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| | Entrevista Chris Martin | |

por coldplayoficial em 27/4/2009

Foi ao ar na segunda-feira passada (20/abril) uma breve entrevista com Chris Martin no Jono's New Show, programa da TV neozelandesa. A gravação do programa ocorreu quando a banda estava na Nova Zelândia, para os shows dos dias 18 e 19 de março. Os destaques são uma comparação entre dois momentos distintos da carreira do Coldplay e a menção de Everything's Not Lost na passagem de som. _______________________________________________________________ ENTREVISTADOR: Estou prestes a entrevistar Chris Martin, do Coldplay. Mas, primeiro, tenho de dar cabo de outra tarefa... Olá, Chris Martin, o jogador de críquete. Você conseguiu as perguntas? Ótimo! Ele vai adorar isso! CHRIS MARTIN: Vamos lá, então? ENTREVISTADOR: Aonde?! CHRIS MARTIN: Achei que eu também estivesse escalado... ENTREVISTADOR: Para a entrevista? Não, er... É só eu e o... Chris... Achei que você estivesse ocupado com o críquete... CHRIS: Eu estava ansioso por conhecê-lo... ENTREVISTADOR: Eeer... Talvez você pudesse simplesmente ficar paradinho aí... Isso. Seria ótimo. ***** E - entrevistador CM - Chris Martin (Coldplay) E: Olá, se você achou que isso não daria certo, é melhor rever os seus conceitos, porque estou aqui com Chris Martin, do Coldplay. CM: Olá! Mas que jeito inapropriado de se apresentar alguém ao vivo! E: Pois é... Bem-vindo à Nova Zelândia! Obrigado por nos conceder o seu tempo. Ouvi dizer que você passou um tempo em Dunedin. Você conservou alguma memória boa do local? CM: Para ser sincero, foi a pizza do lugar que mais me marcou e, desde então não consegui encontrar uma igual e já faz seis anos. E: Sei que você é um cara consciente, então vou direto ao assunto... Do que você que o mundo precisa e menos e do que você acha que o mundo precisa mais? CM: O filme "Yes Man" ["Sim Senhor", nos cinemas brasileiros], você assistiu esse filme? E: Assisti. CM: Eu meio que acredito nisso... Que o mundo precisa de mais coisas positivas. E: Está no elenco um cara importante para nós, o Rhys Darby. CM: Meu, esse cara está com tudo! E: Com tudo! CM: Perguntamos se ele queria abrir nossos shows na turnê, mas disseram que ele nos desprezou. Mas nós o amamos mesmo assim. E: Como vocês reagiram? CM: Não levamos para o lado pessoal. Dissemos que disponibilizariamos um avião para ele, para que pudesse vier conosco e teria umas cinquenta mil pessoas na plateia e a resposta foi "não, obrigado!". E: Como era no tempo em que o Coldplay não era famoso? Como foram os shows de estreia? CM: Era basicamente a mesma coisa. Não gosto de assumir que nada será certamente dado. Se ontem tínhamos algo para fazer, não significa que hoje teremos. Os dias de antigamente eram tão exasperantes quanto os de hoje, só que com menos pessoas. Dávamos o nosso máximo e só tinha quinze pessoas para nos assistir, quando muito, trinta. E acho que é assim que funciona: sempre dar o seu máximo, não importando se seu público for diminuto. E: Quais são os lugares mais estranhos em que você compõe? CM: Posso voltar mais tarde para essa pergunta? A minha resposta será que não são os lugares abjetos. E: É, esse tipo de resposta que esperamos... E: Você provavelmente não se lembra disso, mas cinco anos atrás, Phoebe Spears [?] esteve aqui no nosso programa, dizendo que, se Chris Martin cantasse uma música com ela, ela tatuaria os versos no braço. CM: E o que aconteceu depois? E: Ela cumpriu a palavra. CM: Fala sério! E: Veja com os seus próprios olhos: ela está aqui. CM: Phoebe! Como vai? E: E aqui está a evidência [tatuagem: "Everything's not lost"] CM: Ah, não! P*** m****! Olha isso! Mesmo se você não gosta do Coldplay, essa é uma boa frase. CM: Que curioso, tocamos essa música na passagem de som pela primeira vez em seis anos... O que está acontecendo?! E: É bom descobrirmos em algum show. CM: Meu Deus! E: Dominando o topo das paradas - CM: - O 12º lugar das paradas... E: Dominando o 12º lugar das paradas, mergulhando de cabeça na música, participando de programas... Como é que você acabou trabalhando com Ricky Gervais? CM: Bem, bem, bem... Existe um importante princípio: quando você atua ao lado do Ricky, você simplesmente fica parado e tenta não rir. Não é tanto atuar, mas segurar o riso. É por isso que algumas pessoas ficam tão sérias quando estão trabalhando com ele. E: Não deve ser a coisa mais fácil do mundo segurar o riso e manter uma expressão séria. CM: O jeito mais fácil é... Bom, eu não sou lá muito afeito a músicos dando uma de atores, mas é divertido figurativizar o seu lado mais cretino e isso é muito fácil. E: Sabe, no momento, você não é o único "Chris Martin" na Nova Zelândia... CM: Estou completamente ciente do fato e satisfeito por ficar com o segundo lugar, aqui. E: Ele é jogador do nosso time de críquete e ele até mandou umas perguntas para você para ver se esse Chris Martin aqui sabe das coisas. CM: Não, tá brincando! E: "Sou um jogador de críquete: sou um rebatedor ou um arremessador?" CM: Ah, fala sério! Ele é um arremessador [...] E: Muito bom. "Apesar de ser um arremessador, fou também famoso pelas rebatidas. Por quê?" CM: Porque as suas médias são abaixo de três? E: [...] "Como se chama quando eu arremesso para uma pessoa e, depois, para outra e, você chega e eu arremesso para você?" CM: Ah, fala sério, cara, para de gozação! Isso não é nem ao menos digno de uma resposta!