Poesia de Vinícius Soares e João Lins
Para Obesazinha
Se os versos fossem lipídios
e não mostrassem os indícios
de toda minha dor...
se fossem adipócitos queridos
e não sentimentos fugidos
do meu interior...
Se as estrofes fossem cadeias
de células que juntas são feias
e perdem a utilidade,
que se tornam de vez nocivas
de imposições destrutivas,
arruinando a jovialidade.
Se a poesia fosse essa droga
de lipo-aspiração e cirurgia,
de dietas e ferramentas
da cruel e falsa farmacologia,...
Se a poética se resumisse
e a poesia, de gorda, sumisse...
Que seria de mim,
poeta de magros versos
secos como pó,
duros como um pé
e finos como a dor...
E se a poesia se for,
Se for da sua laia fugir?
E se, gorda, sua saia apertar?
E se, larga, sua sanha surgir?
É hora de sobre ela dormir
Tinta dura em banha fresca
Forte aperto em carne frouxa
Firme pulso em pena leve
Entregue a seus contornos
Imune a seus entraves
Eterno amor noturno
Macio e morno encaixe
Se os versos fossem graxos
Eu escorria em seus deslizes.
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1. arianerdc 19/11/2005 - 12h38m
Jonnyss...
qto tempo minino...vc anda sumido,heim?
cm estah td?
Bjusss =D