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Depois da Penha, Constantinos querem o Expresso Kaiowa!!!

por busman em 26/5/2008

São Paulo, 23 de Maio de 2008 - Os mesmos grupos de integrantes da família Constantino, que compraram a Empresa de Ônibus Nossa Senhora da Penha, pertencente ao Grupo Itapemirim, protocolaram junto à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) pedido para assumir as linhas do Expresso Kaiowa partindo de Foz de Iguaçu (PR) para Rio e Belo Horizonte. A Kaiowa, também do grupo Itapemirim, tem frota de 35 ônibus. O interesse pela Kaiowa foi confirmado à Gazeta Mercantil por Pedro Constantino, que dirige a holding IAC, um dos três grupos que assumiu a Penha e agora entra na Kaiowa. Os outros dois grupos são o Max Participações, do tio de Pedro, Paulo Constantino, e o Conport, controlado pelos quatro filhos de Constantino ‘Nenê’ Oliveira - Ricardo, Joaquim, Constantino Júnior e Henrique. "Todos os negócios que temos juntos são divididos um terço para cada um. Com a Kaiowa vamos somar treze empresas com cerca de 1,5 mil ônibus. Muitas das empresas estão no Paraná, onde ficam a Penha e a Kaiowa. A aquisição dessas linhas concentradas nos dá sinergia", diz Pedro Constantino, que exemplifica: " Em Curitiba, numa única garagem, passamos a fazer a manutenção de três empresas do grupo". Segundo Pedro Constantino, a Penha tem faturamento anual de R$ 70 milhões, enquanto a Kaiowa fatura R$ 15 milhões. Além dessas duas empresas, os três grupos da família Constantino têm juntos as seguintes operadoras de ônibus: Transporte Coletivo Cidade Canção, de Maringá, urbana e frota de 250 veículos; Cidade Verde Transporte Rodoviário, de Maringá, com atuação metropolitana e frota de 78 veículos: Expresso Maringá, rodoviária e frota de 170 ônibus; Ingá Turismo , especializada em fretamento e turismo, com 50 veiculos; Transporte Coletivo Grande Londrina, de Londrina, com atuação urbana e frota de 300 ônibus. Também no Paraná tem a Empresa Pioneira de Transportes, em Cascavel, com atuação urbana e frota de 85 ônibus e o Expresso Santa Tereza do Oeste, de Cascavel, com operação metropolitana e frota de 10 veículos. Em São Paulo os três grupos operam a Bauru Trans, de Bauru, urbana e frota de 60 veículos; Transporte Coletivo Grande Bauru, de Baurú e atuação urbana, com 130 veículos. No Rio Grande do Sul opera o Expresso Caxiense, de Caxias Sul, com linhas rodoviárias e frota de 70 ônibus; no Mato Grosso do Sul, tem a Viação São Francisco, urbana de Campo Grande com frota de 138 ônibus. Pedro Constantino diz que a sinergia é uma característica importante no negócio de ônibus já que o aumento da demanda - principalmente no segmento rodoviário - é pouco expressivo. Nesse sentido, um caminho é a consolidação. A sociedade que mantém com os primos nas várias empresas de ônibus, segundo Pedro Constantino, tem garantido oportunidades. As compras de chassis e carrocerias, por exemplo, são feitas de forma centralizada pela holding Conport, que, além da sociedade com a IAC e a Max Participações, controla individualmente várias empresas. . O grupo Itapemirim,. por sua vez, busca sinergias em outras áreas, dizia ano passado ao transferir as linhas da Penha para os Constantino, Andrea Cola, diretora comercial do conglomerado fundado por seu avô, Camilo Cola, deputado federal pelo PMDB capixaba. "Estamos, por exemplo, investindo na Marbrasa, maior exportadora de mármores e granitos do Brasil", informava ela à época. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 2)(Ariverson Feltrin)