10/03/09 - 19:46Denunciar

8 de março - Dia Internacional da Mulher

Ao retornar do trabalho, de butuca na leitura dos outros, li parte de uma coluna da Martha Medeiros onde ela falava sobre as mulheres de hoje em dia; mais precisamente das mulheres - ou tentativa de mulheres - supersônicas dos dias atuais.
Essa coluna foi escrita em resposta a uma colocação de uma leitora que dizia que os homens não querem mais casar porque as mulheres andam muito estressadas.
Martha Medeiros partiu do princípio de que antigamente os costumes eram outros e as mulheres se contentavam ou pelo menos fingiam contentar-se com uma casa e uma família politicamente correta.
Martha prossegue indagando à leitora: Será que você gostaria de levar a vida que sua avó levou?
Pois então... há de se entender que um comportamento implica diretamente no outro. É claro que alguma coisa teria que mudar, ainda que nos homens!
A colunista coloca a questão de as mulheres persistirem na fase "yes, we can!". Ressalta que esse orgulho feminista é o que nos estressa, é o que faz os holofotes se voltarem para nós, fazendo que com que nos cobremos mais e mais.
A partir daí pensei: o que vale mais?
Ser a mulher supersônica do século XXI ou a mulher feliz da época em que se vive?
Ultimamente tenho andado tão carente... carente de mim, de vaidade, de namoro, de olhar nos olhos, de passear de mãos dadas, de ciúme bobo que termina com riso, de sonhos a dois.
Será que a minha sede de independência e a minha vontade de priorizar tudo afasta aquele que eu só consigo desejar perto?
Bem, seja lá o que for, nós, mulheres, devemos esquecer um pouco dessa síndrome de Big Brother e cuidar mais da nossa alma, talvez assim consigamos dar o primeiro passo para retornar à felicidade notável que só se consegue reparar nos retratos de antigamente.

"Yes, I can."

camillinda não permite ver os comentários desta foto.

Apenas quem tem uma conta no Flogão pode comentar.

Crie sua conta gratuita no Flogão!