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PITTY em PalCo

por henzw em 16/06/07 - 17h:38m


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rn“Anacrônico”, segundo disco de PITTY, chegou às lojas em agosto de 2005 e, ao que tudo indica, terá a mesma trajetória bem-sucedida de seu CD de estréia. Em 5 meses atingiu a vendagem de 70 mil cópias – número que, nos dias de hoje só não é mais impressionante que os de seus lançamentos anteriores: 250 mil cópias do CD “Admirável Chip Novo” e 45 mil cópias do DVD “Admirável Vídeo Novo”.
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rnDepois de conquistarem o grande público já em sua estréia no mainstream, Pitty e seus companheiros egressos do rock baiano (Joe no baixo, Duda na bateria e Martin na guitarra), mostram maturidade e evolução musical com “Anacrônico”, adquirindo respeito e admiração não só da crítica especializada como também de artistas veteranos do rock nacional. Passada a exaustiva agenda de divulgação do novo disco, que foi recebido com entusiasmo pela imprensa e pelos fãs, muito se falou e muito se ouviu falar sobre “Anacrônico” na mídia em geral. Enfim, chegou a hora da banda fazer o que mais gosta: subir no palco e tocar.
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rnNo entanto, quem for assistir “Anacrônico”, vai ver um show de rock com ares de superprodução – como há muito não se vê no show business nacional. Assim como o disco, que teve produção esmerada em todas as etapas do processo (gravação e mixagem, masterização na gringa e projeto gráfico ousado do designer Edinho Sampaio), o show também foi elaborado com o maior cuidado e sob os olhos atentos de Pitty e sua banda.
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rnPara levar ao palco um pouco do clima “anacrônico-caótico-bizarro” presente no CD, Pitty recorreu ao experiente cenógrafo Gringo Cardia. “Tentei traduzir seu universo de uma maneira gráfica que não interferisse em sua essência, mas sim interagisse com ela”. O show tem três momentos sintetizados na cenografia: o primeiro remete ao caos urbano expressionista, ambientando a banda em uma metrópole cinza e desordenada. O segundo é totalmente inspirado nas personagens “esquisitas” de Edinho Sampaio criadas para a arte do CD. “Seriam os habitantes desta cidade”, afirma Gringo. Em um terceiro momento o palco literalmente fica em chamas, com o fundo que reproduz o fogo. Tudo isso é intensificado pelo trabalho primoroso de luz de Olair Paulino. “O fogo, o vermelho, representam a paixão, a coisa visceral que é bem presente no trabalho dela”, finaliza.
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rnO repertório do show é generoso e terá quase todas as músicas do disco novo: a faixa-título, que já é um hit, a balada “Déjà Vu”, o hard-blues “Ignorin’U”, a contundente “Quem Vai Queimar” e as porradas “A Saideira”, “De Você” e “Memórias”, dentre outras. Além disso, alguns dos sucessos do primeiro disco não vão faltar. Pode-se esperar também algumas surpresas, como um cover da banda inglesa Muse ou dos americanos do Queens of the stone age. Isso é imprevisível: a banda sempre decide no palco durante o show, qual de suas bandas preferidas será homenageada – e a platéia, de cá, agradece!
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rnQuem já viu um show destes roqueiros baianos sabe o quanto eles se divertem no palco, não importando ser este um palco de garagem ou um estádio. O que eles querem é fazer o seu rock do jeito que sabem e gostam. E o que esperam é que o público se divirta tanto quanto eles. E para os que não se rederam ao rock de Pitty no primeiro momento, está aí uma boa oportunidade para se olhar (e ouvir) mais de perto. Esse encontro pode ser surpreendente.
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rnDiscografia:
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rn * Pitty Admirável Chip Novo (2003)
rn * Pitty Anacrônico (2005)
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rnFonte: www.pitty.com.br
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