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o bate_papo dela na aol fernanda brum

por fernandabrumsempre em 11/12/05 - 16h:18m

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A voz grave é inconfundível. E por esse talento natural, Fernanda Brum se tornou um diferencial na música gospel desde 1995, quando lançou seu primeiro CD, "Meu Bem Maior", que vendeu mais de 100 mil cópias. Afinal, o mercado sempre foi dominado por cantores de timbre agudo. Mas, se o começo foi bom, a repercussão do seu trabalho, melhor ainda. Hoje, com quase dez anos de estrada, acumula seis CDs lançados e quatro Discos de Ouro. Seu mais novo trabalho, Apenas um Toque - Ao Vivo, que acaba de ser lançado, é mais uma prova do seu compromisso em apresentar sempre algo novo e impactante.


Leia abaixo a trancrição do bate-papo na íntegra:


Fernanda Brum: Tudo bom, Thiago? Tudo Brum! É muito bom estar aqui com vocês.


Pergunta: Você gosta de internet? Usa a rede?
Fernanda Brum: Eu gosto muito de internet, não manjo muito, mas eu me viro nos trinta...


Pergunta: Oi Fernanda qual é o próximo sonho a realizar?
Fernanda Brum: Uau, que perguntaça cara! O meu maior sonho é comprar a carreta e o ônibus, um ônibus double class para ficar on the road. A gente quer partir do Rio para o Nordeste e chegar na ponta do mapa. A gente fez isso no ano passado, chegamos a São José das Caianas para fazer um show para uma igreja. Meu sonho é esse, viajar com banda, equipe, tudo para fazer um showzaço.

Pergunta: Queria que você comentasse sobre a música “Sobe Pelo Ar”
Fernanda Brum: "Sobe Pelo Ar" é uma música da Raquel Melo, minha amiga, compositora maravilhosa. Ela me deu há sete anos e toda vez eu falava que ia colocar. E quando chegou a hora do Ao Vivo, me deu um clique eu comecei a chorar. E a minha maquiadora estava chorando também. No dia da gravação da música, tudo o que fluiu a gente gravou. Veio do céu, na hora. Tinha uma mulher na platéia que estava com câncer na tireóide. E aconteceu também uma coisa com o Leonardo, um menino que estava na CTI e foi curado com essa música. Ela colocou a música. A língua dele tinha necrosado. A língua dele tinha voltado ao normal. E estou contando isso no meu livro, estou contando em primeira mão para vocês. E toda a comprovação que comprova a cura dele. E isso vai ficar marcado na minha vida pelo resto da minha história e dos meus filhos. Milagres como esse.


Pergunta: Foi seu marido quem produziu este CD seu também, não foi? É muito grande a diferença de ter o esposo não produção do seu trabalho?
Fernanda Brum: É muito bom porque quando a gente entra no estúdio, não tem essa de marido. Ele é muito competente, muito durão. Ele me ouve muito como esposa, mas na hora ele é meu produtor. Eu sei quanto ele ora, quanto ele busca a Deus e agora ele está no estúdio com o Voices. Ele está vivendo para o Voices. E a pré-produção a gente vai ensaiar. Vai sair do pop para um rockão, vai derrubar todos os CDs de rock, tem um trabalho de laboratório muito grande. Para mim é bom porque eu fico muito à vontade, mas eu sei o meu lugar e sei que ele é muito bom, tenho confiança.


Pergunta: Quanto tempo se demora em estúdio pra produzir um CD?
Fernanda Brum: Eu sou meio vagarosa em estúdio. Gosto de botar uma voz por dia. Vou para casa, vou dormir, orar, sempre tem o momento. Adoro botar voz de noite, de madrugada, até porque sou meio coruja, durmo depois das 2h da manhã e acordo tarde.


Pergunta: Como está seu pimpolho?
Fernanda Brum: Uma delícia! Meu pimpolho tá tão gorducho! Eu estava saindo para pegar o vôo e me estendendo a mão. Eu viajo muito com Isaac. Todo evento, toda igreja ele está junto. É um missionariozinho já.


Pergunta: Como tem sido seu ministério depois do nascimento do seu filho?
Fernanda Brum: Acho que deslanchou muito mais depois que ele nasceu porque foi uma promessa cumprida por parte de Deus, então o milagre tem que andar junto com a gente.


Pergunta: Tem alguma composição sua ou do Emerson nesse novo CD?
Fernanda Brum: Têm algumas. Nesse CD tem um trio, eu, o Emerson e o pastor Livio Farias. Eu estava grávida de três meses, não queria sair de casa, mas tinha que gerar o Isaac e o disco. E o pastor foi passar férias forçadas lá em casa. Em um dia nós fizemos sete músicas em um dia. Algumas estão no CD, outras foram para o Voices.


Pergunta: Existe um bom horário para compor? De dia? Noite?
Fernanda Brum: É tão engraçado, onde estou cai um raio na cabeça. Para o Emerson é de madrugada. Tem um relógio, ele acorda às quatro, canta a música toda no gravador ou escreve. Clama Brasil para o Rio foi assim. Era para orar contra a violência, aí o Emerson estava dormindo, quatro da manhã, saiu andando, escreveu toda a letra. Amor, que foi isso? É a música do apóstolo. No outro dia ele acordou cantando tudo. Eu dei uma arrumada. Ele recebeu a música inteira.


Pergunta: E toda essa violência que o Rio está passando?
Fernanda Brum: O RJ tem uma história de violência. Para fazer o evento, eu fui estudar a história de Copacabana. O Rio já foi capital, herdou os problemas. D. Pedro II descobriu que tinha duas baleias encalhadas, ele foi até lá, era tudo balela. E ficaram lá três dias fazendo o que queriam. A primeira casa de rendez vous foi aberta em Copa. A fama da Europa foi essa. A história de promiscuidade do Rio começa aí. Nós que temos Jesus temos que nos levantar contra isso. Nasceu nas praias de Copacabana e se expandiu para os morros. O morro em volta de Copacabana chama-se Babilônia. Nada que venha daí pode ser bom. Nós vamos orar, jejuar, ungir com o óleo (símbolo do Espírito Santo) e clamando pela paz no Rio para que tudo venha tomar o seu lugar. A guerra espiritual precisa baixar. O que acontece no natural vem primeiro do espiritual. E eu estou dentro, como guerreira, que as igrejas estejam engajadas porque no dia 21 não será mole, não, vai precisar muita oração.


Pergunta: Fernanda qual foi o momento mais difícil da sua vida?
Fernanda Brum: A maior batalha é quando perdi o segundo bebê, que tinha quatro meses. Eu tinha ganho cinco CDs de ouro, estava no auge. Já ouviu falar da mosca azul? Eu perdi a minha visão, o meu chamado em Deus. Esse lance do artista gospel é uma desculpa para evangelizar. Começou a subir à cabeça, fama, dinheiro. E quando perdi o bebê, eu caí na real. Deus me mostrou que eu não era uma artista pop. Eu tive que acordar. E o pior momento (e o melhor) diante de Deus foi admitir que eu tinha fracassado diante de Deus. Eu estava no hospital e ouvi uma voz no ouvido cantando uma canção Cheiro das Águas, da Ana Paula Valadão, que é o cheiro das águas, como planta nova, florescerá. Nessa hora eu sabia que Deus estava me dando uma chance para continuar. E o anestesista pensou que eu estava com medo. Foi um tempo horrível, graças a Deus. Talvez eu estivesse com mais discos de ouro, mas isso não interessa. O sinal de Deus são as pessoas convertidas, as pessoas curadas. E eu estava vivendo do resto.


Pergunta: Já te confundiram com a Mara Maravilha? Pois vocês se parecem um pouco.
Fernanda Brum: (risos) Eu amo a Mara, a Mara é minha amiga, a gente se ama. E já tiramos fotos juntas em Vitória. E na foto a gente achou que não se parecia. Quando eu cantava na noite, lembro da Rosana, que uma vez me disse "você é uma cópia da Mara, desiste". Ela falou brincando.Eu tinha 13 anos. E hoje a Mara está no gospel, eu também. Mas acho que às vezes a gente tem semelhanças.


Pergunta: E sobre os fãs-clubes. O que acha?
Fernanda Brum: Teve muita polêmica uma época uma atitude que tomei contra os fãs-clubes, não contra as pessoas. Fã-clube é um lugar onde as pessoas se juntam pra falar. E eu queria que esse negócio de ídolo não existisse. Conversar no restaurante. Não quer dizer que não vou dar autógrafo ou tirar foto. Mas abri mão de ser um ícone. Para encurtar o assunto, eu estava em casa e duas líderes de fã-clube que eu dava assistência, duas meninas me ligaram dizendo que iam se matar, dizendo que tinha um demônio em casa. Que iam cortar o pulso. Chamei as duas para irem na minha casa, as duas com as amarras nos braços, meu marido irado... Eu coloquei as duas no sofá, falei: não quero mais fã-clube, não quero adoração. Aí cortei as amarras e vi que não tinha nada. Percebi que era manipulação. Tudo que é idolatria Deus tira da Terra. Posso citar. Perguntei: vocês querem que eu morra? Se continuarem me idolatrando, Deus me leva. Tinha gente que acampava na minha porta, me perseguia. E isso não é vida de servo de Deus. E eu queimei um dia todas as cartas em oração a Deus. Eu amo os jovens, queria abraçar, mas percebi que tinha uma relação de ídolo. Eu nasci para ajudar os jovens, bater papo, fui muito mal interpretada pelos fãs. Foi uma atitude de amor, quero que sejam amigos e não fãs.


Pergunta: Você ainda anda com seguranças?
Fernanda Brum: Faz muito tempo que não ando com segurança. Foi nessa época que acordei, eu não sou uma estrela pop. No domingo, saindo da igreja, uma blitz de bandido, três caras pularam na frente do carro, deram tiro de pistola. Eu estava com o Isaac no banco de trás. Fiquei procurando os buracos de bala. Gritei: Jesus! O Emerson jogou o carro e os bandidos atirando. Depois fui descobrir que eles estavam com ordem de barbarizar porque eles queriam vingar um traficante morto. Nenhum tiro pegou nosso carro. Nunca tinha visto isso. Sou filha de policial, já estive em comando, mas nunca tinha visto. Deus estava me guardando. Eu tenho a blindagem do sangue de Jesus, está mais do que provado.

Pergunta: Com tanta violência no Rio porque você não muda de cidade?
Fernanda Brum: O missionário é plantando onde Deus quer. Eu durmo no Rio. Tenho um ministério local, em Vicente de carvalho e todo domingo estou como pastora auxiliar. E estou plantada naquela igreja. E se Deus me mandar para Angola? Estou plantada onde Deus quiser. Se Deus quiser me mandar para Belém, eu vou, eu vou onde Deus quiser.


Pergunta: Tem alguma música nesse seu novo CD que você dedica ao seu filho lindo?
Fernanda Brum: Não, específica não. Tem uma sobre ele, mas esqueci de colocar no CD que era para ele. Tem "Dai-me Filhos", da Ludmila, e é a história de Rachel e Jacó. Dai-me Filhos é uma história que fala do Isaac. Estava em Boston, não achava que estava grávida, achava que não ia mais engravidar e resolvi fazer o teste. Estava no aeroporto, não fiquei para ver o resultado. Voltei para o Brasil, fiz o teste e deu. E o médico que disse que eu tinha um ovo morto retiro, uma gravidez não desenvolvida. Fiquei mal para ser internada, fazer uma curetagem. Aí sentei no meio fio, chorei. Meu marido tinha comprado uma pulseira de pérolas para mim, chegou com o presente. Aí pedi a Deus, falei, pelo teu nome, sou sua serva, eu creio nisso. Essa foi minha oração. Liguei para minha médica e ela me disse para esperar. Foi uma semana de oração, jejuando. Aí liguei para o Mike e ele me deu uma revelação tremenda por telefone. Dali a uma semana eu repeti o exame, estava em casa, era Natal. Ovo morto retido era o que tinha dado. Quando fiz era um embrião perfeito, retido no fundo do útero. Aquilo foi um milagre tão tremendo que não tenho como ficar calada. Hoje não teria como não falar nisso. Mulheres que já abortaram, não desistam, essa canção Dai-me Filhos é para isso. Não desistam. Eu vivo dos milagres, vivo isso todo dia.


Pergunta: Você já cantou em outros países?
Fernanda Brum: Já fui à Europa, espero voltar. Mas temos que esperar os convites. Estou indo para os EUA agora, se a PF sair de greve, dia 13 de maio estou indo para lá.


Pergunta: É verdade que o Voices quase acabou depois de uma briga entre Eyshila e Marina?
Fernanda Brum: Nós já brigamos todas juntas, mas nunca uma contra a outra. Estamos fazendo um disco unplugged, ao vivo, mas espera que vem mais.


Pergunta: Da pra adiantar o que você cantará no Canta Zona Sul?
Fernanda Brum: Cara, estou numa dúvida... Amanhã tem o ensaio final. Mas a gente está com canções separadas como espírito Santo, Apenas um Toque, a gente separou algumas canções, mas a ordem não sei.


Pergunta: Qual sua opinião sobre o escândalo que ocorreu na Igreja Universal há alguns anos atrás?
Fernanda Brum: Eu não me meto nisso. Toda vez que você fala mal de um ministério, você perde pontos no seu ministério. E eu respeito muito a Igreja Universal. Amo a Igreja Universal. Todos nós somos suscetíveis a erros, acho que na época existia uma grande perseguição a eles. Só posso dizer que eu respeito muito.


Pergunta: Quando começou a ministrar foi muito difícil?
Fernanda Brum: Quando comecei a ministrar louvor na igreja foi difícil, eu fazia parte da Igreja da Penha e estava na equipe dois, não era da equipe master. E meus tons eram muito diferentes. E como eu vinha da noite, eles tinham medo de mim. Vamos ver se ela é crente mesmo e eu amo muito a comunidade evangélica no Brasil.


Pergunta: Você já está rica? A Mara Maravilha certa vez disse que está, pois ganha muito dinheiro com os shows e CD´s que vende.
Fernanda Brum: Não, não, ainda não estou rica. Tenho uma vida de classe média alta. Mas glória a Deus porque toda a minha vida é dedicada ao ministério. E o obreiro é digno de seu trabalho. Eu vivo da vendagem de meus CDs, para glória de Deus. Mas eu vim de baixo, não foi sempre assim. Quando você entrega a vida ao Senhor, de verdade, é trabalhar. Quando você entrega o caminho ao Senhor, você prospera.


Pergunta: Fernanda Brum qual a música que você gravou que você achou mais bonita?
Fernanda Brum: Lembranças de Jesus, do Marquinho Gomes. Foi a mais difícil de colocar voz.

Pergunta: Fernanda sou de Pernambuco (Toritama) estou a 28 Km de Nova Jeruzalém. Como foi gravar lá?
Fernanda Brum: Foi uma experiência maravilhosa, viajei com a minha pastora. O Teatro de Nova Jerusalém não tem nada a ver, é um teatro. A cidade respira o teatro. Nós transformamos aquilo no Novo Testamento, ungimos tudo. Depois a Paixão de Cristo foi encenada e tenho certeza que foi mais abençoada. Queria ir para um parque maravilhoso que tem em Orlando, mas desta vez não deu. Porque eu já tinha feito a Holly Land. E meu produtor nos levou para Nova Jerusalém. E gravar no Nordeste foi bem demais.


Pergunta: Como é a sua amizade com o pessoal do Diante do Trono?
Fernanda Brum: Eu tenho muita amizade com a Zanete, a Ana Paula, mas é um ministério que eu respeito, com o qual aprendo tanto, é uma relação de amor intenso que tenho com essa igreja, a pastora Lúcia e a Zanete estão nesse evento no dia 21. A Ana Paula me recebeu num momento muito difícil da minha vida, ela desceu correndo para me atender, me ajudou muito nesse processo de transformação para que hoje eu pudesse estar provando das delícias, da profundeza de Deus.


Pergunta: Você acha que está vivendo a melhor fase da sua carreira este ano?
Fernanda Brum: Acho que não. Acho que a melhor fase está por vir. Principalmente em Deus, ainda não satisfeita, quero mais.


Pergunta: É caro levar a Fernanda para uma igreja em Pernambuco, por exemplo?
Fernanda Brum: Dependendo da igreja, acertar com a minha secretária uma oferta. Show tem cachê estipulado, principalmente político, eu não gosto muito. Só quando me enganam. Quem está lá embaixo está para ser abençoado. Em show político só vou se eu conheço o político.


Fernanda Brum: Gente, a mensagem das mensagens da minha vida é a mensagem de Jesus Cristo. Estou indicando para todo mundo assistir "A Paixão de Cristo", eu sou apaixonada por ele, a minha vida existe por causa dele. E a minha oração é que você veja pelo que ele passou, mas a mensagem está no final: ele ressuscitou. Ele está vivo, está aqui para nós. E tem gente falando que o filme é anti-semita, que é contra os judeus. Eu adoro os judeus. Quero que você conheça Jesus, sem lero-lero, sem ser durão, ele é filho de Deus e não pode te fazer mal, só pode te fazer bem. Prove dele porque ele é vida. Essa é minha mensagem. Tchau, já estou com saudades.


Contato de shows: (21) 2482-0984 e (21) 2482-0976.


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