... de repente, não mais que de repente ...
...
De repente do riso fez-se o pranto
Silensioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
De repente, da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente
[Soneto de Separação - Vinícius de Moraes]
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Um grande abraço aos caros amigos de sempre.
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1. emanoelyfernanda 18/09/2008 - 08h:30