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entrevista de mike para revista Rolling Stones

por byshinoda em 06/09/05 - 23h:24m

[Entrevista de Mike para a revista Rolling Stone]

(26/08/2004)

O emcee/produtor do Linkin Park, Mike Shinoda, se tornará o primeiro membro de artistas com multi-platinas a lançar um álbum solo quando seu primeiro álbum sair, o Fort Minor, dia 22 de novembro. Mike diz que o álbum, The Rising Tied, é uma oportunidade pra ele voltar às suas raízes de fazer batidas de hip-hop em seu quarto.


The Rising Tied conta com diversos convidados que vão de Common, na música "Back Home", Black Thought do The Roots, John Legend e o DJ Joe Hahn do Linkin Park assim como o cantor de funk alternativo/rock Kenna que é nascido na Etiópia, a dupla de hip-hop Styles Of Beyond quem tem dois lançamentos feitos pela gravadora do Linkin Park, a Machine Shop Recordings e a cantora Holly Brook.

O álbum mistura diferentes tópicos e estilos -- desde a tocante "Kenji", que fala sobre o confinamento de japoneses-americanos (mestiços) na Segunda Guerra Mundial (com samples de vocal gravados pelo pai e pela tia do Mike), até a música que possivelmente será um dos singles, "Believe Me", cuja batida foi feita em respeito aos hip-hoppers de Nova York, Boogie Down Productions e o Wu-Tang Clan.


A Rolling Stone fala por telefone com o rapper que está em Paris terminando uma turnê pela Europa e se prepara para seguir para Miami para o MTV VMA, evento cuja trilha foi feita por ele.


Como um músico e produtor, quanto excitante foi para você essa oportunidade de trabalhar ao lado de diferentes artistas?

Esse álbum foi realmente feito por diversão e por fazer coisas que são meio que só para mim. Eu queria trabalhar com amigos, pessoas que eu visse olho no olho, e eu queria escrever e tocar cada nota se eu pudesse. Eu escrevi cada nota, produzi e mixei cada música -- mas eu trouxe um coral e uma pequena orquestra.


O álbum é fruto dessa ansiedade que eu tive: Eu queria ouvir algo diferente no hip-hop. Se você ler qualquer revista de hip-hop, você verá cartas de jovens que dizem, "Porque temos as mesmas pessoas na capa todo mês? Por temos sempre o mesmo estilo de músicas em todos os álbuns?". Elas dizem "Eu quero algo novo”. E se eu não estivesse fazendo música eu seria um desses jovens escrevendo para essas revistas dizendo as mesmas coisas. Eu gosto do que temos por ai, mas eu gosto da variedade também. Eu sou um músico. Então pensei, "Eu sei como fazer isso. Eu deveria fazer isso eu mesmo”.


Quanto tempo foi gasto no trabalho para esse álbum?

Eu comecei 2 anos atrás, apenas brincando com as músicas, apenas experimentando. Eu comecei com a idéia de que eu queria voltar às minhas raízes e ao que eu faço no hip-hop. Eu não havia feito uma música somente de hip-hop por cerca de 7 anos -- porque era isso que eu fazia antes do Linkin Park, eu apenas fazia músicas de rap. Eu fiz batidas para uns amigos; Eu troquei batidas com caras do Styles Of Beyond, que moravam na vizinhança perto de mim. Ryu (Emcee to SOB) e eu fizemos algumas faixas lá pra traz em, tipo, 1995, e eu queria voltar para isso. E engraçado o bastante, eu fui atrás deles logo que pensei nisso e comecei a jogar as idéias de fazer músicas com eles. Quanto mais eu escrevia e tocava as músicas para as pessoas, mais sério o álbum (a idéia) ficava. E eventualmente eu passei de tocar essas músicas para amigos para tocá-las para pessoas como Black Thought (Emcee do The Roots) e Kenna, que então entraram em músicas do álbum.


Quanto excitado você está agora que o álbum finalmente está para sair?

Está tudo ótimo, cara. Eu tive esse álbum em minhas mãos, quase pronto por quase 3 meses agora -- Eu tive que sentar nele, esperando para toca-lo para as pessoas. Não tenho como te dizer o quanto excitado eu estou de finalmente levar o álbum para fora (lançar).


Como estão indo os shows na Europa?

É realmente interessante estar em um novo grupo de caras (parceiros de banda). A banda do Fort Minor sou eu, 3 membros do Styles Of Beyond e um baterista chamado Beatdown. Ainda estamos nos acostumando ao material e a estar juntos no palco. E grande parte desses shows são festivais, o que significa que estamos tocando na frente de um público que chega a ser de cerca de 3,000 a 8,000 pessoas -- isso é muito para os caras (da banda). Eles nunca tocaram de fato na frente dessa quantidade de pessoas. Eles estão amando isso.



Em uma das faixas novas, "Get Me Gone", existem algumas mensagens direcionadas à criticos do Linkin Park. Tenho que perguntar, é verdade que você normalmente não faz entrevistas que não sejam via e-mail?

Eu faço tudo que posso para tentar fazer entrevista apenas por e-mail porque eu tive muitas experiências onde pessoas meio de distorceram minhas palavras. Eu só quero a certeza que a pessoa irá publicar o que eu disse, precisamente. Tenho cuidado com minhas palavras e pre-supor que eu quis dizer algo 'similar' ao que eu disse realmente não é justo.



Qual tem sido a resposta de um modo geral ao álbum até agora?

Tenho me surpreendido com o fato de a resposta estar sendo tão positiva quanto está -- particularmente na internet -- porque as pessoas têm um preconceito sobre o que eu faria sozinho, sendo um membro do Linkin Park. Você tem que sair de dentro da caixa. Têm palavrões no álbum; existem diferentes tipos de tópicos, vibrações totalmente diferentes; não tem guitarra com distorção. Mais obviamente eu não teria feito o álbum sem a 'benção' (concentimento) dos caras (do Linkin Park e dos fãs de Linkin Park).