo. Ele e Dumbledore estavam agora de pé em uma praça de uma vila deserta,

no centro havia um memorial de guerra e alguns bancos. Harry percebeu que essa foi a primeira vez que ele aparatou na sua vida.

"Você esta bem?" perguntou Dumbledore olhando para baixo. "A sensação não é das melhores, não é?"

"Eu estou bem, mas ainda prefiro as vassouras"

Dumbledore sorriu, ele deu a seu relógio de viagens um pouco mais de luz, em volta de seu pescoço e disse "Por aqui".

Passaram por lugares vazios e algumas casas. De acordo com o relógio de Dumbledore, já era quase meia noite.

"Então, me conte Harry, sua cicatriz, ela tem doído ultimamente?"

"Não, e eu estou pensando muito sobre isso ultimamente, eu pensei que agora que Voldemort voltou, ela iria doer muito"

Ele olhou de relance para Dumbledore e viu uma expressão de satisfação em seu rosto.

"Agora que Voldemort percebeu como era perigoso você ter acendido às suas sensações e sentimentos, parece que ele esta usando a

Oclumência contra você".

"Bem, eu que não estou reclamando," disse Harry, que agora percebeu que não tinha mais sensações estranhas e via as coisas que Voldemort via.

Eles viraram uma esquina, passaram por um ponto de ônibus e um orelhão. Harry virou sua cabeça para Dumbledore.

"Professor?"

"Harry?"

"Hmm, onde exatamente nós estamos?"

"Essa, Harry, é a vila dos Budleigh Babberton."

"E o que nós estamos fazendo aqui?"

"Ah, claro, eu não falei para você" disse Dumbledore "Eu já perdi as contas de quantas vezes eu já falei isso nos recentes anos.

Nós estamos aqui para visitar um velho amigo meu e tentar convence-lo a voltar para Hogwarts"

"E como eu posso ajudar, senhor?"

"Humm, eu acho que nos vamos encontrar algum uso para você Harry, só espere."

Harry deu uma olhada em volta, todas as janelas eram escuras, pensando nos dementadores, Harry segurou firme sua varinha no seu bolso.

"Professor, por que nós simplesmente não apartamos na casa de seu amigo?"

"Isso seria tão rude quanto chutar a porta da frente e sentar em seu sofá, Harry, e também, a maioria dos bruxos tem feitiços

anti-aparatamento em suas casas, Hogwarts por exemplo..."

"...Você não pode aparatar para os quartos ou salas, Mione me falou isso."
O relógio da Igreja marcava 8 horas atrás deles. Harry se perguntava por que Dumbledore não tinha simplesmente ligado para seu amigo,

mais ele tinha perguntas mais urgentes para fazer.

"Professor, eu vi no Profeta diário que Fudge foi demitido..."

"Verdade," falou Dumbledore, "ele foi substituído, como eu tenho certeza que você também viu, por Rufus Scrimgeour,

que costumava ser o chefe do Departamento dos Aurores no Ministério"

"Ele é... Você acha que ele é bom?"

"Pergunta interessante... Ele com certeza é mais forte e decidido que Cornelius."

"Sim, mais eu quero dizer..."

"Eu sei o que você quer dizer, ele é um homem de atitude, lutou contra bruxos das trevas sua vida inteira e ele não subestima Voldemort."

Harry esperou, mas Dumbledore não disse nada sobre o desentendimento com Scrimgeor que o Profeta Diário havia reportado, e ele não teve

coragem de puxar o assunto, então ele o mudou. "E... senhor... Eu vi sobre a Madame Bones."

"Sim," disse Dumbledore calmamente. "Uma perda terrível. Ela era uma grande bruxa. É por aqui. Eu acho - ai."

Ele havia apontado com sua mão machucada.

"Professor, o que aconteceu com sua-?"

"Eu não tenho tempo para explicar agora," disse Dumbledore, "É uma história interessante, Eu queria lhe fazer jus."

Ele sorriu para Harry, que entendeu que ele não estava ficando chateado, e que podia continuar a fazer perguntas.

"Senhor, eu recebi uma coruja do ministério sobre precauções que devemos ter contra os Comensais..."

"Eu recebi uma também, você achou ela útil?"

"Não…"

"Não, eu achei que não mesmo, você não precisa me perguntar qual meu sabor favorito de geléia para saber se sou eu mesmo Harry."

"Não, eu não…" Harry não sabia se isso foi uma repressão ou não.

"Só pra garantir Harry, é framboesa, claro que se eu fosse um comensal eu não saberia isso e teria q pesquisar mais..."

"Er... ok… Bom, no folheto eles falaram alguma coisa sobre Inferi, o que é exatamente isso?"

"São as pessoas mortas que o Voldemort enfeitiçou para ajudar ele. Claro, ele matou muita gente para conseguir isso." Esse é o lugar, Harry, por aqui.

Eles estavam se aproximando de uma casa de pedra pequena, limpa, que começava em seu próprio jardim. Harry estava muito ocupado digerindo a

horrível idéia da aparência de um Inferi para prestar atenção em qualquer outra coisa, mas à medida que eles alcançaram o portão da frente,

Dumbledore parou completamente e Harry bateu nele.

" Oh querido. Oh querido, querido, querido ".

Harry desviou seu olhar para o caminho da frente, cuidadosamente tendido e sentiu seu coração partido. A porta dianteira estava pendurando

suas dobradiças.

Dumbledore deu uma olhada pra cima e pra baixo na rua. Parecia totalmente deserta.

" Saque a varinha e me siga, Harry," ele disse quietamente.

Ele abriu o portão e caminhou rapidamente e silenciosamente no caminho do jardim, Harry aos seus calcanhares, então empurrou a porta da

frente muito lentamente, a varinha dele elevou e pronto.

"Lumos ".

A varinha de Dumbledore acendeu jorrando luz no corredor estreito. À esquerda, outra porta estava aberta. Segurando a sua varinha iluminada

no alto, Dumbledore entrou na sala de estar com Harry bem atrás dele.

Uma cena de devastação total se encontrou aos olhos deles. Um relógio de pêndulo estilhaçado aos pés deles, com sua parte frontal rachada,

seu pêndulo caído um pouco mais distante como uma espada abandonada. Um piano estava em seu lado, com suas teclas espalhadas pelo chão.

Os destroços de um candelabro caído figuravam ali perto. Almofadas esvaziadas, penas que escoam de golpes que elas tinham sofrido;

fragmentos de vidro e porcelana estavam como pó em cima de tudo. Dumbledore elevou sua varinha um pouco mais alto, de forma que sua luz

foi lançada nas paredes onde algo vermelho escuro e viscoso foi respingado sobre o papel de parede. A respiração de Harry fez Dumbledore

dar uma olhada em volta.

" Nada legal, não é?" ele disse pesadamente. " Sim, algo horrível aconteceu aqui ".

Dumbledore moveu-se cuidadosamente para o meio da sala, examinando os destroços aos seus pés. Harry o seguiu olhando ao redor,

meio-assustado com o que ele poderia ver escondido atrás dos destroços do piano ou o sofá destruído, mas havia nenhum sinal de um corpo.

" Talvez houve uma luta e - e eles o arrastaram fora, Professor "? Harry sugeriu, tentando não imaginar quão gravemente ferido um homem

ficaria para deixar essas manchas respingadas nas paredes.

" Eu não acho", disse Dumbledore quietamente, espreitando atrás de uma poltrona estufada caída ao seu lado.

" Você acha que ele está...?"

" Ainda aqui em algum lugar? Sim ".

E sem aviso, Dumbledore abaixou, mergulhando a ponta de sua varinha no assento da poltrona, que gritou "Ai "!

" Boa noite, Horace," disse Dumbledore, se endireitando novamente para cima.

A mandíbula de Harry caiu. Onde em uma fração de segundo atrás havia uma poltrona, agora estava um encurvado e enormemente gordo,

careca e velho homem que estava massageando sua barriga e piscando para Dumbledore com um olho entristecido e úmido.

"Não havia necessidade de cravar a varinha tão duramente, " ele disse irritado, se endireitando. " Doeu ".

A luz da varinha cintilou em sua cabeça brilhante, seus olhos salientes, o bigode enorme, prateado,"como uma morsa", e os botões

altamente polidos na jaqueta aveludada castanha que ele estava usando em cima de um par de pijamas de seda lilás. O topo de sua cabeça

alcançou apenas o queixo de Dumbledore.

" O que é isto? ele grunhiu à medida que cambaleou aos seus pés, ainda esfregando sua barriga. Ele parecia notavelmente imperturbável

para um homem que tinha sido descoberto há pouco fingindo ser uma poltrona.

" Meu caro Horace," disse Dumbledore, olhando entretido, "se os Comensais da Morte realmente tivessem sido chamados, a Marca Negra

tivesse sido colocada sobre a casa ".

O mago deu um tapa com uma mão gorducha na frente de sua vasta testa.

" A Marca Negra," ele murmurou. " Sabia que havia algo... ah bem. Não teria tido tempo de qualquer maneira, eu apenas dei uns

toques finais na minha tapeçaria quando você entrou na sala".

Ele inspirou um grande suspiro que fez as pontas do bigode dele tremularem.

"Você gostaria de minha ajuda?" perguntou Dumbledore educadamente .

" Por favor, " disse o outro.

Eles ficaram de pé, um de costas para o outro, o bruxo magro e alto e o baixo e gordo, e balançando suas varinhas em um idêntico e

envolvente movimento.

A mobília voou de volta para seus lugares originais; ornamentos reformaram no ar, as penas zuniram para suas almofadas; livros rasgados

se consertaram e aterrissaram nas estantes; lanternas de óleo planaram sobre mesas e reacenderam; uma coleção vasta de armações de quadro

prateadas lascadas voou reluzindo pela sala, e desceu, inteira e limpa, em uma escrivaninha; rasgos, rachas, e buracos se regeneraram em

todos os lugares, e as paredes se limparam.

" Que tipo de sangue era aquele, casualmente "? perguntou Dumbledore em voz alta para em cima do barulho do recentemente nao-quebrado

relógio de pêndulo.

" Nas paredes? Dragão, " gritou o mago chamou Horace, a medida que, com um tilintar ensurdecedor, o candelabro se atarraxava no teto.

Houve um som final do piano, e silêncio.

" Sim, dragão, " repetiu o bruxo na conversa. " Minha última garrafa, e os preços estão pela nas alturas atualmente. Ainda, poderia

ser reutilizável ".

Ele discursava sobre uma garrafa cristalina pequena que estava sobre um buffet e levantou-a em direçao à luz, examinando o líquido

espesso dentro.

" Hmm. Um pouco empoeirada ".

Ele colocou a garrafa de volta no buffet e suspirou. Foi então que o seu olhar caiu sobre Harry.

" Oh, " ele disse, com seus redondos e grandes olhos voando para testa de Harry e para a cicatriz em forma de raio. "Oh "!

" Este", Dumbledore disse, indo para frente pra fazer a introdução " ...é Harry Potter". Harry, este é um velho Amigo e meu colega,

Horace Slughorn ".

Slughorn virou-se para Dumbledore, com expressão sagaz. " Então é dessa forma que você pensa em me persuadir, não é?

Bem, a resposta é não, Alvo ".

Ele empurrou Harry para trás, a sua face se virou decididamente com o ar de um homem que tenta resistir a tentação.

" Eu suponho nós podemos ter uma bebida, ao menos "? perguntou Dumbledore. " Pelos bons e velhos tempos?"

Slughorn vacilou.

" Certo então, uma bebida, " ele disse de forma descortês.

Dumbledore sorriu a Harry e o dirigiu para uma cadeira bem distinta daquela que Slughorn tinha recentemente se personificado, ao lado

direito do fogo que recentemente queimava e brilhavam uma lamparina de óleo. Harry pegou o assento com a ligeira impressão de que Dumbledore,

por alguma razão, o queria tão visível quanto fosse possível manter. Certamente quando Slughor,n que tinha estado ocupado com garrafas e copos,

voltou-se para a sala novamente, seus olhos caíram imediatamente em Harry.

" Hmpf, " ele disse, olhando pra outro lugar rapidamente como se tivesse amedrontado ou ferido seus olhos. " Aqui - "

Ele deu uma bebida a Dumbledore que tinha se sentado sem nenhum convite, empurrou a bandeja a Harry, e então afundou nas almofadas do sofá

consertado e um decepcionado silêncio. As pernas dele eram tão pequenas que elas não tocaram o chão.

" Bem, como você tem estado, Horace"? Dumbledore perguntou.

" Não tão bem," Slughorn disse imediatamente. "Peito fraco. Ofegante. Reumatismo também. Não posso me mover como eu costumava.

Bem, era o esperado. Velhice. Fadiga ".

" E ainda você tem que se mover bastante depressa para preparar as boas-vindas para nós," Dumbledore disse.

" Você não pode ter tido mais que três minutos de advertência?

Slughorn disse, de modo irritante, meio orgulhosamente, " Dois. Não ouvi meu Feitiço de Intrusos explodir, eu estava tomando banho.

Ainda, " ele completou com severidade, com aparência de trazer de volta a si mesmo, " o fato que resta é que sou um homem velho, Alvo.

Um homem velho cansado que conseguiu o direito de uma vida tranqüila e alguns confortos.

Ele certamente os tinha, pensou Harry, dando uma olhada ao redor da sala. Ela era sufocante e desordenada,

contudo ninguém poderia dizer que era desconfortável;

havia cadeiras suaves e banquetas, bebidas e livros, caixas de chocolates e almofadas rechonchudas.

Se Harry não tivesse conhecido quem vivia lá, ele teria imaginado que seria uma exigente senhora, velha e rica.

" Você não está contudo tão velho quanto eu estou, Horace," disse Dumbledore.

" Bem, talvez você deva pensar em sua aposentadoria," Slughorn disse abruptamente.Seus pálidos olhos de framboesa

haviam visto a mão ferida de Dumbledore. "Reações que eles não foram, eu vejo ".

"Você está certo," disse Dumbledore serenamente, balançando sua manga para revelar as pontas daquelas argolas queimados e escurecidos;

a visão deles fez a nuca de Harry espetar indesejavelmente. "Eu sou, sem dúvida, mas lento que eu era. Mas em compensação..."

Ele encolheu os ombros e balançou as suas mãos, como para dizer que aquela idade tinha suas compensações, e Harry notou um anel

na sua mão machucada que ele nunca havia visto Dumbledore usando antes; era largo, desajeitado e feito de algo que parecia ouro, e tinha

uma pesada pedra preta que estava quebrada ao meio. O olho de Slughorn demorou-se um tempo no anel também,

e Harry viu um pequeno franzir de sobrancelhas na sua testa.

"Então, todas essas precauções contra intrusos, Horace... Eles são para o benefício dos Comensais da Morte ou para o meu?"

perguntou Dumbledore.

"O que os Comensais da Morte iriam querer com um pobre velho decaído como eu?" reclamou Slughorn.

"Eu imagino que eles fossem querer os seus consideráveis talentos em repreensão, tortura e assassinatos," disse Dumbledore.

"Você está realmente me dizendo que eles ainda não vieram te recrutar?"

Slughorn olhou para Dumbledore malignamente por um momento, então murmurou, "Eu não os dei a chance. Eu estive me mudando por um ano.

Nunca ficando em lugares por mais de uma semana. Mudando de casa de Trouxa para casa de Trouxa –

os donos desse lugar estão de férias nas Ilhas Canárias – tem sido bem legal, eu vou me sentir triste em sair.

É bem simples quando você sabe como, um simples Feitiço do Congelamento nesses sistemas absurdos de alarmes para ladrões que eles usam em vez Espioscópios e ter certeza que os vizinhos não te vejam trazendo o piano para dentro."

"Ingênuos," disse Dumbledore. "Mas parece um pouco cansativo para um pobre velho decaído em busca de uma vida sossegada.

Agora, se você voltasse a Hogwarts-"

"Se você vai me dizer que minha vida ia ter mais paz naquela escola incômoda, você pode ficar sem falar, Alvo! Eu posso ter estado escondido, mas alguns rumores engraçados me alcançaram desde que Dolores Umbridge saiu! Se é assim que você trata os professores atualmente-"

"A professora Umbridge entrou em conflito com nosso bando de centauros," disse Dumbledore. "Eu acho que você, Horace, teria sabido melhor como entrar na floresta e chamar uma multidão de centauros furiosos de ‘bastardos imundos’."

"Foi isso que ela disse, foi?" disse Slughorn. "Mulher idiota. Nunca gostei dela."

Harry deu uma risada e tanto Dumbledore quanto Slughorn olharam para ele.

"Desculpa-me," Harry disse apressadamente. "É que — Eu também não gostava dela."

Dumbledore se levantou repentinamente.

"Você vai embora?" perguntou Slughorn de uma vez, parecendo esperançoso.

"Não, eu estava me perguntando se eu poderia usar o seu banheiro," disse Dumbledore.

"Oh," disse Slughorn, claramente desapontado. "Segunda à esquerda no hall."

Dumbledore saiu a passos largos da sala. Uma vez que a porta havia fechado atrás dele, houve silêncio.

Após alguns momentos, Slughorn se levantou, mas parecia incerto de o que fazer.

Ele olhou furtivamente para Harry, então saiu e se virou de costas para ele, aquecendo suas largas costas.

"Não pense que eu não sei por que ele trouxe você," ele disse abruptamente.

Harry simplesmente olhou para Slughorn. Seus olhos aguados Slughorn passaram pela cicatriz de Harry,

dessa vez analisando o resto de seu rosto.

"Você parece muito com seu pai."

"É, já me disseram," disse Harry.

"Tirando seus olhos. Você tem —".

"Os olhos da minha mãe, é." Harry ouvia isso com tanta freqüência que achava um pouco inconveniente.

"Hump. Sim, bem. Você não deveria ter favoritos sendo um professor, é claro, mas ela era uma das minhas. Sua mãe,"

Slughorn acrescentou, em resposta ao olhar de questionamento de Harry. "Lílian Evans. Uma das mais brilhantes que eu já ensinei.

Vivaz, você sabe. Garota encantadora. Eu costumava dizer que ela tinha que estar na minha Casa.

Eu costumava receber respostas bem imprudentes."

"Qual era sua Casa?"

"Era o Chefe da Sonserina," disse Slughorn. "Oh, agora," ele foi rápido, vendo a expressão no rosto de Harry e sacudindo uma dura argola

nele, "não vá usando isso contra mim! Você deve ser da Grifinória, como ela, creio eu? Sim, realmente vai de família em família.

Nem sempre, entretanto. Já ouvir falar de Sirius Black? Deve ter – esteve nos jornais nos últimos anos – e morreu há algumas semanas –"

Foi como se uma mão invisível tivesse revirado o intestino de Harry e o apertado forte.

"Bem, de qualquer forma, ele era um grande amigo de seu pai na escola. Toda a família Black esteve na minha casa, mas o Sirius acabou

na Grifinória! Vergonha – ele era um garoto talentoso. Eu peguei o irmão dele, Rebolos, quando ele entrou, mas eu gostaria de ter tido todos."

Ele parecia um colecionador que tinha dado o lance mais alto em um leilão. Aparentemente perdido em memórias, ele olhou atentamente para a

parede oposta, se perdendo no lugar para assegurar um ardor nas suas nádega.

"Sua mãe era sangue-ruim, é claro. Não pude acreditar quando eu descobri. Achei que ela fosse puro-sangue, ela era tão boa."

"Uma das minhas melhores amigas é sangue-ruim," disse Harry, "e ela é a melhor do nosso ano."

"Engraçado como isso às vezes acontece, não é?" disse Slughorn.

"Não realmente," disse Harry friamente.

Slughorn olhou para ele surpreso. "Você deve pensar que eu sou preconceituoso!" ele disse. "Não, não, não! Eu não acabei de dizer que sua

mãe é uma das melhores alunas que eu já tive? E também havia Dirk Cresswell no ano seguinte também — agora chefe do Departamento Ligação de Duendes, é claro – outra sangue-ruim, uma aluna muito talentosa, e ainda me dá grandes informações do que ocorre no interior do Gringotes!"

Ele deu um pulinho, sorrindo de um modo bem satisfeito, e apontou para as muitas fotos brilhantes na cômoda, cada uma com minúsculos

ocupantes se mexendo.

"Todos ex-alunos, todos autografados. Você verá Barnabas Cuffe, editor do Profeta Diário, ele está sempre interessado em ouvir a minha

opinião sobre a edição do dia. E Ambrosius Flume, da Dedosmedel — uma grande cesta a cada aniversário, e tudo porque fui eu quem o

apresentou para Ciceron Harkisss que lhe deu o seu primeiro emprego! E na parte de trás — você verá se você estender o seu pescoço —

aquela é Gwenog Jones, que, é claro, comanda o Holyhead Harpies... A pessoas estão sempre surpresas ao ouvir que eu estou nas listas dos

primeiros dos Harpiers, e eu ganho ingressos de graça sempre que eu quero!"

Esse pensamento pareceu alegrá-lo tremendamente.
"Todas essas pessoas sabem como te encontrar? Como te mandar coisas?" perguntou Harry, que não podia deixar de pensar em como os

Comensais da Morte ainda não haviam encontrado Slughorn com tantos cestos de doces, ingressos de Quadribol, e visitantes pedindo seus

conselhos e opiniões.

O sorriso sumiu do rosto de Slughorn tão rapidamente quanto o sangue das suas paredes.

"É claro que não," ele disse, olhando com desprezo para Harry. "Eu estive sem contato com ninguém por um ano."

Harry teve a impressão que as palavras chocaram até mesmo Slughornf; ele parecia bem inseguro por um momento, e então ele abaixou os ombros.

"Mesmo assim... bruxos prudentes tem que manter-se de cabeça baixa às vezes. É muito legal do Dumbledore chamar, mas assumir um posto em

Hogwarts agora seria igual a declarar publicamente que eu tenho alianças com a Ordem da Fênix! E enquanto eu tenho certeza que eles são bem

admiráveis e bravos e todo o resto, eu não consigo imaginar a taxa de mortalidade -"

"Você não tem que se juntar à Ordem para ser professor em Hogwarts," disse Harry, que não conseguia esconder um tom de ridículo na sua voz:

era difícil se simpatizar com a existência mimada de Slughorn quando ele se lembrava de Sirius, agachado em uma caverna e vivendo com ratos. "A maioria dos professores não está nela, e nenhum deles jamais foi assassinado – bem, a menos que você conte o Quirrell, mas ele recebeu o que ele merecia por se aliar a Voldemort."

Harry tinha certeza que Slughorn seria um daqueles bruxos que não agüentavam ouvir o nome de Voldemort em voz alta, e não se desapontou:

Slughorn tremeu e deu um grito em protesto, o que Harry ignorou.

"Eu reconheço que os funcionários estão mais seguros que a maioria das pessoas enquanto Dumbledore for o diretor; ele parece ser o único

que Voldemort jamais temeu, não é"? Harry continuou.

"Bem, sim, é verdade que Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado nunca travou uma luta com Dumbledore," ele murmurou de má vontade. "E eu suponho

que alguém possa argumentar que como eu não me juntei aos Comensais da Morte, Ele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado pode dificilmente contar comigo

como amigo... Nesse caso, eu devo estar mais a salvo perto de Alvo… Eu não posso fingir que a morte de Amelia Bones não balançou comigo…

Se ela, com todo o contato com o Ministério e proteção…"

Dumbledore entrou na sala e Slughorn pulou como se ele tivesse esquecido que ele estava em casa.

"Oh, aí está você, Alvo," lê disse. "Você demorou muito. Dor de estômago?"

"Não, eu estava só lendo algumas revistas de Trouxas," disse Dumbledore. "Eu adoro amostras de tricô. Bem, Harry, nós já abusamos da

hospitalidade de Horace; eu acho que nós devemos ir embora."

Sem nenhuma relutância em obedecer, Harry se pôs de pé. Slughorn surpreendeu-se com a ofensa.

"Você está saindo?"

"Sim, certamente. Eu reconheço uma causa perdida quando eu vejo uma."

"Perdida...?"

Slughorn parecia agitado. Ele brincou com seus dedos gordos enquanto ele via Dumbledore apertar seu casaco de viajem, e Harry fechar sua

jaqueta.

"Bem, Eu sinto muito que você não queira o trabalho, Horace." Disse Dumbledore, usando seu braço machucado para dar uma última despedida.

"Hogwarts estaria feliz em ver você de volta novamente. Nossa grande segurança não obstante, você sempre será bem vindo para visitas,

se você quiser."

"Sim... bem... Muito gentil ... Como e digo ..."

"Adeus então."

"Tchau," disse Harry.

Eles estavam na porta da frente quando houve um grito alto bem atrás deles.

"Tudo bem, tudo bem, eu aceito!"

Dumbledore para ver Slughorn se ar na porta da sala se estar.

"Você vai sair do seu esconderijo?"

"Sim, sim," disse Slughorn impaciente. "Eu devo estar louco, mas sim."

"Maravilhoso," disse Dumbledore, radiante. "Então, Horácio, nós nos veremos no dia primeiro de Setembro."

"Sim, eu suponho que nos veremos," grunhiu Slughorn.

Assim que eles saíram do jardim, a voz de Slughorn veio atrás deles, "Eu vou querer um aumento, Dumbledore!"

Dumbledore riu. O portão do jardim se fechou atrás deles, assim que eles saíram para a rua pelas sombras e redemoinhos.

"Muito bem, Harry," disse Dumbledore.

"Eu não fiz nada," disse Harry surpreso.

"Oh sim você fez. Você mostrou a Horace exatamente o que ele tem a ganhar para voltar para Hogwarts. Você gosta dele?"

"Er..."

Harry não tinha certeza se ele gostava de Slughorn ou não. Ele achava que ele tinha sido agradecido de sua forma, mas ele também parecia

convencido e, mesmo ele tendo dito o contrário, muito surpreso de que um sangue-ruim pudesse ser um bruxo exemplar.

"Horace," disse Dumbledore, tirando de Harry a responsabilidade de Harry de dizer qualquer uma dessas, "Gosta do seu conforto. Ele também

gosta da companhia dos famosos, aqueles que se deram bem, e os poderosos. Ele gosta do sentimento que ele influencia essas pessoas.

Ele nunca quis ocupar o trono ele mesmo; ele prefere o banco de trás – mais espaço para se divulgar, você vê.

Ele costumava escolher os seus preferidos em Hogwarts, alguns pela ambição de seus cérebros, às vezes por seu charme ou talento,

ele tinha um gosto especial por aqueles que se tornariam destaques em seus vários campos. Horace formava um tipo de clube de seus

favoritos com ele mesmo no centro, fazendo apresentações, realizando contatos úteis entre membros, e sempre colhendo algum tipo de

benefício em troca, seja uma caixa de graça de seu abacaxi cristalizado favorito ou a chance de recomendar o próximo membro júnior do

Departamento de Ligação de Duendes."

Harry teve uma rápida e vívida imagem de uma enorme aranha, fazendo uma teia em volta de si, fazendo uma troca aqui e ali para trazer seus

fios um pouco mais pertos um do outro.

"Eu te digo isso," Dumbledore continuou, "para não se voltar contra Horace — ou, como nós o devemos chamar agora, Professor Slughorn —

mas se colocar na sua própria defesa. Ele vai sem dúvidas tentar colecionar você, Harry. Você seria jóia da sua coleção;

‘o Garoto Que Sobreviveu’... ou, como eles dizem agora, ‘o Escolhido’."

Com essas palavras, um arrepio que nada tinha a ver com aquela névoa caiu sob Harry.

Ele se lembrou de palavras que ele havia ouvido algumas semanas atrás, palavras que tinham em terrível e peculiar sentido para ele:

Um não pode viver enquanto o outro sobrevive...

Dumbledore parou de caminhar, perto da Igreja onde eles passaram mais cedo.

"Isso vai ser suficiente, Harry. Se você puder segurar no meu braço."

Segurando forte dessa vez, Harry estava pronto para Aparatar, mas ainda assim a achou desconfortável. Quando a pressão cessou e ele

se viu capaz de respirar novamente, ele estava em uma alameda rural ao lado de Dumbledore e olhando adiante para a silhueta torta do seu

segundo lugar favorito no mundo: a Toca. Ao contrário do espírito de medo que o havia pegado antes, ele não conseguia deixar de se sentir

feliz com essa visão. Rony estava aqui… e também a Sra. Weasley, que cozinhava melhor que qualquer outra pessoa que ele conhecesse…

"Se você não se importar, Harry," disse Dumbledore, enquanto eles passaram pelo portão, "Eu gostaria de dar uma palavrinha com você antes

de partir. Em particular. Aqui, talvez?".

Dumbledore apontou uma um lugar em estado precário onde os Wealeys costumavam guardar suas vassouras. Um pouco confuso, Harry seguiu

Dumbledore pela porta rangida até um espaço menor que um guarda-roupas. Dumbledore iluminou a ponta de sua varinha, para que esta ficasse

parecendo uma tocha, e sorriu para Harry.

"I Espero que você me desculpe por falar isso, Harry, mas eu estou bem satisfeito e orgulhoso do modo como você parece estar lidando após

tudo que aconteceu no Ministério. Me permita dizer que eu creio que Sirius estaria orgulhoso de você."

Harry engoliu em seco; sua voz parecia ter sido levada com ele. Ele não achava que seria capaz se falar sobre Sirius; já tinha sido

doloroso demais ouvir seu tio Valter dizer "O padrinho dele morreu?" e ainda pior ouvir o nome de Sirius dito casualmente por Slughorn.

"Foi cruel," disse Dumbledore com a voz doce, "que você e Sirius tenham tido um tempo tão curto juntos. Um fim brutal para o que deveria

ter sido uma convivência longa e feliz.".

Harry concordou com a cabeça, seus olhos fixos na aranha no chapéu de Dumbledore. Ele poderia dizer que Dumbledore entendia, ele poderia

até suspeitar disso até sua carta chegar, Harry tinha gastado praticamente todo o seu tempo na casa dos Dursley, jogado na sua cama,

recusando comida e olhando para a janela embaçada, cheio que névoa que eu aposto que ele associava com os Dementadores.

"É tão difícil," Harry disse finalmente, em voz baixa, "ter certeza que ele nunca mais vai escrever para mim."

Seus olhos arderam de repente e ele piscou. Ele se sentiu idiota por admitir isso, mas o fato dele ter alguém fora de Hogwarts que se

importasse com o que acontecia com ele, quase um parente, foi uma das melhores coisas de descobrir o seu padrinho… E agora as corujas de

correio nunca mais iriam lhe trazer aquele reconfortamento…

"Sirius representou para você muito do que você nunca havia tido antes," disse Dumbledore gentilmente. "Naturalmente, sua perda será

devastadora…"

"Mas enquanto eu estava nos Dursleys..." interrompeu Harry, sua voz ficando mais forte, "Eu percebi que eu não posso me abater – ou desistir.

Sirius não iria querer isso para mim, iria? E de qualquer forma, a vide é muito curta… Olhe para a Madame Bones, olhe para Emmeline Vance…

Eu poderia ser o próximo, não poderia? Mas se for," ele disse violentamente, "Eu vou me assegurar de que eu leve quantos Comensais da Morte

comigo quanto eu puder e, se for possível, Voldemort também."

"Falou ao mesmo tempo como filho de seus pais e afilhado de Sirius!" disse Dumbledore, com um tapinha de aprovação nas costas de Harry.

"Eu tiro o meu chapéu para você – eu tiraria, se eu temesse lhe mostrar algumas aranhas."

"E agora, Harry, um acontecimento mais recente... Eu creio que você tenha lido o Profeta Diário nas duas últimas semanas?"

"Sim," disse Harry, e seu coração bateu um pouco mais rápido.

"Então você deve ter visto que não haviam tantas notas e comentários sobre Você na Sala da profecia?"

"Sim," disse Harry novamente. "E agora todos sabem que eu sou o Escolhido —"

"Não, eles não sabem," interrompeu Dumbledore. "Só existem duas pessoas em todo esse mundo que sabem do total conteúdo daquela profecia

relacionando você e Lord Voldemort, e as duas estão aqui nesse armário fedorento e cheio de aranhas. É verdade, porém, que mito já

adivinharam, corretamente, que Voldemort mandou seus Comensais para roubar uma profecia, e essa profecia fala de Você.

"Agora, eu devo estar certo em dizer que você não contou para ninguém o conteúdo da profecia, contou?"

"Não," disse Harry."

"Uma sábia decisão, no fim," disse Dumbledore. "Embora eu ache que você deva relaxar com os seus amigos,

Sr. Ronald Weasley e Srta. Hermione Granger. Sim," ele continuou, quando Harry olhou para ele assustado, "Eu acho que ele devem saber.

Você seria injusto se não confidenciasse algo importante com eles."

"Eu não queria —"

"— assustá-los ou preocupá-los?" disse Dumbledore, vislumbrando Harry pelo topo de seus óculos de meia-lua. "Ou talvez,

confessar que você está assustado e preocupado? Você precisa de seus amigos, Harry. Como você mesmo disse, Sirius não iria querer

que você se abatesse."

Harry não disse nada, mas Dumbledore não aprecia pedir uma resposta. Ele continuou, "Falando se outro assunto, eu gostaria que você

tivesse algumas lições particulares comigo esse ano."

"Particulares — com você?" disse Harry, surpreso com o seu silêncio preocupado.

"Sim, eu acho que é hora de investir mais na sua educação."

"O que você vai me ensinar, senhor?"

"Oh, um pouco disso, um pouco daquilo," disse Dumbledore vagamente.

Harry esperou esperançoso, mas Dumbledore não continuou, então ele perguntou outra coisa que o vinha perturbando bastante.

"Se eu vou ter aulas com você, então eu não vou precisar das aulas de Oclumência com Snape, vou?"

''Professor Snape, Harry — e não, você não vai."

"Bem," disse Harry, aliviado, "porque elas eram um pouco —"

Ele parou, tomando cuidado para não dizer o que ele realmente pensava.

"Eu acho que a palavra 'fiasco' se encaixaria bem aqui," disse Dumbledore, concordando.

Harry riu.

"Bem, isso quer dizer que eu não devo ver tanto o Professor Snape agora," ele disse, "porque ele não vai me deixar ter Poções se eu tirar

"Excepcional" no meu NOM, o que eu sei que eu não tirei."

"Não conte nas suas corujas antes delas serem entregues," disse Dumbledore gravemente. "O que agora, eu acho, eu estou um pouco atrasado.

Agora, mais duas coisas Harry, antes de partirmos.".

"Primeiramente, eu gostaria que de agora em diante você levasse sempre a sua Capa Invisível com você. Mesmo dentro de Hogwarts.

Só no caso de, você me entende?"

Harry confirmou.

"E por fim, enquanto você fica aqui, a Toca recebeu a maior segurança que o Ministério da Magia pode oferecer. Essas mudanças

causaram um pouco de inconveniência para Arthur e Molly – todos os seus cargos, por enquanto, estão sendo vigiados no Ministério. Eles não se sentem desprezados, para eles o maior objetivo é a sua segurança. Mesmo assim, seria injusto você se meter em confusão enquanto está aqui com eles."

"Eu entendo," disse Harry rapidamente.

"Muito bem, então," disse Dumbledore, segurando a porta do lugar aberta para o jardim. "Eu vejo uma luz na cozinha.

Não vamos privar mais a Molly de implicar com o quão magro você está."



Capítulo 5: Um Excesso De Muco

Harry e Dumbledore se aproximaram da porta dos fundos da Toca, que
era rodeada pela maca familiar do velho Wellington, botas velhas e
caldeirões enferrujados; Harry podia ouvir o leve cacarejo de galinhas sonolentas que vinha de um abrigo distante. Dumbledore bateu três vezes e Harry viu um movimento súbito atrás da janela de
cozinha.
"Quem está aí?" disse uma voz nervosa que ele reconheceu ser a Sra. Weasley. "Se apresente!"
"Sou eu, Dumbledore, trazendo o Harry".
A porta abriu imediatamente. Lá estava de pé a Sra. Weasley, pequena, gorda, e usando um velho roupão verde .
"Harry, querido! Disse a Sra Weasley graciosamente "Alvo, você me deu um susto, você disse para não o esperar antes que amanhecesse! "
"Nós tivemos sorte", disse Dumbledore, enquanto conduzia Harry sobre a soleira da porta . "Slughorn provou ser muito mais persuadível que eu imaginava. Harry que fez isso, é claro. Ah, oi, Ninfadora! "
Harry deu uma olhada e viu que Sra. Weasley não estava só, apesar da hora. Uma bruxa jovem com uma face pálida, com formato de
coração e
com um cabelo marrom parecido com o de um camundongo estava
sentando à mesa, segurando uma grande caneca de cerveja entre suas
mãos.
"Oi, Professor", ela disse. " Oh, Harry".
"Oi, Tonks".
Harry pensou que ela parecia cansada, até mesmo doente, e havia
algo
forçado no sorriso dela. Certamente sua aparência era menos
colorida
que habitual sem a sombra do seu cabelo rosa chamativo.
"Eu melhoraria se estivesse fora" ela disse depressa, enquanto se
levantava puxando a capa por cima dos ombros. "Obrigado pelo chá
e
simpatia, Molly"
"Por favor não vá por minha causa", disse Dumbledore
cortesmente, "eu não posso ficar, eu tenho assuntos urgentes para
discutir com Rufus Scrimgeour."
"Não, não, eu preciso continuar", disse Tonks, sem olhar
Dumbledore
nos olhos. " 'Noite -"
"Querida, por que não vem ao jantar no fim de semana, Remus e Olho
tonto estão vindo -?"
"Não, realmente, Molly. . . obrigado de qualquer maneira. . . Boa
noite a todos!”
Tonks acelerou e passou por Dumbledore e Harry na entrada ; alguns
passos além do degrau da porta, ela se virou e desapareceu no ar
rarefeito. Harry notou que Sra. Weasley parecia preocupada.
"Bem, eu o verei em Hogwarts, Harry", disse Dumbledore. "Se cuide.
Molly, seu criado".
Ele fez para Sra. Weasley um arco e seguiu Tonks, desaparecendo no
mesmo lugar. Sra. Weasley fechou a porta da entrada, agora vazia, e
guiou Harry pelos ombros e o levou até mesa para examinar a aparencia dele.
"Você está como Rony", ela suspirou, enquanto o olhava de cima a
baixo. "Ambos vocês parecem que receberam uma azaração de alongamento, o Rony cresceu quatro polegadas desde que eu lhe
comprei os últimos roupões escolares. Você está faminto, Harry? "
"Sim, eu estou", disse Harry percebendo agora o quão faminto
estava.
"Se sente, querido, eu vou fazer algo."
Quando Harry se sentou, um gato peludo de cor alaranjada saltou sobre
os joelhos dele ficou lá, ronronando.
"Então Hermione está aqui? " ele perguntou alegre enquanto
acariciava atrás das orelhas de Bichento.
"Oh sim, ela chegou antes de ontem", disse Sra. Weasley, enquanto
batia em uma grande panela com sua varinha. Ela saltou sobre o
fogão
com um tinido alto e começou a borbulhar imediatamente. "Estão
todos
na cama, é claro que nós não os esperávamos a essa hora.
Aqui está "


Ela bateu a panela novamente; a elevou ao ar , voou para Harry, e
derrubou a sopa para Harry; a Sra. Weasley deslizou só uma tigela para pegar o fluxo
grosso da sopa de cebola, que estava soltando grande quantidade de
vapores.
"Pão, querido? "
"Obrigado, Sra. Weasley."
Ela levantou a varinha sobre seu ombro; alguns pães e uma faca
planaram graciosamente sobre a mesa, logo os pães foram fatiados
pela faca, a panela voltou ao fogão. Sra. Weasley se sentou de
frente para harry
"Então você persuadiu Horace Slughorn para aceitar o trabalho?
"
Harry acenou com a cabeça, com a boca cheia de sopa quente ele
não
pôde falar.
"Ele ensinou a mim e ao Arthur", disse Sra. Weasley. "Ele esteve
em
Hogwarts por anos, começou por volta da mesma época que
Dumbledore, eu
acho. Você gostou dele? "
A boca dele agora estava cheia de pão, Harry então encolheu os
ombros e fez um gesto reservado com a cabeça.
"Eu sei o que você quer dizer", disse Sra. Weasley, enquanto
acenava
com a cabeça sabiamente. "Claro que ele pode encantar quando quer
,
mas o Arthur nunca gostou muito dele. O Ministério acabou com os
velhos favorito de Slughorn, ele sempre foi bom em passar a perna ,
mas ele nunca teve bom tempo para Arthur – parecia pensar que
ele
era bastante aéreo. Bem, só estou lhe mostrando que Slughorn
também
comete erros. Eu não sei se o Rony lhe falou em quaisquer das
cartas
dele - aconteceu há pouco tempo - mas o Arthur foi promovido! "
Não poderia ter estado mais claro que Sra. Weasley tinha estado
estourando para dizer isto.
Harry engoliu uma quantia grande de sopa muito quente e ele podia
sentir a garganta dele empolando . "Isso é ótimo! " ele ofegou.
"Você é um doce", irradiou a Sra. Weasley, com seus olhos
possivelmente molhados pela emoção da noticia. "Sim, Rufus
Scrimgeour montou vários escritórios novos com respeito à
situação
presente, e o Arthur está indo para o Escritório de Descoberta
e
Confisco de Falsos Feitiços de Defensiva e Objetos Protetores.
É um
trabalho grande, ele adquiriu dez pessoas que informam agora a
ele! "
"O que exatamente -? "
"Bem, você vê, em todo o pânico sobre Você-sabe-quem,
coisas
estranhas têm estado à venda em todos lugares , coisas que
dizem
vigiar contra Você-saber-quem e os Comensais da Morte. Você
pode
imaginar o tipo de coisa - poções protetoras que tem nomes
chamativos, mas que realmente são molho com um pouco de pus de
Bobotuberas, ou instruções para fazer contra maldições que
atualmente fazem sua orelha cair. . . . Bem, na maioria das vezes os
criadores são só pessoas como o Mundungus que nunca fez um
trabalho honesto nem em um só dia de suas vidas, eles têm
levado
vantagem no medo das pessoas, mas de vez em quando aparece algo
realmente sórdido. O outro dia o Arthur confiscou uma caixa de
Sneakoscopes amaldiçoado que quase foi plantado certamente por um
Comensal da morte. Então você vê, é um trabalho muito
importante,
como lhe falei há pouco é tolo perder tempo com velas de
ignição e
carregadores e todo o resto daquele lixo de trouxas." A Sra.
Weasley
terminou a fala dela com um olhar duro, como se tivesse sido Harry
que sugerira que era natural perder tempo com velas de ignição.
"Sr. Weasley ainda está no trabalho? " Harry perguntou.
"Sim, ele está. De fato, ele está um pouco atrasado. ... Ele
disse
que ele estaria de volta por volta de meia-noite. . . . "
Ela virou o olhar para um relógio grande que foi empoleirado sem
jeito
em cima de uma pilha de folhas no cesto de lavagem ao término da
mesa. Harry reconheceu isto imediatamente: Tinha nove ponteiros, em
cada um estava inscrito o nome de um membro da família ,
normalmente
ele ficava na parede da sala de estar dos Weasleys, sua atual
posição indicava

que a Srª Weasley andara com ele por toda parte. No instante que
Harry o observava todos os ponteiros indicavam perigo mortal
"Tem estado assim durante todo tempo agora", disse Sra. Weasley, em
uma inconvincente voz casual, "desde que Você-sabe-quem voltou".
Eu suponho que todo o mundo agora está em perigo mortal. ... Eu
não acho que seja só com a nossa família. . . mas eu não sei,pois não
conheço qualquer outro que tenha tido um relógio assim,então eu não posso conferir. Oh! "
Com uma exclamação súbita ela apontou à face do relógio.
O ponteiro do Sr. Weasley tinha trocado para "viajar."
"Ele está vindo! "
Ela disse segura o bastante, um momento depois eles ouviram uma batida na porta dos fundos. A Sra. Weasley se levantou apressada,
foi em direção a porta; com uma mão na maçaneta e a face apertada contra a madeira ela perguntou suavemente "Arthur, é você? "
"Sim", veio a voz cansada do Sr. Weasley. "Mas eu diria que era, até mesmo se eu fosse um Comensal da Morte, querida. Faça a pergunta! "
"Oh, honestamente... "
"Molly! "
"Certo, certo. . . Qual a sua mais querida ambição? "
"Descobrir como aviões ficam acordado."
Sra. Weasley segurou e girou a maçaneta, mas aparentemente Sr. Weasley estava segurando a outra parte da maçaneta, a apertando, porque a porta permaneceu firmemente fechada.
"Molly! eu tenho que lhe fazer primeiro sua pergunta! "
"Arthur, realmente, isto há pouco é tolo. ... "
"Como você gosta que eu lhe chame quando estamos sozinhos?"
Até mesmo pela luz fraca da lanterna, Harry poderia dizer que a Sra.
Weasley tinha ficado vermelho luminoso; Ele se sentiu repentinamente quente, principalmente ao redor das orelhas e no pescoço, e
apressadamente tragou sopa, enquanto movia a sua colher ruidosamente quanto ele podia contra a tigela.
"Mollywobbles", sussurrou uma mortificada Sra. Weasley na rachadura à extremidade da porta.
"Certo", disse Sr. Weasley. "Agora você pode me deixar entrar."
A Sra. Weasley abriu a porta para revelar o marido dela, um bruxo magro, calvo, ruivo que usava óculos com chifres nas bordas e uma capa de viajem longa e parda.
"Eu ainda não entendo o porquê de fazer isso toda vez que você chega em casa", disse Sra. Weasley, ainda cor-de-rosa na face, ajudando o
marido a tirar a capa. "Eu quero dizer, um Comensal da Morte
poderia ter forçado você a lhe dar a resposta antes de se personificar! "
"Eu sei, querida, mas é procedimento de Ministério, e eu tenho que fixar um exemplo. Algo cheira bem, sopa de cebola? "
O Sr. Weasley virou esperançosamente na direção da mesa. "Harry! Nós não o esperávamos até de manhã! "
Eles deram um aperto de mão, e Sr. Weasley se sentou na cadeira ao lado de Harry, enquanto a Sra. Weasley colocava uma tigela de sopa
em frente a ele também.
"Obrigado, Molly. É, tem sido uma noite dura. Alguns idiotas começaram a vender as "Medalhas-Metamorfas" . coloque-as ao redor do pescoço e você poderá mudar sua aparência à vontade. Cem mil disfarces, tudo por dez Galeões! "
"E o que realmente acontece quando você os coloca? "
"Geralmente você ganha uma tonalidade laranja bem desagradável, mas um par de pessoas também ganharam tentáculos e verrugas brotando por todo os seus corpos. Como se St. Mungo já não tivesse o bastante
para fazer! "


"Parece o tipo de coisa que o Fred e George achariam engraçado",
disse Sra. Weasley indecisamente. "Você está seguro? "
"Claro que eu estou! " dito Sr. Weasley. "Os meninos não fariam nada assim agora, não quando as pessoas estão desesperadas por proteção! "
"Então é por isso que está atrasado, Medalhas-Metamorfas? "
"Não, Nós tivemos montes de azarações sórdidas de explosão em Elefante e Castelo, mas afortunadamente a Esquadra de Execução de Lei Mágica tinha ordenado isto até a nossa chegada ... "
Harry abafou um bocejo atrás de sua mão.
"Cama", disse a Sra. Weasley imediatamente. "O quarto de Fred e Jorge está pronto para você, ele é só seu."
"Por que, onde eles estão? "
"Oh, eles estão no Beco Diagonal, estão dormindo no pequeno apartamento em cima da loja de logros deles, pois estão muito ocupados", disse Sra. Weasley. "Eu tenho que dizer, eu não aprovei
no princípio, mas eles parecem ter um pouco de talento para o negócio! Venha, querido, seu calção de banho já lá em cima."
"'Noite, Sr. Weasley", disse Harry, empurrando a cadeira dele para atrás. Bichento saltou ligeiramente do colo dele e se esquivou para
fora da sala.
"Boa Noite, Harry", disse o Sr. Weasley.
Harry viu a Sra. Weasley olhar o relógio quando eles deixaram a cozinha. Todos os ponteiros estavam, mais uma vez em "perigo mortal."
O quarto de Fred e Jorge era no segundo andar. A Sra. Weasley apontou a varinha dela a um abajur na mesa do lado da cama, que acendeu imediatamente, banhando o quarto com uma agradável luz
dourada. Embora um grande vaso de flores tivesse sido colocado em uma escrivaninha em frente à janela pequena, o perfume delas não
pôde disfarçar o cheiro prolongado do que harry achava ser pólvora.
Uma quantia considerável de espaço no chão foi dedicada a um número vasto de caixas de papelão sem marca, lacradas entre qual estava de
pé malão escolar de Harry. O quarto parecia estar sendo usado como
um armazém temporário.
Hedwings piou felizmente para Harry do poleiro dela em cima de um
guarda-roupa grande, então se foi pela janela; O Harry soube que ela
tinha estado esperando para o ver antes de ir caçar. Harry desejou
a Sra. Weasley boa noite, vestiu seu pijama, e deitou em um das
camas. Havia algo duro dentro da fronha. Ele procurou no escuro por dentro da fronha e tirou de lá uma doçura roxo-e-laranja pegajosa que ele reconheceu como uma Pastilha pra Vomitar. Sorrindo pra si mesmo, ele girou na cama e logo estava cochilando.
Segundos depois, ou assim parecia a Harry, ele foi despertado pelo que pareceu um tiro de canhão, enquanto a porta se abria num estouro. Sentando, ele ouviu a carrilha de cortinas ser retirada. A
luz sol deslumbrando, parecia cutucar-lhe duro em ambos os
olhos. Os protegendo com uma mão, ele procurou no escuro desesperadamente os óculos dele com a outra mão. "Oqueestaacontecendo", "Nós não soubemos que você já estava aqui!" dito uma voz alta e
entusiasmada, e ele recebeu um soco ao topo da cabeça.
"Rony, não bata nele! " disse a voz reprovadora de uma garota.
A mão de Harry achou os seus óculos e ele os colocou, entretanto a luz era tão clara que ele quase não poderia ver .Uma grande sombra tremeu em frente a ele por um momento; ele
piscou e Rony Weasley entrou em foco, enquanto sorria abaixo a ele.
"Tudo Certo? " "Nunca tinha estado melhor", disse Harry, enquanto esfregava o topo da
cabeça e caindo atrás de seus travesseiros. "E Você? "
"Não ruim", disse o Rony, enquanto tirava uma caixa de papelão e
sentando nisto. "Quando você chegou aqui? Mamãe não nos falou! "
'Mais ou menos 1 da manhã.'
'Os trouxas fizeram tudo certo? Te trataram bem?'
'Como sempre,' disse Harry, enquanto Hermione se acomodava na ponta da cama. ' Eles não falaram muito comigo , mas eu prefiro assim. Tudo bem com você Hermione?'
' Ah, eu estou bem,' disse Hermione, que estava olhando para Harry como se ele estivesse doente.
Ele sabia o que estava por trás disso; como ele não queria falar sobre a morte de Sirius nem sobre qualquer assunto triste, ele disse, 'Que horas são? Eu já perdi o café?'
'Não se preocupe com isso, mamãe está subindo com a sua bandeja, ela acha que você está muito mal-alimentado,' disse Rony, girando os olhos. 'Então, o que me conta?'
'Nada demais, eu estive preso com meu primo e meus tios, não fiquei?'
' Se liga!' disse Rony. 'Você saiu de lá com o Dumbledore!'
'Isso não foi muito excitante. Ele só quis minha ajuda para convencer um outro professor para sair da aposentadoria. Ele se chama Horace Slunghorn.'
'Oh,' disse Rony, olhando desapontado. 'Nós pensávamos-'
Hermione laçou um olhar de Rony e ele mudou de assunto rapidamente,
'- nós pensávamos que seria algo desse tipo.'
'Tem certeza?' disse Harry, divertindo-se.
' Sim.....claro, agora que a Umbridge foi embora, obviamente nós precisamos de um novo professor de Defesa Contra Artes das Trevas, não é? Então, hum... como ele é?'
' Ele parece uma morsa e era o diretor da sonserina,' disse Harry. 'Algo errado, Hermione?'
Ela estava olhando para ele como se esperasse que alguma coisa estranha fosse acontecer com ele a qualqur momento. Ela desfez a expressão rapidamente e abriu m sorriso pouco convincente.
'Não, claro quenão! Então, hum... Slunghorn parece ser um bom professor?'
'Não sei,' disse Harry. ' Ele não pode ser pior que a Umbridge, pode?'
'Eu conheço alguém pior que a Umbridge,' disse uma voz na porta. A irmã mais nova de Rony entrou no quarto parecendo irritada. 'Olá Harry.'
'O que acontece com você?', perguntou Rony
' É ELA,' disse Gina, se jogando na cama de Harry. 'Ela está me deixando louca.'
'O que ela fez agora?' perguntou Hermione condecendentemente.
'É o geito que ela fala comigo - ela pensa que eu tenho 3 anos!'
'Eu sei,' disse Hermione, abaixando o tom de voz. ' Ela está cheia de si mesma.'
Harry ficou impressionado de ouvir Hermione falando da Sra. Weasley daquele geito e não pode culpar Rony de dizer nervoso, 'Vocês não podem deixar ela em paz por 5 segundos?'
'Oh, tudo bem, defenda ela,' disse Gina. ' Todos nós sabemos que você não pode com ela.'
Isso pareceu um comentário desnecessário sobre a mãe de Rony; parecia que ele estava perdendo algo, Harry disse, 'Quem é você - ?'
Mas a pergunta foi respondida antes que ele pudesse acabá-la. A porta se abriu violentamente novamente e Harry instintivamente puxou seu edredon para perto do queixo tão forte que Hermione e Gina caíra no chão .
Uma jove mulher estava de pé naporta, uma mulher tão linda que o quarto parecia ter ficado abafado momentaneamente. Ela era alta e magra com um longo cabelo loiro e parecia emanar um brilho prateado reluzente. Para completar a visão de perfeição, ela estaa carregando uma grande bandeja de café da manhã.
'Arry,' ela disse com uma voz rouca. 'Cuanto tempo!'
Quando ela andou um pouco a Srs. Weasley apareceu, andando atrás da jovem, parecendo um pouco rabugenta.
'Não precisava trazer aqui, e posso fazer isso sozinho!'
'Non ttem prroblema,' disse Fleur Delacour, colocando a bandeja sobre os joelhos de Harry e dando-lhe um beijo em cada bochecha: ele sentiu os lugares onde ela o beijou queimarem . 'Eu stava há moito tempo dessejando te verr. Lembrra da minia irrmã, Gabrielle? Ela não parra de falarr sobrre Arry Potterr. Ela querrendo moito vê-lo de novo.'
'Ah.... ela está aqui também?' Harry perguntou
'Não, não, bobinho,' disse Fleur com um leve sorriso, 'Eu querro dizerr no prróximo verrão, cuando nós - mas você não sabe?
Ela arregalou seus olhos azuis e olhou repreensivamente para a Sra. Weasley, que disse, ' Nós ainda não contamos à ele.'
Fleur virou para Harry, balançando seu cabelo prateado, que bateu na cara da Sra. Weasley.
'Gui e eu vamos nos casarr!'
'Oh,' disse Harry inexpressivamente. Ele não pode dizer mais nada ao notar como a Sra. Weasley, Hermione e Gina estavam evitando outros olhares. 'Wow, hum- felicidades!'
Ela abaixou sobre ele e lhe deu um beijo novamente
'Bill estarr moito ocupado no momento, trrabalhando durro, e eu só trrabalho meio perríodo no Grringotes parra melhorrarr meu inglês, então ele me trrouxe para ca por alguns dias parra conhecer sua família. Eu fiquei muito feliz em saberr que você viria - Aqui não tem muitacoisa parra fazerr, só se vcÊ gostar de cozinhar e de frangos! Bem - aproveite seu café da manhã Arry!'
Com essas palavras ela se virou graciosamente e saiu do quarto, fechando a porta atrás dela.
Sra. Weasley fez um barulho parecido com 'tchah!'
'Mamãe odeia ela,' disse baixinho Gina
' Eu não odeo ela!' disse a Sra. Weasley cochichando. 'Eu só acho que eles fora muito apressados e assumir este compromisso, só isso!' 'Eles se conheceram há um ano,' disse Rony, que parecia esquisitamente embreagad e ficava olhando para a porta fechada
'Bem, não faz muito tempo! Eu sei por que aconteceu, é claro. Isso aconteceu certamente por que Você-sabe-quem está voltando, as pessoas acham que podem morrer amanhã, então elas tomam algumas decisões que normalmente demorariam um bom tempo para tmar. É a mesma coisa que aconteceu da última vez q ele era poderoso, as pessoas fugiam com os namorados a torto e a direita-'
'Incluindo você e o papai,' disse Gina.
'Sim, bem, seu pai e eu fomos feitos um para o outro, para que esperar?' disse a Sra. Weasley. 'Quanto a Gui e Fleur.... bem.... o que eles tem realmente em comum? Ele é trabalhador, uma pessoa humilde, enquanto ela -'
'Uma vaca,' disse Gina, concordando com a cabeça. 'Mas Gui não é tão humilde quanto você fala, ele gosta de um pouco de aventura, de um pouco de glamour.... acho que foi por isso que ele foi para o Phlegm.'
'Pare de chamar ela assim Gina,' disse a Sa. Weasley, quando Hermione e Harry começaram a gargalhar. 'Bem, é melhor eu ir.... Harry, coma seus ovos enquanto eles estão quentes!'
Parecendo aflita, ela saiu do quarto. Rony, ainda parecendo bêbado; sacudiu a cabeça como um cachorro tentando tirar água das orelhas. 'Você não se acostumou com ela morando na sua casa?' Harry perguntou.
'Bem, você ja...' disse Rony, 'mas se ela pula inesperadamente em cima de você, como agora...'
'Isso é ridículo,' disse Hermione furiosa, se afastand de Rony o mais longe que podia e virando a cara para ele, se protegendo com os braços pois havia chegado na parede.
'Você não quer ela morando aqui para sempre, quer?' Gina perguntou incredulosamente para Rony. Quando ele gaguejou, ela disse, 'Bem, mamãe vai acabar com ela assim qe ela puder, aposto qualquer coisa.'
'Como ela vai controlar isso?' perguntou Harry
'Ela continua tentando trazer Tonks para jantar. Eu acho que ela pensa que Gui vai se interessar em Tonks. Eu também espero que isso aconteça, eu prefiro ela na família.' 'Sim, isso vai funcionar,' disse Rony sarcasticamente. 'Ouça, nenhum homem são iria olhar para Tonks enquanto Fleur está por perto. Quer dizer, Tonks é bonita quando não fica fazendo aquelas coisas estúpidas com o cabelo e com o nariz, mas-'
'Ela com a aparência horrorosa eh mais agradável que Fleur' disse Gina
'E ela é mais inteligente, ela é uma Aurora!' disse Hermione do canto do quarto.
'Fleur não é estúpida, ela foi boa o suficiente para entrar no torneio Tribruxo,' disse Harry.
'Não tão boa quanto você!' disse Hermione amargamente
'Eu aposto que você gosta do jeito que Fleur diz "Arry", não gosta?' Perguntou Gina desdenhosa.
'Não,' disse Harry, desejando não ter falado nada, 'Eu só disse que, muco - quer dizer - Fleur -'
'Eu preferiria ter Tonks na família,' disse Gina. 'Ao menos ela é engraçada!'
'Ela não tem sido muito engraçada,' disse Rony. 'Toda hora que eu olho para ela, ela está parecendo mais a Murta que geme'
'Isso não é justo!' disse Hermione. 'Ela anda não superou o que aconteceu.... você sabe... quer dizer, ele era primo dela!'
O coração de Harry bateu mais forte. Eles tinham chegado no assunto de Sirius. Ele pegou o garfo e começou a comer os ovos mexidos, esperando não receber nenhum convite para entrar na conversa.
'Tonks e Sirius souberam que eram paretes há pouco tempo!' disse Rony. 'Sirius estava em Azkaban durante metade da vida dela e antes disso as famílias deles nunca haviam se encontrado-'
'Isso não tem nada a ver,' disse Hermione. 'Ela pensa que a morte dele foi culpa dela!'
'Por que ela pensa isso?' Peguntou Harry
'Bem, ela estava lutando com a Belatriz Lestrange, não estava? Eu acho que ela pensa que se ela tivesse acabado com a Belatriz, ela não teria matado o Sirius'
'Isso é estúpido' Disse Rony
'É a culpa de sobrevivente,' disse Hermione. ' Eu sei que Lupin está tentando acalmá-la, mas ela está realmente triste. Agora ela está tendo problemas com sua metamorfose!'
'Com a sua metamorfose ?'
'Ela não consegue mais mudar sua aparência como antes,' explicou Hermione. 'Eu acho que seus poderes devem ter sido afetados pelo choque, ou algo assim.'
'Eu não acho que isso possa acontecer,' disse Harry
'Eu não tenho certeza,' disse Hermione, ' mas eu suponho que se você está realmente deprimido...'
A porta se abriu novamente e a Sra. Weasley colocou sua cabeça para dentro.
'Gina,' ela cochichou, 'desça aqui e me ajude com o almoço
'Mas eu estou conversando!' disse Gina enfurecida
'Agora!' disse a Sra. Weasley, e desapareceu.
'Ela só quer que eu desça para não ter que ficar sozinha com a muco!' Disse Gina. Ela jogou seus longos cabelos vermelhos para imitar a Fleur e atravessou o quarto com os braços cruzados como se fosse uma bailarina.
'Seria melhor se você descesse rápido também,' Disse a Sra. Weasley enquanto ia saindo.
Harry aproveitou o silêncio para comer. Hermione estava examinando as caixas de Fred e Jorge, olhando de vez em quando para Harry.
Rony, que agora estava ajudando Harry a comer as torradas, estava olhando para a porta destraidamente.
'O que é isso?' Hermione perguntou, levantando o que parecia um pequeno telescópio.
'Não sei,' disse Rony, ' mas Fred e Jorge deixaram isso aqui, talvez ainda não esteja pronto para vender, então cuidado!'
'Sua mãe disse que a loja está indo bem,' disse Harry. 'Disse que Fred e Jorge levam jeito para negócios.'
'Ela foi modesta,' disse Rony. 'Eles estão nadando em galeões! Eu mal poso esperar para ver o lugar. Nós ainda não fomos para o beco diagonal, pois mamãe disse que papai conseguiu segurança extra para ir para la e agora ele está cheio de trabalho, mas isso é excelente!' 'E o Percy?' perguntou Harry; o terceiro irmão mais velho dos Weasleys se separou do resto da família. 'Ele voltou a falar com seus pais?' 'Não,' disse Rony
'Mas ele sabe que seu pai estava certo sobre a volta de Voldemort-'
'Dumbledore disse que as pessoas acham mais fácil as pessoas perdoarem quando o outro está errado do que quando está certo,' disse Hermione. 'Eu ouvi ele falando isso para sua mãe Rony,'
'Parece coisa da cabeça de Dumbledore,' disse Rony
'Ele me dará aulas particulares neste ano,' disse Harry convencionalmente.
Rony engasgou com um pedaço de torrada e Hermione suspirou.
'E você nos escondeu isso?' disse Rony
' Acabei de me lembrar disso,' disse Harry honestamente. 'Ele me falou ontem a noite em seu abrigo de vassouras.'
'Nossa..... aulas particulares com Dumbledore!' disse Rony, parecendo impressionado. 'Queria saber por que ele....?
Sua voz cessou. Harry viu ele e Hermione trocarem olhares. Harry abaixou seus talheres, seu coração batia mais rápido considerando que todos estavam sentados na cama. Dumbledore havia dito isso... mas não havia explicado por que! Ele fixou seus olhos no garfo, que estava refletindo a luz do sol em seu colo, e disse, 'Eu não sei exatamente por que ele vai me dar aulas, mas acho que deve ser por causa da profecia.'
Nem Rony nem Hermione falaram. Harry teve a impressão de que os dois estavam congelados. Ele continuou, ainda conversando com seu garfo, 'vocês sabem, aquela que tentaram roubar no ministério.'
'Ningué sabe o que ela dizia, entretanto,' disse Hermione rapidamente. 'Ela foi esmagada.'
'Mas o Profeta diz -' Rony começou, mas Hermione fez 'Shhhhh!'
'O Profeta está certo,' disse Harry, olhando para os dois com grande esforço: Hermione pareceu assustada e Rony pasmou. ' Aquela bola de vidro que foi destruída não era a única coisa que guardava a profecia. Eu ouvi tudo no escritório de Dumbledore, ele foi a pessoa que ouviu a profecia, então ele pode me dizer. Ele disse que,' Harry respirou fundo, 'parece que eu sou o único que pode acabar com Voldemort... e então, ele disse que um não pode viver enquanto o outro estiver vivo.'
Os três se olharam rapidamente em silêncio por um momento. Então surgiu um ruído alto
e Hermione desapareceu atrás de uma fumaça negra
'Hermione!' gritou Harry e Rony; a bandeja de café da manhã escorregou e caiu no chão espatifando-se.
Hermione surgiu, tossindo, fora da fumaça, segurando o telescópio q apresentando um reluzente olho roxo.
'Eu apertei isso e isso - isso me esmurrou!' ela disse indignada
Eles puderam observar um pequeno punho em uma grande mola pulando na extremidade do telescópio
Não se preocupe," disse Rony, que estava tentando claramente não rir, do reparo de curimentos pequenos mal-sucedido de sua mãe. - Bem, não se culpe agora ! Hermione disse sussurando "Harry, oh, Harry.. . "
Sentou-se na borda de sua cama outra vez.
"nós quisemos saber, depois que voltamos. . . Claro, nós não quisemos dizer-lhe qualquer coisa, mas o que Lucio Malfoy disse sobre a profecia, sobre você e Voldemort, bem, nós pensamos que podia ser algo como isso. . . Oh, Harry. . . " Olhou fixamente nele, a seguir sussurrado, "Você está assustado?"
"Não mais que antes" disse Harry. "quando eu ouvi da primeira vez eu era. . . mas agora, parece que eu sempre soube que teria que enfrenta-lo no fim. . . "
"quando nós nos soubemos que Dumbledore foi busca-lo pessoa, nós pensamos que ele iria dizer ou mostrar-lhe algo sobre o que fazer com a profecia," disse Rony ansiosamente. "e nós estávmos com você, não estávamos? Ele não estaria lhe dando lições se pensasse você iria morrer, não desperdiçaria seu tempo - deve pensar que você tem uma possibilidade!"
"O que é verdade" disse Hermione. "Será maravilhoso o que ele lhe ensinará, Harry! Mágica defensiva realmente avançada, provavelmente. . contra-feitiços poderosos, contra azarações"
Harry não escutou realmente. Um calor estava espalhando através dele que não tinha anda haver com a luz solar; uma dor eu seu peito pareceu dissolve-lo. Soube que Rony e Hermione estavam mais chocados do que ele estava, mas o mero fato que ainda estavam lá ao seu lado, falando palavras de apoio e conforto, não se escondendo dele como se estivesse contaminado ou fosse perigoso, valeu pena mais do que ele poderia dizer-lhes.
"... e os encantamentos então" concluiu Hermione. "bem, ao menos você sabe uma lição que você estará tendo este ano, o que é um mais do que eu e Rony. Eu quero saber quando as corujas com nossos resultados virão..
"Não pode faltar muito agora..foi a um mês" disse Rony.
"pendure isso," disse Harry, porque uma outra parte da conversa da última noite lhe voltou a mente. "eu acho que Dumbledore disse que as corujas com nossos resultados estariam chegando hoje!"
"hoje?" Hermione gritou. "hoje? Mas porque você não - oh meu deus - você devia ter dito - "
Pulando de pé.
"eu estou indo ver se alguma coruja veio..."
Mas quando Harry chegou ao andar de baixo dez minutos mais tarde, vestido inteiramente e carregando sua bandeja vazia do pequeno almoço, encontrou Hermione sentada à mesa da cozinha em uma grande agitação, e examinou a sra. Wesley que parecia uma joaninha. "apenas não se mova" a Sra. Weasley estava dizendo ansiosamente, para Hermione que tinha sua varinha em uma das mãos e uma cópia da Curandeira do Lar na outra, aberta em "manchas roxas, em cortes, e em abrasões." "isto sempre esteve aqui antes, eu que apenas não pode compreendê-la."
"será que é essa a idéia que Fred e George tem de uma brincadeira, certificando-se que ela nunca sairá" disse Gina.
"mas tem que sair!" Hermione rangiu. "eu não posso ficar com o olho assim para sempre!"
"você não vai , claro, nós encontraremos um antidoto, não se preocupe" disse a Sra. Weasley sorrindo.
"Gui me disse que Fred e George estão se divertindo muito! Fleur disse sorrindo serenamente.
"sim, eu mal posso esperar para rir também" Hermione falou.
Saltou e começou a andar em círculos pela cozinha, torcendo seus dedos.
"Sra. Weasley, a sra. tem certeza que nenhuma coruja chegou esta manhã?"
"Sim, querido, eu teria notado," disse a Sra. Weasley paciente. "Mas ele só tem nove anos, ainda há bastante tempo..."
"Eu sei que devo ter mistura as Runas,"murmurou Hermione freneticamente, "Eu definitivamente devo ter bagunçado tudo. Ainda tem Defesa contra as Artes das Trevas que não fui nada bem. Pensei que em transfigurações pelo menos estava tudo certo, mais olhando bem..."
"Hermione , dá pra parar com isso? Você não é a unica que estava nervosa!"rangiu Rony "Você ainda deve ter tido uns onze 'Excede as Expectativas'nos N.O.M's"
"Não, não, não!"disse Hermione, agitando suas mãos histéricamente. "Eu fracassei em tudo , eu sei"
"E o que acontecerá se nós não conseguimos?" perguntou Harry, e novamente foi Hermione quem respondeu.
"Nós vemos com a diretora da Grifinória, quais são nossas opções. Eu perguntei a Profª McGonagall no final do ano passado. "O estomago de Harry revirou. Desejou que tivesse comido menos.
"Em Beauxbatons,"disse Fleur se queixando "Temos um modo diferente de ver as coisas. Pensamos que é melhor prestar os exames depois do sexto ano e não do quinto, mas de qualquer form..."
As proxima palavras de Fleur foram abafadas por um grito. Hermione apontava para a janela da cozinha. Tres pontos pretos eram visíveis no céu, ficando maior a cada segundo.
"São corujas, tenho certeza,"disse Rony ansioso, pulando até a janela junto com Hermione.
"E são três, tem três delas,"disse Harry correndo em direção a janela também.
"É deve ser uma para cada um de nós," disse Hermione num sussurro apavorado. "Oh Não...Não...Não..."
Ela agarrou com força Rony e Harry.
As corujas estavam voando para o Três, bonitas corujas-das-torres, voando baixo agora em direção aos três , e todas elas seguravam um envelope.
"Ai não,"guinchou Hermione.
A Sra. Weasley se espremeu entre eles e abriu a janela da cozinha. Um , Dois, Três, as corujas foram pousando em linha em frente seus pés, com os envelopes.
Harry correu a apanhar seu envelope. A carta de harry estava na coruja do meio, ele começou a tentar tirar a carta da coruja desastrosamente. A sua esqueda, Rony tentava pegar a sua também; e a sua direita as mãos de Hermione agitavam tanto que fazia com que sua coruja balança-se.
A cozinha estava silenciosa, quando finalmente Harry conseguiu pegar sua carta. Abriu o Envelope e desenrroulou o pergaminho.

RESULTADO DO SEUS NIVEIS EXTRAORDINARIOS EM MAGIA.

NOTAS PASSAVEIS
Ótimo (O)
Excede as Expectativas (E)
Aceitavel (A)
NOTAS REPROVAVEIS.
Passavel (P)
Deploravel (D)
Trasgo (T)

Harry Tiago Potter
Astronomia (A)
Trato de Criaturas Mágicas (E)
Feitiços (E)
Defesa contra as Artes das Trevas (O)
Advinhação (P)
Herbologia (E)
História da Magia (D)
Poções (E)
Transfiguração (E)

Harry leu varias vezes seus notas, sua respiração agora voltava ao normal. "Eu consegui", pensou ele, sempre soube que iria mal em Adivinhação, e também sabia que não passaria em História da Magia já que ele tinha desmaiado na hora do exame, mas ele conseguiu passar em todo o resto! Tinha se dado bem em Transiguração e Herbologia, tinha excedido as expectativas até em Poções! E o melhor de tudo, tinha conseguido um "Ótimo" em Defesa Contra as Artes das Trevas!
Ele olhou ao seu redor. Hermione estava olhando pra trás, e o Rony estava com um brilho nos olhos.
"Falhamos somente em adivinhação e História da Magia, quem se importa com isso?"disse feliz a Harry. "Aqui..." Deixa eu ver.
Harry olhou atentamente as notas de Rony: E não havia nenhum "Otimo" lá...
"Sempre soube que você teria nota maxima em Defesa Contra as Artes das Trevas,"disse Rony , dando um soco no ombro de harry. "Nós fizemos tudo certo afinal, não é?"
"Muito bom!"disse a Sra. Weasley cheia de orgulho, passando a mão nos cabelos de rony. "Sete N.O.M's mais do que Fred e Jorge juntos!"
"Hermione?"perguntou Gina, já que Hermione ainda continua de costas. "Como você foi?"
"Eu? nada mal", falou Hermione com sua voz baixa.
"Ahh, para com isso,"disse Rony puxando o pergaminho da mão de Hermione. "É - Dez 'Otimos' e um 'Excede as Expectativas' de Defesa contra as Artes das Trevas.Ele olhou pra ela, ela estava meio feliz, meio chatiada. "Você não está desapontada , está?"
Hermione balançou a cabeça, e harry riu.
"É somos alunos de N.I.E.M's agora!"disse Rony sorrindo. "Mãe, tem mais salsichas?"
Harry no entando olhou novamente para seus resultados. Eram tão bons quanto ele esperava. Sentiu-se apenas um pouco triste... Este era o fim de sua ambição de um dia se tornar Auror. Não conseguira a nota necessaria em Poções. Ele já havia imagindo varias vezes que não conseguiria, mas agora que tinha certeza era pior, sentiu seu estomago se afundar quando olhou novamente para aquele pequeno (E) na frente das escritas POÇÕES
Era estranho mesmo sendo um Comensal da Morte desfarçado que havia dito a Harry para ele seguir a carreira de auror, ele havia gostado da ideia, não conseguia pensar em outra coisas para se tornar. Além disso, parece que este é o destino certo para ele desde que ele ouviu a profecia no mês passado.... um não pode viver enquanto o outro estiver vivo....Ele não estaria cumprindo a profecia e se dando uma maior chance de sobrevivência se ele se unisse aos mais bem treinados bruxos que tem a missão de achar e matar Voldemort?