Estrela (de)cadente!!!
A menina loura, linda, era dona do mundo. Fazia tudo, queria tudo; sentia-se valente, forte, imortal.
Um dia, veio a chuva, enfeando tudo, dando vontade de ficar em casa, no aconchego e na languidez. Era para ficar, mas a menina foi.
Manhã de chuva. Cansaço, talvez, quem sabe distração.
A vida corria e a menina corria. Corria num de seus brinquedos de quatro rodas. Vida célere — é preciso fazer, realizar, querer, ter.
Correr, voar. Num segundo, a menina correu e voou ao encontro do que parecia o fim…
(...)
Num silêncio profundo a menina sorriu, feliz. Viu uma estrela. Uma entre milhões. Aquela era só sua.
Ouviu sons de harpa...e agora acreditava no lugar onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa
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