COMO A PROPAGANDA GANHA A CARA DO PRODUTO
Como uma propaganda ganha cara de um produto um bom exemplo é o Carlos Moreno quem nunca assistiu a propaganda dele no Bombril.
(...) Esse anunciante e sua agência decidiram utilizar o interprete do comercial de um de seus produtos secundário (na época, final dos anos70), o Bril, e o transformaram no “garoto propaganda” do produto principal e de toda sua linha. O personagem havia surgido como uma contradição simpática, brasileira e mais natural aos pomposos apresentadores dos produtos de limpeza das multinacionais, que se apresentavam como grandes cientistas de importantes laboratórios (...). Pág. 18 (Propaganda de A a Z).
(...) Jacques Séguéla (1991, p.197) afirma que, “nenhum comparador se sentirá atraído por produtos nos quais não se sinta representado (...)”. (Sedução publicitária, pág. 203).
Para essa propaganda ser tão longa, o garoto propaganda deve aparece com o produto, à palha de aço da Bombril tinha fama de ter mil e uma utilidades, esse que foi trabalhando pelo Carlinhos Moreno que fez vários comerciais de diferentes formas caindo assim no gosto popular. Esse comercial tem um aspecto de se parecer com uma novela, pois quem assisti a propaganda sempre esperava a próxima apresentação que ele iria aparece, assim trabalhando com aflição de quem o assistiar.
(...) Bombril é um clássico. Talvez o maior caso de toda a propaganda Brasileira, pois deriva da maior, mais brilhante, mais extensa e eficaz campanha publicitária de nossa história, que começou nos idos de 1978, com a criação do garoto Bombril, por Weshington Olivetto e Fransesc, e com as essenciais contribuições de seu intérprete, Carlinhos Moreno, e do Diretor Andrés Bukowinski, da ABA, responsável pela produção de praticamente toda a série, que já foi até parar no Guiness book (...). Pág. 229 (Propaganda de A a Z).
“(...) é significativo que a entrada da psicologia aplicada na publicidade se fizesse recorrente a duas técnicas que ainda hoje são vigentes: a de jogar com os sentimentos de angústia e de culpa dos sujeitos, e a de recorre ao prestigio de alguns personagens populares (...)” (A sedução publicitária, pág. 202).
O Carlos Moreno foi é um sucesso Para Bom Bril, pois a empresa conseguiu o objetivo que agradou a todos os que assistiam fazendo com que a empresa crescesse no mercador nacional assim vendo mais e ganhando liderança no mercado.
(...) Essas mensagens publicitárias foram veiculadas, as pessoas foram atingidas por elas, gostaram, acreditaram que os produtos bom bril eram bons e passaram a comprá-los como nunca; especialmente a palha de aço, que tem mais de 90% de participação de mercado e o maior preço da categoria. A própria empresa fabricante do produto já foi vendida algumas vezes e acabou adotando o nome de seu principal produto, além de estender essa denominação para toda sua linha. (...). Pág. 18 (Propaganda de A a Z).
Al Ries e Jack Trout (1994) encontraram a palavra mágica: o posicionamento. “O seu objetivo é conferir á marca e ao produto uma posição no espírito do consumidor, sobre o mercado e contra a concorrência posicionar uma marca e dotá-la de uma personalidade que lhe dê um lugar diferente no mercado em relação à concorrência” (B. Brochand e J. Landrevie, 1993, p.67) (Sedução publicitária, pág. 202 a 203).
O Bom Bril com o Carlos Moreno conseguiu entra no nosso subconsciente de tal forma que só se pensa no nome do Bom Bril logo vem algum tipo de Comercial que foi apresentado por garoto Bom Bril.
(...) praticamente a totalidade da população urbana brasileira sabe que é o “garoto-propaganda do Bom Bril” e tem por ele grande empatia, quase como fosse um velho conhecido. Tanto que mesmo quando os comerciais e anúncios não estão sendo veiculados, a propaganda do Bom Bril continua a ser uma das mais lembradas pela população (...)Pág. 18 (Propaganda de A a Z).
(...)MCLuhan(1969, p.280) é tachativo quando afirma:”Os anúncios não estão destinados a um consumo consciente. O seu destino é ocupar o lugar de pílulas subliminares para o subconsciente”(...) (Sedução publicitária, pág. 203).
A Bom Bril era chamada de Bril, pois com empresa fabricante do BomBril já foi vendida algumas vezes , e com isso teve troca de funcionários entrou um novo diretor de marketing alemão que não entendeu o jeito de propaganda feita pelo garoto propaganda e demitiu o Carlos Moreno. A Bom Bril viu os concorrentes ganharem o mercado até que houve uma nova mudança na empresa e vim a contratação de um novo direto do marketing o Álvaro Novaes que venho da Parmalat com vitoriosa experiências dos “Mamíferos” e trouxe o Carlos Moreno de volta e deu seguimento a campanha prêmios.
(...) Algumas tentativas de deslocar o personagem para uma postura mais racional e ligada ao uso direto do produto resultaram em um verdadeiro atentado contra a linha da campanha e, ainda mais grave, contra a própria alma da marca. Porque as grandes marcas, como se sabe, são grandes justamente porque tem uma alma, derivada de sua personalidade, que deve ser alimentada de forma constante e na mesma direção (...) Pág. 230 (Propaganda de A a Z).
(...) posicionamento é, em conseqüência, uma estratégia muito menos racional do que a Proposta Única de Venda Neil Postman (1994, p. 188) diz sem rodeio que “a publicidade é mais eficaz quando é irracional”. E acrescenta que “os produtos podem ser melhor vendido se explorarem os poderes mágicos e inclusive poéticos da linguagem e das imagens” (ibidem)(...) . (Sedução publicitária, pág. 203).
Exemplo do Carlos Moreno o garoto-propaganda da bom bril demonstra se como a sedução publicidade é importante pra a empresa de propaganda pra qualifica a marca do produto na sociedades mundial.
(...) Sem propaganda, portanto, você (assim como muitos milhões de outras pessoas) não teria registrado na cabeça quem é o “garoto-propaganda do Bom Bril” esse produto, assim como os demais que levam esse nome, não venderia tanto(...). Pág. 19 (Propaganda de A a Z).
A publicidade na televisão joga com estratégias de tipo associativo: conferir personalidade aos produtos mediante a transferência de valores do contexto; promover os produtos recorrendo às personalidades famosas, ou seja, à transferência dos valores emocionais dos modelos; e a aumenta a atração dos produtos transferindo-lhes os valores formais das mensagens. Em todos estes mecanismos entram em jogo processos emocionais que estão nas antípodas da racionalidade e que, em conseqüência, mantêm-se afastados da consciência. São processos emocionais que se adequam aos parâmetros dos mecanismos de sedução.
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