Honda exibe como será o novo Civic
A Honda mostrou nesta segunda-feira (10), no Salão de Detroit, uma versão conceitual do Civic 2012, que deve ser repetida quase integralmente no carro de produção. O lançamento deve acontecer nos próximos meses -- não foi divulgada a data precisa. A atual geração do sedã, a 8ª, surgiu em 2006 e já passou por uma reestilização leve. No mundo todo, emplacou cerca de 1,5 milhão de unidades. No Brasil, hoje perde de lavada de seu maior rival no segmento dos sedãs médios, o Toyota Corolla.
O Civic de nona geração -- que logo vai enfrentar desafiantes de peso, como Chevrolet Cruze, Hyundai Elantra e o novíssimo Ford Focus -- deve manter seu apelo jovem, que nos Estados Unidos faz dele o carro de entrada da Honda para motoristas de até 35 anos. O visual do conceito apresentado aqui em Detroit (também foi exibido o cupê, que não será vendido no Brasil) não deixa muitas dúvidas quanto a isso. A dianteira segue com um toque esportivo, devido principalmente ao conjunto óptico afilado e quase camuflado -- efeito de seu posicionamento como prolongamento da grade superior.
Nessa parte do Civic, no entanto, o destaque é a melhoria no para-choque, onde uma estreita barra transversal, na cor da carroceria, equilibrou melhor as proporções da grade inferior e dos nichos para as luzes de neblina. Estas, no carro-conceito, aparecem com filetes de LED. A silhueta do próximo Civic também ficou mais interessante, embora a Honda tenha mantido o terço inicial bastante curto (o que faz supor que o espaço entre o motorista e a base do para-brisa continuará gigantesco) e o terço final ainda com uma certa pegada de quase-cupê. Um defletor de ar posicionado na tampa do porta-malas (que, esperamos, deve ter crescido) desvia o olhar para o alto e passa a impressão de ganho na extensão -- mas, infelizmente, não foram divulgadas as dimensões do futuro carro de produção.
Na traseira, as lanternas do Civic passaram a contrariar a tendência ditada pelos sedãs mais recentes de praticamente todas as fabricantes de peso e abandonaram a horizontalidade. As peças ficam restritas ao final dos para-lamas. O conjunto ficou com um quê de Mercedes-Benz.
uol.com.br
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