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Ville comenta sobre as musicas de Venus Doom

por him666hearts em 22/09/07 - 21h:12m

“Venus Doom”
Uma das melhores músicas do HIM de todos os tempos. A guitarra está afinada em Si e a aparte gótica pesada em Dó. Ela foi terminada logo antes de irmos ao estúdio. Na parte em Dó há algo com Paradise Lost e vocais estilo Jim Steinman no refrão. Embora a idéia de ter um pouco de tudo foi roubada de “This Corrosion” do Sister Of Mercy. Na parte em Dó eu canto mais baixo do que nunca.

“Love In Cold Blood”
Essa música tem um riff de guitarra bem “punkeado” que indiretamente se assemelha a Thin Lizzy. O refrão com uma espécie de lobo uivando “love in co-o-o-old blood” gruda que nem resina. Para mim o riff lembra Cathedral. Originalmente queríamos ter Lee (Dorrian, vocalista do Cathedral) cantando, mais isso nunca se materializou. A música é um pouco bagunçada: algumas partes lembram Metallica, outras Black Sabbath. E o final tem algo com Kyuss e Alice In Chains.

“Passions’s Killing Floor”
Vendida para o filme “transformes”. Mudanças de tempo, um pequeno solo de bateria e sinos de igreja. A primeira frase diz “it’s poetry carved in flesh/ this beautiful hell of ours (é poesia cortada na carne/ essa nosso lindo inferno)”. O refrão foi composto bem antes de “Join Me In Death”, algum tempo em torno de 1197. Geralmente não escrevo e guardo em gavetas, mas algumas músicas simplesmente permanecem vivas. O riff principal viu a luz do dia em 2001 ou 2002, tocado num violão acústico depois de algum programa de TV em Colônia (Alemanha).

“Kiss Of Dawn”
Primeiro single lançado do álbum. Uma música que tem um psicodélico “outro” e cheira como hard rock dos anos 80. O vídeo foi filmado em Los Angeles no lendário Scream Club. Foi dirigido por Meiert Avis, quem dirigiu “Wins Of A Butterfly” do ultimo álbum. Nós até tínhamos Tim Palmer no vídeo também. Ele queria apartar algum botão (ou algo desse tipo). A musica é uma combinação de nossas coisas pesadas e leves. O riff é como Zakk Wylde (Black Label Society. Ozzy Osbourne) e o refrão The Beatles. É dedicada a um(a) amigo(a) que se suicidou há alguns anos atrás.

“Sleepwalking Past Hope”
Uma linda musica que vê a mudança de atmosfera e tom, apimentada com instrumentos de percussão e as letras têm um novo jeito de se dizer 666 (six hundred three score and six). Eu fiz a associação com o Inferno de Dante, que o inferno termina só começa no 9º e termina no 666º. Também, Lúcifer é mencionado pela primeira vez numa gravação do HIM. Essa música é a minha favorita no momento. É uma coisa grandiosa que é como se tivesse três músicas em uma só. Em uma parte tem um riff bem pesado, no estilo de Zepu.

“Dead Lovers’ Lane”
Um modelo ideal de uma música do HIM que o refrão te leva de volta aos anos 80. Numa pequena parte no meio tem uma combinação de loop mais moderno de teclado. Em algum momento de teclado. Em algum momento enquanto improvisávamos, eu apareci com um monte de riffs. Isso raramente acontece, mais foi legal em todo caso. A galera me chamou do “rei do riff” no resto do dia. Lembra-me tanto Killing Joke, Jethro Tull e Billy Idol. O Verso é uma mistura de Ijahman Leni e Interpol.

“Song Or Suicide”
Um pedaço acústico de um minuto. Um espaço gravado em que ao invés de me ouvir cantando e tocando, você pode ouvir uma cadeira sendo arrastada. A letra inclui, dentre outras coisas: “Sorrow rebuil me/ Misery strenghten me (Pesar me reconstruir/ Miséria me fortificou)”. Na hora demixar, eu estava no clássico Chateau Marmont In Los Angeles onde John Belushi se matou. Eu queria que a música tivesse uma parte acústica no meio, como as músicas do terceiro álbum do Led Zeppelin. As letras são parcialmente baseadas em “tabu” de Timo K. Mukka e o titulo é uma linha de Judee Sill. Adicionamos duas faixas de backing vocais, o resto foi gravado ao vivo.

“Bleed Well”
Levada feliz, um pouco atípico para uma musica do HIM em sua positividade. Ela tem um fabuloso teclado. A claridade nessa música e falsa, pois essa música, se tratando de letra. É a mais obscura do álbum. O riff é puramente Hurriganes (banda finlandesa dos anos 70). Estávamos rindo demais do pensamento que deveríamos pedir para Remanderi (da banda Hurriganes) tocar bateria.

“Cyanide Sun”
Uma música elevadora e épica que nem todo mundo deveria ter poupado como ultima música. Aparentemente a letra é pessoal. Para mim ele representa a Lapônia. Partes dela foram feitas há uns quatro anos passados na Lapônia e a letra um pouco mais tarde. Está na linha de nossos álbuns antigos, no caso de sempre termos algo fora do normal como ultimo música.