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Mas afinal, porque fotografamos ônibus?
por falconibus em 28/01/07 - 01h:15m
O texto a seguir se refere um pouco a história do nosso hobby. Fotografamos ônibus da mesma maneira em que muitas pessoas fotografam carros, motos e aviões e em nossas sessões fotograficas discutimos tudo relacionado ao mesmo, sendo mais um instrumento de auxílio para novas tecnologias.
Muito já ouvimos de muitas pessoas de diferentes tipos que essa questão de fotografar ônibus é coisa de maluco ou coisa do tipo e porque não fazemos outras coisas ao invés de ficarmos fotografando.
Mas sobre eu questionamento, perguntamos: Porque a mesma pergunta também nunca foi feita para todos aqueles que gostam de carros, motos e aviões assim como nós que gostamos de ônibus? Só porque carros, motos e aviões são coisas mais comuns e de alto requinte? Da mesma forma que os aficcionados por ambos meios de transporte coletivo estão tentando "relaxar" do estresse proporcionado pela vida, fazer novas amizades e ao mesmo tempo preservar a memória do meio em que cultuam, nós também os aficcionados por ônibus também estamos no mesmo caminho de ambos na preservação de um meio de transporte coletivo que foi, é e sempre será o principal meio de integrar esse pais que é tão equidistante quanto guerreiro é seu povo.
Publicamos nossas fotos na internet, pois por ser uma via mundial pública de divulgação gostaria de que todos conhecessem um pouco da história atual desse transporte de massa que é presente e importante na vida das grande regiões socioeconômicas do Brasil.
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por busologosemacao (www.flogao.com.br/busologosemacao)
09/08/06 - 23h:08m
O termo Busólogo não consta em nenhum dicionário e apesar de possuir dois radicais gregos (bus = transporte e logos = estudo), a palavra surgiu no Brasil com o engenheiro Hélio de Oliveira, designer de ônibus e ex-funcionário da extinta fábrica de carrocerias Thamco. Como admirava o seu trabalho com os ônibus a ponto de coletar todo o material possível que estivesse relacionado a ele, fundou em abril de 1979 o CDO (Clube do Design de Ônibus), entidade civil formada por colecionadores e admiradores de carrocerias. Por causa disto, lá pelos idos de 1986 os colegas de Hélio na Thamco começaram a chamá-lo de busólogo. Do apelido surgiu o nome para sua paixão: Busologia.
A Busologia não se trata de uma ciência, e sim de uma espécie de hobby ou passatempo um tanto complexo para se entender o porquê de uma pessoa criar um interesse por ele. Ainda mais levando em consideração que muitos cultivam esta preferência desde criança e dificilmente sabem explicar o motivo. De acordo com relatos de busólogos, surgiu uma teoria que quando a criança freqüenta muito o meio dos ônibus como terminais e garagens, este desenvolve um interesse maior no assunto, se bem que o mesmo pode acontecer tranqüilamente depois de adulto. Só que quem desenvolve este interesse sempre fica receoso com a opinião dos outros, ou seja, muita gente pode ser considerada como busólogo mas não tem coragem de assumir que gosta de colecionar coisas como bilhetes de passagem e fotos de ônibus velhos e acabados.
Ninguém toma a busologia como profissão, ela consiste basicamente na pessoa que se interessa em obter informações e colecionar todo e qualquer material relacionado ao universo do ônibus como fotos, brindes, cartazes, revistas, livros e informações em geral registrando assim, meio que sem querer, a evolução do transporte coletivo. Mas mesmo se tratando de um hobby, quem o exercita o faz com muita seriedade. Tanto é que muitas empresas reconhecem e apoiam os busólogos, inclusive acatando suas sugestões e pedidos, porque é de se esperar que os mesmos sejam maioria nas ligações ao serviço de atendimento das empresas. Um exemplo de reconhecimento vem da Viação Itapemirim, que chega a dedicar uma seção de sua revista de bordo à história do ônibus, seção esta escrita pelo próprio Hélio de Oliveira, do CDO.
Um outro avanço atingido veio com o advento da Internet. Em uma sociedade que valoriza o transporte individual, o fato do ônibus ser um meio de transporte fortemente taxado de "coisa de pobre" inibia os aficionados por ônibus de assumirem sua preferência. O surgimento dos primeiros sites de busologia mostrava a estas pessoas que havia mais gente que possuía a mesma paixão e as encorajava a exercitarem e difundirem amplamente o hobby dando origem a grupos de discussão, onde os busólogos conheciam via e-mail (ou seja, com mais agilidade e difusão) outras pessoas que também gostavam de ônibus. Hoje há várias listas de discussão onde os integrantes trocam informações, opiniões, idéias, material para a coleção (fotografias principalmente) e desenhos feitos a mão ou no computador. Atualmente há listas que chegam a ter 500 integrantes ativos.
Isso fez com que surgissem nos terminais rodoviários e garagens de empresas inúmeros busólogos registrando em fotografia os diversos modelos de ônibus existentes no Brasil, coletando qualquer material que parecesse interessante e sondando qualquer novidade que surgisse. Este foi o momento em que as empresas notaram a grandeza que ganhou o movimento, ainda assim estranhando a preferência. E não demorou para que os integrantes das listas começassem a se organizar via Internet para promoverem encontros ao vivo, onde pudessem exercitar todas estas atividades em conjunto, ganhando assim mais peso e credibilidade. É a prova da veracidade do velho provérbio de que "a união faz a força".
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