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roubo da namorada
por cauareymond em 15/10/05 - 04h:32m
Cauã Reymond
"A minha vida é horrível. Tanta coisa pra fazer no mundo, e eu aqui esperando um galã da Globo, ator de Malhação , chamado Cauã Reymond. Eu não mereço.” Foi com esses pensamentos preconceituosos na cabeça que eu me preparei psicologicamente para entrevistar um dos membros da família Sardinha da novela Da Cor do Pecado .
Meia hora depois de maldizer toda a horda de bonitões globais, lá estava eu conversando com um garoto de 23 anos sobre poesia. Cauã, quem diria, anda lendo muito Fernando Pessoa. E é fã de Rainer Maria Rilke.
Mas como é que eu ia adivinhar que um cara que foi modelo e bicampeão brasileiro de jiu-jítsu lê – e escreve – poesia? Deixo ele falar mais um pouco, e descubro que Cauã adora cinema. “Eu adoro a nouvelle vague, mas nem todos os filmes daquela época eram bons como Acossado , né?”
Cauã é uma espécie de versão moderna do lenhador sensível, aquele homem que é forte e protetor, mas se derrete em sensibilidade. A primeira pista vem quando ele conta que faz análise há oito anos. A segunda, quando a gente descobre que ele estuda psicologia na PUC. No momento, por conta da novela, a matrícula está trancada.
Quando Cauã tinha 2 anos seus pais se separaram. A mãe, astróloga, foi morar com o filho em Friburgo (cidade serrana do Rio, reduto de alternativos) e o pai, psicanalista, em Camboriú (balneário em Santa Catarina, reduto de surfistas). Aos 14 anos, Cauã deixou Friburgo para morar com o pai, com quem sempre pegou muita onda.
Foi nessa época que o lado “lenhador” começou a ganhar força. Cauã era do grêmio, superpolitizado, mas também lutava jiu-jítsu e virou campeão brasileiro. Foi “descoberto” pelo povo da moda quando era lutador. Virou modelo de sucesso, fotografado por Mario Testino, e também caiu nas graças de Bruce Webber, fotógrafo e ícone gay, famoso por clicar garotos imberbes lindos, tipo Cauã.
De olho na namorada do amigo
Por causa da nova profissão, morou em Nova York, Paris e Milão. Foi nessa época que conheceu a namorada, Alinne Moraes, com quem divide a casa e a vida há dois anos. “A gente se via em desfiles, mas ela namorava um amigo meu.” Foi no bar desse amigo que Cauã se apaixonou por Alinne. “Um dia eu cheguei, e ela estava na maior simplicidade, passando uma vassoura no chão. Achei aquilo tão maravilhoso, tão de verdade. A Alinne é muito íntegra, e foi isso que me conquistou.”
Cauã, como todo galã, diz que não gosta de ser galã. Mas encara a sina sem reclamar. “Sou galã mesmo, né? Tem preconceito? Tem. Mas a gente está aí pra quebrar isso.”