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As bodas de cristal de Cláudia Raia

por claudiaraia em 26/11/07 - 21h:24m

Ao celebrar 15 anos de casada,a atriz diz que ainda tem arroubos românticos e sonha em ter um terceiro filho com Edson Celulari, por quem ainda é apaixonada

Quando Cláudia Raia estava em São Paulo protagonizando o musical Sweet Charity, o marido Edson Celulari estava trabalhando no Rio. Agora que ele veio à cidade com a peça Dom Quixote de Lugar Nenhum, ela fixou-se no Rio, por conta da novela Sete Pecados. O desencontro físico não impede, entretanto, que as agendas se conciliem para manter a solidez de um casamento que dia 7 de setembro completou 15 anos. A boda de cristal foi comemorada com uma surpresa. Após estrear no teatro, Celulari “raptou” Cláudia para uma noite romântica em um hotel de luxo, tendo o filho Enzo, de 10 anos, como cúmplice.

“Ele estava vibrando. Me beijou e desejou um bom namoro. As crianças entendem que precisamos de um tempo para namorar”, afirma Cláudia. No dia seguinte, o casal foi brindado com um rap criado por Enzo e Sophia, de 4 anos, para celebrar a data. “Eu adoro ser casada, e adoro ser casada com o Edson.”

Aos 40 anos, Cláudia Raia ainda guarda o mesmo arroubo apaixonado que a fez agarrar Celulari anos atrás, quando ele não queria misturar trabalho com vida pessoal.

"Prefiro os arroubos de uma mulher que ama o marido há 15 anos. Têm mais força"
CLÁUDIA RAIA

Envolvida na gravação de um comercial para a construtora Company, em São Paulo, a atriz falou sobre o sonho de aumentar a família e o fortalecimento de sua individualidade profissional com a união.

O que muda na relação depois de 15 anos de casado?
Muda tudo. A vantagem é poder recasar várias vezes com a mesma pessoa, sendo que essa pessoa e você já não são mais as mesmas, o que dá a impressão de que você está casando com outra pessoa. O que é muito bom também.

E como são a Cláudia e o Edson hoje?
Nós estamos mais maduros e isso tem a ver com a própria maturidade do relacionamento. Quando você conhece melhor o outro, existe um relaxamento, uma cumplicidade imediata. Você fala a mesma língua, tem os mesmos objetivos. O bacana é que com essa fusão toda que é o casamento a gente não perdeu a individualidade. Ele interfere muito pouco na minha vida e eu na dele. O Edson mudou para melhor em todos os sentidos. Ele está mais cavalheiro, mais educado, porque com o tempo você vai aprendendo a ter mais habilidade para lidar com as coisas.

E ainda existe espaço para arroubos românticos?
Claro, nossa vida é feita de milhões de surpresinhas românticas. Mas não diria que os arroubos são iguais aos do primeiro ano de casada, até porque prefiro os arroubos de uma mulher que ama o marido há 15 anos. Têm ainda mais força do que os do primeiro ano.

Há planos para aumentar a família?
Essa é uma vontade, mas não sei se será possível pela logística. A gente já faz loucuras para estar todo mundo junto. O Edson estará na próxima novela das sete, eu devo me encaixar com outro musical... Mas não tenho prazo para isso.

No que se sente mais realizada?
Sem dúvida o papel de mãe é o melhor de todos, minha melhor produção. Mas é também o papel mais difícil de todos. Amo a minha família tanto quanto a minha carreira e sempre digo aos meus filhos que não posso ser uma mãe bacana se não estiver realizada profissionalmente.

Você está vivendo a maldosa Ágatha em Sete Pecados.O que você tem de vilã?
Ah, muita coisa. A ira, por exemplo, que todos nós temos quando alguma coisa nos magoa profundamente, é natural do ser humano.

Qual seu maior pecado?
A gula. Eu jamais largo uma picanha. Vou a todos os lugares que tenham boa comida. Depois compenso malhando. Infelizmente é um juro que se tem de pagar.

Que papel ainda tem vontade de viver?
Vários. Tanto em teatro quanto em tevê. Mas adoraria trabalhar com o (Pedro) Almodóvar. Com ele eu topo qualquer coisa. Lavo o chão, viro contra-regra, câmera. Nem faço questão de ter um papel. Queria poder me exibir para ele. A Paula Lavigne já se ofereceu para mandar um DVD meu para ele, mas tenho vergonha.