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João Hélio Fernandes, de 6 anos Rio de Janeiro

por jairobandsan em 09/02/07 - 20h:49m

Cidades

09 de fevereiro de 2007 - 20:22
Preso quinto integrante de grupo acusado de matar garoto


Carlos Roberto da Silva teria dirigido o Corsa, arrastando o menino durante a fuga
Bruno Lousada





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RIO - A Polícia Militar prendeu nesta sexta-feira Carlos Roberto da Silva, 21 anos, o Carlinhos Sem Pescoço. Ele é suspeito de ser o quinto integrante da quadrilha acusada do assassinato de João Hélio Fernandes, de 6 anos, ao arrastá-lo por 14 ruas de quatro bairros, em um total de sete quilômetros. O grupo roubou o carro da mãe do garoto, um Corsa, e João Hélio ficou preso ao veículo pelo cinto de segurança.

A ação da PM pegou de surpresa o delegado Hércules Nascimento Pires, da 30.ª Delegacia Policial (Marechal Hermes), que já tinha ouvido Carlos Roberto na tarde de quinta como testemunha. "Por mim ele não está envolvido no caso", declarou o delegado. Outros dois acusados ainda são procurados.

Carlos Eduardo Toledo teria dirigido o Corsa durante a fuga. Ele já estava foragido da Justiça por roubo de carros.

Além de Carlos Roberto, estão presos o menor E., de 16 anos, irmão de Carlos Eduardo, e Diego Nascimento Silva, de 18 anos, que entregou os comparsas. Tiago Abreu Mattos, de 19 anos, chegou a ser detido na quinta, mas foi liberado por falta de provas.

Em seu primeiro depoimento, Diego disse que era ele quem dirigia o Corsa. Nesta sexta, no entanto, afirmou que Carlos Eduardo arrancou com o carro roubado, enquanto ele estava no banco do carona e o menor E., responsável por abordar as vítimas, estava no banco de trás.

Tiago estava no táxi do pai, um Vectra, usado pela quadrilha para chegar em Cascadura, local do crime. De acordo com um policial militar, Carlos Roberto confessou que também estava no táxi.

Diego alega que não sabia sobre o menino preso ao carro. Perguntado sobre as testemunhas que tentaram fazer com que a quadrilha parasse o Corsa, disse ter pensado que se tratava de perseguição por causa do roubo. Ele disse também que Tiago estava interessado nos pneus do Corsa.

Tiago pegou o táxi do pai sem avisá-lo. A polícia informou que ele viu o desespero da mãe do garoto no momento do crime e, separado dos três cúmplices que estavam no Corsa, fugiu para a casa de Carlos Roberto, onde estivera antes do assalto.

"Vamos pegar o Tiago em breve. Acho até que o pai dele vai entregá-lo", disse um inspetor da Polícia Civil. Diego, que se mostrou frio ao ser preso, mudou de comportamento após a primeira noite na cadeia. Ele disse estar arrependido e reclamou das condições da cela. ( OBSERVAÇÃO Vai vêr que os direitos humanos ainda vai dar um Hotel 5 estrela para ele vcs ñ achan? )