03/02/09 - 01:24Denunciar

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ao som de "Diamond Sea", da Sonic Youth...

Eu e a amiga-mãe-do-Bernardo, Ju (liana), em São Tomé...viagem boa demais!!!

O jornalista Thiago Domenici, que até há pouco tempo atuava na "Caros Amigos", relatou hoje no seu blog uma situação que se passou com ele no final de semana passado. A história me fez lembrar de uma outra que ocorreu comigo, há mais ou menos três anos.

Com o título "Vende-se 'alguma honestidade' por 100 reais", resumidamente a história é a seguinte: ele seguia de carro com um grupo de amigos pela Avenida Ayrton Senna, em SP, quando foram parados em uma blitz, às duas horas da madrugada. Por falta de sorte, o documento de licenciamento do veículo estava vencido. O motorista então avisou o policial, que foi imediatamente checar o documento no sistema. Enquanto aguardavam, viram uma mulher, passageira de uma van parada também pela blitz, conversar com um policial. Segundo Thiago, a mulher ia até o policial e voltava para perto do veículo (parecia levar recados). O grupo logo sacou a situação. Porém, ficou quieto. Ao voltar, o militar confirmou a irregularidade do veículo em que Thiago estava e avisou que o carro seria apreendido. Sem como voltar para casa, os amigos tiveram a idéia de pedir carona para as pessoas que estavam na Van. O motorista, acompanhado da mulher, disse: "dá cem 'cruzeiros' pra ele que vocês são liberados. Meu documento tá com problema, foi azar.' Thiago confirmou a situação que havia sacado antes, a de suborno. Os amigos desistiram da carona e pediram a um policial para contactar um serviço de "rádio-táxi". Os policiais riram dos rapazes, Thiago ficou furioso, mas se conteve. Preferiu esperar pelo táxi, pagar R$ 170 reais, e voltar para casa com a consciência limpa.


já passei por uma experiência parecida. Era por volta das 23 horas de uma sexta-feira (não me lembro de qual mês). Saía da casa de uma amiga em sentido ao Centro de Formiga. Por um vacilo, virei em uma rua que era contramão. Para a minha falta de sorte, um carro da polícia militar estava na rua e logo veio atrás, com sirene ligada. Havia dois policiais no veículo. Um deles acenou para eu parar e estacionar o uninho do meu pai. O mesmo desceu, pediu os documentos do veículo e minha carteira de motorista. Antes de ele falar qualquer coisa, eu pedi desculpas pelo erro e disse que foi um vacilo. Fiquei nervosa na hora (afinal, o carro era do meu pai. Se ocorresse alguma coisa, o clima iria engrossar na minha casa). O policial então ficou me olhando e foi logo afirmando: "Eu te conheço. O seu pai tem uma loja no Centro?" Eu disse: "não". O policial continuou: "Mas você parece ser filha de um empresário daqui. Você trabalha onde?". Eu respondi: "Não sou filha de empresário não. Meu pai é operador de máquinas. Trabalho no jornal 'O Pergaminho'". Ele me entregou os documentos e falou: "Pode ir embora." Eu ainda perguntei: "Tem certeza?." Ele finalizou: "Sim"

Fui embora pensando: então quer dizer que o fato de eu trabalhar em um jornal me isenta de ser responsabilizada por alguma coisa? Quer dizer que se eu fosse "filha de papai", de qualquer empresário medíocre de Formiga eu teria me safado de alguma penalização? Apesar de estar errada e me sentir até envergonhada da situação, vi que a polícia de Formiga também é estúpida. Fui embora revoltada por ter me safado da situação por ser jornalista e não por ser filha de um operador de máquinas, desconhecido da sociedade formiguense. No entanto, se eu fosse jornalista ou não, filha de empresário ou não, merecia a punição pelo meu vacilo.

Comentários (1)

1. the cutter 03/02/2009 - 08h:24

diamond sea? heh, bem inspirador mesmo pra escrever um texto =) . hm, esses dias mesmo meu amigo se safou de uma multa por ser filho de militar....

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