Blog

Entrevista do Mike sobre LP,FM e trabalho solo do Chaz e Joe

por amorockamolp em 28/02/06 - 19h:47m

Mike Shinoda, líder da banda de rock mais idolatrada atualmente, cria o grupo de rap Fort Minor e lança CD; em entrevista ao Folhateen, ele promete que o Linkin Park não acabará.

Se um alienígena aterrissasse em um show do Linkin Park e dissesse: “Leve-me ao seu líder”, todos apontariam para ele, Mike Shinoda, 28. O rapper e produtor da banda de rock mais querida hoje volta as raízes musicais.
Com o nome Fort Minor, Mike lança seu primeiro CD de estilo Rap, estilo que seguia antes de montar o Linkin Park. Nas letras, o descendente de japoneses fala, por exemplo, sobre os sofrimentos da família em campos de concentração na segunda Guerra. Mike canta acompanhado de amigos do rap de Los Angeles.
Com os integrantes do Styles Of Beyond, lança “The Rising Tied”, com uma mãozinha do rapper Jay-Z, o mesmo que dividiu com o Linkin Park o mash-up “Collision Course”.
Por causa do Fort Minor, surgiram especulações sobre um possível fim da banda. Mas, em entrevista ao Folhateen, Mike deixa claro; o Linkin Park lança novo disco até o fim do ano.

Folha – Por que você decidiu usar o nome Fort Minor em vez de usar o seu?
Mike Shinoda – Queria que as pessoas prestassem atenção nas músicas, e não em mim. Seria mais fácil usar “Mike Shinoda do Linkin Park” com minha foto na capa e encomendar batidas para produtores como Timbaland e Neptunes. Poderia ter seguido o caminho mais fácil.
Folha – Você é o homem por trás dos maiores hits do Linkin Park. Qual a diferença entre escrever músicas para uma banda de rock e para um grupo de rap?
Mike – Quero deixar claro que todos os caras da banda estão no processo de composição, mas eu lidero esse processo até um certo ponto. Com isso dito, eu queria levar o Fort Minor para uma direção mais pessoal, porque eu tinha muitas idéias na minha cabeça que eram perfeitas.
Folha – Seu sucesso solo pode levar ao fim do Linkin Park?
Mike – Não mesmo. Estamos trabalhando em um novo CD , que deve ser lançado no fim do ano. Por enquanto, estarei na turnê de lançamento do Fort Minor.
Folha – O próximo disco do Linkin Park vai soar mais como “Breaking the Habit” ou vocês vão seguir o mesmo rap metal?
Mike – Os rótulos “nu metal” e “rap metal” são velhos. “Breaking the Habit” é uma prova que não fazemos “rap rock”.
As pessoas nos encaixam nessa categoria, mas ela não nos define; você seria tolo ao chamar aquela música de “rap rock”. O álbum não soará como “Breaking the Habit”, mas terá, definitivamente, um som novo.
Folha – O vocalista Chester Bennington está trabalhando no disco da banda Snow White Tan. O Dj Joseph Hahn dirigiu um curta-metragem e planeja fazer dois longas. E se eles deixassem o Linkin Park?
Mike – Daí meu amigo Joey Quebra-Joelho vai caçá-los e colocar neles sapatos de concreto, assim eles vão ser obrigados a viver com os peixes, hahaha.
Folha – Você ouviu a banda de Chester e assistiu ao filme de Joe? O que achou?
Mike – As músicas do Chester são ótimas. Acho que vocês vão poder ouvi-las logo depois do lançamento do novo CD do Linkin Park. Sobre o filme de Joe, eu o vi e é excelente. Ele não está satisfeito, então ainda está trabalhando nele, é um começo incrível.
Folha – Como Jay-Z ajudou o Fort Minor? Ele vai participar também do próximo disco do Linkin Park?
Mike – As pessoas me perguntam se ele escreveu alguma música, e eu respondo que não. Ele fez algo muito importante –ajudou-me a escolher as músicas que deveriam entrar no disco, a excluir as que não eram boas e a melhorar as que tinham potencial para ficarem boas. Mas ele não estará envolvido no próximo Linkin Park.
Folha – A música “Kenji” é sobre sua família em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Conte um pouco sobre essa história.
Mike – Sou metade japonês. Depois do ataque a Pearl Harbor, o governo americano começou um período de perseguição racial. Eles colocaram nipo-americanos (e alguns americanos de origem asiática também) em campos fechados durante o período da guerra. Meu pai tinha três anos e 12 irmãos. Minha tia mais velha tinha quatro filhos. O mais novo nasceu no campo. Ficaram presos até o final da guerra. O marido dela morreu lá. Uma vez libertados, eles voltaram a suas casas vandalizadas e viveram um longo período de tensão racial.
Folha – Como você reage a críticas?
Mike – A resposta ao disco tem sido incrivelmente positiva. Talvez as pessoas não estejam dizendo coisas ruins pois também estão com medo de receber a visita do Joey Quebra-Joelho!