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Histórias, Estórias e Sensações...



10/08/06 - 16h:01m



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Diga X !!!

Iria postar uma foto de meus avós paternos. Que estão casados há mais de 55 anos. Um exemplo de amor, perseverança e lealdade.

Podem rir e me chamar de romântica inveterada, boêmia...seja lá o que for. Mas eu quero um amor pra vida toda. Acredito q existe isso ainda.

Essa poesia que vou colocar aqui "Jeitos de Amar", achei no site do Pr. Ricardo Gondim, e me emocionei quando li. E depois eu me emocionei quando li novamente. E depois..e depois...

Eu me achei nessas linhas. Muitas coisas ali descritas eu já fiz para quem amo e amei.



Jeitos de amar

Adélia Prado



Uma personagem põe-se a lembrar da mãe, que era

danada de braba, mas esmerava-se na hora de fazer

dois molhos de cachinhos no cabelo da filha, para

que ela fosse bonita pra escola.



"Meu Deus, quanto jeito que tem de ter amor".

É comovente porque é algo que a gente esquece:

milhões de pequenos gestos são maneiras de amar.

Beijos e abraços são provas mais eloqüentes,

exigem retribuição física, são facilidades do corpo.



Porém há diversos outras demonstrações mais sutis.



Mexer no cabelo, pentear os cabelos, tal como

aquela mãe e aquela filha, tal como namorados

fazem, tal como tanta gente faz: cafunés.

Amigas colorindo o cabelo da outra, cortando

franjas, puxando rabos de cavalo, rindo soltas.



Quanto jeito que há de amar.

Flores colhidas na calçada, flores compradas, flores

feitas de papel, desenhadas, entregues em datas

nada especiais: "lembrei de você".

É este o único e melhor motivo para azaléias,

margaridas, violetinhas.



Quanto jeito que há de amar.

Um telefonema pra saber da saúde, uma oferta de

carona, um elogio, um livro emprestado, uma carta

respondida, uma mensagem pelo celular, repartir o

que se tem, cuidados para não magoar, dizer a

verdade quando ela é salutar, e mentir, sim, com

carinho, se for para evitar feridas e dores

desnecessárias.



Quanto jeito que há de amar.

Uma foto mantida ao alcance dos olhos, uma

lembrança bem guardada, fazer o prato predileto de

alguém e botar uma mesa bonita, levar o cachorro

pra passear, chamar pra ver a lua, dar banho em

quem não consegue fazê-lo só, ouvir os velhos,

ouvir as crianças, ouvir os amigos, ouvir os

parentes, ouvir.



Quanto jeito que há de amar.

Orar por alguém, vestir roupa nova pra

homenagear, trocar curativos, tirar pra dançar, não

espalhar segredos, puxar o cobertor caído, cobrir,

visitar doentes, velar, sugerir cidades, filmes, cds,

brinquedos, brincar...



Quanto jeito que há.


















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