Blog
Meu novo projeto musical e experimental ....
por gusttavoramada em 13/11/05 - 13h:01m
Ocupando as zonas de reflexão do seu pensamento
Agora você já pode confirir todas as novidades da BAnda "GUERRILHA DE UPAON AÇU".
Acesse o nosso site e confira!!www.guerrilhadeupaonaçu.com.br
Lá você pode baixar músicas em MP3, confirir a agenda de shows e eventos, baixar fotos e papel de parede e até participar de um chat com os integrantes da Banda.
Vamos, não perca tempo, seja você também um Guerrilheiro dos novos tempos!!
Saudações,
Fumaça na Cabaça Produções
AGENDA Guerrilheira
11/11 - Acontece, às 17 horas, mais um ensaio redondo da Guerrilha de Upaon Açu. O evento que terá 2 horas de duração, contará com a provável participação de um percurssionista, o nome não foi revelado.
11/11 - Dia de felicidade para o super baterista, o homem de 04 mãos, pois seu filho estará nascendo nas próximas horas. Parabéns Kelson Ribeiras.
12/11 - Haverá no próximo sábado aniversário do guitarrista Fábio Pôquer. O evento conta com a participação de músicos consagrados no cenário underground cohatraquense. A super festa é uma organização do Fã Clube Poquemonets.
Leitura de Guerrilheiro:
A Guerrilha de Upaon-AÇu sugere estes livros para sua leitura:
- Dicionário Popular de Cordel, de JBARROS
- Vidas Secas, de Graciliano Ramos
- Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre
- O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway
CONFIRA NOVAS LETRAS:
CHAMA MARÉ, MARÉ CHAMA
Tu chama maré, tu chama, tu chama maré.
Tu chama maré, tu chama, tu chama maré.
Como é que é, que tu chama maré...
Chama eu maré, chama eu. Tu chama eu maré tu chama eu,
Que foi, que foi que deu, mas tu chama eu maré, tu
chama eu. Chama-me, derrama-me tua força, tua energia
positiva Cativa-me não quebra minha louça.
Moça Olinda moça, me preste atenção, então me ouça,
não destorça, sonda com tua ronda, onda por mim torça
ensina-me o caminho da paz, na maresia que traz os
orixás. Se a maré não chega até aqui, vou fugir pelo
porto do Itaqui.
O que acontece a gente vê, a gente vê. Quero ver pra
crer, Quero vê se tu samba até o dia amanhecer.Quero
ver pra crer A prece que tu faz a maré aparecer.
Como é que é, que tu chama a maré, a maré...
TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,
TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,
Como é que é, que tu chama maré...
Experimenta bendita Kaya, rouba o tesouro do maia
roda tua trançada saia, encanta a praia, encanta a
praia.
Doma o touro de Sebastião, derrota o pesado batalhão,
Apaga a fogueira de São João, prega a revolução.
Vê alvorada da manhã, usa amuleto Querebentã
Me conta o segredo, não tenha medo,
Tu tira Perpetinha Moreira, de cima da cachoeira.
Tu tem a visão primeira, da rede da rendeira.
Tu brinca a brincadeira, da fumaça xileira,
Visita a curandeira, vestida de coreira
Arranca a carranca do paredão,
Da imponente Fonte do Ribeirão.
Como é que é...Como é que é...Como é que é...
TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,
TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,TU CHAMA A MARÉ,
Como é que é, que tu chama maré...
Já que tu clama, se ela te ama, por que tu não chama
Ô beira rio beira mar, beira rio beirar...
Ô beira rio beira mar, vem pra beira, beirar...
DENTRO DO LABIRINTO (A FLOR DE MAIO)
NO ALTO, O SOL PROCURA AQUELE QUE O DESEJA.
O QUARTO TEM QUATRO JANELAS. AS QUATRO ESTÃO TODAS
COMPLETAMENTE ABERTAS E O QUARTO PERMANECE ESCURO: UM
PULMÃO DE TUBERCULOSO ABISMA-SE NO AR,
SEM PODER ENCHER-SE. NO QUARTO ALINHAM-SE MÓVEIS QUE
PENSAM VOAR...
Bishr Fares
O gafanhoto é o camarão da terra seca (*)
Mesmo com o canto do grilo que canta além da cerca.
Sonha com meio quilo de futuro incerto, não sai de
perto.
Vira praga do Egito no momento certo, se mantém esperto
Se antena com a selva de concreto, tenha pena desse
desafeto.
Diz ao feto da mãe que te pariu: - Padece no paraíso a
flor de maio que nunca abril.Entristece a de Lótus quem
nunca viu.
A fada verde se balança deitada na rede,
Cansada não dança, pois do absinto tinha sede.
Sinto sua lembrança, querida lady.
Ressuscito um ser extinto. Recito um verso sucinto.
Nos corredores desse labirinto.
PERDIDO NO LABIRINTO, COM O ÚLTIMO GOLE DO ABSINTO
A FUMAÇA ESCAPA POR ENTRE O ABISMO DE MINHA MÃO,
PUI A LINHA TÊNUE, QUE SEPARA A LOUCURA DA RAZÃO.
Como num quarto de espelhos refletindo sua própria alma,
Subverte o trauma, inverte na beleza da fauna,
A calma realeza do balé dum guará ralé, que voa por
cima da mata,
desafiando o infinito céu, cinza cor de prata.
Se guiando pela luz do candeeiro feito de lata.
Abençoa o menino banzeiro que a mãe cata.
Com mil dedos matreiros de forma exata.
Lança a flecha de sagitário que o infinito vai romper,
Corrompe o digno ser, signo escondido num recinto de
prazer.
PERDIDO NO LABIRINTO, COM O ÚLTIMO GOLE DO ABSINTO
A FUMAÇA ESCAPA POR ENTRE O ABISMO DE MINHA MÃO,
PUI A LINHA TÊNUE, QUE SEPARA A LOUCURA DA RAZÃO.
PITO DO PANGO *
Oh diamba sarabamba, quando eu fumo a diamba
fico com a cabeça tonta e com as minhas pernas zamba.
Fica zamba mano ? Dizô Dizô. Fica zamba mano ? Dizô
Dizô.
Nessa manhã ensolarada, festiva, auditiva e coisa e tal,
Vou chamar a rapaziada pra uma canjerê lá no quintal.
Na casa de Donana, é sede marijuana.
Na casa de Seu José, a bicha se apanha no pé.
Na casa de Dona Maria, de longe o fumacê se via.
Na casa de Seu João, é onde baixa a repressão.
Baixa a repressão, baixa pressão.
Baixa a repressão, baixa pressão.
Diamba matô Jacinto por ser um bom transadô.
Sentença de mão cortada.
Traição dos homem podre pra quem Jacinto transô.
Transô mano, transô. Dizô, Dizô !
E dizô turututu, bicho feio é dedo-du
Entrou na delegacia de São Bento foi sair no Grajaú.
Federal só transa com maluco pra queimar o seu tutu.
É transação, com planta ou plantação de qualquer jeito
é fumo bão,
Melhor fazer roça na calçada que comprar do camburão.
Gente doida não admite depender do avião.
Entra na roda, sente o clima, pira e samba.
PITO DO PANGO, DIAMBA SARABAMBA
Sativa uma alternativa que cativa.
É positiva, ativa a mente pra pensar,
sob a fumaça que é cultura popular.
É positiva, ativa a mente pra pensar,
sob a fumaça que é cultura popular.
São todas as cores, são todos os sons.
São todos os tambores, de todas as nações.
São todas as cores, são todos os sons.
São todos os tambores, de todas as nações.
Cantando juntos as mesmas canções,
Abafando a censura e seus canhões.
Libertando a mente de privações.
Viva as intenções de quem acende a chama.
O mundo inteiro fuma e clama: Diamba Sarabamba !
PITO DO PANGO, DIAMBA SARABAMBA
RISCO DO TROVÃO
A seca no sertão, se funde com o latifúndio da cerca do
barão,
O que agrava a situação do pobre que não vê a solução
pro seu problema.
É a escapatória pro seu dilema.
Ser fraco ou ser forte, digno de pena, rumar pro sul ou
ficar no Norte.
Esta é a cena. Na encruzilhada da vida, não tem
esquema. Não se evita o corte.
Com um pouco de sorte, tentar enganar a morte.
Com um pouco de sorte, tentar enganar a morte.
Não pergunte pra mim, ate quando vai ser assim,
Nascer no começo, morrer antes do fim.
Nascer no começo, morrer antes do fim.
Por misericórdia, veja a missão,
A prévia da revolução...
Clareou no céu o risco do trovão,
Iluminando a cabeça do homem no chão.
Ele insiste, resiste, persiste e não desiste !
Levanta a cabeça não fica triste (2x)
A insistência que leva a perfeição destrói, destrói a
opressão.
O desespero, desespero, digno de assim ser.
Expulsa o homem da terra, seus valores, raízes
enterra.
O alvo não erra, o medo declara guerra !
O alvo não erra, o medo declara guerra !
A fome desespera aquele que necessita,
para ele a Santa Ceia nunca foi repartida,
podres são lançados pelas mãos de amaldiçoados,
arrancam de sua boca o pão que já não tem,
mate-o logo, não o faça de refém.
O cabôco tenta dar o troco, virar o jogo,
Dar rasteira no mal, se agarra no chão,
Como se esse fosse o seu final irmão.
Clareou no céu o risco do trovão,
Iluminando a cabeça do homem no chão.
Pobre nordestino, retirante como o Menino Jesus,
Foge da seca que é destino como o diabo foge da cruz.
Clareou no céu o risco do trovão,
Iluminando a cabeça do homem no chão.
VIÚVAS DA SECA
Mulher nordestina, subversiva a seca assassina,
Seus pequenos têm que alimentar,
Mãe guerreira sempre a trabalhar.
Sol a sol é todo dia. Buscando o sustento de sua
família,
Sonha ter uma vida melhor, espera ver a conseqüência de
seu suor,
e de seu sangue derramado em cima da terra,
que nem mesmo assim garante a posse dela.
VIÚVAS DA SECA, MÃE GUERREIRA
VIÚVAS DA SECA, MÃE GUERREAR
Na presença da morte a mulher é forte,
Resiste e não se queixa da sorte.
É triste ver seus meninos, marchando sem destino,
Em busca do abstrato,
que encontrem uma saída desse buraco.
E a guerreira continua a sua jornada,
Pega estrada, segue a via via-cruz, via-sacra,
provando a todos que não é fraca.
Segue o sofrimento a vida inteira,
viúvas da seca, mãe guerreira.
VIÚVAS DA SECA, MÃE GUERREIRA
VIÚVAS DA SECA, MÃE GUERREAR
Guerrilha de Upaon Açu usa instrumentos Funder, mYAMARRA,
Diego Janatã usa óculos RAI BÃO,
Ramada Marola bebe Colha-Colha
Fábio Poquer come Perigosas Ninfetas
Kelsom Ribeiras usa baquetas da ISOPOR®
Jr. Malabim joga sinucas Queixa Taco e Menino Perde Bola