É o fim
É possível que tenha sido um ato de vandalismo, talvez nunca saibamos. Para exercício, pensemos por um instante que sim.O que leva uma pessoa a atear fogo à empresa do outro? A tomar a decisão extrema de interromper um sonho, o sustento e a suprema conquista de um brasileiro, que é ter o seu próprio negócio?
Não tenho dúvidas que estamos enlouquecendo um pouco a cada dia. A razão nos escapa nas menores coisas, somos provocados a permitir pensamentos e ações que, até bem pouco tempo atrás, não eram assim tão frequentes. Eis a gravidade da coisa, vivemos um crescente de problemas materiais, estruturais que não indicam estarem chegando ao ápice, ao contrário. Estamos enlouquecendo um pouco a cada dia, as notícias não nos deixam mais escapar.
Agora, imagine o que está sentindo o meu amigo Chico, que hoje de manhã soube que a oficina de tapeçaria em que estava o seu 356, um projeto de 6 anos, foi provavelmente incendiada por um louco, um desocupado, que passava pelo local?
Duro, difícil, insuportável a notícia. Eu e todos os amigos do Chico, que acompanhamos o projeto, as idas e vindas (tantas…) com a angústia de quem queria logo o sorriso do amigo coroando o êxito por tanto esforço, enfim, tudo é findo, é terminado. Há poucos dias de terminar o projeto, era só para forrar os bancos da barata, acontece isso.
Nossas cidades estão cheias de problemas, São Paulo então nem se fala. Mas é preciso dizer que, se os problemas e a violência não têm limite, o ser humano têm. Nos deparamos com ele em tragédias como essa.
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