09/11/07 - 19h:02mDenunciar

musiquinha que amooo

PERVERSOS CHAMADOS DA CRUELDADE



Sob a lua de pálidos raios ,

Na noite que no infinito se levanta,

Trilhamos os caminhos quedos

Para sangrar o coração do Mundo



Vem, ó bela e ímpia,

Dos desejos infames,

Aos lagos de sangue,

Onde se embriagam seres nus

Frios, malditos e imortais

Imortais amantes.

Noctívagos que dançam,

Sob os os gritos extasiantes

De fêmeas entorpecidas



Vem, ó bela e ímpia

Dos desejos infames

Onde bailam as virgens ímpias

Sob orgias de fêmeas.

Febris, entorpecidas e extasiantes

E da perversão eternas amantes.



Ó, Fêmea dos Desejos;

Deusa dos pecados;

Fêmea de eternos encantos;

Rainha dos quedos prazeres;

Venha compor o meu antro de perversão.



“E quando nos saciarmos destas ímpias orgias,

Sob ela poisaremos as mãos fortes vagarosamente!

E nossas unhas como as unhas das Harpias

Hão de saber rasgar em teu peito uma entrada

(Charlies Beaudelaire)



E como ave nova que estremece e palpita

Arrancar-lhe-emos do seio o coração ainda acesso pelo ódio

Dando-o de comer à fera favorita.

Hei de lançá-la ao chão com todo o meu desprezo”

(Charlies Beaudelaire)



Com ódio à sombra da crueldade e da perversidade,

Trilhamos os caminhos quedos

Para sangrar o coração do mundo,

Nos tornando malditos!



Vem, ó minha criança!

Tu que fazes da morte o teu brinquedo.

És uma caixa de surpresas

Revelando os teus mais sujos segredos

Fazendo do teu rosto a estampa da morte.



Como um antro misantrópico

Insaciável e infame

Posso sentir o teu desejo

Correndo por tuas veias

Pulsando pelo sangue medo e dor



Como um antro misantrópico

Insaciável e infame



Olhe para mim e veja

Como é bela a Morte em meu rosto;

Veja a fúria dos meu olhos;

Minha pela pálida;

Minha impetuosa face

Com olhos de lobos,

Noctívagos que cantam

Ao ódio, medo e dor.



Com ódio à sombra da crueldade e da perversidade,

Trilhamos os caminhos quedos

Para sangrar o coração do mundo





Agora ouça sob a Lua de pálidos raios

Na noite que no infinito se levanta.

Ouça as nuas criaturas sussurrando nossos nomes

Sussurros de vozes doces e trêmulas



Perversos Chamados da Crueldade



Vem, ó bela e ímpia

Dos desejos infames

Onde bailam as virgens

Ímpias sob orgias de fêmeas.

Febris, entorpecidas e extasiantes

E da perversão eternas amantes.



Vem, ó bela e ímpia,

Dos desejos infames,

Aos lagos de sangue,

Onde se embriagam seres nus

Frios e malditos. Vem!

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