12/04/07 - 23h:05mDenunciar

The Planctons

Como uma planquete não poderia ser diferente: estou contando as horas, os minutos, os segundos para o show da melhor banda do mundo (vou ficar na frente do palco, vou gritar, assim como as fãs dos beatles)...gente, essa tiração de onda está muito engraçada...rsrsrs. Já ri demais de tudo isso.



Leia com exclusividade a entrevista com o bassman Ben, da Planctons, feita pelo amigo Alisson para o Nova Imprensa...foi enviada hoje à tarde, antes mesmo do jornal circular na cidade.





CULTURA





Topetes esnobes





A cidade de Formiga vai parar na noite desta sexta-feira 13. Show mais aguardado no país desde a apresentação histórica dos Rolling Stones na praia de Cobacana, a banda-esnobe Planctons, que tem repertório calcado no Rockabilly dos anos 50 e na Surf Music, se apresenta no bar Tijolinho (próximo à Unifor) e promete botar os roqueiros formiguenses para dançar em uma noite de muito rock e azaração.

E é da mesma Copacabana dos Stones que o quarteto de roqueiros-surfistas chega para sua segunda “apresentação” na cidade. Em outubro do ano passado, eles fizeram rápida aparição como banda de abertura no show que comemorou os 10 anos do grupo de rock formiguense Anarkaos.

O evento tem início marcado para as 22h30, quando sobe ao palco a banda de hard rock Sioux. Em seguida, o Planctons deve apresentar um set de 90 minutos, como se fosse um jogo de futebol. Pelo menos foi o que garantiu o baixista da banda, Ben Plâncton, em entrevista ao Nova Imprensa na última quarta-feira à noite, direto de Copacabana, via MSN.

O músico, que se atrasou para a entrevista porque estava assistindo ao jogo entre Botafogo x Vasco na arquibancada do Maracanã, falou sobre o show, sobre seus companheiros de banda e, lógico, sobre o Romário, que mais uma vez não conseguiu marcar seu milésimo gol e, de quebra, viu seu Vasco ser eliminado do Campeonato Carioca.





Nova Imprensa - Vamos começar do começo. O começo que interessa. Você demorou para chegar aqui para nossa entrevista previamente marcada. Provavelmente você estava no Maracanã assistindo ao jogo do Vasco e esperando pelo tal ‘gol 1.000’ do Romário...



Ben Planctons: Não vou mentir. Estava lá sim, porque adoro o Rio de Janeiro e sou vascaíno.



NI - Tem sido bem legal e engraçada esta saga do Romário em não fazer o ‘gol 1.000’, concorda?



Ben: Acho que não. Não tem sido nada engraçado. Já foram quatro jogos e nada. Acabamos sendo desclassificados da Copa do Brasil e agora do Carioca, fatos que me deixam muito entristecido.



NI - Alguém tem abordado você na rua e feito piadinhas do tipo "eu troco meu Gol Mil pelo Audi do Romário"?



Ben: É muito boa essa piada, mas já está batida. O Romário é tão craque quanto o Pelé. Se fossem nos dias atuais, o Pelé não teria marcado tantos gols como o Baixinho.



NIApresente seus companheiros de banda aos nossos leitores e nos diga se eles também são vascaínos.



Ben: Há uma certa discórdia sobre futebol. Eu sou vascaíno. Alguns não gostam do Flamengo e outros do Fluminense. Mas na verdade não sei quem gosta do quê. Não assistimos aos jogos juntos.

O Valmor, por ser estivador, botamos na bateria para dar porrada. O Quirino, que tem sérios problemas de visão, toca mais guitarra. Já o Fumoruim, como o nome já diz, utiliza guitarra e os microfones. Eu toco baixo.



NI - O Romário está com mais ou menos 40 anos, mesma idade do álbum “Sgt. Peppers”, dos Beatles. Você acredita que, 40 anos depois, apenas o pessoal do Planctons tem condições de fazer um álbum de rock tão clássico quanto o dos caras de Liverpool?



Ben: Sim. O Planctons é a melhor banda de todos os tempos. Os Beatles teriam uma chance, mas nós somos os melhores. Tocamos rock como ele nasceu: cru. Por isso somos tão bons.



NI - Por outro lado, vão lançar em junho um projeto em tributo ao álbum [Sgt. Peppers]. Algumas bandas como Oasis e The Killers vão regravar músicas deste cd. Vocês - da melhor banda do mundo - não foram convidados, pelo jeito.



Ben: Não. Apenas descartamos participar desses tributos caça-níqueis. E quem são estes caras? The Killers? Nunca ouvi falar!



NI - The Killers é uma banda que anda fazendo bastante sucesso de dois anos pra cá. Estão fazendo shows em grandes arenas nos Estados Unidos e da Europa e ainda fazem parte da trilha sonora do novo filme do Homem Aranha...



Ben: Pois é, tudo mentira. Rock de verdade não é isso. Rock não se faz em filme e sim em cima de um palco.



NI - A outra banda aí, Oasis, é conhecida por ser liderada por dois irmãos talentosos, porém temperamentais e esnobes: o Liam e o Noel Gallagher. O que vocês acham das comparações que a imprensa faz ao dizer que o pessoal do Planctons consegue ser tão ou até mais esnobe que os irmãos Gallagher?



Ben: A única coisa que esses dois conseguem fazer é dar tapinhas. Essas polêmicas que fazem um inglês tremer nas bases, no Brasil é fichinha. Falar palavrão e xingar em público é cultura brasileira. Se o Planctons tivesse nascido no território da rainha seria como uma dança do Elvis ou uma peça de teatro do Nelson Rodrigues: proibido na certa!



NI - Falando então em públicos e peças... O que os fãs do Planctons poderão ver no show de hoje à noite?



Ben: Muito Rock, cigarros, topetes e diversão. O lance é preparar o esqueleto para dançar com alguma gata.



NI - Vocês tocaram aqui em Formiga abrindo um show para a Anarkaos. Agora o Planctons aparece tocando em um show teoricamente só de vocês. Isso não seria uma invasão ao território da Anarkaos, banda que inclusive, dizem, o Planctons tenta imitar e não consegue?



Ben: O que acontece é que os caras da Anarkaos são muito esforçados. Mas, sabe, somos melhores! E isso faz com que exista esse ciúme, porque o frenesi no show deles ano passado foi a gente. Por isso estamos voltando. Somos os melhores e eles sabem disso!



NI - Só que, vale ressaltar, naquela ocasião vocês foram escalados como banda de abertura. E como todo mundo sabe, na maioria das vezes uma banda de abertura costuma ser apenas uma banda de abertura...



Ben: Olha, gostamos da Anarkaos. Eles abriram caminho para nós em Formiga, cidade mais roqueira que já conheci. Mas a verdade é que todos gostam do nosso rock. Fomos melhores e é isso. É uma parada inegável.



NI - Geralmente dizem que o vocalista é o cara que tem o ego mais inflado dentro de uma banda. Mas ficamos sabendo que, no Planctons, o cara mais invocado é o baterista. Procede esta informação ou isso é picuinha de imprensa?



Ben: Procede. A questão do Valmor é que, como a sua formação cultural foi a de carregar navios e caminhões, ele se torna um ser violento às vezes. Até pouco tempo atrás ele gostava de umas brigas, mas creio que isso é passado.



NIEntão podemos dizer que, hoje em dia, ele dá pancadas apenas na bateria...



Ben: Posso dizer que sim, mas ele pode explodir com qualquer um de vez em quando. Nunca se sabe o que se passa na cabeça daquele menino.



NI - Os fãs de rock sempre reclamam que o preço dos ingressos dos grandes concertos é alto. Para o show de hoje à noite, quanto estará custando o bilhete? E é verdadeiro o boato que vocês pagarão uma cervejinha para os fãs?



Ben: Como para nós este show é especial, facilitamos as coisas e o ingresso custará R$5,00 para todos curtirem a noite. Também teremos a participação de uma banda formiguense de hard rock, a Sioux.

Sobre a cervejinha... Ainda não temos essa condição. O que podemos dizer é que, quando o pessoal de Formiga vier à praia, podemos pegar umas ondas juntos, até porque esse é o nosso maior passatempo.



NI - O que você pode adiantar em termos de setlist e duração do show?



Ben: Vamos tocar Elvis, Kinks, Animals. Talvez um Gene Vicent. O show começará com o Sioux, me parece que por volta das 22h30. Em seguida nós deveremos fazer um show de uma hora e meia, por aí.



NI - Existe a possibilidade de, de repente, rolar algum tributo para a clássica Anarkaos em um eventual bis?



Ben: Os dois surfistas – Quirino e Fumoruim – estavam com essa proposta, mas não sei ainda se compactuo com esta idéia.



NIEntão podemos encarar isto como uma possível "surpresa" da noite?



Ben: Acho que não. Seria surpresa até pra mim.



NIMas e se, pelo fato da banda ser da cidade, os fãs de rock locais insistirem na petição de um tributo à Anarkaos?



Ben: Acho que isso não acontecerá. Posso me enganar, mas acho que não sentirão falta desta banda formiguense hoje à noite.



NIAcho melhor encerrar a entrevista depois desta esnobação explícita à banda de nossa terra querida. Mesmo assim, como veículo democrático que somos, deixamos aqui um espaço para você fazer suas considerações finais...



Ben: Queria agradecer a todos que nos possibilitaram participar deste show, que é especial para nós. É o show de nossa afirmação. Dou a dica para que o pessoal escute bastante Buddy Holly, Elvis Presley e Gene Vicente, que são os pais de tudo que vocês escutaram até os Beatles. E boa noite. Ou bom dia.



Comentários (4)

jukhouri
1. jukhouri 13/04/2007 - 08h23m

rs...Ju, eu estou como vc, como uma planquete, estou contando as horas para o show...rs...
mas que eles são presunçosos, depois dessa entrevista, não dá pra negar...
bjo Juuu..

2. Camila 13/04/2007 - 09h10m

É incrível... Constatei esse fds!!! E concordo com esses topetudos aí que Formiga é a cidade mais roqueira que já conheci!
Leia-se: SUCESSO ABSOLUTO no show de hoje!!!

maritheusaeverde
3. maritheusaeverde 13/04/2007 - 13h35m

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rednewvideomaker
4. rednewvideomaker 13/04/2007 - 15h49m

Concordo que rock de verdade se faz em cima de palco. E concordo também que uma das melhores estratégias de divulgação de qualquer cultura é a ficção. A ficção é uma extensão da imaginação, e a imaginação pode ser o início de uma música do rock de verdade. Rsrsrs Num mar de subjetividade e objetividade o que os Planctons e seus fãs acreditarem será verdade! hehehe

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