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Artigo traduzido da Kerrang
por brunagd771 em 31/12/06 - 02h:50m
O NOVO ÁLBUM DELES SERÁ “DESTRUIDOR”!
Eem uma escala de 1 á 10, que nota você daria para seu ano?
“Algo entre 7 e oito, eu diria. Acho que 7,5.”
O que você fez este ano?
“Muitas coisas. Vamos ver: Nós temos feito muitas demos e pensando já em nosso próximo álbum. Para nós, pessoalmente, colocamos um limite de qualidade muito alto que no começo tudo soava uma merda para nós, e a questão é saber trabalhar o que é uma merda e o que não é. Mas estamos chegando lá. Claro, também gravamos “The Saints Are Coming” com o U2. Tocamos a canção ao vivo no Louisiana Superdome, que foi quando o New Orleans Saints, o time de futebol americano da cidade fez seu primeiro jogo após o incidente do Furacão Katrina. Foi ótimo, mas também foi estranho. A devastação da catástrofe é ainda maior e mais amedrontadora do que se vê na televisão. Parece que uma bomba nuclear caiu ali. É uma devastação total. O que mais? Ah sim, nós lançamos um site na internet, o www.greendaynrdc.com , que é um projeto ambiental. Eu gostaria que as pessoas dessem uma olhada correndo nesse website”.
Olhando pra trás, você descreveria o “American Idiot” como uma obra prima?
“Er, não. Eu não acho isso. Eu tenho muito orgulho dele, não me entenda mal. Eu amo esse álbum e nele nós conseguimos coisas como nunca antes. Mas, obra-prima é uma palavra muito forte. Com relação à toda aquela experiência, tudo chegou a um final, em Janeiro desse ano. Então, muito tempo foi gasto nos últimos dois anos, tudo o que aconteceu com a gente. E a escala de como as coisas aconteceram com a gente também. A coisa toda foi um sucesso e as pessoas entenderam sobre o quê o álbum fala. Foi uma época maravilhosa para nós. Então, entramos meio em que uma ressaca desse ano. Muito tempo também foi gasto por nós para aceitarmos que esse período acabou. Acredito também que é justo dizer que rolou uma pequena tristeza também”.
Qantas cópias foram vendidas de "American Idiot"?
“Uns 15 milhões, algo assim.”
Isso é um chute, não?
“Eu sei. Foi uma experiência incrivelmente enriquecedora. Esses números não eram os mesmos que nós víamos no ano passado, posso te dizer. A coisa toda foi uma surpresa. Parecia irreal. Era como se vivêssemos uma fantasia. Fiquei contente em estar na época que estamos me fez sentir-me preparado. Nós temos tanto tempo de experiência em nossas costas. Nós temos os shows em festivais que nos fez acostumarmos em shows com estádios gigantes. Senti que estávamos preparados para isso, que nós tínhamos o que precisávamos e que poderíamos criar intimidade, mesmo em grande escala. Mas fazer isso acontecer mesmo? Nós sabíamos que tínhamos a música que iria falar por nós nesse nível, mas NOS encontrar nesse nível foi algo além. Foi como, “Wow, nós conseguimos!”
E como foi isso?
“Foi ótimo. Mas também foi um pouco surreal. E também estar na idade que estou, fico contente em estar morando na Califórnia do Norte ao invés de Los Angeles ou algum lugar na costa Sul. Aqui não existem pessoas que ficam te falando que você é incrível e que tudo o que você faz é incrível e que você nunca erra. Tenho certeza que isso pode bagunçar sua cabeça. O tipo de sucesso que tivemos poderia ter atraído um monte de puxa-sacos por ali, tenho certeza.”
O que você pode nos adiantar sobre o novo material?
“Bem, o que eu posso contar é que o que nós não queremos fazer é uma reação, ou contraparte de ‘American Idiot’. Acho que é um ponto de partida muito importante para nós. De forma alguma nós queremos fazer uma música que nos faça sobreviver em cima de nosso sucesso do passado”.
Mas, o mais importante, será melhor que "American Idiot"?
“Sim, eu acho que ele pode ser tão bom sim. Até então, as músicas que estamos fazendo são absurdamente destruidoras. É, destruidor é a palavra que eu usaria. Existem muitas direções que nossa música está tomando. Agora, estamos tentando entrar em contato com o senso de humor no que fazemos. E junto disso, estamos tentando criar um senso de intensidade em tudo, e ali, a música é algo bem físico mesmo. Mas em certos momentos, enquanto vamos em meio à nossas idéias, as coisas são tão boas que nos deixam arrepiados.”
Nos diga a verdade, esse album não vai sair antes de 2088, não?
“Acho que é uma boa estimativa, sim.”
Maldito.
“Bem, nós fizemos uma tour muito grande para o último álbum. Eu quis dizer, muitos shows mesmo. Que não havia muito tempo para compormos. Então, esse processo apenas começou quando a tour acabou, que foi em Janeiro desse ano. Então tivemos cerca de 11, 12 meses... E ainda estamos nessa”.
O green day ainda é uma banda de amigos?
“Oh, claro. Na verdade eu diria que somos ainda melhores amigos do que algum dia já fomos. Nós três demos uma separada para sairmos em férias no verão, mas temos trabalhado duro em nosso novo material e temos saído juntos direto, desde que a tour acabou. Então, sim, estamos sempre unidos. O que temos que fazer é trabalhar nossas vibrações. Nós vivemos como rejeitados por uma boa parte de nossa carreira, e hoje em dia pela primeira vez nós não somos mais os rejeitados. Isso é um pouco estranho. Mas nós temos que dar um jeito de trabalhar isso e de nos manter aqui. Somos como um boxeador que lutou muito e hoje é o campeão. Temos que nos manter em boa forma, senão iremos apanhar!”
Scans:
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Fontes: Kerrang / TheGreenDayAuthority/ TheNimrods