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Reportagem JN Rede Globo

por henriquetdc em 13/10/06 - 21h:13m

Os balões levaram perigo aos céus das duas maiores cidades do país neste início de feriadão. No Rio, o centro de operações do Aeroporto Santos Dumont ficou em alerta, porque cinco balões caíram no mar, perto da pista. Em São Paulo, a ameaça foi combinada pela Internet.

Em um campo de futebol, em uma área isolada na Zona Leste de São Paulo, um crime ambiental. A ação foi organizada com antecedência. Em uma página de um site de relacionamento, na manhã de ontem, o internautas perguntou: “amanhã o festival vai estar e pé?”.

Outros confirmaram: “Amanhã tem 25 metros de fogueteiro”. “Parece que amanhã vai bomba. Também iremos por um de dez metros com bandeira”.

Os balões subiram em um dia com poucas nuvens e sem vento, do jeito que os baloeiros gostam. Em pouco tempo, a mistura de fogo e papel se transforma em um perigo. O balão ameaça quem está dentro de casa, quem está na rua, e coloca em risco a natureza.

Alguns balões carregam fogos de artifício e explodem ao lado dos prédios. Onde cai um balão, sempre tem um baloeiro para resgatar o que sobrou.

Quem fabrica, vende, transporta ou solta balões de pode ser condenado até a três anos de prisão e a pagar multa de R$ 5 mil.

Hoje no mesmo site de relacionamento, os criminosos comemoraram em um texto cheio de erros: “Acabamos de soltar um balão aqui da Penha. Teve um balão que desceu e pegou fogo, mas eu fiquei sabendo que ninguém foi preso”.

É um crime premeditado, com nome e fotos de alguns envolvidos estampados na internet. Mas a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirmou que a polícia só pode investigar e tentar impedir que um balão vá para o ar se alguém denunciar.