15/04/08 - 01h:01mDenunciar

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ao som de "I hung my head", do Johnny Cash...



hoje, assisti o filme "O carteiro e o poeta"...um drama lindo. Conta a história de Mário Ruoppolo, um filho de pescador e morador de uma ilha do Mediterrâneo. A maioria dos homens que viviam lá trabalhava com a pesca. Porém, ele não gostava de barcos e muito menos das velhas redes de pescaria. Mário então foi ser carteiro, de um único endereço: o de Pablo Neruda, poeta chileno que chega à ilha em 1953, exilado de seu país por ser comunista.



Mário, homem naturalmente ingênuo, mas dotado de sensibilidade, encanta-se com a presença do importante poeta, a ponto de querer se tornar poeta também. O contato que passa a ter com Neruda desperta nele um conhecimento sobre si e de seus sentimentos, abrindo seus olhos para ver o mundo limitado em que vive e que, agora, pode melhor entendê-lo.



Mario apaixona-se por Beatrice Russo, uma garçonete que trabalha para sua tia, em um Café. Neruda o ajuda a conquistar Beatrice. O carteiro passa a escrever-lhe versos e falar-lhe metáforas, como "seu sorriso se abre como as asas de uma borboleta"...rsrs. Ela se encanta pelas poesias e os dois se casam. Ao fim do exílio, Neruda retorna ao Chile, esquecendo-se do seu antigo carteiro, e este, movido pela dor do abandono, escreve uma poesia sobre a ilha e sobre Neruda, superando o famoso poeta.



Na foto, os personagens: Mario Ruoppolo (Massimo Troisi), Pablo Nerua (Philippe Noiret) e Beatrice Russo (Maria Grazia Cucinotta).



Aí segue uma poesia do Neruda...fala por mim (é esse querer e não querer - bem típico de geminianos).



Não te quero senão porque te quero



Não te quero senão porque te quero,

e de querer-te a não te querer chego,

e de esperar-te quando não te espero,

passa o meu coração do frio ao fogo.

Quero-te só porque a ti te quero,

Odeio-te sem fim e odiando te rogo,

e a medida do meu amor viajante,

é não te ver e amar-te,

como um cego.



Talvez consumirá a luz de Janeiro,

seu raio cruel meu coração inteiro,

roubando-me a chave do sossego,

nesta história só eu me morro,

e morrerei de amor porque te quero,

porque te quero amor,

a sangue e fogo.

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