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Entrevista AOL Vanessa Paradis

por depps2paradis em 02/11/07 - 06h:53m

O seu álbum anterior já tem 7 anos. Porque você esperou tanto tempo para lançar o seu novo disco "Divinidylle" ?
Tenho a possibilidade de tomar o tempo. Fiz outras coisas. Fiz alguns filmes e vivi a minha vida. É uma grande possibilidade de poder escolher quando fazer e não ter que trabalhar para viver. Tive a oportunidade de poder escolher, então preferi tomar um tempo. Depois, também precisei de um tempo para saber como fazer este disco.

Tinha necessidade de demorar tanto?
Não. (sem tradução) Desde o último álbum, tornei-me mãe pela segunda vez, o que é primordial. Depois, fiz dois filmes. Isso toma tempo. Começei a escrever canções após a minha última volta. Escrevia periodicamente. O tempo passa com uma velocidade incrível. Depois, a partir do momento em que decidimos, Mathieu Chedid e eu, fazer o álbum juntos, isso também tomou tempo levando em conta o seu emprego e o meu tempo. Levamos um ano para gravar o disco, por períodos.

Como foi a sua colaboração com Mathieu Chedid?
No meu álbum anterior, já tínhamos trabalhado juntos, mas apenas em uma parte do disco. O resultado do álbum era pequeno. A nossa colaboração era menos intensa porque era menos vasta (foi o que consegui traduzir). Desta vez, tínhamos desejo de fazer um álbum homogêneo, registrado no mesmo lugar, com a mesma equipe, a fim de dar uma coerência e uma verdadeira história ao disco. Que se sinta que mesmo que haja muitos estilos de música diferentes no disco, a totalidade faz parte da mesma história e há uma continuidade no som e a direção da realização. Falamos muito disso no início. Mathieu não tinha o desejo de fazer um disco - M -, mas um disco com o talento - M - que se assemelhasse a mim, com os meus desejos. Dei-lhe exemplos. Aí vimos que tínhamos mais ou menos os mesmos desejos. No estúdio, ele é o chefe da orquestra, é músico. Começou a trabalhar pelas canções que eu tinha feito. Escreveu no momento em que começamos a trabalhar juntos. Tinha também canções de outras pessoas como Thomas Fersen ou Alain Chamfort. Colaboramos igualmente com Frank Monnet que havia feito textos para meu álbum anterior. Houve também artistas que Mathieu conhecia como Brigitte Fontaine ou Jean Fauque.

Vocês se ajudavam?
Não sei se isso pode descrever-se com palavras. Diria que Mathieu sublinhou as minhas canções dando-lhes vida e personalidade. Ele me deu confiança. Ele gosta da minha maneira de cantar, Mathieu me trouxe grande confiança por conseguinte creio que isso me permitiu cantar mais facilmente, porque sentia-me a vontade e via que as músicas agradavam-lhe. Após, no que diz respeito ao que pude trazer-lhe, será necessário perguntar a ele (risos). Sei que somos muito amigos. O fato é que quando se conhece por muito tempo não há mais apreensão, mais timidez. Estamos muito a vontade.

Vários artistas escreveram textos para o seu disco. Isso não deixa ligeiramente difícil fazer uma escolha?
De forma alguma. Houve várias coisas. Primeiro Frank Monnet é o primeiro com o qual trabalhei neste este disco. Tinha algumas ideias para certos textos. É um grande autor que escreve divinamente bem, com palavras diárias. Escreve coisas muito profundas de uma maneira simples. Didier Golemanas assina também dois títulos do meu álbum. Enviou o texto de "Junior" depois Alain Chamfort. É assim que o título nasceu. Ele depois me enviou um pedaço do texto de "L'incendie". É um texto único eu gosto muito. Foi colocado em música por Serge Ubrette. Trabalhamos de novo a sua ideia Mathieu e eu.


O título "Irrésistiblement" foi escrito por Brigitte Fontainee. Como você chegou a interpretar um título de uma cantora dotada de uma tão forte personalidade?
Ela tem uma pluma extraordinária. Não me dava conta. Quando se pensa em Brigitte Fontaine, pensa-se em qualquer coisa de original, um personagem ligeiramente louco. Mas é também uma autora fora de norma. Realmente dei me conta cantando um dos seus textos e concentrando-me na sua maneira de escrever. Os seus textos são de uma beleza... É muito orgulho cantar um dos seus textos.

Você não escreveu uma única canção no seu álbum. Porque escolheu não escrever mais? Porque escolheu este em especial(aqui se refere a escolha do título Divinidylle)?
Escolhi este título, porque ele me é muito pessoal. Não queria que qualquer um ou outro escrevesse. Não escolhi os outros textos que vêm de mim porque nenhum outro me agradava tanto quanto este. É necessário que seja bonito, original. Creio único a escrita não é realmente o meu truque. Isso virá talvez um dia, não sei.

O título "La Bataille" poderia colar ao B.O de uma comédia musical. Como decidiu escrever uma melodia de uma maneira (sem tradução)?
Há duas coisas diferentes. Há o de abordagem, o momento em que compus a canção. É uma questão de humor. Creio que estava um pouco brava este dia. É graças a isso que escrevi a minha primeira canção rápida, coisa que sonhava fazer. Depois, há o nascimento da música em estúdio, porque eu componho com três dedos sobre uma guitarra. O arranjo de Mathieu deu-lhe uma peça suplementar.

Thomas Fersen assinou o texto e a música do título "Les Piles", uma música que aborda o tema da passividade. Você é do tipo que passa o seu tempo diário na frente tv?
Não, gostaria, mas é bem complicado. Sou mãe de família, por conseguinte, esse não é realmente o ritmo. Pelo contrário, tenho a impressão, como muitos pessoas, que a vida passa muito rapidamente. O fim do dia chega e você se diz que não teve tempo de fazer o que queria. Talvez se tenha a impressão de fazer algo quando olhamos nossas crianças, porque é a mais bonita riqueza. É a coisa que prefiro fazer. Mas, é verdade que durante este tempo, não se faz muito. Mas é a coisa mais bonita.

Sobre o título "Dès que je te vois", a sua voz sofreu um tratamento eletrônico. Qual análise da sua voz você faz ao reescutar essa música?
Ela não é tão eletrônica. Não tem muitos efeitos sobre a voz. É a maneira como esta registada. Está registada sobre duas pistas, por conseguinte há duas das minhas vozes. É possível que haja um pequeno eco sobre uma delas e outro pequeno tratamento sobre a outra. Isso não é extremamente eletrônico porque, particularmente, não gosto deste tipo de coisas. É também a maneira de cantar e o estilo da canção que faz parecer. Eu não tenho o hábito de cantar esse tipo de canção. É uma canção feita para dançar, para os clubes. Isso me agrada muito. A canção estava como aquilo (não sei o que ela quis dizer aqui) quando Mathieu me apresentou a música e ela era apenas uma brincadeira com baixo, guitarra e bateria. Não tinha absolutamente nada de eletrônico, não em laço, nada de programado. Tocava exatamente como aquilo. É a sua verdadeira identidade. Esta canção não é de forma alguma artificial. Reconheço que o tratamento de vozes é muito específico e que isso foi à máquina que fez, mas toda é cantada.