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Capítulo 26,27,28 e 29 - Fic:Até Que Enfim
por irmasweasley em 06/03/06 - 14h:37m
Capítulo 26~> Será que é o fim?
Mcgonagall estava andando pelos corredores do castelo seguida de uma Hermione calada. Desciam lágrimas silenciosas pelo rosto da garota. Mcgonagall estava surpresa com a atitude da garota, depois que Dumbleodore lhe contara a notícia, ela apenas baixou os olhos e chorou baixinho. Não gritou, não se desesperou, apenas chorou calada. E continuava assim. Só pensava em como seria dali para a frente, só pensava em como ficaria agora.
Chegaram ao retrato da mulher gorda, entraram no salão comunal e ainda encontraram Rony, Harry e Gina com aquelas caras típicas de quem estava ansioso esperando por notícias. Minerva estava na frente de Hermione, de modo que eles só viram que ela tinha o rosto cheio de lágrimas quando ela saiu de trás da professora. Rony paralisou... “ por que ela está chorando tanto?” , mas foi Gina que perguntou:
-O que foi, Mione?
-Só quero ir para meu quarto, ficar sozinha, aliás, agora eu estou sozinha mesmo...- nem olhou para ninguém e subiu.
Rony, Harry e Gina olharam para a professora que também tinha lágrimas nos olhos.
-O que aconteceu professora? – perguntou Harry, já temendo a resposta e lembrando-se do sonho que tivera.
-Foram os pais dela, eles, bem... foram mortos, por comensais, a mando de Voldemort. Não se sabe de mais nada, nem o porquê disso tudo... Só se sabe que aconteceu, e que ela mais do que nunca precisa de vocês agora. – E olhou para Harry e Gina e depois demoradamente para Rony. – Sabemos que ela só tinha os pais, nenhum tio ou tia, avós, nada. Eram a única família dela. Se tiver alguém, não tem contato...
Os três acenaram com a cabeça para mostrar que tinham entendido tudo aquilo.
-Suponho que vocês queiram ir ao velório com ela, então, este será amanhã, tudo está sendo arranjado por uns vizinhos dos dois, um casal muito amigo dos pais dela, que apesar de muito assustados com o que houve, estão arranjando tudo no modo dos trouxas. O professor Dumbleodore e eu iremos com vocês. Tenho que ir, a ordem agora está mais preocupada do que nunca... Receio que agora Voldemort de mesmo as caras...
Harry não sabia se contava ou não sobre seu sonho para Dumbleodore; olhou para Rony que lhe pareceu bastante preocupado. Gina permanecia olhando para o chão apenas. De repente, Rony quebrou o silêncio:
-Ela não está sozinha... como ela pode pensar assim? Eu desistiria de tudo para ficar com ela... – ele disse se lembrando que ela apenas disse que agora estava sozinha.- E Gina, vá lá em cima falar com ela, por favor?- e dizendo isso, apenas levantou-se e foi em direção ao dormitório.
Gina saiu logo em seguida. Harry, porém, ficou apenas pensando, uma coisa martelava em sua cabeça... “ Ele me avisou... aquele sonho... e tudo isso, só porque ela é minha amiga. Será que todos a minha volta tem que sofrer?” E pegou-se pensando em Gina e Rony. “ Será que Voldemort tem planos para eles também?” Por fim, muito triste, Harry foi para o dormitório dos garotos com a certeza de contar a Dumbleodore sobre seu sonho e com o peso de que ele deveria Ter feito algo.
Quando Harry cegou ao dormitório, encontrou Rony calado, sentado em sua cama e olhando fixamente para um ponto no chão e Dino, Simas e Neville olhando para ele completamente assustados. Rony, percebendo a chegada de Harry, começa a falar:
-Por que ela saiu correndo? Por que ela não quis que a gente, que eu, ficasse com ela? Ela tinha que Ter ficado com a gente... Eu só queria dizer para ela que eu estou muito triste pelo que aconteceu, por ela, e que definitivamente, ela NÃO está sozinha!- e dizendo isso, simplesmente fechou as cortinas da cama.
Harry olhou os três garotos, que estavam ainda mais confusos que antes e disse:
-O que houve, é que os pais da Mione foram assassinados por comensais.- e ele também se retirou para dentro de sua cama.
Os três garotos entreolharam-se e baixaram a cabeça... É, realmente coisas ruins poderiam voltar a acontecer... Certamente elas voltariam a acontecer...
Hermione subiu as escadas do seu dormitório muito rápido. Não queria que Harry, muito menos Rony viesse atrás dela. Ela estava triste demais, queria ficar sozinha agora. Estava perdida, sem chão. Realmente, não sabia o que fazer. Entrou sem falar nada dentro do quarto, chorando muito agora. Estava digerindo a notícia. Estava sentindo-se sozinha. Lilá e Parvati tentaram lhe perguntar algo, mas Hermione fez apenas um sinal, que não falaria nada.
-Ela deve Ter brigado com o Rony de novo...- disse Lilá baixinho
Minutos depois, Gina entra no quarto..
-Mione, por favor... Me deixa falar com você...
Hermione relutou dentro de sua cama, e Gina, que já estava desistindo, a viu aparecer fazendo um sinal para que ela entrasse. Nem se preocupou se as outras duas escutariam algo...
-Mione, me escuta... Eu nem sei o que te dizer sabe... mas só quero que você saiba que não está sozinha não senhora. Meu irmão disse isso agorinha. Ele queria estar aqui com você agora...
Hermione, não disse nada. Assentiu com a cabeça e abraçou a amiga, chorando mais ainda...
-Gi...mmeus...ppais...- ela tentava falar entre choro, respirou e por fim disse- Eles nada tinham com o mundo mágico! Por que? Por que Voldemort foi logo atrás deles? – e voltou a chorar.
Lilá e Parvati estremeceram e entenderam o que havia ocorrido. Gina ficou com Hermione até que ela conseguisse dormir um pouco e permaneceu no quarto da amiga toda a noite em um colchão ao lado... Gina também estava com muito medo do que poderia vir a ocorrer.
O enterro foi muito triste. Hermione continuava inconsolável, chorara muito durante o enterro e não falara nada. Os amigos de seus pais entregaram a ela tudo que lhe pertencia e disseram a garota que estavam ali para o que ela precisasse. Rony não conseguiu falar com ela direito, ela estava o evitando, e Gina disse ao irmão que a deixasse um pouco sozinha, que logo ela iria falar com ele.
Harry chamou Dumbleodore em um canto e lhe contou do sonho.
-Harry, isso é uma pista para o que aconteceu e outra para que temos que estar de olhou nos dois Weasley e em toda a família. Essa informação foi de extrema importância para a ordem- e virou para a professora- Minerva, leve os alunos de volta a Hogwarts, tenho algo importante a fazer.
Todos foram pela chave de portal que Dumbleodore providenciou.
Harry se sentia mal, devia Ter dito a Dumbleodore antes sobre o sonho que tivera, pois talvez, isso não teria acontecido... Além de Hermione, ele também estava calado. Sentia-se culpado pela tristeza da amiga...
Chegando no salão comunal Hermione subiu para o dormitório sem dar uma palavra aos amigos. Ela sabia que eles, principalmente Rony queria falar com ela, mas não dava. Ela não queria falar. Gina subiu com a amiga e novamente dormiu no quarto dela.
Harry também disse a Rony que estava indo dormir. Subiu para o quarto, ignorou os três amigos que estavam no quarto e deitou-se, mas permaneceu acordado até muito tarde, e não ouviu Rony ir se deitar.
Assim que Harry subiu, Rony sentou-se no sofá, e ficou pensando no que faria. “ A Mione não pode achar que tá sozinha, ela não está.... Eu estou aqui!!! Como ela pode pensar uma coisa dessa? Eu aqui pensando se vou ou não para a Bulgária jogar ou se fico para ficar com ela e ela dizendo que não tem ninguém? Agora sim eu to mais confuso ainda... Eu quero muito jogar, mas a amo demais! Será que eu não vou Ter nem um sinal do que fazer?” E continuou ali, pensando no que ele faria, e pensando que iria fazer Hermione falar com ele no dia seguinte... Ele sabia que ela estava triste, mas ele queria ajudá-la. “Afinal, sou o namorado dela, não?”
Assim que amanheceu, Harry e Rony foram tomar café da manha. Não teriam aulas , pois os NIEMs seriam dali a dois dias, na Quarta-feira. A Segunda e a Terça eram para quem quisesse revisar algo, ou como sugeriu os professores para que relaxassem, pois já haviam estudado demais. Na Terça teria até mesmo um passeio a Hogsmeade para os alunos do sétimo ano. Hermione nesse momento já vinha em direção a mesa, sentou-se no lugar de sempre e tinha uma expressão decidida no rosto:
-Bom dia gente...- ela disse
-Bom dia Mione.- disse Harry- Está melhor?
-Um pouco Harry... Estou triste, mas eu tenho que continuar, não? Sou órfã agora, assim como você. Acho que te entendo agora...
Rony olhava para ela com uma cara estranha. Tentou falar alguma coisa, mas não saia nada. Ela o olhou e baixou os olhos, foi aí que ele disse:
-Mione, eu não sei como você se sente, mas posso muito bem imaginar. Não sei o que é não Ter família, a minha é bem grande. Mas acho que se até o Percy morresse eu não sei o que faria, mas por favor, fala comigo, eu te amo demais, eu to mal porque você ta mal. Você não está sozinha, você tem a gente.- e segurou a mão dela, ela já tinha lágrimas nos olhos – Eu largaria tudo para ficar com você. Qualquer coisa.
Ele a olhou com carinho e a abraçou. Harry e Gina que havia acabado de chegar tinham lágrimas nos olhos.
-Vem Mione, vamos dar uma volta lá fora.
Os dois foram.
“Eu nunca faria o Rony desistir de nada por mim...”- ela pensava enquanto os dois iam andando...
Eles ficaram calados, mas de mãos dadas. Uma brisa suave batia no rosto dos dois. Por mais que ela estivesse triste, com ele parecia que mais nada de mal lhe aconteceria. Mas algo a angustiava.
-Rony, preciso estudar.
-Mione... estudar? Não, você já estudou demais. Descansa um pouco disso tudo, as provas são depois de amanha... Você já sabe tudo que tem que saber...
Ela o olhou com um olhar incrédulo e disse:
-Rony, se você já tem sua carreira garantida, eu não tenho e estou indo estudar agora! Além do que, estudar me faz esquecer um pouco do que houve!
E saiu andando deixando um Rony perplexo...
Mione estudou a Segunda e a Terça o dia todo. Nem sequer cogitou a idéia de ir a Hogsmeade. Rony não se conformava com ela. Ele queria estar junto dela, dar força, mas ela só se afastava dele. Cada vez mais...
Na cabeça dela, ela estava atrapalhando os planos dele, ainda mais agora que ele havia dito que largaria tudo por ela... “eu não vou deixar ele fazer isso. Eu o amo demais para isso. E não quero desistir dos meus sonhos. A vida deve ser assim mesmo, a gente sempre perde quem se ama...” Ela estava confusa demais. Mas era também racional demais.
As provas foram uma loucura. Só se via alunos revisando matérias de ultima hora. Harry e Hermione eram uns desses, ao contrário de Rony que tinha ficado muito calmo durante as provas... Mas enfim, elas tinham passado, e os alunos já estavam aliviados.
Hermione agora estava pensando mais calma com relação à situação dela e de Rony, e por mais que doesse, ela havia tomado uma decisão. Tinha ido muitíssimo bem em todos os NIEMs e sabia que conseguiria o cargo que sonhava.
Em um Domingo a tarde que tudo aconteceu:
-Rony, preciso falar com você. – a voz dela saiu meio estranha, rouca, triste.
Harry e Gina olharam e sentiram que algo iria acontecer ali. Rony também sentiu. Ela andava estranha demais ultimamente com ele. Parecia que ele estava pressentindo alguma coisa...
Os dois foram até perto do salgueiro lutador e sentaram-se numa pedra... Houve um breve momento de silêncio e ela começou a falar:
-Rony, o que aconteceu com a gente aqui foi a coisa mais linda que já me aconteceu na vida. Nunca vou me esquecer daqui, todos esses anos foram inesquecíveis para mim. Você é importante demais para mim, mas acho que está na hora de parar. Temos caminhos muito diferentes a seguir e a gente vai sofrer menos se separarmos agora.- ele fez que ia dizer algo, mas ela fez um sinal o interrompendo-o. – Eu nunca deixaria você largar seu sonho Rony, o que você quer por mim. Estamos a duas semanas de acabarem as aulas e... – uma lágrima desceu do rosto da garota...
-Mione, você não pode fazer isso. Como eu vou fazer sem você comigo? Eu não quero te deixar. Nunca! Eu fico, não vou para a Bulgária, mas não faça isso com a gente! Não jogue fora o que sentimos, por favor?
Ela tinha o rosto virado para o outro lado. Não conseguia olhar para ele. Ele tentou fazê-la olhar para ela, mas ela recuou e ainda de costas disse:
-Ron... tem que ser assim. Entenda! Você vai sim para a Bulgária, você não vai jogar isso fora. Você não pode jogar isso fora!
-Mas o que eu sinto por você eu tenho que jogar fora? Como se não fosse nada?
-Se é assim que você pensa... Rony, com o tempo iremos lembrar com saudades do que vivemos aqui e voltaremos a ser amigos, como éramos.- mais lágrimas no rosto dela. -Eu já vou indo. – e saiu andando.
Rony agora, estava com raiva, ódio dela... “Como ela pôde fazer isso?”
Ela já estava longe, mas não o bastante para não ouvir o que ele gritou:
-HERMIONE GRANGER, EU NUNCA MAIS QUERO SER SEU AMIGO, NEM SEQUER OLHAR NA SUA CARA! VOCÊ ACABOU DE JOGAR FORA A PESSOA QUE MAIS TE AMA NESSE MUNDO!
Ela foi andando chorando. Rony, subiu correndo à sala comunal, pediu a Harry e capa da invisibilidade . Harry, sem saber de nada o emprestou. Rony havia ido para Hogsmeade por uma das passagens secretas.
Sentou-se num pub, não muito freqüentado por alunos de Hogwarts e pediu um whisky de fogo, já era maior e podia beber. Nem sabia pra que estava bebendo, talvez para esquecer por um momento o que Hermione havia feito com ele. Ele ficou muito tempo, nem sabe quanto bebendo e de vez em quando murmurava palavras sem nexo, como: “Eu a odeio!” e na mesma hora: “Eu a amo demais...”
Resolveu ir embora, mas quando tentou levantar, não conseguiu. Por sorte, tinha entrado no bar, o garoto que trabalhava na loja dos gêmeos e reconheceu Rony. O garoto pagou a conta dele e o levou para a loja. Chegando lá:
-O que ele tá fazendo aqui?- perguntou Fred.
-Rony! Você... bebendo?- disse Jorge
-Vem Jorge, me ajuda aqui a levar ele lá dentro.
Os gêmeos levaram Rony e o sentaram numa cadeira.... Os dois olhavam sem entender nada para o irmão. Tinham que avisar Harry ou Hermione, enquanto pensavam ouviram Rony murmurar:
-Por que ela fez isso?
-Hermione- disse Fred
-O que será que ela fez pra deixar o Roniquinho assim?- disse Jorge
-Nem queria saber, mas agora vamo tentar falar com Harry e...- no momento Harry entrou na loja seguida por Gina.
-Mapa do Maroto...- disse Harry
-Fred, Jorge? O que o Rony tem?- perguntou Gina olhando para Rony.
-Bebeu demais, acho que a Mione fez alguma coisa com ele.
-Ela termionou com ele, por isso resolvi olhar no mapa onde ele poderia estar. Ele saiu correndo com a minha capa... Tenho que levá-lo de volta para a escola.
-Harry, o Rony é grande, acho que teremos que enfeitiçarmos ele para ele ir flutuando.
-ENERVATE.- disse Fred e Rony parecia um fantasma, flutuando.
-Harry, qualquer coisa, avise-nos.- disse Jorge
Harry e Gina levaram Rony até o castelo, quase foram pegos por Filch, mas enfim, conseguiram. Chegando na sala comunal, fizeram Rony deitar no sofá. Ele havia acorado e do lado estava uma Hermione aflita.
Rony, quando viu Hermione, juntou forças não sabe de onde e levantou-se:
-Como você pode fazer isso comigo, Hermione? – a voz embaralhada pela bebida saia quase inaudível entre as palavras de afeto e ódio – Você não pode me abandonar. Eu sei que você me ama...
– Rony – sussurrou Hermione, lutando contra as lágrimas que já se formavam em seus olhos – Me solte! – a mão do garoto apertava com força seu braço,que já estava marcado devido a força que ele colocava– Você está me machucando...
– E você fez o que?! – gritou– Você acha que não me machucou hoje depois de terminar comigo? Eu tinha planos pra gente, sabe? – seu rosto chegou perigosamente perto do seu e todo o seu corpo a prendeu contra a parede. O hálito de whisky embriagava seu nariz.
– Por favor, Rony – soluçou colocando o braço livre contra o peito forte de goleiro.
– Por favor - repetiu baixinho, tentando encostar os lábios nos dela - Por favor, de mais uma chance... pra gente...
– Não tem como, Rony. – respondeu aflita –São caminhos diferentes demais–disse ela já chorando muito.
– Não tem como mesmo? Por que você insiste em ser assim?
– Eu te garanto que estou sofrendo mais que você. – Mione tentava enxugar as lágrimas com as mãos.
– Eu preciso de você! – Rony a abraçou, Hermione não o afastou; queria que aquele momento durasse para sempre. Mas as coisas não poderiam ser assim. Ao ouvir a frase, Hermione assentiu com a cabeça.
– É melhor você ir tomar um banho, eu preparo uma poção pra você não Ter ressaca ou passar mal amanhã. – disse Mione. –E Harry, leve-o para mim?- Antes de Harry chegar até ele, Rony deu um beijo no rosto da garota.
– Eu te amo. – Hermione sentiu seu estômago afundar e chorou mais.
– Por favor, Rony, pára! – disse desesperada.
Harry acompanhou o amigo passando o braço dele envolta do sem ombro. Hermione caiu no choro no sofá. Gina, em silêncio, subiu para ajudar Harry. Ela também não tinha entendido porque Hermione tinha terminado com seu irmão...
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Capítulo 27~> Fim??...Ou recomeço??
Rony acordou com o barulho irritante do despertador, e assim que sentou-se na cama, lembrou-se do que tinha acontecido no dia anterior... Hermione terminara com ele, ele havia bebido e feito uma cena com ela no salão comunal. “Pelo menos não estou com dor de cabeça”. – ele pensou. Levantou-se , se trocou e foi tomar café. No caminho ao salão principal, ele se lembrara de tudo que ela havia dito a ele. “Ela quis que jogássemos fora o que temos, então, que seja assim.” Chegando a mesa da Grifinória, ele logo avistou Harry e Gina e para sua tristeza, Hermione estava com eles. Resolveu sentar-se longe dali. Não sabia porque , mas estava sentindo uma raiva muito grande dela. Gina veio ao encontro do irmão, não disse nada, apenas sentou-se ao lado dele. Ele também não estava afim de papo com ninguém.
Quando o profeta diário chegou, todos os alunos que o liam, pareciam que tinham sido hipnotizados. Hermione, seguida de Harry foram até Gina e Rony ( que fez uma cara realmente estranha) para mostra-lhes o que dizia o jornal. Era uma notícia pequena, mas com certeza, não o bastante para causar confusão entre os alunos.
Depois da morte dos Granger ( os pais trouxas de uma aluna brilhante, Hermione Granger do 7º ano de Hogwarts), Voldemort parece que não quer mais esconder nada. Realmente, agora sim podemos perceber que estamos em guerra. Várias famílias bruxas já foram mortas, a marca negra tem pairado cada vez mais no ar, e o pânico voltou com força total em nossa comunidade. Os aurores não estão sendo suficientes para tantos ataques, e o ministério está uma bagunça. Além disso, os ataques a trouxas comuns também aumentaram, assustando toda a população que acha que tem um maníaco solto por aí. Pedimos a todos vigilância constante e aos nossos alunos de Hogwarts muita calma. São os únicos que estão mais seguros, não sabemos até quando. Temos uma lista de mortos e desaparecidos conosco, mas preferimos não divulgá-la, mas para quem quiser dar uma olhada, é só mandar-nos uma coruja.
Hermione tinha lágrimas nos olhos, Harry um semblante realmente preocupado. Gina olhava para o chão e Rony não tirava os olhos do jornal. No salão, todos os alunos estavam com caras parecidas com a dos dois. Temiam sobretudo por suas famílias, que estavam realmente correndo perigo. Outra remessa de corujas entrou voando no salão, trazendo várias cartas. Minutos depois disso, poderiam ser vistos uns três alunos na mesa da Lufa-lufa, duas garotas da Cornival e uma garotinha do 2º ano da Grifinória chorando. A preocupação aumentou. Harry não agüentou tudo e saiu dali, correndo em direção ao jardim. Gina foi atrás dele. Rony, percebendo que só haviam ficado os dois ali e olhou para Hermione de uma forma que misturava raiva, pena e um certo afeto , lhe entregou o jornal e apenas lhe disse:
-Sinto muito.
Se ela já tinha lágrimas nos olhos, elas aumentaram. Rony havia soado tão frio naquele “sinto muito”...
Rony caminhava rumo ao salão comunal, os alunos do 7º ano não tinham mais aulas, as ultimas semanas eram destinadas à pesquisas sobre profissões a escolher. Quando Rony chegou ao salão, sentou-se em uma poltrona. Estava mais preocupado que nunca, toda sua família, exceto ele e Gina também corriam perigo, e todos estavam na Ordem. Perdido em seus pensamentos ouviu Dino lhe dizer:
-Rony, olha ali!- disse apontando para a janela- Coruja, para você.
Rony tremeu, uma carta... Naqueles dias, receber uma carta inesperada não era nada bom... Muito preocupado, ele foi até a janela e pegou o pergaminho. O abril e começou a ler...
Harry correu muito, até que chegou ao local onde em seu terceiro ano tinha enfrentado os dementadores para salva-lo e a Sirius também. Sentou-se e ficou irando o lago até que Gina chegou e sentou-se ao lado dele. Pegou a mão do namorado e disse baixinho:
-Harry, tudo vai dar certo, fica calmo... Você vai ver...
Ele a olhou, não deixou de sorrir. Aquela era Gina, forte, determinada... Talvez fosse o fato de Ter crescido com seis irmãos mais velhos.
-Gina, não sei o que fazer, o pior de tudo, é que isso só acaba se eu acabar com ele, é muita responsabilidade junta, e fico pensando que se eu não conseguir, ele pode acabar com tudo...
Gina o abraçou... Na verdade, estava com muito medo também...
Harry continuou a falar:
-Temo por você e por Rony, não sei, mas Voldemort sabe muito bem que vocês dois assim como Mione são as pessoas mais próximas que tenho. Me prometa Gina, que vai Ter muito cuidado.
-Harry, eu estou com você, isso é tudo que você tem que saber. Eu nunca vou te deixar sozinho e você também não vai me deixar sozinha. Eu sei que não... Você vai conseguir cumprir o que diz aquela maldita profecia. Vai sim...
Ele apenas a olhou e sorriu.
-Não quero te perder Gina...
-E não vai... – disse ela com um sorrisinho maroto nos lábios.
Depois que Rony saiu a deixando sozinha com o jornal nas mãos, ela resolveu que o melhor lugar para ela se abrigar seria a biblioteca. Ela faria o que quase todos do 7º ano estavam fazendo, leria sobre as possíveis profissões, embora já tinha se decidido a respeito de qual ela havia escolhido.
A carta que Rony recebera dizia o seguinte:
Ronald Weasley,
Espero que tudo esteja bem...
“Nossa! Ta tudo ótimo...”- pensou ele irônico, mas continuou a ler a carta.
Bem, como eu já havia dito ao senhor no breve encontro que tivemos, estou mandando-lhe a carta para que possa respondê-la dizendo se aceitou ou não o nosso convite para vir jogar, afinal, já estamos quase no fim das suas aulas. Aguardamos sua coruja resposta. Mande por essa mesma coruja, ela ficará esperando o senhor responder. Espero sinceramente que sua resposta seja sim. Mencionamos seu nome com o resto do time, e nosso apanhador, Vítor Krum, disse que já te conhece, que é amigo da sua namoradinha e aproveita para lhe dizer que espera também que o senhor aceite nosso convite e pede que o senhor de um abraço nela por ele.
“Namoradinha...humft...nem mais minha amiga ela é... e não vou dar droga de abraço nenhum nela...”
Um abraço Sr Weasley
André Volkov
Rony releu a carta umas cinco vezes, e a guardou. Iria responder logo, mas precisava tomar essa decisão com calma. Sabia que tivera tempo demais para pensar, já tinha pensado em algo, mas a situação havia mudado completamente. A coruja o aguardava na janela.
Nesse mesmo dia a noite, Rony e Harry jogavam xadrez de bruxo no salão comunal. Gina li algo relacionado à uma batalha para seu teste final de história da magia e mais adiante, Hermione ainda lia sobre profissões. Ela não sabia porque, mas uma havia chamado sua atenção.
A coruja da carta de Rony ainda estava parada na janela o esperando. Dino, que estava em outra poltrona lhe perguntou:
-Rony, o que essa coruja ainda faz ali? Você não a mandou de volta?
-Ela fica lá até eu mandar a resposta da carta.
Hermione levantou a cabeça, Harry e Gina olharam ao mesmo tempo para Rony. Hermione não agüentou, sentou-se no sofá perto deles.
-Que carta é essa Rony?- ela perguntou
Ele a olhou, frio, com o olhar faiscando de ódio. “Como ela ainda quer ficar me fazendo perguntas? Quem ela pensa que é? Será que ela acha que nada mudou?”
-Não é da sua conta Granger. Nada da minha vida agora é da sua conta.
Ele simplesmente voltou ao tabuleiro de xadrez. Hermione havia baixado sua cabeça, não ia subir agora, queria saber o que era aquela carta.
-Mas eu quero saber Rony, sou sua irmã, tenho o direito.- disse Gina
-É a carta da Bulgária. Tenho que mandar a resposta. Vou lá escrevê-la.- se virou e foi saindo em direção ao dormitório, mas antes de subir ele parou e disse- Ei Granger, o Vitinho diz aqui na carta que tá te mandando um abraço. – e subiu, deixando todos no salão incrédulos com a atitude fria que ele tinha tomado, com a maneira fria na qual ele havia se referido à Hermione. Ela subiu, chorava, mas não tentou disfarçar isso.
No dormitório, Rony já havia escrito a resposta:
André Volkov, minha resposta é sim... Me diga quando devo ir, como e para onde.
Abraços Ronald Weasley.
Voltou à sala comunal, colocou o pergaminho amarrado na coruja e a mandou ir. Sentou-se perto de Harry e Gina de novo e disse:
-Pronto, me decidi. Estou indo para a Bulgária jogar quadribol.
Harry sorriu para ele, Gina sorriu também e o abraçou, embora tinha o rosto cheio de lágrimas. Vários alunos que nem sabiam de nada deram a Rony os parabéns. Gina subiu para contar à Hermione.
-Mione...- ela chamou – Só vim aqui para te contar. O Rony acabou de mandar a resposta. Ele realmente está indo embora.
Gina saiu, embora Hermione não tivesse aparecido, ela sabia que escutado ela tinha.
Hermione permaneceu chorando... “Vai ser melhor assim...”
Tudo parecia sombrio em Hogwarts, a ameaça de Voldemort que a qualquer momento poderia fazer qualquer um ali sofrer, atingindo suas famílias fazia o clima ficar pesado demais. A cada refeição no salão principal eram mais alunos chorando depois de receberem corujas de casa, alguns desmaiavam, outros saiam correndo. Mas ninguém sabia onde realmente encontrar Voldemort. A Ordem permanecia em Hogwarts, estudando uma maneira, alguns membros ajudavam os aurores, mas com Voldemort forte, os comensais também estavam fortes.
Era um Sábado, o ultimo daquele semestre, no outro Sábado já estariam todos embarcando de volta para casa, e Gina passeava perto do lago sozinha, já que Harry estava com Dumbledore, Hermione se refugiava sempre na biblioteca agora que Rony não ousava sequer olha-la. Ela até que tinha tentado falar com ele, mas ele sempre era frio, ou as vezes sequer a olhava. Gina sabia que seu irmão estava ferido, ele amava Hermione, mas era orgulhoso e Gina também ela não tinha entendido o porque dela Ter terminado com ele. Nenhum dos dois falava nada. Enquanto caminhava, ela tinha esses pensamentos na cabeça, de como isso deveria acabar logo, para que Harry pudesse ser feliz realmente, que Rony e Mione deveriam deixar as besteiras de lado e fazerem as pazes. Ela ia andando, sem rumo, havia chegado perto da floresta proibida, virou-se de novo em direção ao castelo, mas quando tentou andar, algo a segurou tapando sua boca e a levou para o interior da floresta.
Harry estava com Dumbledore, Lupin, Tonks, Moody, o Sr e a Sra. Weasley e a professora Mcgonagall.
-Professor, eu sei que a hora está chegando, eu sinto ele cada vez mais perto, minha cicatriz não para de formigar ou doer, mas eu não sei o que fazer. Não sei como acabar com um bruxo que é muito mais poderoso que eu.
Já tinha muito tempo que todos estavam ali, tentando sem sucesso acalmar o garoto, até que Dumbledore disse por fim:
-Harry, não sou eu ou nenhum desses que estão aqui que irão te falar o que fazer. Na hora certa, você saberá. Pode Ter certeza, você vai descobrir tudo.
Harry saiu da sala do diretor pior que tinha entrado... “Hora certa... ela não chega nunca... mas que droga! Essa dor, ah, era o que me faltava, ele está realmente feliz agora”. Harry com a mão na testa foi andando até o salão principal para jantar. Mal sabia ele o motivo de tanta felicidade de Voldemort.
Gina foi levada até um lugar dentro da floresta ( extremamente longe do castelo), amarrada e com a boca e os olhos tampados. Rabicho a levava com facilidade, ela já havia desistido de se debater. Chegou ao local do esconderijo de Voldemort, e a jogou num lugar estranho. O chão de terra, parecia subterrâneo. “Onde estou?”- ela pensava. Ela não sabe quanto tempo ficou ali, mas de repente a porta se abre e aquela figura magra, pálida, com olhos grandes e avermelhados, aquele nariz chato como se fosse de uma cobra entra na sala. Gina sabia quem era embora fosse a primeira vez que estava o vendo: Lord Voldemort, estava parado ali, na frente dela com um sorriso muito estranho no rosto. Ela tremeu por dentro e pensou em Harry.
-Vejo que minha convidada chegou! Seja bem vinda namoradinha do Potter!
Ela o olhou com um olhar que misturava medo, raiva e nojo. Não disse nada.
-Não sabe falar garota?
Ela continuou calada.
-Estou ordenando que me diga oi.
Silêncio.
-Garotinha insolente, igual ao namoradinho. Vou fazer você abrir essa boca agora!- e apontou a varinha para ela- Cruccio!
Dor... intensa, devoradora, como se algo a cortasse toda, como se facas em brasa perfurassem cada centímetro de sua pele, parecia que ia explodir de tanta dor, ela gritava, gritava, o mais alto que já havia gritado na vida. De repente, tudo parou...
-Eu sabia que ouviria sua voz garota. Weasley não? É, já nos conhecemos, não é? Você mudou muito desde o nosso ultimo encontro. E sabe quem eu quero conhecer, o seu irmão, melhor amigo do Potter, mas ele não me importa agora, depois, vejo o que farei com ele, quem é primordial aqui, é você, claro.
-VOCÊ NÃO FARÁ NADA A HARRY NEM AO MEU IRMÃO!- ela gritou, nem sabia de onde tirou forças.
- Olha só, ela colocou as maguinhas de fora. Veremos até onde vai essa sua coragem garota. Agora fique aí quietinha, que você me será muito útil em breve.
Voldemort saiu do lugar onde ela estava, a deixando sozinha, e com medo. Gostaria de que a descobrissem logo ali. Gostaria que nem Harry nem Rony fizessem alguma besteira. Não teve como evitar, chorou baixinho.
Chegando ao salão principal, Harry não viu nem Rony, nem Hermione, nem Gina na mesa. “Eles devem estar vindo logo.” Sentou-se no lugar de sempre e começou a comer, mas logo viu que não tinha fome, sua cicatriz doeu mais ainda e ele sabia que Voldemort estava realmente feliz. “Que bom, aquele maluco está tramando algo agora e parece que está conseguindo o que quer e eu não sei o que fazer... E, droga, onde estão aqueles três?”
Nesse momento, Rony, com a cara desanimada de sempre, vem andando em sua direção... “A Mione realmente faz falta a ele”. Rony sentou.
-Rony, sabe da Gina?
-Na última vez que a vi, ela me chamou para dar uma volta lá fora. Mas, bem... isso foi a umas três horas, quando você foi para a sala do Dumbledore, por que?
-Nada, sensação estranha, só isso... A Gina nunca se atrasa para o jantar a toa. Parece que isso é de família.- Rony o olhou com aquela cara de Vai-encher-o-saco-de-outro.- Ah Rony, melhora a cara vai... Eu vou te visitar na Bulgária.
Rony voltou a olhar Harry, mas dessa vez riu...
-Sabe da Mione Rony?- Harry viu o que tinha perguntado só depois da cara de ódio do amigo.
-Deve estar na biblioteca como sempre. Mas também não to nem aí, não quero saber dela...
Passados alguns minutos, Hermione entrou e sentou-se no lugar dela, em frente aos garotos. Rony pegou seu prato e levantou-se.
-Ah Harry... Não queria que fosse assim... – ela disse olhando para Rony sentando do lado de Dino e Simas.
-Mione, você não quer que ele fique perto de você, né? Ele ainda gosta de você, é dificil para ele. E ninguém entende essa sua decisão louca.- ela olhou incrédula para Harry. – Francamente Mione, louca sim. Mas bem, mudando de assuntou, você sabe da Gina?
-Eu? Não Harry... Estava na biblioteca lendo...
-O que você tanto lê Mione? Já fizemos os NIEMs, você já sabe o que quer...
-Descobri uma profissão realmente interessante, não que eu a queira, mas gosto de ler o depoimento das pessoas... Mas, onde será que a Gina se meteu?
-Não sei, mas estou começando a ficar preocupado.
-Ela deve estar no dormitório. Vem, vamos lá ver.
-Mas você nem comeu Mione!
-Não to com fome... Anda!
-Harry, nada da Gina em lugar algum dos dormitórios... Agora eu também estou preocupada...
-Vou sentar aqui até ela chegar.- disse Harry
-Eu fico com você.- disse Hermione com o livro na mão.
Rony, nesse momento entra no salão e passa direto pelos dois.
-RONY! QUER FAZER O FAVOR DE FINGIR QUE CRESCEU SÓ UM POUCO?- gritou Harry.
Rony o olhou abobado e sentou do lado dele, mas não antes de lançar um olhar gélido a Hermione.
-Sua irmã sumiu. Não está em lugar algum...
-Harry... Já pensou em olhar no mapa do maroto?
-Rony Weasley, você é um gênio!- disse Harry subindo e indo pegar o mapa.
Um minuto depois, desce Harry com o mapa:
-Juro solenemente que não farei nada de bom...
Eles procuraram, procuraram e nada de Gina. O desespero tomou conta dos três...
N/A:( o mapa não mostra onde ela está, pois além de longe demais, lembrem-se é um local muito abaixo do chão e não iria Ter graça eles descobrirem assim, vocês verão porque).
Os três estavam parados à porta da sala de Dumbledore com o mapa. “A gente não precisa mais esconder isso...”
Entraram...
-Professor, a Gina sumiu!- disse Harry. Olha, ela não está em lugar nenhum.- e mostrou o mapa.
-Antes de comentar algo, Harry! Quem te deu esse tal magnífico mapa?
Lupin o olhou sorrindo...
-Foi do meu pai e dos outros marotos.
Dumbledore olhou para Lupin.
-Mais uma brilhante idéia deles. Mas, Harry, posso ver?
-Sim professor.
-Realmente, a garota não está em lugar algum... Lupin, Tonks?
-Sim professor.
-Alerte a ordem... Chame todos aqui. Vocês três- apontou para Harry, Rony e Hermione- voltem para a sala comunal e não saiam de lá por nada!
-Professor, mas...- disse Rony- minha irmã...
-Sr Weasley, vamos achá-la.
-Foi Voldemort.- disse Harry.- Foi ele... tenho certeza...
Dumbledore assentiu com a cabeça e Mcgonagall levou os três de volta a sala comunal.
Já passava da meia noite, e os três eram os únicos na sala comunal. Harry parecia abatido, Rony e Hermione deram um tempo às hostilidades quando Hermione viu Rony em pé parado em frente a janela e com uma lágrima insistindo em cair, mas ele parecia não permitir isso... Ela foi até ele, não estava ligando se ele fosse frio com ela.
-Rony... Vai dar tudo certo, ah vai, não fica assim...- ela disse olhando para o chão.
-Minha irmã... a Gininha... nas mãos daquele maluco. Estou com medo Mione. Penso o tempo todo na minha família... – ele deixou a lágrima cair.
-Ah Rony...- ela o abraçou, por um instante, ele relutou, mas acabou a abraçando também. Os dois queriam que aquele abraço não acabasse. Hermione acabou chorando junto com ele. Rony pareceu voltar a realidade e a soltou...
-Não quero perder ninguém da minha família... Vamos, o Harry está com uma cara pior que a minha.
Ele foi até Harry, e uns cinco minutos depois, ela foi...
Acabaram os dois dormindo no sofá. Rony, meio que caindo no ombro de Hermione quando dormia, Harry ainda estava acordado, vendo a cena de Rony e Hermione ele ficou imaginando a cara de Rony quando acordasse praticamente no colo dela. “Se a situação não fosse tão ruim eu estaria rindo desses dois agora.... “Eu realmente, do fundo do coração, gostaria de saber o que fazer para acabar com isso. Se acontecer alguma coisa com a Gina, eu nunca vou me perdoar. Mas como acabar com Voldemort? Não sou páreo para um Avada Kedrava...”
Nesse momento, um vento forte começou a soprar e viu-se uma luz vindo da janela. Harry não conseguia ver nada. O frio e a claridade fizeram Hermione acordar e Rony, vendo que estava no colo da garota dar um pulo.
Algo entrava pela janela do quarto. Os três, principalmente Harry olhavam incrédulos para o que viam...
Gina ainda não tinha conseguido pregar os olhos. Quem consegue dormir, sabendo que é prisioneiro de Voldemort? Ela não sabia se chorava, se desejava do fundo do coração uma saída para aquele pesadelo, ou se tentava dormir... Ela nem sabia onde estava... mas ouviu aquela voz fria simplesmente falar:
-Amanhã a noite Potter vai ver quem é que ganha dessa vez...
Gina estremeceu...
-Harry? O que você está fazendo ali?- perguntou Rony apontando para o lado da janela, ainda sem enxergar direito por causa da claridade.
Harry , de onde estava, via menos ainda que Rony, mas com a pergunta do amigo e a paz que o invadiu, sabia de quem se tratava, mas ainda não podia acreditar naquilo...
Tiago Potter estava entrando na sala comunal da Grifinória...
Rony caiu sentado no sofá de boca aberta, Hermione nem piscava e Harry, sentiu uma lágrima cair... “Meu pai... estou de frente para o meu pai...”
-Mione... -chamou Rony- é igualzinho o Harry...
-Olá Harry meu filho...
-Pppaaii??
-Harry, não posso me demorar aqui; tenho pouquíssimo tempo. Antes de lhe dizer o que vim dizer, sua mãe lhe manda um beijo e Sirius um abraço. Infelizmente, só um de nós poderia vir aqui falar com você. Filho, sei que está cheio de dúvidas com relação ao que fazer quando chegar a hora de você e Voldemort estarem mais uma vez frente a frente, mas chegou a hora de você saber. Existe um feitiço que fará a proteção que sua mãe colocou em você ficar forte e virar uma arma a seu favor. O feitiço é CORAÇUM INCANTATEM, e a hora de usá-lo, só o seu coração poderá lhe dizer, e ele só funciona uma única vez. Fique calmo, você saberá. Mesmo que você não nos veja, estamos ao seu lado, eu, sua mãe e Sirius. Estamos sempre com você Harry.
Você conseguirá filho, tenha fé em você em primeiro lugar. Acredite! Tenho que ir Harry...
-Pai! Espera... Eu sinto tanto sua falta...
Tiago chegou mais perto do filho, deu um beijo na testa de Harry e um abraço. Hermione chorava muito e Rony ainda estava com cara de quem achava que estava sonhando. Tiago se afastou do filho, virou-se para Rony e Hermione e disse:
-Deixem de ser cabeças duras vocês dois, até de onde eu, minha mulher e o Sirius que disse que sempre soube que vocês dois se gostavam, dá para ver que se amam, que os dois estão sofrendo por estarem separados.
Harry sorriu para o pai...
-De outro beijo na mamãe eu um abraço no Sirius por mim pai...
Tiago sorriu para Harry e desapareceu. Hermione ainda chorava e Rony estava vermelho. Harry riu...
-Até meu pai, hein gente...
-Eu vou dormir.- disse Rony
-Harry... seu pai... Foi tão lindo! Nunca pensei que conheceria Tiago Potter. Nunca pensei que isso pudesse acontecer, que o seu pai poderia aparecer para você...- disse Hermione entre lágrimas.
-Nem eu Mione. Mas, sinceramente, depois de tudo que já aconteceu comigo, não duvido de mais nada ser possível acontecer por aqui... Vou tentar dormir também...
-É, eu também vou Harry...
O Domingo foi tenso. A notícia do desaparecimento de Gina já havia se espalhado por toda a Grifinória. Ninguém saiu do castelo. Harry foi até Dumbledore seguido de Rony e Hermione. Lá estavam o Sr e a Sra. Weasley, Gui e os gêmeos. Todos muito aflitos com o que poderia estar acontecendo com Gina. Rony foi até sua família, sua mãe o abraçou chorando. Dessa vez ele nem tentou se livrar dos apertos de sua mãe... Hermione chorou, ela realmente adorava aquela família.
-Harry, como eu já disse aqui, nem sinal da menina, ainda estamos em buscas. O pior foi que ontem a noite, tiveram vários ataques a famílias bruxas e um ataque em um shopping trouxa, os aurores tiveram muito trabalho essa noite...
Harry abaixou a cabeça. Isso teria que terminar. Não agüentava mais sofrimento, agora ele olhava as pessoas que ele considerava sua família sofrendo também. Até os gêmeos, não sorriam.
Saíram da sala de Dumbledore e foram direto ao salão comunal. Harry preferiu ir para o dormitório, queria ficar sozinho, temia por Gina e por qualquer outro amigo. Estava mal com toda essa guerra que acontecia lá fora. O pior é que ele sabia, que teria de ser ele que teria que acabar com isso.
Hermione permanecia lendo, Rony estava sentado no sofá, calado olhando para o nada quando recebeu uma coruja. A carta, novamente era de André Volkov:
Caro Rony (agora posso te chamar assim, né?)
Ficamos realmente felizes quando o senhor aceitou nosso convite. O senhor deve se apresentar aqui no dia 5 de junho, mas não se preocupe, irei aí te buscar pessoalmente . Chego no dia 4. Encontre comigo naquele bar, o Caldeirão Furado, em Londres.
O senhor vem sozinho, não é? Ou sua namoradinha vem com o senhor?
Abraços
André
Rony olhou de repente para Hermione, que estava olhando para ele. O mais rápido que ele pode, ele virou a cara e começou a escrever. Lembrou-se que não tinha dito a sua decisão final à sua família. Mas isso não era importante agora. Gina era importante agora. “Minha namoradinha preferiu abrir mão do que eu sinto, ops, sentia por ela, então, só me resta ir embora mesmo...”
André, pode me chamar de Rony sim. Tudo bem, dia 4 estarei no Caldeirão Furado. Vou sozinho. Também estou feliz por estar indo...
Rony
Antes que ele pudesse entregar a carta para a coruja levar, Simas passa por ele dizendo que Harry queria vê-lo. Ele foi, deixando a carta em cima da mesa. Hermione não resistiu, e foi até lá ler... “O Rony vai embora dia 5...” mas antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa, ela ouve um grito:
-GRANGER, POSSO SABER O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AÍ MEXENDO NAS MINHAS COISAS? EU JÁ TE DISSE, NADA MEU É DA SUA CONTA MAIS, E FOI VOCÊ QUE QUIS ASSIM.
-TUDO BEM RONALD SEU GROSSO, NÃO ME PREOCUPO MAIS COM VOCÊ TAMBÉM. FICA VOCÊ AÍ SOZINHO COM SEUS PROBLEMAS. – e saiu pisando duro.
Toda a sala comunal olhava os dois...
Rony pegou sua carta e colocou para a coruja levá-la
Foi um custo, mais Hermione havia conseguido levar Harry para jantar. Estavam a menos de uma semana do dia da partida de Hogwarts...
O jantar estava calmo, mas Harry continuava com aquela angustia, sua cicatriz doendo, quando de repente, a dor tornou-se insuportável e ele falou:
-VOLDEMORT, ESTÁ PERTO...- só o que ele não sabia é que tinha soado como um grito, e vários alunos olharam e inclusive os professores.
-O que você disse, Harry?- perguntou Dumbledore
-Ele não precisa dizer nada. Ele adivinhou. Eu estou aqui.- disse uma voz fria na porta do salão.
Todos olharam para a porta, e o pânico foi total. Correria, gritaria.
-Não se aproxime Tom.- disse Dumbledore
-Dumbledore meu caro, eu só queria participar da festinha e já tenho meu , ou melhor, tenho uma festinha a fazer aqui e já tenho meu convidado de honra.- e olhou para Harry- Nosso famoso Harry Potter.
E dizendo isso um comensal veio trazendo Gina.
-Não faça nada a ela Voldemort.- disse Harry- sou eu que você quer, estou aqui.
Voldemort gargalhou, os comensais mais ainda.
-Podem se divertir, mas o Potter é meu!- disse Voldemort aos comensais
Mais correria, confusão, alunos correndo, gritando, todos em direção a porta. Os membros da ordem, começaram a lutar com Voldemort. Harry viu Rony ser atingido por um feitiço e Hermione gritando, depois disso, foi em direção de Voldemort, que segurava Gina.
-Mais um passo e a garota morre Potter.
-Solte ela. Se sou eu que você quer. Estou aqui.
-Mas você acha mesmo que não vou fazer você sofrer vendo seus amiguinhos sofrerem?- e apontando a varinha para Gina- Crucio!
-NÃO!- Harry correu em direção a Gina, mas Voldemort o impediu:
-Mais um passo, e ela morre.
No salão, os comensais já haviam sido presos por Dumbledore, e todos que ainda estavam ali, observavam a cena entre Harry e Voldemort. Hermione chorava abaixada junto a Rony.
-Suponho que nem queira tentar duelar comigo, não? Tudo bem, vou fazer as coisas ficarem mais fáceis dessa vez...- e empurrou Gina para junto de Harry.- primeiro a garota, depois você.- E foi se aproximando mais dos dois, mirou a varinha em Gina e- Avada Kedrava!- mas Harry foi mais rápido e deu um empurrão na garota que voou longe.
-Agora sim, somos só nós dois Voldemort.
-Prepare-se para a morte, Potter- disse Voldemort rindo.
Dumbledore e os outros permaneciam quietos, sabiam da profecia, e que nada poderiam fazer, era ele, Harry, que deveria acabar com tudo.
No momento em que Voldemort apontou a varinha para Harry, ele sentiu seu coração bater mais forte, e alguém dizendo em seu ouvido: “vai, é agora”. Quando saiu o jorro de luz verde da varinha de Voldemort, Harry gritou com toda sua força, se concentrando o máximo que pudesse em todos que ele amava:
- CORAÇUM INCANTATEM!- e um jorro de luz vermelha com dourado saiu da varinha de Harry, fazendo a luz verde sumir e atingindo direto no peito de Voldemort, fazendo com que se abrisse um buraco enorme no peito do bruxo e ele fosse se desmaterializando todo, até que só restaram cinzas de Voldemort e sua varinha por cima das cinzas. Todos os comensais viram que a marca negra havia desaparecido de seus braços.
Harry, inerte, caiu no chão.
Hermione olhava de Rony para Harry, abaixou a cabeça e enfim descobriu que o amor e a amizade são muito mais importantes que uma simples carreira. Pensou em tudo que lera todos esses dias e por fim, havia definitivamente visto qual seria sua verdadeira vocação depois de ela, Gina, e mais duas garotas da Cornival ajudarem Madame Pomfrey com os feridos. Alguns alunos não resistiram a tudo e haviam morrido, muitos outros, haviam sido atingidos por feitiços graves, um desses era Rony, que na Quinta feira permanecia desacordado, sendo que até Harry já havia recuperado os sentidos.
Dumbledore estava na ala hospitalar conversando com Hermione, quando Harry acordou:
-Vejo que a Srta. Granger viu para que realmente tem dons tão bons como os que tem, além de Ter um grande coração também... Tenho certeza que dará uma ótima curandeira. E que, descobriu também, que certos valores estão bem acima de outros, não?
-Sim professor. Fico feliz por Ter descoberto isso a tempo. Estaria fazendo uma coisa, que me daria status, dinheiro, mas nunca satisfação e felicidade. E tenho uma idéia a respeito de onde irei trabalhar, mas antes de me decidir, tenho algo a fazer antes.
Eles viram que Harry estava acordado:
-Harry? Que bom que você acordou- disse Hermione o abraçando- Gina vai ficar feliz, ela já volta, foi comer algo...- ela disse ao ver que o amigo procurava a namorada.
-Harry- começou Dumbledore- mais uma vez, mostrou uma bravura de um adulto combatendo Voldemort e por fim o vencendo. Não te disse que saberia o que fazer na hora? Só aquele feitiço, com o poder que corria em seu sangue devido à proteção de sua mãe poderia quebrar o Priori Incantatem, foi por isso que as varinha não se ligaram como na última vez. E você deve estar se perguntando: Por que só pude fazê-lo agora? Pois como eu disse para a Srta. Granger, você também descobriu agora o que é o amor verdadeiro, e com isso, a proteção de sua mãe se tornou mais forte, te fazendo apto a realizar o feitiço.
Harry sorriu, enfim, tudo estava acabado. Hermione sorriu para ele.
-Vejo vocês na Sexta, na formatura.
-;-
Capítulo 28~> A formatura
A Formatura
Gina praticamente pulou na cama de Harry quando viu que ele havia acordado. Hermione olhava os dois com um sorriso no rosto, um sorriso triste, era verdade, mas havia nela uma pontinha de esperança de voltar com Rony, já que havia pedido um pequeno favor a Dumbledore. Naquela Quinta-feira, ela permanecia ajudando Madame Promfrey na ala hospitalar, e sempre se pegava olhando para Rony, ainda imóvel, sem dar nenhum sinal que acordaria, e o pior, é que ninguém havia descoberto que feitiço era aquele que havia o atingido. Ela o olhava imaginando se sua idéia daria certo, se Dumbledore conseguiria o que ela tinha pedido a ele e o mais difícil, se Rony deixaria de ser tão orgulhoso e a perdoaria. Já eram seis da tarde, e nada de Rony acordar. Ela agora estava nervosa.
-Calma querida- disse Madame Promfrey chegando ao seu lado perto da cama onde Rony estava- ele vai ficar bem, vai acordar, logo...
-Logo?- disse ela nervosa- Logo quando? A formatura já é amanhã e será que ele acorda a tempo?- Madame Promfrey viu uma tristeza muito grande no rosto da garota.- Eu não saio daqui!
-Nada disso Srta. Granger, vá para o salão comunal agora mesmo. Pode deixar tudo aqui comigo. São poucos agora, eu cuido de tudo por aqui. A Srta. precisa descansar!- disse Madame Promfrey com firmeza.
-Mas é que...
-Nada de mas Srta. Granger- era a voz de Dumbledore que estava entrando na ala hospitalar seguido de Mcgonagal- Escutou o que ela disse? Vá logo. Sua formatura é amanhã.
-E prepare bem o seu discurso de oradora, ok? Sua escolha foi unânime entre os professores.- disse Minerva.- Quero ver uma fala digna da melhor aluna do ano!
Hermione tentou dar um sorriso, mas voltou seu olhar a Rony. Pensou no que ia fazer... tinha que dar certo. E foi andando em direção à porta, quando Dumbledore disse:
-Srta. Granger, estou arrumando o que você me pediu... Amanha, terei a resposta, na formatura.
Ela apenas assentiu com a cabeça e saiu andando... “ O Rony não pode perder a formatura, simplesmente não pode, que ele acorde logo, por favor...” Ela pensou isso de uma forma tão forte que sentiu um vento forte passar. Andou muito e chegou ao salão comunal e passou direto por Harry e Gina que estavam num climinha de muito romance no sofá. Depois de algum tempo, ela sentou-se com os dois com uma pena e um pergaminho na mão. Iria refazer seu discurso, afinal, o que já estava pronto talvez não iria ser válido. Leu o que já estava pronto e uma lágrima rolou pelo seu rosto. Gina sentou-se ao lado de sua amiga, e a abraçou.
-Mione, se anima vai... Amanha é sua formatura, você vai trabalhar no que quer, vai realizar seu sonho e tudo no mundo bruxo está bem de novo. Você tem tudo que quer agora, não é?
-Não Gi... Não tenho o que quero... O que eu quero eu não tenho e acho que perdi pra sempre e por ser uma idiota e não perceber o que estava bem na minha frente. Percebi que uma carreira não é o que mais importa na vida, se não estamos felizes...
Harry olhou para a amiga e tentou consolá-la:
-Calma Mione, sei que você está falando do Rony, e você não o perdeu para sempre, ele ainda te ama demais, eu tenho certeza disso, só que você, mais do que eu, sabe que ele é muito cabeça dura, e para ele, depois do papelão que fez naquele dia que ele bebeu e te pediu pra voltar e você não quis foi a gota d’ água. Ele colocou na cabeça que você jogou fora tudo que vocês tinham e colocou na cabeça que você não seria mais nada pra ele.
-O meu irmão é orgulhoso demais Mione...
-Eu sei disso gente, mas eu queria que ele me desse uma chance de explicar tudo. Sabe Harry, Domingo passado, quando vi você e o Rony desacordados, percebi o quanto fui tola, pensando primeiro numa droga de carreira e deixei passar o que tinha. O Rony chegou a me dizer, que largaria a proposta da Bulgária pra ficar aqui comigo e eu disse que não... Eu só queria que ele acordasse, e que pudesse ir na formatura. Amanha é nosso último dia aqui Harry, e eu queria que nós estivéssemos juntos...- ela voltou os olhos para o pergaminho que estava lendo, o fechou e pôs-se a escrever outro.
Rony abriu os olhos, virou de um lado para o outro, olhou tudo a sua volta meio confuso e ouviu a voz do diretor e da professora Mcgonagall. Subitamente, sentou-se na cama.
Foi Dumbledore que viu que ele tinha acordado e sorriu. Madame Promfrey também viu e logo foi ate ele:
-Sr Weasley? Como se sente? Alguma dor?
-Dor? Não... Tô ótimo, aliás, por que eu estou aqui?- olhou confuso para o diretor.
-Você não se lembra Sr Weasley, de Domingo passado? Voldemort? Comensais?
-Disso eu lembro sim, daquele monstro com minha irmã, da confusão... O que aconteceu? A Gina ta bem? O Harry? E... Er...bem... a Mmione?
Dumbledore sorriu:
-Você foi atingido por um feitiço forte e desmaiou. Sua irmã e o Harry estão ótimos.- Rony ficou olhando para o diretor esperando que ele falasse de Hermione, mas o diretor apenas o olhava esperando que ele perguntasse.
-E a Hermione professor Dumbledore, o que aconteceu com ela? Ela não ta bem não? Fala vai... por favor...- a essa altura ele já estava meio que desesperando...
-A Srta. Granger não está bem não, mas não é o que o Sr está pensando, ela não teve nada com relação àquele dia não. Ela anda triste, preocupada e não saiu daqui todos esses dias, preocupada se você acordaria para a formatura amanha.- ele olhou para o chão, sentiu que estava vermelho.
Madame Promfrey examinou Rony por um tempo demasiadamente longo e por fim disse a ele que já poderia ir para sua sala comunal. Ele deu tchau para todos ali e saiu andando... “A Hermione preocupada comigo? Tá, acreditei... A preocupação dela deve ser se ela vai ser a melhor no trabalho dela também... E eu podia era Ter ficado dormindo, assim acordaria e iria direto para a Bulgária, para não Ter que olhar de novo para ela...”
Ele nem viu que já estava na frente da Mulher Gorda. Disse a senha e entrou. Assim que entrou, viu que Harry e sua irmã estavam namorando no sofá, aos beijos ( isso fez seu estômago embrulhar) e Hermione, no outro sofá ( isso fez seu coração pular). Ele ficou parado, sem saber o que fazer, e quando finalmente ele se decidiu por sair dali, ele ouviu um grito.
-Ronyyyyyyyy........ vem cá..... dá aqui um abraço na sua irmãzinha.- e ela saiu correndo em direção ao irmão e pulou no colo dele.- ah Ron... que bom que você tá bem...
Ele sorriu pra irmã, não teve como não fazer isso, apesar de não estar querendo sorrir, Gina tinha um sorriso contagiante no rosto.
-Gininha, eu que tenho que dizer isso... eu fiquei preocupado demais quando soube que você estava nas mãos daquele louco...
-Tô bem Ron... O Harry me salvou e melhor ainda, acabou com ele!
Rony olhou incrédulo para o amigo. Harry foi até os dois. Hermione levantou-se, olhou para Rony, que evitou o olhar dela. Ela simplesmente olhou para o chão, jogou algo no lixo e subiu para o dormitório. Rony ficou a seguindo com o olhar até ela desaparecer. Ele estava com aquela cara meio estranha de novo. Harry começou a falar:
-Rony, ela não tá bem e...- mas Rony fez um sinal para que Harry parasse.
-Não quero saber dela, quero saber de Voldemort, do que aconteceu aquele dia...
Harry e Gina entreolharam-se mas foram com Rony em direção ao sofá. Harry contou tudo, com detalhes, até a hora que caiu desmaiado e Gina disse o resto.
Rony e Harry começaram uma partida de xadrez bruxo e como Gina sabia que aquilo levaria horas, resolveu ir atrás da amiga, mas antes pegou algo que ela havia jogado no lixo e leu. Os olhos da garota se encheram de lágrimas, o que estava escrito ali era simplesmente lindo, como Hermione poderia Ter jogado fora? Guardou o papel e subiu para conversar com a amiga...
No exato momento que Hermione viu que Rony havia evitado o olhar dela, a pouca esperança que ela tinha sumiu. Balançou a cabeça para si mesma, como se pensasse que estava sendo boba demais em pensar que poderia dar certo e jogou o pergaminho fora. Decidiu que seria melhor ir para o dormitório.
Subiu desanimada e quando chegou, agradeceu mentalmente por ele estar vazio, simplesmente se jogou em sua cama e ficou parada, mirando o teto. Não sabe quanto tempo passou, mas só voltou à realidade quando viu Gina entrando em seu quarto e sentando-se em sua cama.
Gina, que não era de rodeios, tirou o pergaminho de dentro das vestes e o mostrou a Hermione, que a olhou incrédula, já ia começar a falar, mas Gina foi mais rápida:
-Mione, nem venha brigar comigo por eu Ter pego isso no lixo. Como você pôde jogar isso aqui fora? É seu discurso para amanha, e está simplesmente perfeito...
-Gina, eu já fiz outro, esse não serve mais. Não tem mais jeito...
-Você não vai desistir assim Mione, eu não vou deixar. Você tá triste, o Rony ta mais ainda, mesmo que ele queira se fazer de forte, ele tá triste porque sente sua falta.- Gina jogou o pergaminho na cama de Hermione e deu as costas saindo em disparada do dormitório.
Rony estava concentrado na sua jogada, quando de repente ouve um grito:
-RONY, PARE ISSO AÍ AGORA, PORQUE VOCÊ QUERENDO OU NÃO, VAI ME OUVIR!- era Gina descendo em disparada do dormitório feminino, fazendo com que Harry e principalmente Rony pulassem de susto e todos que estavam na sala comunal fazendo alguma coisa olharem para ela.
-Tá louca Gina?- perguntou Rony- Pra que gritar assim? Tá parecendo a mamãe...
Ela simplesmente sentou na frente dele e começou:
-Você ainda gosta da Mione...- ele começou a olhar incrédulo par ela, já ia mandar ela calar a boca e sair dali quando ela continuou- e pode ficar quieto aí, que eu disse que querendo ou não hoje você me escuta.
Rony olhou para Harry procurando apoio, mas esse fez um sinal concordando com Gina.
-Ah não! Só porque namora ela, agora formaram um complô contra mim, é?- Rony disse olhando de Harry para a irmã...
-Não é nada disso, só sou seu amigo e quero ver você melhor, não com essa cara ai que você tá...
Rony não disse nada, olhou para o chão, sabendo que não teria escapatória do discurso de Gina, o que ele queria era sair dali, parar de ouvir qualquer coisa de Hermione, “será que ninguém entende que eu não quero ouvir nada dela? Que eu to magoado demais com ela?”
Mas, ele apenas olhou para a irmã com uma cara de poucos amigos.
-Rony, por favor, seja só um pouquinho menos cabeça dura- a cara dele misturava raiva e uma certa tristeza- Eu sei que você não está bem, sou sua irmã, te conheço, e sei muito bem o porquê... Você sente falta da Mione... Então, vê se pára de fazer o que você está fazendo, evitando ela, tratá-la do jeito que você está tratando... Ela também sente sua falta, e muito, não é Harry?- Harry não disse nada, Gina mordeu o lábio inferior em sinal de nervosismo e olhou para o irmão. Rony mantinha a cara fechada, e começou:
-Gina, você fala como se a culpa da gente Ter terminado fosse minha, vocês mulheres acham que temos culpa de tudo. Vê se entende de vez, ELA terminou comigo, ELA que não quis mais saber do que a gente tinha, ELA fez com que eu praticamente me arrastasse aos pés dela pra voltar, e ELA nem ligou. Eu até bebi pra ver se tinha coragem de falar tudo pra ela, de desespero, eu tentei... E aí, vem você, me dizendo que eu estou errado? Que eu vá atrás dela? Que eu finja que nada mudou? Não dá Gina, porque tudo mudou entre a gente. E que droga também, será que não dá pra me deixar em paz por causa dessa história? Acabou, entendeu? Acabou, e porque ELA quis, foi uma decisão dela. Não quero mais falar dela, isso não me faz bem, porque em uma coisa você tem razão, eu sinto falta dela sim...- essa última frase foi dita quase num sussurro em relação ao resto, pois ele dava gritos enfatizando os ela’s...
Harry olhou para Rony, viu que o amigo estava realmente mal e não queria falar em Mione, que isso o fazia ficar ainda pior. Rony mantinha a cabeça abaixada, ele tinha dito tudo que estava meio que preso na garganta, sabia que seria melhor quando fosse embora, que conseguiria esquecer aquela garota estando longe dela... Permaneceu um bom tempo com os olhos fixos no chão, levantou-se do nada e foi para o dormitório.
-O que a gente faz hein Harry? Meu irmão vai embora dia 5, Domingo, e hoje é Quinta, dia 2 de julho, ela quer voltar para ele, eu sei disso, ela se arrependeu, quer explicar a ele, mas quando ela o viu olhando frio para ela, ela perdeu as esperanças e Harry, eu não posso deixar que eles não se entendam, pelo menos que conversem, mas meu irmão é orgulhoso demais...
-Calma Gina, a gente pensa num jeito... ainda temos amanha...
Harry abraçou a namorada com carinho...
-Te amo Gina... muito... nunca me senti tão feliz... Estou com você, não tem mais a sombra de Voldemort pra acabar comigo, estou me formando...
Gina sorriu para ele...
-Eu também me sinto assim... também te amo, mas não dá pra ver meu irmão assim, além dele estar indo embora, ele está indo embora triste...
-A gente vai ver o que faz com aqueles dois idiotas amanha Gi...
-Eu vou dormir, Harry... Boa noite...
-‘Noite...
Rony subiu para seu dormitório, não dava para continuar lá, com Harry e sua irmã falando dela... “ Por mais que eu ainda ame aquela garota, foi ela que me fez de idiota, e por que será que a Gina fica querendo me torturar com essa história? Um dia, um só dia e ele estaria indo embora... vida nova, gente nova e com alguma sorte, garotas novas...”
Mas ele não conseguia tirar ela da cabeça, ficou triste, e se pegou querendo chorar... “Chorar não Ronald Weasley, isso nunca! Ela não merece isso...” Mas ele não conseguiu segurar... chorou sim, em silêncio, deitado em sua cama, lembrando de que até Dumbledore tinha lhe dito que ela também não estava bem com essa história toda, que ela se preocupara com ele, e lembrando do rosto dela quando entrou no salão comunal...
Viu Harry entrar no quarto, mas não disse nada... Ele precisava ficar sozinho...
Não pensou duas vezes, estava sem sono e foi para o salão comunal...
Hermione, sem sono e com os olhos cheios d’água desceu para o salão comunal. Ainda chorando, chegou lá e foi até a janela, ficou olhando para o lado de fora do castelo... “Um dia para ir embora e brigada com Rony, meu amigo desde o 1º ano, depois se tornou muito mais que um amigo, e agora nem conversamos mais... eu continuo gostando dele, muito... e não sei o que fazer, não sei o que faço para ele parar de amarrar a cara para mim, porque ele tem que ser tão orgulhoso? Eu só quero pedir desculpas e dizer a ele que eu ainda o amo...”
E chorou mais, só que desta vez não em silêncio... chorava alto, fazendo com que Rony percebesse que tinha alguém ali. Ele olhou e viu que era ela... Ficou a olhando chorar, mas não fez nada... Só a olhava, até que a escutou dizer:
-Por que Rony, por que? Por que você simplesmente não me olha e me escuta? Eu ainda...- mas subitamente ela parou de falar, porque ouviu um barulho vindo do sofá. Viu alguém vindo na direção de onde estava e gelou ao ver quem era... Rony... Uma esperança se formou em seu peito, mas acabou no instante em que ele parou na frente dela e a olhou com o olhar frio que a olhava ultimamente e simplesmente disse:
-Pra você Granger, não é Rony, é Weasley! Lembre-se, foi você que quis assim...- e subiu.
Ela simplesmente o olhou incrédula.
“Por que sou tão orgulhoso? Por que não fiquei lá e ouvi o que ela tem a dizer? Burro!”. Ele parou na porta do dormitório, pensou em voltar e dizer pra ela que queria ouvir o que ela tinha para dizer a ele, e foi isso que ele fez. Só que quando chegou lá embaixo, ela já não estava mais lá... O que ele fez? Foi dormir.
“De certa forma, o Rony tem razão, fui eu quem quis assim, mas não precisava da grosseria, não precisava ser assim. O Rony, grosso e idiota com sempre... Ah, que ódio!”
Ela deitou-se e foi dormir, agora com ódio dele...
Harry acordou na Sexta feira estranhamente triste... “Ultimo dia aqui... nesse lugar, onde descobri tudo de importante que tenho hoje... que descobri minha vida de verdade...” Olhou para a cama de Rony e viu que o amigo ainda dormia... Desceu para encontrar-se com Gina, mas ela não estava em lugar algum... Então, ele simplesmente foi tomar seu café... Parecia contagioso entre os alunos do sétimo ano... os olhares tristes eram os mesmos... Neville, Simas, Dino, Parvati, Lilá, todos tinham caras meio desanimadas... Mesmo tendo uma festa para eles, mais tarde, ninguém parecia muito animado... Harry viu Hermione se aproximando, com uma cara de poucos amigos...
-‘Dia Mione...
-Oi Harry.- ela disse com a voz que transmitia um mau humor totalmente perceptível.
-Que foi Mione?
-O seu amigo Weasley, idiota, grosso...
-Weasley?- Harry não tinha entendido nada.
-Ele me disse que pra mim, ele é Weasley. Então, assim vai ser...
Gina acabara de chegar dando um beijinho em Harry.
-Vai ser o que Mione?- perguntou Gina meio confusa.
-Ela e o seu irmão, estão disputando quem é o mais cabeça dura... E olha, a disputa tá bem boa... francamente Mione, já que foi você que terminou com ele, você que quis assim e você que não quis voltar quando ele te pediu, e quer voltar com ele agora, vê se faz logo alguma coisa, mas algo que o faça ver que você quer voltar atrás, sem brigar, faça logo, porque amanha estamos indo embora daqui e sinto lhe dizer, mas Domingo o Rony vai para a Bulgária, viu?
Gina sorriu para Harry ao ver a cara de Hermione... pensativa. Logo depois ela sorriu.
-Tá, vocês dois tem razão, a Gina que me disse ontem para eu não desistir e você Harry por me dizer o que eu realmente acho que devo fazer, mas não queria admitir a mim mesma que era isso que eu queria sendo que ele me disse o que disse ontem. Eu já sei o que fazer!
-O que?- perguntaram os dois ao mesmo tempo...
-Vocês vão ver, na hora certa vão saber!- ela disse já se levantando e saindo do salão.
Rony acordou tarde, tinha custado a dormir na noite anterior, pensando em tudo que havia acontecido... Na hora que acordou, o mesmo pensamento ainda o atormentava: “Por que sempre a droga do meu orgulho fala mais alto? Por que eu simplesmente não a escutei ontem, ao invés de Ter sido um idiota e praticamente latir para ela? E o pior, é que amanha a gente tá indo embora, e Domingo eu vou para longe, vou atrás do meu sonho, é verdade. Mas de que vale essa droga desse sonho se não me sinto nem um pouco feliz? Não quero vê-la, acho melhor não descer ... Vou ficar por aqui mesmo...” Ele voltou a fechar sua cama e deitou-se, com os olhos perdidos parecendo analisar o “teto” de sua cama...
Depois do café, Harry e Gina foram dar uma volta pelos jardins, de mãos dadas e sorrindo...
-É Harry, pelo menos a Mione vai tentar, né... – disse Gina
-Espero que eles não briguem de novo... O que será que ela vai fazer, hein?
-Tenho um palpite...- Gina olhou com uma cara divertida para Harry- e vê se cala esse bocão ao insinuar que eles briguem de novo...
-Calar, é?- ele a olhou com um sorriso totalmente maroto.
-Harry, que cara é essa aí, hein?
-Nada, só estou pensando em um jeito de calar a minha boca, sabe... se é que você me entende, minha ruivinha...
-Jeito, é? E qual?
-Assim!- e deu um baita beijão nela...
Se soltaram morrendo de rir...
-Sabe, meu pai sempre chamava minha mãe de minha ruivinha. Sirius me disse isso e também quando eu os vi na penseira... Me lembrei disso agora que te chamei assim. Eu não te contei, mas meu pai apareceu para mim um dia...
-Merlin! Quando foi isso?
-Quando Voldemort estava com você, eu estava desesperado, não sabia o que fazer, daí ele veio, me dizendo que feitiço eu teria que usar e porque...- ele sorriu meio triste- eu queria tanto vê-lo de novo e ver minha mãe e o Sirius... Rony e Mione também viram meu pai; seu irmão ficou com cara de bobo, porque disse que parecia eu mesmo mais velho... Acredita que até meu pai disse para aqueles dois cabeças duras para eles pararem de besteira?
-Nossa Harry... Seu pai... Mas quem sabe, eles não voltam a aparecer para você?
-Não sei Gi... Mas eu queria... muito...
- A Mione me disse que nós dois parecemos sua mãe e seu pai juntos... mas pra mim, você nunca mostrou a foto deles...
-Vou te mostrar assim que a gente chegar lá em cima.
Os dois sentaram na grama... O jardim estava cheio de estudantes, que estavam todos aliviados por tudo que tinha ocorrido e porque claro, também estavam de férias... Harry olhava tudo em volta, o castelo, o campo de quadribol, aquele lago... Apesar de tudo, foram os anos mais felizes da vida dele, fora ali, que ele havia conhecido todo mundo que ele gostava.
-Vou sentir falta demais daqui Gina...
-E eu, vou morrer se saudades é de você aqui ano que vem...
-Isso aí eu nem preciso falar, né... Vou ficar com muita saudade!
Hermione estava no dormitório arrumando suas coisas, pensando no que faria mais tarde. “Tem que dar certo” E continuou arrumando suas coisas, sem magia mesmo, ela gostava de pegar tudo e arrumar do seu jeito. Ela pegou uma coisa que na hora ela lembrou de Rony. Era o perfume que ele tinha dado a ela no natal no quinto ano. O perfume já estava quase no fim. Ela não deixou de sorrir com o frasco nas mãos... “Eu já gostava dele quando ganhei isso...”
Rony enfim resolveu levantar-se da cama, mas ainda continuava com a idéia de não sair do dormitório. Sim, ele estava morrendo de fome, mas não queria correr o risco. Sem Ter nada melhor para fazer, começou a arrumar suas coisas, usando magia, claro. De repente notou um pequeno embrulho e lembrou-se na hora do que era. Um presente, para ela, que não dera tempo de dar, pois ela tinha terminado com ele antes disso. Abriu o pacote e ficou olhando para o presente. Era simples, claro, ele não tinha dinheiro, seus irmãos até emprestaram o que faltou, mas certamente era de coração. Balançou a cabeça e guardou aquilo, sem saber realmente porque ele simplesmente não jogava aquilo longe. Viu uma foto deles dois, que eles haviam tirado em Hogsmeade. Seu coração doeu. Terminou de arrumar tudo e quando ia deitar de novo, a porta do quarto abriu feito um furacão.
Harry e Gina.
-Ah Rony, você ta ai, é?- disse Gina ao irmão enquanto Harry procurava algo em seu malão.
-Preferia que eu não estivesse aqui é, Gina?
-Claro que não idiota. A gente tava procurando você, tá? E o Harry tem que me mostrar uma coisa. Você ta com fome?
-To.
-Então toma aqui.- E Gina deu ao irmão um monte de coisas que ela tinha pegado na cozinha com Dobby.
-Valeu Gininha. – ele disse já engolindo uma tortinha e suco de abóbora.
Harry de repente senta-se também na cama de Rony com o álbum de fotos nas mãos. Ela pega e vai direto na foto dos pais de Harry.
-Harry, realmente, seu você é a cara do seu pai, mas...
-Eu tenho os olhos da minha mãe- disse ele sorrindo.
Rony, de olho no álbum diz:
-Parece vocês dois juntos isso aí...
-Era isso que eu vim ver... É muito parecido mesmo... Mas não sou tão bonita quanto sua mãe Harry...- ela ia passando o álbum, tinha a foto do Harry bebê, Sirius e várias do trio.- O coração de Rony novamente doeu. Gina olhou para o irmão, mas preferiu não falar nada com relação a cara que ele tinha feito. De repente ela fechou a cara para Harry:
-Ei, não tem foto minha aqui!
-Calma Gi... A gente tira quantas você quiser hoje a noite na formatura.
Rony ficou rindo da irmã... Estava lembrando demais a Sra Weasley com aquela cara.
-Cuidado Harry. Parece que acabei de ver minha mãe aí...
Não teve como não rir.
-Rony, você vai ficar o dia todo trancado aqui dentro, é?- perguntou Gina- É seu último dia aqui...
-Ah Gina, não enche... Eu só não quero Ter que sair e encontrar com a ... a ... a Herm, a Granger lá fora.
Gina olhou de Rony para Harry com um olhar de impaciência e não agüentou:
-Ah Rony, deixa de ser criança- foi só o que ela disse e saiu.
Harry não disse nada sobre o que ouvira, não tava afim de briga com o amigo, mas comentou uma coisa:
-Ah Rony, você não vai vê-la não. Ela também sumiu, não deve estar querendo te ver, né... Vamo lá jogar um pouco de quadribol vamo... Não é todo dia que posso jogar com um jogador profissional agora.
Quadribol. Palavra mágica. Rony levantou-se com sua vassoura e os dois foram.
Os dois ficaram jogando a tarde toda, pois depois de um tempo de jogo, apareceram mais gente querendo jogar...
Gina entrou bufando no quarto de Mione e a viu arrumando suas coisas. Ela nem viu que ainda tinha o álbum de Harry nas mãos...
-Que foi hein Gina?
-Nada não...- ela não ia repetir o que o imbecil do irmão acabara de dizer- Eu tava vendo o álbum do Harry e bem que você disse que eu e ele era parecido com os pais dele e que a Lilian Potter, era realmente linda.
Hermione pôs-se a folhear o álbum com Gina e parou na foto do trio, Harry Rony e ela no primeiro ano. Uma lágrima caiu em seu rosto.
-Mione, tenho certeza que vai dar tudo certo... Acho que sei o que você vai fazer e se for, eu acho perfeito. Vou me arrumar aqui com você, viu?
-Claro, e falando nisso, Gina, já são quatro da tarde, a festa começa as sete. Tenho que começar a arrumar meu cabelo!
-Tá vou lá pegar aquela revista com feitiços e poções para penteados para baile.
Logo volta Gina com a tal revista e suas coisas... As duas começam a olhar os penteados quando Hermione para em um:
-É esse Gi... simples, fácil e muito elegante. E não estraga com o chapéu.
-Lindo ele Mione. Vem, eu vou te ajudar... Vamos ler como faz...
Já eram seis da tarde quando os garotos subiram para se arrumarem para a festa. Tomaram banho, vestiram suas roupas de gala, colocaram o chapéu e a capa que era obrigado aos formandos e foram em direção ao salão. Gina dera uma desculpa a Harry que não poderia descer com ele, pois iria com Hermione, mas ficou sem saber o que pensar quando viu que Hermione estava sozinha entrando no salão. Estava bonita, mas não dava para ver muita coisa ainda, pois as garotas também tinham que usar o tal chapéu e a capa. Só poderiam tirar, na hora do baile.
Hermione sentou-se do lado de Harry. “Pronto, estou feito um idiota aqui no meio dos dois...”
-Mione, cadê a Gina?
-Ela disse que viria com você Harry. Estranho...
Rony permanecia calado.
Quando todos os formando estavam sentados no salão, Dumbledore apareceu:
-Boa noite alunos do sétimo ano, convidados e claro, familiares.
Então as portas do salão se abriram, e as famílias de todos entraram e sentaram-se. Por isso Gina não tinha entrado antes, ela sabia de tudo, estava com sua família. Pode-se ver vários rostos extremamente felizes no salão ao verem suas famílias ali, mas como Harry e Hermione, vários alunos estavam tristes, alguns choravam, haviam perdido familiares na guerra. Hermione deixou cair lágrimas, queria que seus pais vissem que ela havia conseguido. Harry, mesmo acostumado com a idéia de não Ter uma família, também ficou triste. Rony olhou para os dois com uma cara de eu-sinto-muito.
Depois de todos entrarem, Dumbledore continuou:
-Esse ano, resolvemos chamar as famílias de vocês para assistirem a vitória de seus filhos, irmãos, sobrinhos. É que um novo tempo começa em nosso mundo e por isso, meu primeiro brinde da noite é para ele: Harry Potter.
Palmas, exceto de alguns sonserinos, claro.
-Harry, com bravura, derrotou Voldemort, fazendo com que a paz voltasse a reinar entre nós. Mas bem, vocês estão terminando a escola, vão enfrentar a vida adulta, o mundo a partir de agora. Vão trabalhar, constituir família, realizar sonhos, planos, enfim, começar uma vida nova. Antes de lhes entregar os diplomas com seus NIEMs quero dizer mais uma coisa: acreditem em vocês, sempre... Acreditem nos seus sonhos e no que sentem. Meus sinceros parabéns pela vitória de vocês!
Depois disso, cada diretor de cada casa, entregou os respectivos diplomas aos alunos. Na vez de Hermione, além dela receber o diploma, Dumbledore a chamou num canto e entregou-lhe o envelope:
-Aqui está Srta Granger! Sua vaga no hospital St Kunts. Suas notas brilhantes que lhe proporcionaram isso. Aí dentro está quem você deve procurar.
Os olhos dela irradiavam felicidade e ela sorriu para o diretor.
Assim que todos os alunos receberam o diploma, todos sentaram-se e a professora Mcgonagall levantou-se e disse:
-Chamaremos agora, a melhor aluna do ano, a que teve as melhores notas e sempre foi extremamente brilhante, a Srta Hermione Granger da Grifinória, a escolhida unânime para ser a oradora desse ano.
Ela levantou entre aplausos e assobios. Os mesmos da sonserina que não aplaudiram Harry, também não a aplaudiram. Meio trêmula e extremamente nervosa ela chegou até a frente do salão. Suas pernas tremiam, suas mãos tremiam. Ela parou do lado da professora que lhe entregou a estrela que simbolizava a aluna brilhante que havia sido.
-A palavra agora é sua Srta Granger.- disse Dumbledore.
Ela foi até o microfone, parou diante dele, extremamente nervosa, pensou até em sair correndo, mas respirou fundo e continuou...
Rony, tinha os olhos fixos nela.
-Boa noite a todos!- ela começou, firme.- Eu gostaria primeiro de agradecer por terem me escolhido para falar aqui hoje.- Ela tirou dois pergaminhos de dentro da capa- Para falar a verdade, estou muito nervosa em falar na frente de todo mundo assim, tanto que já tinha escrito o que ia falar, mas desisti dele e acabei escrevendo outro.- ela rasgou o pergaminho, Gina da platéia quase gritou- Escrevi outro por causa de certos acontecimentos de ontem, mas o lendo, vi que ele estava totalmente frio.- ela rasgou o outro também.- Então, resolvi falar aqui, o que está na minha cabeça, resolvi falar de coração.
Houve um burburinho geral, já haviam garotas chorando baixinho. Gina permanecia nervosa, Harry tinha os dedos cruzados e Rony, continuava a olha-la sem piscar.
-Todos aqui sabem que não sou puro sangue, que sou filha de trouxas. Pois bem, quando recebi a carta de Hogwarts tive medo, mas sempre gostei de desafios e decidi que viria. Logo no expresso conheci duas pessoas, dois garotos, um, famoso já desde bebê, e o outro, um garoto que já estava tentando fazer um feitiço qualquer, que eu fiquei para vê-lo fazer.- Rony sentiu suas orelhas ficarem muito vermelhas.- Sei que os dois não gostaram nadinha de mim no começo, um deles até me chamou de pesadelo e por que? Só porque eu tenho esse meu jeito de me preocupar demais com estudos, carreira e futuro.- Gina já chorava.- Até o dia em que eles dois me salvaram de um trasgo. Viramos amigos. O famoso trio da Grifinória. E mesmo me preocupando com estudos, me preocupava muito com os dois. Passamos todos esses anos como amigos, inseparáveis, uma briguinha vez ou outra.- A Grifinória toda riu e murmurou um “Vez ou outra?”- Mas não sei porque, minha preocupação com o futuro continuava muito grande, principalmente nesse ano, que escolheríamos nossos futuros, carreiras, e principalmente depois da morte dos meus pais, que nada tinham a ver com aquela maldita guerra. Comecei a estudar mais e mais e me afastar de uma pessoa. Comecei a dizer a mim mesma que eu não era ninguém para impedir que ela também realizasse seu sonho.- Harry olhou para Rony, que permaneceu com o olhar fixo nela.- Pois todos temos um sonho, o meu, antes era de ser bem sucedida numa profissão, e eu convicta, sempre achei que esse seria meu destino, mesmo abrindo mão de algo importante em minha vida. Mas no dia em que Voldemort veio aqui e armou toda aquela confusão, vi, meus dois grandes amigos, caídos, desacordados no chão, nesse dia eu deixei de ser tola e percebi o que realmente é importante na vida. E além de perceber isso, também, nessa semana que passou, percebi que estava escolhendo o futuro errado pra mim. Ser uma funcionária do ministério não era realmente o que me faria sentir gratificada, e ainda bem, que vi a tempo que levo jeito para ser curandeira.- O queixo de Rony caiu. O salão todo estava em silêncio. A Sr Weasley também chorava.- Mas o que eu percebi que é realmente importante na vida? As pessoas que nos cercam. Custei, sofri um bocado, mas aprendi isso. Além de feitiços, poções, runas, aritmacia, herbologia e tudo mais que estudamos aqui, levo esse aprendizado comigo. Dar valor a quem gosta de gente, dar valor às pessoas. E nesse aprendizado, magoei uma pessoa extremamente importante para mim, e de coração, estou muito arrependida e queria sinceramente que essa pessoa me perdoasse.- Ela olhou na direção de Rony pela primeira vez. Muita gente, incluindo toda a Grifinória olhava dela para ele. Mas ele, simplesmente baixou os olhos.- Quero dizer, a essa pessoa o quanto ela é importante para mim. Vou te esperar, no lugar se sempre. Por favor, se me perdoa e quer me ouvir, me encontre lá. Obrigada a todos por me ouvirem e sorte a todos nós que estamos formando.
Palmas, muitas palmas, ninguém era capaz de falar nada, só aplaudir. Tinha muita gente chorando, muita gente se abraçando, enfim, estava um momento bonito. Parecia que ela tinha tocado bastante gente, pois dava pra se ouvir no salão coisas como: “Você é importante pra mim”, ou um “Eu gosto muito de você”. Ela saiu, em direção ao jardim, e chegou lá, no lugar dos dois, embaixo daquela árvore perto do lago. Sentou e esperou.
Os Weasley tinham ido até onde Harry e Rony estavam. A Sra Weasley não parava de abraçar o filho, depois Harry e voltava em Rony. O Sr Weasley dava tapinhas nas costas dos garotos... Os gêmeos como sempre faziam piadinhas. Carlinhos , Gui e Percey também estavam lá e abraçavam o irmão e o cunhado. Gina ainda abraçada a Harry lhe disse:
-O que o Rony ta esperando?- a cara dela era definitivamente de quem havia chorado.- O que a Mione disse foi pra ele. Todo mundo lá de casa percebeu isso.
Dumbledore mudou de repente a decoração do salão para uma decoração de baile. Os Weasley e Harry sentaram-se numa mesa. Depois de um tempo, foi que Jorge falou:
-Ô Roniquinho, jogador profissional de quadribol, o que você está fazendo aqui, hein?
-Estou na minha formatura Jorge.- respondeu Rony irônico.
-Você entendeu o que ele disse...- retrucou Fred.- tá com essa cara de palerma desde que a Mione falou aquelas coisas pra você lá na frente. É Rony, todo mundo aqui sabe que foi pra você.
-Rony...- foi a vez de Gina- Vá lá... por favor...
-Não deixa passar Rony- disse Gui
-Concordo- disse Carlinhos
-Eu também- disse Percey
-Você sempre gostou da Mione...- disse Fred por fim.
Rony olhou para todos seus irmãos. Todos dando opinião numa coisa dele. Ainda bem que sua mãe e seu pai estavam com Dumbledore. Depois ele olhou para Harry que apenas acenou com a cabeça.
-Que saco vocês também! Dando opinião na minha vida!- e saiu, bufando e pisando duro.
-Será que ele foi?- perguntou Gina
-Claro né, maninha...- O Rony as vezes só precisa de empurrões...- caçoou Jorge.
“Que eles se acertem...”- pensou Gina...
Rony, saiu pisando duro, bufando de raiva. Cinco irmãos e uma irmã para opinarem na sua vida e claro, Harry também... Ele parou na porta do castelo, pensou, pensou, pensou. Lembrou de tudo que ela disse lá na frente e sorriu. Na verdade ele deveria Ter ido a muito tempo ao invés de ficar fazendo ela esperar. Ele a amava muito. Saiu correndo para o salão comunal, tinha que pegar uma coisa e depois disparou para o lugar que ela disse que estaria: a árvore perto do lago.
“Ele não vem... não adiantou...”- pensou ela já chorando... (sorte que a maquiagem dela e de Gina eram a prova de choro).
-Tarde demais Hermione. Tarde demais. Você perdeu mais uma pessoa que você ama.
Essa droga de festa não tem mais sentido, vou subir para o dormitório e...- ela parou ao ver dois pés parados na frente dela e lógico que ela reconheceu de quem eram...
-Mme desculpa Mione, por Ter feito você esperar... Sou um bobo de não Ter vindo correndo depois de tudo que você disse lá dentro.
Ela levantou e das lágrimas surgiu um sorriso. Ele passou a mão no rosto dela para enxugar as lágrimas que ela ainda tinha nos olhos. Rony fez que ia falar mais, mas ela colocou o indicador na boca dele e disse:
-Sou eu que tenho que falar aqui Sr Weasley- ela disse em tom de brincadeira.
-Ah pára. Pra você sempre foi Rony...
-Rony, como eu já disse, to muito arrependida de tudo que fiz, queria sinceramente te pedir perdão, você é importante demais pra mim e...
-Eu já te perdoei Mione... Você disse que se a pessoa te perdoasse que era pra vir aqui... E eu to aqui...
-E eu te amo Rony... Nada me deu mais medo que te perder. Percebi o que você já tinha percebido a tempos... Que o que a gente sente é muito mais importante que qualquer outra coisa.
Ele não disse nada. Apenas a olhou nos olhos, sorriu e aproximou-se dela. Pegou-a pela cintura e murmurou no ouvido dela um eu também te amo baixinho e a beijou, lentamente, depois um beijo daqueles que nem tem como descrever, do tipo que diz: não quero mais ficar longe de você.
Se afastaram sorrindo...
-Como a gente vai fazer? Você sabe, eu já disse que vou pra Bulgária e...
-Rony, se você não ligar, eu vou com você!
-Ligar? Eu? Como eu ligo... ô!!! Isso é tudo que eu mais quero...
-Dumbledore me arrumou uma vaga no hospital de lá.
Rony sorriu, um dos sorrisos mais maravilhosos que ele já tinha dado a ela, na opinião da mesma.
-Eeentão... Eu tenho uma coisa pra você... Comprei pouco antes da gente... ah, você sabe...- e lhe entregou o tal embrulho.- É simples, mas de coração...
Ela abriu o embrulho e viu a caixinha. Abriu-a e lá estava ele, o anel. Era prateado com uma pedrinha verde.
-Ai Rony... É lindo...
-Me dá aqui... Deixa eu colocar em você...- ela deu o anel a ele.- Isso aqui é uma prova do meu amor, e pra você sempre ficar lembrando de mim quando olhar pra ele. Pode ser também um pedido de quem sabe, noivado...
-Noivado Rony?
-Você ta indo embora comigo mocinha...
-Aceito, aceito e mil vezes aceito...
Ele a abraçou carregando-a no colo.
-Rony! Me põe no chão vai... Vai amassar meu vestido...
Ele a colocou no chão e ela tirou a capa e o chapéu de formatura. Estava linda, um vestido prata, um pouco rodado e o cabelo num rabo mais alto e muito liso, com uma franja que caia levemente em sua testa.
-Linda! Perfeita!- ele disse parado a olhando fixamente fazendo ela corar.
-Ah Rony, deixa de ser bobo, vamos?
-Claro... o que você quiser...- disse ele ainda olhando para ela.
Chegando no salão, foram direto para a mesa que estavam seus irmãos. É claro que todo mundo teve que fazer comentários. Gina abraçou tanto os dois que Harry teve que puxá-la...
-Mas o melhor vocês ainda não sabem...- disse Mione mostrando a mão...- Estou indo para a Bulgária também...
-Roniquinho vai casar?- disse Fred
-O mundo tá acabando- disse Jorge.
-Calem vocês dois- disse Rony sério...- Mione, vamos dançar e deixar os dois aí...
-Vamos...
E dançaram a noite toda. Todas as músicas. Abraçadinhos. Bem, nem todas, porque não é só de musica lenta que se faz um baile de formatura. Hermione e Gina também dançaram quando tocavam os outros ritmos com as outras garotas, enquanto os garotos ficavam sentados planejando o futuro.
A última música sim, foi lenta. Os dois estavam dançando e quando ela acabou:
-Te amo...
-Também te amo...
E assim foram dormir, a última noite no castelo. A ultima noite de uma etapa da vida.
-;-
Capítulo 29~> O começo de uma vida nova
Rony abriu os olhos e sorriu. Será que aquilo tudo fora um sonho? Não, tudo fora realmente real. Ela estava com ele, eles estavam juntos novamente. E melhor ainda, ela estava indo embora com ele. Sorriu novamente e abriu as cortinas de sua cama e viu que todos ainda dormiam. Acordara cedo, mesmo tendo ido dormir tão tarde...” Noite perfeita...” Trocou de roupa e desceu. Realmente estava cedo demais, quase ninguém tinha descido para o café. As mesas das casas estavam praticamente vazias. De longe, na mesa da Sonserina, Rony viu Draco Malfoy com Crablle e Goyle. Malfoy olhava Rony com aquele sorrisinho sarcástico de sempre no rosto. “Idiota- pensou Rony- aposto que ele vai soltar uma piadinha ridícula agora”. E não deu outra:
-Weasley, Weasley Weasley... tisc, tisc, tisc... Foi só a Sangue Ruim da Granger saber que você sairia dessa sua vidinha medíocre e ela te chamar de volta pra ela e você sair correndo para ela feito um cachorrinho. O que ela disse na festa ontem foi a coisa mais patética que eu já ouvi em toda minha vida.
Esse comentário seguiu de muitas risadas dos três. “ O paspalho mor com seus dois recrutas idiotas...Será que ele tem que ser totalmente previsível?”. Rony permaneceu em silêncio, como se não fosse com ele. Malfoy, vendo que seu comentário idiota não havia causado dano algum resolveu apelar mais:
-E sua família, hein Weasley? Mais ridícula impossível. Credo, quando vi aquele bando de pobretões, quase vomitei. Não deviam permitir gente desse tipinho na formatura.
Rony olhou para Malfoy. Não, ele não ia apelar. Então, ele olhou para Malfoy com o sorriso mais sarcástico que conseguiu e apenas disse:
-Pelo menos eu tenho família, meu pai não está em Azcaban e minha mãe não me ignora a ponto de não vir na minha formatura. Ah, e pelo menos eu tenho uma garota!
Dizendo isso, ele foi saindo, deixando um Malfoy com uma cara totalmente de tacho. Rony foi rindo em direção ao campo de Quadribol. Ele estava tão feliz que se assustou com ele próprio ao ver que nem os comentários imbecis do idiota do Malfoy conseguira o tirar do sério. Ria a toa, só de pensar em tudo que estava acontecendo: “ Vou jogar quadribol e tenho a Mione comigo...” Ele sentou-se no meio do campo de quadribol, relembrando do seu primeiro jogo ali, que fora um fracasso, até os que ele descobriu que era bom, o que lhe faltava era autoconfiança. Na verdade, ele deitou-se no campo e ficou mirando o céu. Fazia um bonito dia de verão.
Gina e Hermione desceram para o café e encontraram Harry já tomando café meio sonolento.
-‘dia Harry!- disse Hermione olhando por todo o salão.
-‘dia Mione e eu não faço nem idéia de onde o Rony esteja.
Ela o olhou meio vermelha...
-Ele já deve Ter tomado o café a muito tempo... Até parece que vocês não conhecem meu irmão. E deixa eu me sentar ai que eu to com uma fome!
Harry e Hermione dispararam a rir.
-É Mione, estamos perdidos. Isso aí é de família.
Gina fingiu estar aborrecida, mas logo riu também.
Terminaram o café e Hermione continuava procurando o namorado.
-Calma Mione- começou Harry- vocês ficaram juntos praticamente a noite toda. Ou você acha que eu não vi a hora que o Rony foi dormir?- Ela ficou mais vermelha que um tomate e Gina ficou rindo.
-Estou procurando ele, para ele me ajudar a organizar os alunos para irmos embora... Gina continuou rindo do embaraço da amiga.
Hermione havia contado a amiga que ela e Rony haviam ficado dando uns beijinhos na sala comunal, depois dela usar o poder de monitora-chefe para mandar todos para os dormitórios. “ Beijinhos, aram...- palavras de Gina” ; “Gi, não aconteceu nada disso aí não, sua mente suja”. As duas ficaram conversando mais um pouquinho até chegarem a Harry.
-Esperem ai que eu acho que sei do meu irmão- disse Gina saindo correndo.
E ela acertou quando foi diretamente ao campo. Ela avistou seu irmão deitado no campo, e ao aproximar-se dele viu que ele tinha um sorriso nos lábios.
-Ei maninho- disse ela sentando- se ao lado dele.
-Ah, Oi Gina..
-O que você ta fazendo aí? Tem alguém lá dentro doidinha atrás de você...
Ele sorriu.
-Eu tava pensando... Em como tudo tá dando certo Gina... Em como eu to feliz. Ta certo que eu sofri um pouquinho por causa da Mione, mas agora tá tudo como sempre deveria estar...
-Que bom que tudo está entrando nos eixos. Fico tão feliz por você...
-Valeu Gina. E você e Harry ajudaram, bastante. Você, com seus sermões pra cima de mim e da Mione e Harry, por falar as verdades que ela precisava ouvir, bem, ela que me disse isso.
-A gente não se conformava de ver os dois sofrendo... Não dava pra entender, sabe...
-É... a gente é meio cabeça dura, sabe...
-Meio?
-Ah Gina, não era tanto assim... Mas eu estava aqui, me lembrando de tudo, sabe... Fui muito feliz aqui, apesar de tudo. Foram anos inesquecíveis. Acho que os melhores da minha vida até hoje...
-É... mas eu ainda tenho ano que vem... sem o Harry aqui! A Mione... e você também... mesmo com sua implicância...
-ô, tadinha... aposto em como o Harry dá um jeito de vir te ver...Ou você se esquece que ele é protegido do Dumbledore.
Os dois irmãos começaram a rir, até que chega uma Hermione ofegante:
-Ronald Weasley! Esqueceu que ainda é monitor? Anda logo, a gente tem que organizar os alunos para irmos... Ésta praticamente na hora do expresso ir...
Rony virou para a irmã e disse baixinho:
-Certas coisas nunca mudam...
Gina foi atrás dos dois, rindo de Hermione chamando a atenção do namorado... O que parecia que não iria acabar, já tinha começado ela, com os sermões de sempre e Rony com aquela cara de ah que saco. Sem mais, ele fez com que ela parasse de andar e deu um beijo nela, de modo que ela calou-se... Pelo menos por um tempo...
-É, não mudam mesmo...- disse Gina para si mesma.
Depois de muito custo, estava tudo pronto. As carruagens estavam todas cheias de estudantes. Os quatro estavam sozinhos em uma. Assim que elas começaram a andar, três cabeças não paravam de olhar para trás. Hermione tinha lágrimas nos olhos... Rony, uma expressão estranha e Harry, uma feição triste. “ Não acredito que ainda tenho que ir na casa dos Durley... mas, pera aí... Já posso morar sozinho. É, é isso que eu vou fazer, arrumar uma apartamento pra mim, mas onde?”Ele foi tirado dos seus pensamentos por Gina, que o abraçou e mostrou pra ele uma Hermione chorando escondida no peito do namorado.
-Rony, Mione... vocês dois são os melhores amigos que pude conhecer. Eu quero que a gente seja pra sempre assim... Eu sei que vocês vão pra longe, juntos, mas se acham que estão livres de mim, me perdoem, mas estão enganados.
-Ah Harry- disse Mione- você acha mesmo que a gente ia sair da sua vida assim?
-É cara, não viaja vai... Quero que você vá ao meu primeiro jogo... Você é meu irmão...
-Cunhado- corrigiu Gina
-Eu vou...- disse Harry
Os três sorriram...
Estavam a bordo do expresso... Rony e Hermione tinham ido a ultima reunião de monitores, enquanto isso, Harry e Gina estavam na cabine, calados, quando entra um Neville totalmente afobado...
-Harry, Harry... adivinha só! Eu consegui, a coruja acabou de chegar. Estou indo estudar Herbologia avançada na Irlanda. Poderei até ser professor...
-Nossa Neville! Que legal... olha, eu nem imaginava viu? Você nunca contou nada pra gente...
-É que eu queria que desse certo primeiro. Olha, eu queria era falar com a Mione, mas se ela não tá, fala pra ela... Tô indo ali falar com a Luna que consegui.
-Luna?- disseram Harry e Gina juntos
-É, que bem... a gente.. ah, vocês sabem, né...- e saiu disparado, deixando Harry e Gina morrendo de rir...
-Eu sempre os achei perfeitos um para o outro...
-Quem, nós?- disse Rony entrando na cabine seguido de Hermione.
-Rony, o mundo não gira em torno de você...- disse Gina.
-Então quem?
-Neville e Luna, acreditam?
-O que?- foi a vez de Rony rir
-Na verdade sempre achei que combinassem...- disse Hermione
-Sempre não Mione... A Luna me contou que a uns meses atrás você andou perguntando a ela se ela gostava de mim...- Hermione a olhou estupefada- Admita que você morre de ciúmes de mim...
-Ah Rony, francamente!- disse ela cruzando os braços e evitando o olhar de Rony.
Harry e Gina já haviam começado a rir...
-Tem ciúme sim!
-Não tenho não Rony...
-Admite Mione...
-Quem é que me enchia de perguntas sobre o Vitor, hein?- disse ela provocando-o
-Ah, o Vitinho...- disse Rony fechando a cara.
-Há, é você que tem ciumes de mim...
-Mas você tam...- mas ele fora interrompido.
-Parem!- era Gina não sabendo se ria ou se gritava com os dois.- Os dois morrem de ciume um do outro e é essa a questão!
Todo mundo riu. Silêncio novamente...
Parecia que ninguém queria falar. Harry pensava em onde morar, quando de repente lembrou-se que a antiga casa destruída de seus pais ainda era dele. “ Eu vou lá ver o lugar...” E olhou para os amigos e a namorada, estavam todos muito calados, perdidos em seus próprios pensamentos... Lembrou-se de Rony e Hermione na primeira viagem no primeiro ano. Em como eles já conseguiram brigar no primeiro momento em que se viram... O sapo de Neville, e o feitiço errado de Rony, ele desejando não a Ter na Grifinória...” Harry olhou os dois agora, de mãos dadas, indo morar juntos em outro país... Riu alto, fazendo com que todos olhassem para ele...
-Desculpem- murmurou.
Rony voltou seu olhar para fora do trem... Sem saber, estava pensando na mesma coisa que Harry...
Como se fosse um filme, cenas voltaram à sua cabeça....
“ Você está com o nariz sujo, sabia?”- era a voz dela, ainda criança e ele amarrando a cara; lembrou-se que chegou a desejar que ela não caísse na mesma casa que ele... Ela, sempre querendo se meter nos assuntos dos dois e finalmente, no dia do Vingardium Leviosa... “ Não acredito que a chamei de pesadelo... e hoje, acho que não viveria sem a minha Mione...” –ele pensou por fim, olhando a namorada.
Na cabeça dela, se passava praticamente a mesma coisa. Ela olhava o anel em seu dedo... “Nunca, naquele dia em que vi Rony pela primeira vez, aquele garoto tentando fazer um feitiço e com o nariz sujo, que ele seria meu amor... Aquele garoto desengonçado... E ainda mais depois, que ele me odiava... Até o maldito, ou bendito dia em que ele me chamou de pesadelo depois da aula de feitiços, e de noite me tiraram do trasgo... Foi naquele dia que me tornei amiga dos dois... É, tem coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro...” E sorriu.
-Acabei de me lembrar- começou Hermione
-Do nosso primeiro ano?- Perguntou Rony
-Foi...
-Eu também...
-Ei, eu também... pensei em quem diria, vocês dois aquele dia no trem, se estranhando tanto, acabariam assim hoje...
-Engraçado, a gente pensando na mesma coisa...- disse Rony
-Deve ser porque é a última vez que viajamos aqui...- disse Hermione
-É...- disee Harry
-Isso, podem me deixar de fora mesmo... Eu não ligo...- disse Gina emburrada- Afinal, vocês três sempre foram o trio, não?
-Que isso Gi...- disse Harry- também me lembro de você saindo correndo aquele dia, a primeira vez que fui na Toca. Morrendo de vergonha... E o Rony me falando que você tinha falado de mim o verão inteiro...
Gina ficou mais vermelha que uma pimenta. Rony rui e Hermione também...
O resto da viagem correu normalmente, até que chegaram em King Cross quando já era noite. Os Weasley estavam lá para esperá-los. Não iriam para casa. Iam para o Caldeirão Furado, Rony estava indo embora no dia seguinte com Hermione...
Chegaram todos no caldeirão furado e lá encontraram André Volkov, como previsto. Rony o apresentou à sua família. Harry ele já conhecia e foi a hora dele falar que havia mudado de idéia, e que Hermione iria com ele...
-André, esta é minha namorada, a Hermione, e, bem...er...é que a gente, meio que mudou de idéia e ela está indo comigo.
-Hum... Temos um problema...- Hermione arregalou os olhos- É que já alugamos um apartamento para você numa comunidade bruxa próxima ao local do treino, e é que só tem um quarto e não tem como mudarmos isso. Temos um contrato com o proprietário.
-Não vejo problema algum nisso.- disse Rony corando e fazendo Hermione corar mais ainda.
-Ronald!- ela o repreendeu.
André Volkov riu dos dois e Harry, que fora o único que havia ouvido, quase drobou de tanto rir da cara constrangida de Hermione, que saiu dali feito um furacão puxando Gina rumo ao quarto que fora reservado para elas. Rony olhou para Harry que ainda ria.
-O que deu nela?
-Ah Rony, acho que ela ficou meio que assim, com vergonha, bem, eu acho...
-Mas o que ela achou? Que a gente não ia morar na mesma casa?
-Rony... se você não sabe, eu é que vou saber?
Rony deu de ombros e sentou-se com Harry e os gêmeos. Achou melhor não ir até ela... Evitar brigar. Teve que agüentar os comentários de Fred e Jorge:
-Roniquinho jogador, nós como seus irmãos temos que dar a vocês umas dicas preciosas para lidar melhor com as mulheres.- começou Fred
-Já que você e Mione vão morar juntos- continuou Fred fazendo uma cara muito sarcástica.
Rony sentiu que estava vermelho e fechou a cara, Harry recomeçou a rir.
-Vocês dois não comecem, por favor...
-Que isso Roniquinho... olha, seja gentil com ela, viu? Larga de ser esse grosso que você é, mas você sempre deve manter o controle.- disse Jorge
-Flores! Elas adoram...- disse Fred.
-Parem com isso já!- disse Rony firme- E você Harry, ajuda ao invés de ficar ai rindo.
-Desculpe Rony...- disse Harry segurando para não rir mais ainda.
Silêncio... Rony levantou-se e foi até o quarto de Hermione. Não dava pra aguentar as chatices dos gêmeos.
Logo que Hermione puxou Gina e a levou para o quarto, Gina sabia que havia acontecido alguma coisa...
-O que foi Mione?- perguntou Gina uns cinco minutos depois, de olhar para Hermione fitando o chão.
-Não vou mais embora com seu irmão.- disse ela querendo chorar.
Gina arregalou os olhos.
-Mione! Por Merlin, o que aconteceu...me diz logo... ah não!
Hermione ficou muito vermelha agora. Olhou para Gina como se fosse falar alguma coisa, mas não conseguiu... Ela estava constrangida demais para falar daquilo. Voltou a fitar o chão por mais alguns minutos, respirou fundo e começou a falar, sem perceber que tinha alguém ouvindo tudo encostado na porta.
-Gina, quando o técnico ou sei lá o que do Rony disse pra gente que o apartamento que tinha alugado pro Rony só tinha um quarto e nos disse que isso seria um problema, seu irmão disse que isso não seria problema, mas pra mim, isso é um problema, entende?
-Ah Mione... Por que isso é problema? Vocês se amam e... por acaso você descobriu que não ama mais meu irmão?
Rony, do lado de fora, sentiu uma coisa ruim...
-Tá louca Gina? Amo seu irmão mais que a qualquer um aqui. Simplesmente, ah Gina, como é que eu vou dormir no mesmo quarto dele? Talvez na mesma cama? Estou com medo... entende? Eu...eu...bem, simplesmente não tinha pensado nisso... só que agora eu estou completamente insegura...
-Ah Mione... Deixa de ser boba... achei que algo sério tinha acontecido...
-Gina, isso É sério! Dá pra entender?
-Tá Mione, é sério, eu sei, mas não é motivo pra esse drama de você dizer que não vai mais, né. Tá louca, depois de tudo que você mesma descobriu a respeito de tudo que você sente por ele? Francamente Mione... é só vocês dois conversarem. Meu irmão não é nenhum monstro troglodita. Ele vai te enteder...
Hermione olhou para o chão, realmente fora uma idiota. Apenas tinha ficado com medo. Mas por um lado, até que tinha uma certa razão de medo... era uma vida nova, numa cidade nova... tudo novo.. E, seria uma vida totalmente diferente...
TOC TOC TOC...
Gina abriu a porta e deu de cara com Rony. Sem dizer nada ela saiu.
-Mione... o que deu em você? Por que subiu correndo assim?- ele resolveu se fazer de bobo, fingir que não tinha escutado o que ela disse sobre eles terem que dormir juntos...
-Me perdoa Rony, fui uma boba, é que me deu medo sabe... é tudo muito novo pra gente...a gente vai até... morar junto... até, dormir junto...- as duas últimas palavras foram um sussurro por uma Hermione constrangidissima.
-Mione- ele disse se aproximando dela e sorrindo- Eu te amo, muito. Sabe, disse pro André que não tinha problema de o ap ser só de um quarto, mas juro que foi sem nem perceber nada. Eu só quero que você saiba que eu nunca iria fazer nada que você não quisesse sabe... Não sou esse tipo aí...- os dois estavam muito vermelhos- Você, Hermione Granger é a mulher da minha vida e tudo que acontecer entre a gente vai ser no seu tempo, entendeu? Eu não ligo de dormir no sofá da sala se ele for confortável. E eu te repito Mione...te amo... – ele se aproximou dela e a abraçou forte. Ela se sentiu segura ali, naqueles braços fortes a apertando.
-Ai Rony... eu é que fui boba... me perdoa... A gente já é até noivo...- os dois caíram na gargalhada, pois sabiam que aquela história de noivos fora só uma brincadeira por causa do anel que ele dera de presente a ela.- Eu também te amo muito.
Ele a pegou no colo e a beijou. E como ela adorava quando ele fazia isso com ela... Ele tinha os braços fortes e ela sentia uma sensação muito boa no calor do corpo dele...
-Mione... tem uma festa esperando a gente lá em baixo.- ele sussurrou nos ouvido dela a fazendo arrepiar.
Ela fez uma carinha de quem não queria sair dali, mas por fim disse:
-Pode ir Rony... Vou só me arrumar um pouco e já vou.
Rony desceu e ela sentou-se na cama. “Como eu pude por um momento não querer ficar perto dele? Apesar do tanto que vai ser estranho no começo, a gente se ama... Isso é o que importa...”
Ela se arrumou e desceu. Lá, estava havendo uma festa, digna dos Weasleys. Estavam todos novamente lá. E faixas contendo palavras legais para os dois. A Sra Weasley não parava de chorar:
-Meu Roniquinho! Tão longe... não acredito que meu menino vai embora também...
-Calma mamãe- Carlinhos e Gui tentavam consaolá-la- você vai poder ver o Rony sempre. E ele vai Ter quem cuide dele, não é cunhadinha?
Mione sentiu seu rosto arder de vergonha.
-É Sra Weasley, eu vou cuidar do Rony...
-Vocês são duas crianças Hermione...
-A gente se vira... a gente consegue...Um dia, isso teria que acontecer, a gente teria que ser tornar adultos...
-Querida, eu sei que você tem razão... É que eu sou mãe sabe... Mas eu sei que vocês vão dar conta. Arrumei uma nora para colocar o Rony nos eixos...
-Xiiiiiii Rony.... Você tá enrascado... A mamãe e a Mione tão aqui dizendo que você vai entrar nos eixos...- zombou Fred que tinha acabado de chegar perto da mãe...
E foi assim que a festa continuou, com todos rindo, bebendo e comendo até que já era muito tarde e a Sra Weasley mandou todos irem para a cama, pois os dois partiriam logo cedo com André Volkov, através de uma chave de portal para viagens internacionais. Rony e Harry dividiam o quarto, como sempre.
-Vou sentir sua falta cara.- disse Rony
-É Rony, eu também...
-Já decidiu o que vai arrumar?
-Vou olhar um lugar para morar, mas pensei no caso de ir ver o local onde moraram meus pais. A propriedade ainda é minha, e quem sabe eu não volte a morar lá, apesar de nem me lembrar de nada. E você e Mione, resolveram o probleminha?
-Eu disse a ela que não ligo de ficar com o sofá da sala.
-Ah... vocês dois...
-‘Noite Harry.
-‘Noite Rony...
No dia seguinte, Rony e Hermione foram acordados extremamente cedo por uma Srs Weasley histérica. Já estavam atrasados, pois segundo André, esse tipo de chave de portal tinha hora marcada.
Estavam o Sr e a Sra Weasley ( chorando, claro) já mandando os dois pegarem a chave de portal, quando desce Harry, tropeçando na escada de tanto correr.
-Consegui... Não ia dar para vocês dois irem embora sem se despedirem de mim,né...
-Harry...- disse Hermione meio chorosa abraçando o amigo.- Sentirei muito a sua falta e espero te ver sempre na nossa casa, ta?- o “nossa” saiu meio embaraçado. E Harry riu das caras vermelhas dos amigos.
-Harry, eu já te disse, né.- Rony abraçou o amigo- Você é meu irmão cara, e eu simplesmente te jogo uma azaração se você não for conhecer a nossa casa e me ver jogar e dar notícia sempre, claro.
-Tudo bem Rony... Nem ouso a dizer não pra você... Olha o seu tamanho. Roniquinho jogador...
-Vamos, está na hora...- disse André.
Os três colocaram a mão na chave e foram, deixando a Sra Weasley ainda chorando e Harry e o Sr Weasley acenando com caras tristes.
-Acho que vou voltar para minha cama- disse Harry
-Vá sim querido, mais tarde eu acordo vocês para irmos para casa.
E Harry subiu as escadas, sentindo um vazio imenso no peito, misturados com uma alegria. Era uma sensação estranha. Seus dois melhores amigos tinham ido embora e estavam juntos. E ele, ficaria sozinho de novo, o ano todo. Mas logo sorriu. “ Aqueles dois nasceram um para o outro, não podia ser de outro jeito...
Os três pararam em frente a um prédio, pequeno, mas muito bonitinho na opinião de Hermione.
-Bem... È aqui, a nova casa de vocês. Nesse prédio, moram vários jogadores do time. Mas quase nenhum deles está, pois ainda estamos de férias por uma semana. Você veio antes, pois temos que começar com nossos exames de rotina ainda essa semana. Mas ainda tem uma semana de férias para curtir sua nova casa. Tomem- e entregou a chave a Rony.- O apartamento é o 202.
-Er... André!- chamou Rony, fazendo André virar para trás- Vitor Krum mora aqui?
-Sim, no 201 por que?
Rony olhou para Hermione, que segurava o riso. “ Vizinhos?”- pensou Rony
-Por nada não... a toa...
Depois de todas as instruções, André foi embora. Rony e Hermione olharam um para o outro e em direção ao prédio. Deram as mãos, para entrarem juntos, onde começariam uma vida nova.
Rony abriu a porta. Os dois, meio desconfiados colocaram só a cabeça para dentro. Hermione fez que ia entrar, mas Rony a impediu.
-Ei, vá com calma aí...- e antes que ela pudesse falar alguma coisa, ele a carregou no colo.
E foi assim que eles entraram em casa. Era um apartamento simples, mas arrumadinho. Uma sala, uma cozinha com área, um quarto e um banheiro.
-O que você achou, hein Mione?
-Uma graça. Só precisa de um toque feminino, mas Rony, é perfeito.
Rony deu um pulo em direção ao sofá...
-É bom- disse ele examinando o sofá.- Fico com ele.
Hermione corou.
-Vem, vamos conhecer o quarto.
Os dois foram juntos de mãos dadas. O quarto tinha uma cama, uma mesinha, e um guarda-roupas grande. Os dois sentaram-se na cama, olharam o nada por um longo tempo.
-O que foi Rony? Tá pensando em que?
-Em como eu te amo e em como eu estou feliz de Ter você aqui comigo, pois se você não estivesse aqui, acho que eu não iria agüentar ficar sozinho.
-Ah Rony...
Ele a beijou, fazendo com que se deitasse na cama. Ele apoiou o cotovelo na cama, mas logo deitou-se por cima dela, e continuou a beijando... Ela fazia carinho no cabelo dele, e ele pensou em como era bom estar assim com ela.
Ele alternava os carinhos, passava a mão levemente no braço dela, fazendo-a soltar um suspiro. Era bom, tê-lo ali.
Logo que ela suspirou, ele se sentiu bem, vendo que ele tinha um outro poder, e que aquilo não tinha nada a ver com a magia conhecida por eles. Era algo, meio desconhecido...
Mas logo pararam. Foram dar uma volta na rua. Passaram o dia todo andando, conhecendo o povoado bruxo. Ela até viu onde iria trabalhar.
Chegaram exaustos em casa. Tomaram banho, comeram e Hermione disse que iria dormir, que estava cansada. Deram um beijo de boa noite, que provocou outra sensação estranha em ambos e foram dormir.
Rony estava no sofá, querendo estar em outro lugar. Apesar de estarem no verão, o país era bem mais frio do que eles estavam acostumados. Logo ele admitiu para si mesmo, que o calor que ele queria definitivamente não era de cobertas.
Hermione, ainda lia um livro, tinha rolado na cama sem conseguir dormir. “Estranho como aqui é frio até no verão... O Rony deve estar com frio...Será que vou lá ver se ele precisa de alguma coisa?” E claro, ela foi, e o encontrou meio tremendo e ainda acordado. Parou na frente dele, respirou fundo e juntou toda sua coragem. Apenas disse:
-Vem Rony... Seu lugar não é aí não... Vamos dormir lá, nós dois.
Ele a olhou espantado, mas sorrindo. E foi, logo depois dela Ter entrado no quarto absolutamente vermelha, pensando que teria sido atirada. Então ele chegou, encabulado, com as orelhas vermelhas e deitou-se ao lado dela. Mas eles não se tocavam.
-Adorei você Ter me chamado...
-Ahhh Rony... –ela disse escondendo o rosto no peito dele, fazendo-o estremecer um pouco.
Ele passou a mão nas costas e nos cabelos dela e ficou fazendo movimentos com as mãos, fazendo-a Ter uma das melhores sensações que ela lembrou de Ter sentido.
-A gente pode dormir assim?- ela perguntou olhando nos olhos dele.
-Devemos.- ela a trouxe para mais perto.
Ele deu um leve beijou na testa dela, outro na bochecha e por fim, nos lábios. Um longo beijo, doce, terno. Ela não queria sair dali nunca mais e apertou-o com mais força, para dizer isso.
-‘Noite Rony...
-Seja bem vinda a sua nova vida Mione.
Um sorriu para o outro e adormeceram, a primeira noite da tal nova vida que estava começando. No outro dia, quando acordaram, ainda estavam abraçados.
FIM
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