Terror em Silent Hill
Nome: Terror em Silent Hill
Nome Original: Silent Hill
País: EUA
Ano: 2006
Gênero: Terror
o:Duração: 127 min
Direção: Christophe Gans
Roteiro: Roger Avary
Elenco: Radha Mitchell, Sean Bean, Laurie Holden, Deborah Kara Unger, Kim Coates, Tanya Allen, Alice Krige, Jodelle Ferland, Eve Crawford
Resenha por: Marcos Paula
Segue exatamente o mesmo conteúdo da resenha no meu blog:
http://caomunicacao.blogspot.com
O jogo de Survival Horror (horror de sobrevivência) Silent Hill de 2001 conquistou fãs no mundo inteiro – como eu – por colocar o jogador num submundo gótico, com monstros, mistérios, cultos satânicos e dúvidas, muitas dúvidas. O ressultado era algo realmente assustador, onde era possível pular da cadeira com um acontecimento ou morrer de nervoso.
Em Terror em Silent Hill se preserva toda a atmosfera encontrada no jogo, de forma até exagerada. A história do longa é sobre um menina sonâmbula (Jodelle Ferland) que costuma falar execivamente a palavra Silent Hill em seus sonhos. Cansada de tentar resolver o problema da filha, Rose (Radha Mitchell) vai até a mencionada cidade com ela procurando por respostas. Em Silent Hill, ao invés de repostas a mãe se depara com dúvidas. Não sabe onde encontrar a filha que desapareceu, e não entende nem um pouco aquela cidade fantasma rodeada por monstros, lunáticos e um estranho evento que ao emitir um som (semelhante a um sinal escolar) a cidade se torna um verdadeiro inferno. Enquanto isso, seu marido (Sean Bean) vai a sua procura e de sua filha, após descobrir sobre o passado da misteriosa cidade.
A premissa pode ser interessante, mas o roteiro é repleto de erros agressivos e perceptivéis. Quase não há diálogos, e quando há são de péssima qualidade. Como o cinema não funciona da mesma forma dos games, o público começa a sentir uma leve monotonia por faltar um joystick nas mãos para controlar a personagem principal. Mas nem tudo é um inferno...
A SALVAÇÃO
Estéticamente o filme é um Deus, o visual é goticamente lindo. Tudo graças ao trabalho fantástico de figurino, direção de arte e fotografia, que recriam com perfeição o cenário do game e a sensação de uma cidade fantasma assustadora.
Os méritos também são do diretor Christophe Gans (Pacto dos lobos) que transforma um roteiro pífio, numa obra de qualidade. Suas câmeras estão lá, sempre pocionadas de forma a gerar um clima de mistério e tensão.
A PAIXÃO
Terror em Silente Hill é o melhor filme baseado em um jogo por que é movido a paixão. Primeiro do seu diretor, que lutou durante 5 anos – com direito a escrever cartas para a empresa fabricante do jogo e tudo – para conseguir os direitos para a filmagem do longa; Segundo por respeitar as câmeras e os elementos da série de sucesso do Playstation; Terceiro pelo capricho da produção e por último a paixão do fanatísmo que sucumbe a idéia proposta pelo filme. Seu final apocalíptico só comprova isso, pois se abre a sugestões, propostas e discussões e a um novo filme, é claro!
Este pode até não ser um filme perfeito, mas está um patamar a frente das últimas produções de horror no mercado cinematográfico. Piada para alguns? Talvez. Mas para os fãs do game ou para quem comprar a idéia e a estética, talvez se torne um clássico. Agora, se o roteiro fosse feito com mais esmero, não haveria dúvidas, seria um clássico!
OBS: O Diretor Christophe Gans gravou 03h30min de filme, mas a produtora fez alguns cortes para tornar o filme mais comercial. Sinal de que poderá vir cenas novas em DVD. Foi também a produtora a responsavél por agregar um personagem masculino na história, fato qual foi perceptivelmente desnecessário a trama.
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1. ilha 23/08/2006 - 20h13m
comente sobre a trilogia Old Boy! abraços!