8/01/12 21:56Denunciar

Até quando vamos estar indiferentes uns aos outros...

Hoje estive pensando em como perdemos nosso tempo com banalidades, as vezes nos irritamos por que a roupa do nosso irmão é melhor, porque a ou b conversam melhor, porque nunca estamos satisfeitos com nós mesmos, porque a criação e obra prima e de Deus, acha que nunca está perfeita? Será que esse mundo tem cegado tanto nosso entendimento que não percebemos que o mais importante Deus nos dá todos os dias e nem sequer O agradecemos, podemos não ter banquetes nas nossas mesas, mas Deus não nos deixa um dia sequer sem nada nas nossas mesas, a cada dia que acordamos não nos falta o fôlego de vida, temos as pessoas que amamos por perto, mas em nenhum momento isso parece nos satisfazer, em Eclesiastes 4 1-4 vemos o seguinte relato:

“DEPOIS voltei-me, e atentei para todas as opressões que se fazem debaixo do sol: e eis que vi as lágrimas dos que foram oprimidos e dos que não têm consolador; e a força estava da banda dos seus opressores; mas eles não tinham nenhum consolador.
Pelo que, eu louvei os que já morreram, mais do que os que vivem ainda.
E melhor que uns e outros é aquele que ainda não é; que não viu as más obras que se fazem debaixo do sol.
Também vi eu que todo o trabalho, e toda a destreza em obras, traz ao homem a inveja do seu próximo. Também isto é vaidade e aflição de espírito.”

Em que nossos dias se diferem dos dias de Salomão? Fora a diferença temporal em nada, vimos a mídia nos oprimir com as frases “Você não pode perder” “Reserve já o seu” “Compre e pague com longa data”, nos esquecemos que a Palavra diz a ninguém devais nada a não ser o amor em Cristo, mas muitas vezes nos esquecemos e nos envolvemos em uma bola de neve nesse mundo que nos leva ao consumismo, compramos, compramos, sem pensar em consequências, sem pensar que devemos poupar caso haja alguma emergência, compramos porque a moça bonita da novela tem ou diz para eu comprar, compramos coisas caras porque a marca faz propaganda e deixamos de comprar o mais barato porque questionamos sua qualidade sendo que ele faz a mesma função e talvez dure até mais que a marca conhecida.
Tudo que compramos na sociedade egoísta e narcisista de hoje está ligado a fazer inveja no nosso próximo a mostrar que o simples fato de eu ter e ele não poder ter me faz melhor do que ele, até quando vamos viver nessa situação?
Até o que fazemos sem intenção se torna motivo para inveja, se temos um emprego, as pessoas que não tem dirão é porque teve oportunidade, se não temos as pessoas que tem dirão, gostaria de ficar o dia todo em casa como ele, será até que ponto somos assim cruéis e egoístas? Até que ponto eu consigo discernir as coisas entre necessidade e vaidade? Será que o consumismo que temos hoje e que já existe desde os tempos antigos tem nos afetado tanto assim? Jesus mesmo sendo descendente de uma família real, não esnobou, não ostentou e nem nunca humilhou ninguém, ao contrário andou com os pobres, prostitutas, doentes e excluídos da sociedade, quantas vezes no ano temos feito isso? Quantas vezes tiramos um tempo em nossa vida “corrida” para partilharmos o que temos com quem não tem nada? Quantas vezes você ajoelha no chão para orar e pedir a Deus que lhe dê riquezas para organizar sua vida e da sua família, mas não lembra de pedir riquezas para ajudar quem realmente precisa? Abra os olhos não estamos mais em época de consumir, estamos em épocas de dividir, logo a noite vem, aonde ninguém pode trabalhar e o que você terá a apresentar, pois a salvação depende da fé e a fé depende das obras Tiago 2;26 diz “Porque, assim como o corpo, sem o espírito, está morto, assim, também, a fé, sem obras, é morta.”, quais são as tuas obras, obras de inveja, obras de ostentação ou obras de engano? Meditem nisso, fiquem na paz.

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