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Sangue, sexo e vampirismo
por danyellymetaleira em 15/01/05 - 10h:56m
Shirlei Massapust
Baseado nos romances de Anne Rice, no Vampire Masquerade, Mark Rein•Hagen
fala: «Os entendimentos populares retratam o vampiro como detentor de uma grande potência para o romance - e obviamente para mais que um romance. Embora o ato do amor seja fisicamente possível para um vampiro de qualquer
sexo, os impulsos associados, motivações e reações morreram juntamente com a carne - que, a propósito, é fria ao toque. Pela força da vontade podemos obrigar o sangue a percorrer nossos corpos até as áreas relevantes, da
mesma forma coco curamos um ferimento, mas isto é tudo. O êxtase do Abraço substitui todas as necessidades de nossos íntimos. O único objeto de desejo que nos resta é o sangue.» Partindo daí, tinha uma explicação numa resposta do Paladino na parte "Cartas dos Leitores" numa revista Dragão Brasil sobre o que acontece com uma mulher grávida que se transforma em vampiro. Para ele poderiam ocorrer
2 coisas: 1) Como o útero atrofiaria, a criança seria abortada ou 2) O feto se transformaria em vampiro, nunca se desenvolveria e passaria a eternidade vampirizando a própria mãe, que teria que consumir sangue para dois... Mas
isso não é uma regra inflexível, segundo me informou o jogador Shaftiel: «Pelo que eu sei os vampiros de 14 e 15 geração podem gerar filhos de tão próximo que estão da humanidade. Está escrito no Time of Thin Blood. Fora
isso, a pessoa simplesmente aborta quando é abraçada!»
Anne Rice descreve a seguinte cena em "Pandora", quando Marius a está abraçando:
«– Beba de mim – disse ele. – Beba até a dor passar. É só o corpo que está morrendo, beba. Pandora, você é imortal.
– Me complete, me possua – disse eu. Estendi a mão para tocar entre suas pernas.
– Agora isso não importa.
Mas estava duro, esse órgão que eu buscava, o órgão que o deus Osíris
perdera para sempre. Guiei-o, duro e frio como estava, para dentro de meu
corpo. Então fiquei bebendo (o sangue de Marius), e quando senti novamente
seus dentes no pescoço, quando ele começou a me chupar, sugando a nova
mistura que corria em minhas veias, chupou com duçura, e eu o conheci e o
amei e soube todos os segredos num relance que nada significava.
Ele estava certo. Os órgãos inferiores nada significavam. Ele se alimentou
de mim. Eu me alimentei dele. Este foi o nosso casamento. Em volta de nós,
a relva balançava suavemente ao vento, um majestoso leito conjugal, e o
cheiro do verde me inundou."»
Na décadade 70, na primeira edição do "Manual Prático do Vampirismo", Paulo Coelho deu uma opinião semelhante: «Um vampiro nunca perde a cabeça numa relação sexual e seu objetivo é sempre encher o estômago de sangue. Os
órgãos sexuais do vampiro numa relação sexual são secundários. E ele pode até se esquecer deles. (...). No entanto, a arte de representar e enganar é a base de sobrevivência dos vampiros e, por isso, eles podem fingir estar vivendo todos os detalhes de uma relação sexual com um grande grau de fidelidade ao real. (...) Normalmente insistem em tomar banho quente antes da relação sexual, para aquecer o corpo, que normalmente é gelado (...) O
pênis e o escroto dos vampiros são frios, mesmo (...) quando ele está em ereção. O pênis dos vampiros, além de frio é extremamente absorvente de energia, capaz de resfriar qualquer organismo no qual penetre. (...) Quanto
aos vampiros de sexo originalmente feminino, (...) têm vagina fria, de cor arroxeada, seca e flácida, com tendência a esfolar o pênis que a penetre, e não se fechar quando o mesmo é retirado. (...) Os vampiros femininos também
têm uma tendência irresistível de morder o pênis durante o sexo oral e podem até amputa-lo de uma dentada.»
Contudo, esta idéia não está de acordo com a tradição européia mais antiga. O pesquisador Douglas Hill escreveu um texto interessante à respeito da menção de sexo nas antigas lendas européias: «Por detrás desse desejo
imperioso de sangue, elemento mais forte e dominador da natureza e hábitos dos vampiros, espreita uma verdade mais sombria, uma verdade que o século XIX apenas podia sugerir ou introduzir de forma indireta. A lenda do vampiro não é apenas uma variedade de (...) contos de horror, gerados pelas superstições primitivas acerca dos mortos. Trata-se de um motivo declaradamente sexual crivado de erotismo e cheio de sadismo e outras perversões. Houve na realidade uma altura em que o aspecto sexual do vampirismo esteve explícito nos velhos contos balcãnicos. Dizia-se que os
vampiros voltavam para prestar as suas assustadoras atenções aos seus consortes embora os vampiros solteiros pudessem visitar qualquer jovem atraente do sexo oposto. Em tais contos, não era apenas uma sede de sangue
que o vampiro satisfazia, mas, ao que se presume, os "mores" do século XIX
- tal como os censores de filmes dos nossos dias, que tornam bem claro que
o crime e a violência são aceitáveis, mas o sexo é chocante - preferiam deixar de fora o lado explicitamente sexual. Contudo, de uma forma simbólica ou reprimida, ficou-nos o suficiente pata tornar o mito do vampiro uma mina de ouro para os psicólogos freudianos. Alguns destes elementos podem ser extraídos da lenda em geral. O vampiro morde a vítima e ninguém precisa de ter lido o Kama Sutra ou O Jardim Perfumado para saber que a dentada é uma espécie de beijo, em que o sadismo se mistura com o erotismo. A própria aparência do vampiro (...) corresponde às crenças
enraizadas entre o povo sobre o aspecto exterior das pessoas excessivamente voltadas para o sexo. Não é por acaso que os vampiros masculinos tendem a
escolher como vítimas raparigas jovens e «com o sangue na guelra» e vice-versa para os vampiros femininos. Aqui, sem dúvida, temos uma contribuição direta do conceito do íncubo-súcubo e não vale a pena dar ouvidos aos escritores vitorianos que defendiam que os seus vampiros de
ficção atacavam raparigas na flor da idade só porque o Seu Sangue era mais nutritivo.»
Com isto observamos que os vampiros não precisam ser necessariamente "celibatários" como nos romances de Anne Rice e no RPG. Nas lendas antigas, quando o vampiro não tinha uma esposa, amante, noiva ou qualquer mulher com
quem tivesse uma relação afetiva especial escolhia qualquer uma mesmo...
Então acho que não era só para agradar a vítima... Existem casos
documentados como este:
«Na metade do século XIX, havia na França um famoso médico chamado Trousseau que, apesar da fama, não conseguiu curar um paciente de nome Lesahor que sofria de um persistente mal hepático. Por precaução, a mulher
do Sr. Lesahor, que também era paciente de Trousseau, não foi informada sobre a morte do marido o que alias ela nem percebeu sobretudo porque o morto continuava a freqüentar seu quarto todas as noites. O Dr. Trousseau
tomou conhecimento desse espantoso fato por causa de um comentário da viuva: "O Sr. Lesahor tem melhorado muito da saúde, ultimamente. Está mais
gordo e até corado!" Intrigado, Trousseau resolveu esperar no dia seguinte o tal visitante noturno no quarto da Sra. Lesahor para ver do que se tratava. Então eis que seu antigo paciente surgiu bem vivo e desembaraçado.
Trousseau quis examina-lo mais de perto mas Lesahor evitou-o habilmente e saiu apressadamente da casa. No dia seguinte e com autorização oficial, Trousseau decidiu fazer uma inspeção no túmulo do Sr. Lessaor e encontrou o
morto em seu devido lugar com um aspecto "excepcionalmente bem conservado".
A viuva veio a falecer de anemia poucos dias depois. O Dr. Trousseau enviou um relatório do caso ao Colégio de Medicina mas acusaram-no de "procurar publicidade" e por isso desistiu de continuar com o caso.»
Tirei isso de uma revista da década de 80. Existem muitos relatos similares tanto mais antigos quanto mais recentes. Um bem novo é contado no livro "Vampiros a Verdade Oculta", de Konstantinos, sobre uma viúva que teve um
filho de seu falecido marido vampiro.
Há denominações exclusivas para filhos de relações sexuais entre vampiros e humanos, no caso do Dhampir ou também entre vampiros e vampiros nos casos
do totekind e vampirevich. Os abraçados levam outros nomes, dependendo do país: Upir (macho), Upiercza (fêmea) na Rússia, vampir, vepir, wampir, etc.
na Alemanha oriental, Bluatsauguer, etc. na Bavária, vampiiri em obras em Latim, Broukolaques, Vrykolakas, etc. na Grécia, Nosferatu na Romênia, vampiro (macho) e vampira ou vampiresa (fêmea) em Portugal, Espanha, Angola, Itália, Moçambique, Argentina, México, Brasil, etc. Vampire na
França, Inglaterra, EUA, etc. etc. etc...
Voltando aos nomes exclusivos para filhos de vampiros temos como exemplo totekinds, Dhampir, vampirevich, moroi, etc. Totekind significa literalmente "Filho da tumba" em eslavo. Essa palavra é usada para designar filhos de vampiros nascidos, na maior parte das vezes, de uma relação
sexual entre um "vampiro de cemitério" e um humano. Normalmente o vampiro é o homem e a mulher humana. (Até hoje só encontrei lendas, mas nenhum suposto "caso real", de primeira mão sobre vampiresas que engravidaram.
Normalmente, nos relatos documentados, as vampiresas, chamadas "moroi" são estéreis). Vampirevich: Palavra composta eslava. Provém de "vampire" (vampiro) mais "vich" (um sufixo para "filho"). É sinônimo de totekind.
Pode ainda nascer uma vampira de um casal humano. Esta é chamada moroi. Já o Dhampir é um híbrido de vampiro com humano que se torna caça vampiro na idade adulta. O dhampir possui alguns poderes vampíricos. Essa lenda é
mais difundida entre os ciganos e é possível encontrar relatos antigos de pessoas de verdade que se auto-denominavam dhampir e usavam isso para ganhar dinheiro, indo oferecer seus serviços de aldeia em aldeia. Gordon Melton escreveu: «Os ciganos acreditavam que alguns vampiros tinham um apetite sexual insaciável e que retornavam da sepultura para fazer sexo com sua viúva ou uma jovem de sua escolha. As visitas continuadas do vampiro
poderiam levar uma mulher à gravidez. O produto dessa união, geralmente do sexo masculino, era chamado dhampir. Acreditava-se que o dhampir tinha poderes inusitados para detectar e destruir o vampiro - uma habilidade deveras importante. Alguns dhampirs modernos entre os ciganos da Europa oriental se vangloriavam de sua habilidade em localizar o vampiro, que era simplesmente morto a tiros se localizado fora de sua sepultura. Alguns indivíduos, que acreditavam ser dhampirs, suplementavam sua renda
oferecendo-se como caçadores de vampiros. Por outro lado, o dhampir era um membro normal da comunidade de ciganos, embora algumas pessoas acreditassem
que o verdadeiro dhampir possuía um corpo escorregadio, gelatinoso e que tinha vida curta - uma crença (de origem alemã) derivada do conhecimento de que os vampiros não tem ossos. Os poderes do dhampir podiam ser transferidos para a prole masculina e em última instância através de uma
linhagem familiar. Conquanto as habilidades para caçar vampiros pudessem ser herdadas, não podiam ser aprendidas.»
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Em seqüências houveram alguns comentários interessantes em diversas listas
de discussão:
DEUS_NOiTE: «Uma das coisas que eu penso, se um vampiro está "morto" e suas
funções corporais estão degradadas, qual o interesse que o vampiros teria
por sexo!? E ainda como poderia ele gerar embriões para procriação? Acho
que se existem um ato "prazeiroso" nos vampiros é o ato da alimentação, e
em alguns casos ainda deve ser nocivo para alguns por trazer algumas
consequencias morais, se isso é possível.»
Bridy: «Eu sinceramente não creio que um vampiro "possa" manter relações
sexuais, afinal ele já está morto e o que o atraí e proporciona mais
prazer é o sangue, e isso é o "eu" que acho mais fascinante no universo dos
vampiros, - a sedução, a conquista, o meio que um vampiro utiliza para
fascinar a "vítima" e tirar dela o que lhe dá mais prazer... Sua vida...
Mas ele poderia se apaixonar! Porque não?»
WitchBlade(Ðevi£OH): «Levando-se em conta que (...) nada substitui, para o
vampiro, o êxtase do abraço, então se o vampiro pode ou não fazer sexo é
irrelevante pois o que realmente lhe fascina é o momento do abraço. Sexo é
algo puramente instintivo, é algo que o corpo pede, uma necessidade de
reprodução que faz parte da natureza de qualquer animal, sexo nada tem
haver com amor, amor é sentimento tanto para humanos quanto para vampiros.
Assim sendo, acho que o legal/interessante é o amor de um vampiro por um
humano (ou vice-versa) e naum o sexo entre os mesmos.»
Cristiane: «Acho que para o vampiro o abraço, o sugar o sangue, seria o
êxtase maior. Mas ninguém pensou no ponto de vista do humano atacado...
Será que para personagens humanos não seria um êxtase ainda maior ter algum
tipo de uma relação física com o vampiro antes do delírio do abraço? Mesmo
que não fosse sexo, mas só algo mais carinhoso que a simples mordida no
pescoço? Se este humano estivesse loucamente apaixonado pelo vampiro em
questão, seria uma coisa a mais, não? Literariamente falando, sexo entre os
próprios vampiros eu acho meio chato. Opinião pessoal. Já pensou no frio
que eles iam sentir? De qualquer jeito, resta o ato entre vampiros e
humanos, que considero mais interessante. Frio e Calor, Humano e Inumano,
Vivo e Morto... O vampiro obtendo não só o prazer do sangue, mas obtendo o
prazer do calor humano... E o humano obtendo o prazer de ser desejado em
todas as possibilidades, corpo e alma... O prazer de se encontrar numa
situação irreal, estando a mercê de um ser cuja existência é um mistério...
É uma situação interessante, que a Anne não explorou. Concordo que, segundo
a lógica, o corpo estando morto, os órgãos não responderiam da mesma forma
que num corpo vivo... [Mas] se o vampiro estivesse apaixonado pelo humano,
e pensando no prazer dessa pessoa, poderia querer acariciar os cabelos,
beijar, sei lá, pra dar prazer para a pessoa. Ele não estaria pensando só
no prazer dele, de sugar, mas no do humano, de receber carinho. Ele poderia
até não sentir prazer, mas se estivesse apaixonado por um humano, poderia
querer lhe proporcionar prazer. E imagine o conflito, na hora em que ele
não agüentasse mais, vontade de morder e sugar todo o sangue da pessoa...
Lembro que o Lestat sentiu algo parecido, ao abraçar o Nicolas quando ele
volta ao teatro em que trabalhava. Ele se afasta, com medo de não resistir
e atacar Nicolas. Eu acho o tema fascinante. É bem por aí, mesmo. Eu estou
escrevendo uma história agora, que será uma sequência dessa que estou pondo
na lista.»
Anne Rice: «É até um pouco estranho isto, mas nunca tinha parado para
pensar no comportamento sexual dos vampiros... Acredito que o sangue deva
substituir o prazer que o sexo trazia a eles quando vivos, mas também acho
improvável que eles não tenham nenhum tipo de relação... Cris, concordo
contigo quanto à "fria" que eles se meteriam tendo relações só entre
eles...
Acho interessante a idéia deste tipo de relação entre vampiros e humanos...
O que vocês acham que isto poderia acarretar? Nada? O que vocês acham? Não
seria interessante se acontecesse algo?»
WitchBalde (Ðevi£OH): «O sexo nada mais é do que a maneira que a natureza
se utiliza para manter a espécie, uma vez que a o vampiro não tem em sua
natureza essa necessidade natural de "manter a espécie" o instinto (inato)
de sexo em específico não existe ... (ao menos eu penso assim).»
Cristiane: «Daí eu entendi: o vampiro poderia se apaixonar, e depende se o
entendemos como animal ou não-animal, ele teria ou não o instinto sexual.
Interessante.»
Shirlei Massapust: «A tradição européia tem tantas formas diferentes de se
virar vampiro que não da nem para enumerar tudo. Entretanto se for excluir
as tradições localizadas (de apenas uma aldeia ou pais) e ver o que o geral
tem em comum só sobram três: O abraço (ser mordido e beber sangue do
vampiro), beber sangue de vampiro mesmo sem ser mordido ou ser filho de um
vampiro.»
WitchBalde (Ðevi£OH): «Qto as feições animalescas podemos encaixar no ato
de matar, matar para sobreviver ou para eliminar algum tipo de ameaça, o
que ocorre com os animais. Mas temos tb, como já posto em debate, que
vampiro poderia vir a ter relações sexuais naum para ter mas sim para DAR
prazer a outrem (por ex. um humano amado)... mas acredito que isso é uma
questão muito mais psicológica do que fisiológica!»
Shirlei Massapust: «Nem todos os vampiros tem feições animalescas. Alguns
eram humanos muitos bonitos (pelo menos para os padrões da época que
apreciava pessoas gordas e coradas).»
WitchBalde (Ðevi£OH): «Se eu fosse escrever uma "história de amor" entre um
vampiro e um ser humano eu naum descreveria ,de modo algum, o sexo entre
eles mas sim a infelicidade do vampiro em naum poder "preencher" por
completo oq o amante humano conhece por amor/atos de amor e tb angústia do
amante humano em renunciar ao "carnal" do amor e é nesse ponto que podemos
encaixar um pequeno dilema/conflito : oq é o amor, de que ele é
constituído? oq realmente importa numa relação?? qdo falamos "eu te amo" oq
realmente amamos nas pessoas as quais nos declaramos?? É td psicológico na
minha opinião!»
Alejo ceballos [aka DoomShield]: «Eu particularmente acho muito mais
intrigante o fato do vampiro não sentir apego sexual. Torna a situação da
criatura mais dramática. Mas da mesma forma ela poderia se esforçar
sexualmente para proporcionar prazer para um amante mortal e viver com a
dor de só sentir prazer ao beber sangue e não poder fazê-lo com os que ama.
Espero q entenda, tenho várias teorias porém várias delas muito vagas...
Com a discussão elas vão se solidificando.»
Diego Henrique: «Quanto ao assunto da gestação vampírica, eu acho
impossível, caso alguma mulher seja abraçada, seu corpo por estar morto,
não alimentaria o feto e este morreria, caso o abraço ocorra próximo à hora
do parto, a criança receberia uma dose de sangue vampírico, tornando-se um
bebê carniçal (?). Falando sobre o sexo entre vampiros, na minha opinião
isso pode ocorrer, mas não haveria o mesmo prazer pois um vampiro está
cientificamente morto, mas eu tenho uma teoria sobre esse assunto q diz o
seguinte: um vampiro pode chegar a ter prazer carnal da mesma forma q ele
sente dor, pois senão, ele tb não sentiria dor, q afinal de contas são os
dois lados de uma mesma moeda (prazer e dor).»
Paulo Gravina: «Esse é um assunto extremamente complexo. Não pretendo
mencionar o caso do filme "Blade" em que ele nasce diretamente vampiro, mas
ele nos leva a um raciocínio interessante.»
Shirlei Massapust: «O Blade ele era um "Daywalker" (dhampir) que além de
poderes vampíricos ainda era meio humano... A única diferença é os dhampir
das lendas européias não necessitavam de sangue para viver.»
Paulo Gravina: «O fato é que realmente é impossível um vampiro após o
abraço ter ou fazer filhos, mas e se isso ocorrer durante? digamos que
pouco antes do trabalho de parto uma mulher seja abraçada ou aconteça o
mesmo com um homem durante o ato sexual...»
«Xiiiii.... Se um vampiro abraça uma mulher grávida de 9 meses acho difícil
a criança não nascer vampiro ao invés de simplesmente ser abortada morta
como foi proposto na DB para o caso de um feto... Será que ela ia crescer
ou continuar um bebê eternamente?»
Paulo Gravina: «bem o abraço não é algo instantâneo, pelo contrário, muitos
sugerem que ele só termina entre 3 dias de uma semana... mas digamos que
alguém então consiga marcar o timing exato do abraço e nascimento ou sexo.
Bem nesse caso acredito que então seja possível nascer um filho "vampiro";
eu o marcaria como uma espécie de abominação, uma coisa semelhante a um
revenant...»
Paulo Gravina: «Seguindo sugestões ele teria uma pele mais rosada e seria
eternamente careca (a não ser que fizesse implantes), envelheceria até o
limite de sua idade (até digamos 17-23 anos) e teria maior resistência ao
Sol e etc... mas ainda não seria examente vivo..
Quanto ao assunto do sexo, o vampiro obviamente pode ter prazer, mas não o
sexual, como sugeriu Mark Rein Hagen, teria prazer compartilhando sangue
com outro vampiro; ou mesmo como sugeriu Anne Rice bebendo sangue dos
mortais, chegando a certo ponto que só o cheiro de sangue já causa extremo
prazer. A ereção pode ser mantida, mas requer extrema concentração (digamos
que gastando ponto de sangue e depois força de vontade para jogo)»
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