26/03/08 - 00h:40mDenunciar

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ao som de "trombadinha", da Joelho de Porco...
Hoje, li o texto "O jornalismo político exclui o grande público", de Ricardo Setti...achei interessante. Faz uma reflexão sobre as coberturas políticas feitas por profissionais da imprensa. Ele questiona a desproporção existente entre a importância conferida pela mídia a esse tipo de cobertura e o interesse do público por ela. É muito raro ver pessoas interessadas por notícias políticas. Essa editoria, juntamente à economia, costumam ser as menos lidas em um jornal. O profissional diz que dificilmente encontra colegas dessa editoria satisfeitos com o tipo de informação política que seu veículo está entregando para o consumidor de informação. Muitos já tentaram, sem êxito, mudar esse curso, vários continuam tentando. Quase todos diagnosticam, com razão, o problema como sendo "cultural": algo que vem de longe e que, por várias razões, continua por inércia. Produzimos diariamente um alimento aos consumidores de jornais, revistas, internet e outros. Muitas vezes, servimos a eles caviar, sem explicar o que realmente é o prato (alguém sabe o que é um "colégio de líderes"? Uma "medida provisória"? Um "parecer"?). Essas expressões podem confundir a Dona Cleusa, que é costureira e tem só a quarta série, mas lê diariamente jornais. Parece até que o jornalista escreve para o seu entrevistado e não para a Dona Cleusa.  O feijão com arroz, com uma pitada de pimenta, normalmente não são oferecidos ao consumidor de informação. Às vezes, a pimenta provoca dor nos olhos do entrevistado, que pode ter alguma relação "amigável" com o jornalista e por aí vai. Parece que todos os profissionais da editoria de política pensam iguais. Os enfoques de matérias são sempre os mesmos. Talvez isso cansa o leitor. Talvez o segredo em atrai-lo para as notícias de política esteja na forma como apurá-las e descrevê-las. Acho que nós profissionais precisamos rever nossa maneira de receber os ingredientes para preparar o prato para os nossos fiéis consumidores de informação, como a Dona Cleusa.

Comentários (2)

1. césar g. 27/03/2008 - 04h:07

A elevação do depósito compulsório dos bancos e do investimento obrigatório dos fundos de pensão nos títulos da dívida pública impediu - segundo marcão- o crescimento explosivo da base monetária o volume de títulos da dívida pública federal em poder do mercado em ltns e ortns corresponde a 10% do produto interno bruto. O restante dos títulos da dívida está na carteira do banco central.

2. 28/03/2008 - 01h:49

na verdade é o dom serafim fernandes de araújo. aquele monstro de escuridão e rutilância que, como diria o funébrio leminski, deve ser morto a ***** a pedra a pique, senão é bem capaz o filhodaputa de fazer chover em nosso piquenique

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