musiquinha que amooo
PERVERSOS CHAMADOS DA CRUELDADE
Sob a lua de pálidos raios ,
Na noite que no infinito se levanta,
Trilhamos os caminhos quedos
Para sangrar o coração do Mundo
Vem, ó bela e ímpia,
Dos desejos infames,
Aos lagos de sangue,
Onde se embriagam seres nus
Frios, malditos e imortais
Imortais amantes.
Noctívagos que dançam,
Sob os os gritos extasiantes
De fêmeas entorpecidas
Vem, ó bela e ímpia
Dos desejos infames
Onde bailam as virgens ímpias
Sob orgias de fêmeas.
Febris, entorpecidas e extasiantes
E da perversão eternas amantes.
Ó, Fêmea dos Desejos;
Deusa dos pecados;
Fêmea de eternos encantos;
Rainha dos quedos prazeres;
Venha compor o meu antro de perversão.
“E quando nos saciarmos destas ímpias orgias,
Sob ela poisaremos as mãos fortes vagarosamente!
E nossas unhas como as unhas das Harpias
Hão de saber rasgar em teu peito uma entrada
(Charlies Beaudelaire)
E como ave nova que estremece e palpita
Arrancar-lhe-emos do seio o coração ainda acesso pelo ódio
Dando-o de comer à fera favorita.
Hei de lançá-la ao chão com todo o meu desprezo”
(Charlies Beaudelaire)
Com ódio à sombra da crueldade e da perversidade,
Trilhamos os caminhos quedos
Para sangrar o coração do mundo,
Nos tornando malditos!
Vem, ó minha criança!
Tu que fazes da morte o teu brinquedo.
És uma caixa de surpresas
Revelando os teus mais sujos segredos
Fazendo do teu rosto a estampa da morte.
Como um antro misantrópico
Insaciável e infame
Posso sentir o teu desejo
Correndo por tuas veias
Pulsando pelo sangue medo e dor
Como um antro misantrópico
Insaciável e infame
Olhe para mim e veja
Como é bela a Morte em meu rosto;
Veja a fúria dos meu olhos;
Minha pela pálida;
Minha impetuosa face
Com olhos de lobos,
Noctívagos que cantam
Ao ódio, medo e dor.
Com ódio à sombra da crueldade e da perversidade,
Trilhamos os caminhos quedos
Para sangrar o coração do mundo
Agora ouça sob a Lua de pálidos raios
Na noite que no infinito se levanta.
Ouça as nuas criaturas sussurrando nossos nomes
Sussurros de vozes doces e trêmulas
Perversos Chamados da Crueldade
Vem, ó bela e ímpia
Dos desejos infames
Onde bailam as virgens
Ímpias sob orgias de fêmeas.
Febris, entorpecidas e extasiantes
E da perversão eternas amantes.
Vem, ó bela e ímpia,
Dos desejos infames,
Aos lagos de sangue,
Onde se embriagam seres nus
Frios e malditos. Vem!
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