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Cacau* O QUE TIVER QUE SER SERÁ!*



23/12/06 - 02h:33m



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*OS CABELOS*

AMOOOR TE AMOOOO!!!

Bom... muito feliz, de férias, td na paz...

eu amo essa foto, tb não sei pq...

saudade do povo do zouk, dos amigos da escola...

tenho me dedicado muito ao meu cabeludinhu ultimamente e isso é cada vez melhor e mais viciante... TE AMO GOSTOSO!



enfim.. só mesmo pra atualizar e dar FELIZ NATAL A TODOS!!!

UM SUPER BEIJOOO!!!



Poema meigo:



"Declaração de Amor "

J. G. de Araujo Jorge



Eu poderia morrer

toso os dias em que não te vejo.





( Poema de JG de Araujo Jorge do livro

" De Mãos Dadas " 1a edição 1961.)



" Chegas..."





Chegas, e de repente eu me pergunto

como pude ser poeta antes de ti,

antes de nossas horas encandeadas...

Como pude escrever coisas que agora

me parecem belezas mutiladas...



Chegas, e de repente me surpreendo

de que ainda haja surpresas para o amor,

marcado como estou da cicatrizes...

Eu que escrevera um dia amargurado:

"agora, em meu caminho, só reprises"...



Chegas, e eu adolesço de alma e corpo

e de repente, num verão que abrasa

como nunca pensara nem supus,

sou todo novos ramos, verdes ramos,

sou todo sol numa eclosão de luz...



E nesta ânsia de amor que me sufoca

que te sufoca como uma onda, e cresce,

e invade tudo, e é o tema de meu canto,

só um desespero surdo me consome:

é perceber quanto perdemos, quanto...



E me deixar a imaginar a vida

que não viveste, mas que te manchou

com a lembrança de inúteis pensamentos,

esta vida afinal que eu nem sabia

e agora solto como um lastro aos ventos...



Jogo aos ventos, enquanto ascendo, e vejo

em teus olhos um mundo de ninguém

e uma paisagem que ainda está sozinha...

Oh! meu amor, tudo é começo e é novo

agora que sou teu e te sei minha....



Um mundo de que nunca suspeitara...

e eu que falava em mundo antes de ti,

como se antes de ti pudesse ser...

E eu que falava em vida antes de amar-te,

e eu que falei de amor, sem nada ter...



Chegas. E de repente me pergunto

que amor é esse que existiu sem ti?

Que flores? Se não houve primavera...

Ah! nascemos agora, um para o outro,

e antes, não fomos mais que vã espera...



Antes, não fomos mais que espera vã...

E agora que existimos neste amor,

penso, que se afinal não te encontrasse,

o amor teria sido uma palavra,

uma palavra inconseqüente e fútil,

nada mais, nada mais que uma palavra;



e outra palavra a vida, e só palavras

todo o meu canto... e esse caminho inútil...





( Poema de JG de Araujo Jorge

do livro"A Sós..." 1a ed. 1958 )
















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