21/09/07 - 01h:59mDenunciar

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ao som de "Here there every where"...



Está passando da hora de eu ir dormir, mas vou atualizar o flog...aí segue um texto que acabei de fazer para a amiga publicitária Ayla (gente finíssima, de boa índole. É o tipo de pessoa que eu vejo que vai longe). O artigo virá em uma revista, que está sendo produzida por ela como trabalho de conclusão de curso. Tentei falar um pouco de comunicação na vida dos "garotos de Liverpool"...



Beatles marcados pelo penteado de ‘Tijela’



Jucielle Leal



Década de 50. O rock surge. Jovens do mundo todo descobrem o prazer da euforia. Com blusões de couro, topete e jeans, eles expressam a rebeldia ingênua da época e experimentam o sentimento de liberdade. O modismo de topetes, influenciado pelo astro do rock Elvis Presley, é depois revolucionado por outro penteado: o de “tijela”.

The Beatles, astros do rock que surgiram no final de 50, influenciaram os jovens da época e ficaram marcados pelo novo penteado, que deixa o cabelo mais à vontade, sem gel. Se comunicação é expressão, pode-se afirmar que o visual “tijela” foi uma das primeiras marcas de comunicação na vida dos “Garotos de Liverpool”.

A idéia do corte de cabelo surgiu em 1960 e foi da estudante Astrid Kirchherr. Ela conheceu os rapazes naquele ano, na primeira viagem que eles fizeram a Hamburgo. George Harrison (guitarrista) não ficou muito tempo no país, acabou sendo deportado por ser menor de idade. Depois, Pete Best (baterista) e Paul McCartney (vocalista e guitarrista) por provocarem um pequeno incêndio no local onde estavam hospedados.

No ano seguinte, em 1961, voltaram ao país e George já era maior de idade. Durante a viagem, Stuart Sutcliffe, baixista que não sabia tocar muito bem, mas que entrou para a banda por ser muito amigo de John Lennon (vocalista e guitarrista), resolveu abandonar os Beatles. Havia se apaixonado por Astrid e queria se dedicar à pintura. Pouco depois se casou com a estudante.

Com a saída de Stuart, Paul assumiu o contra-baixo. Ao voltar a Liverpool, os músicos já tinham uma certa popularidade. Se apresentavam em um pub local, chamado Cavern Club. Mas foi Brian Epstein, gerente de uma loja de discos, que contribuiu ainda mais para a comunicação na vida dos rapazes. Ele ficou sabendo da existência da banda e foi vê-los tocar no Cavern Club. Ficou tão impressionado com a apresentação que resolveu tornar-se empresário deles. Depois da mudança nos cortes de cabelos, sugeridos por Astrid, Brian quis mudar as roupas dos Beatles. Saíram dos casacos de couro e calças apertadas e entraram nos terninhos que estavam na moda em Paris. O estilo foi único e marcou para sempre a vida dos “garotos de Liverpool”.

Como Brian trabalhava vendendo discos de música, não seria difícil para ele contactar alguma gravadora para apresentar os Beatles. Tentou a Decca Records, mas os garotos foram recusados, pois os executivos da gravadora achavam que o rock logo iria desaparecer. Algum tempo depois, Brian conseguiu que George Martin, um produtor de discos da Gravadora Parlophone, subsidiária da EMI, ouvisse os músicos. Assim ele fez e contratou os Beatles.

Com a contratação, a banda resolveu dispensar o baterista Pete Best, sob a argumentação de que ele tinha o gênio difícil e que desagradava os outros integrantes do grupo. Em seu lugar, os rapazes chamaram Ringo Starr, também de Liverpool. E assim ficou formada a banda de grande sucesso: Paul, John, Ringo e George.

The Beatles fizeram vários shows pela Europa e iniciaram uma série de gravações. Mas todo esse sucesso estava limitado na Europa. Eles ainda não haviam conquistado o mercado norte-americano. Foi então que Brian Epstein procurou o presidente da Gravadora Capitol para lançar um compacto nos Estados Unidos e conseguiu firmar um contrato com um popular apresentador de televisão, Ed Sullivan. Esse também foi importante para a comunicação na vida dos Beatles. Eles acabaram alcançando o primeiro lugar nas paradas americanas. Conquistaram o país inteiro e na primeira viagem aos Estados Unidos se apresentaram por três vezes no programa de Sullivan, da rede de televisão CBS. Bateram recorde de audiência em uma transmissão ao vivo (aproximadamente 73 milhões de espectadores).

Foi então que os Beatles viraram Beatlemania. Lançavam CDs a cada ano e produziam filmes. Em 1966, em uma entrevista, John Lennon declarou que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo e que o Cristianismo estava desaparecendo.

A banda foi referência para vários outros grupos de rock. Foram aproximadamente dez anos de história e não se sabe quantos de sucesso. Acabou em março de 1970, quando Paul anunciou o fim, mas até hoje, os Beatles influenciam jovens, épocas e estilos musicais. A comunicação esteve presente na vida deles e os trabalhos dos “garotos de Liverpool” sempre serão veículos de comunicação para o mundo.

Comentários (5)

1. Lívia 21/09/2007 - 08h45m

Ficou muito bom o texto Ju. Gostei do enfoque.
Essa música é linda!
abraço.. boa sexta

2. Aleks.K 21/09/2007 - 08h45m

Adorei o texto, principalmente o penteado de "tijela", rsrsrsr, realmente os caras souberam deixar sua marca. parabéns Ju.

3. valmor, o estivador 21/09/2007 - 13h19m

não se esqueçam do óbvio: esses caras são filhos da influência direta de Os The Planctons.Tenho dito!

veniceking
4. veniceking 21/09/2007 - 22h51m

Belo Texto. Quero até ver o trabalho da Ayla quando estiver finalizado.
engraçado que sempre quando escuto beatles lembro-me dela.

5. a 22/09/2007 - 12h15m

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