03/04/07 - 18h:38mDenunciar

Solitário

(Augusto dos Anjos)





Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por trás dos ermos túmulos, um dia,

Eu fui refugiar-me à tua porta!





Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos conforta

Cortava assim como em carniçaria

O aço das facas incisivas corta!





Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu saí, como quem tudo repele,

— Velho caixão a carregar destroços —





Levando apenas na tumbas carcaça

O pergaminho singular da pele

E o chocalho fatídico dos ossos!

Comentários (4)

pablostarwars
1. pablostarwars 4/04/2007 - 03h11m

Opa, voltou a ativa depois de trocentos e quarenta e dez dias fora, heheh?
seja rebemvinda né
abração

2. Márcio 13/04/2007 - 13h00m

Lindo demais...apesar de tudo...é bom ouvir coisas assim às vezes!bjins...tamo junto...fika com Deus

justrobson
3. justrobson 19/04/2007 - 23h43m

oie, to eu aqui fazendo uma visitinha
é interessante a poesia
me faz imaginar a situação, o momento, a tortura...
a solidão é tragica e a espera dolorosa...

4. garotinhazinha 21/04/2007 - 01h11m

BAIXE MAIS DE 1 MILHÃO DE MUSICAS TOTALMENTE GRÁTIS! FORMATOS MP3 E WMA! ACESSE:   ww­w­.somvip.n­et
.
V
EJA FOTOS E VIDEOS ERÓTICOS GRÁTIS! ALTA QUALIDADE, SEGURO E SEM VIRUS! ACESSE:   w­ww­.kiputa.c­om
.
B
AIXE MAIS DE 100 VIDEOS E MAIS DE 5 MIL FOTOS ERÓTICAS GRATUITAMENTE, SEM VIRUS, ACESSE:   w­ww­.gerasexo.c­om
.


.
OBS: SITES TOTALMENTE SEGUROS, LIVRE DE VIRUS - APROVEITE!!!

Apenas quem tem uma conta no Flogão pode comentar.

Crie sua conta gratuita no Flogão!