12/02/09 - 18:19Denunciar

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ao som de "Tutti-frutti", da MC5...Quiero bailar con el sonido del rock and roll...rs.

Por insistência do meu irmão Branco, criei hoje um blog: www.jornalismocomesmalte.blogspot.com. Continuo achando que flog e blog têm a mesma função: postar fotos, textos e comentários. É tudo a mesma coisa. Eu faço do meu flog um blog. Mas tudo bem, o Branco não pensa assim e, pela teimosia dele, eu me rendi ao blog. Postei o texto abaixo, que produzi nesta quinta-feira de férias.

‘Cansei da crise’

Alguém tem um assunto melhor para conversar? Que não nos cause medo e desânimo, por favor. A qualquer hora, em qualquer lugar e com qualquer pessoa o assunto sempre chega: crise econômica mundial. O tema virou moda no mundo e, pelo andar da carruagem, vai ser pautado ainda nas próximas estações do ano. A esperança dos otimistas é de que a crise acabe logo (“a partir de março as coisas melhoram”, dizem), mas os mais pessimistas acreditam que levaremos alguns anos para levantarmos desse ringue. O nocaute foi forte e já derrubou milhões de trabalhadores no mundo.
Na minha cidade de 67 mil habitantes, já ouvi falar sobre a crise em ponto de ônibus, em salão de beleza, no trabalho, em casa, em boteco, na casa de amiga, na padaria e no mercadinho perto da igreja do meu bairro. Quando não presencio ou até participo das conversas, sou chapada por inúmeros noticiários (TV, jornal e web) sobre a crise mundial. Ela pode ainda não ter prejudicado financeiramente alguns brasileiros, mas afetou a mente de todos.
A última notícia que li foi que o nível de endividamento do paulistano caiu. O motivo? Os consumidores estão mais cautelosos em razão dos efeitos da crise. Pois é, a danada virou bicho-papão. Está assustando todo mundo. Por causa dela, o seguro-desemprego passará de cinco para sete meses. Claro que a regra vale só para os trabalhadores dos setores produtivos mais afetados pela capetinha e para aqueles que tenham ficado desempregados a partir de dezembro do ano passado. A medida foi honesta, em vista da quantidade de famílias que dependem do salário desses trabalhadores para sobreviverem.
O Brasil é ainda um dos países menos afetado pela diabinha. Ele conta com um presidente de discurso “nunca na história deste país” que se mostra corajoso para enfrentar a crise. Em qualquer lugar que vai injeta esperança nos brasileiros, para dias sempre melhores. Um dos últimos discursos otimistas dele ocorreu no Encontro Nacional dos Novos Prefeitos e Prefeitas: “Cortaremos o batom da dona Dilma [chefe da Casa Civil], cortaremos o meu corte de unha, mas não cortaremos nenhuma obra do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] neste país.”
Isso significa que as obras do PAC vão resistir à crise mundial. Vamos esperar para ver. Enquanto essa nuvem cinza fica sobre as nossas cabeças, vamos seguir o exemplo dos paulistas e “apertar o cinto”. Já estou farta da crise, menos do rock and roll.

Comentários (1)

1. w. 13/02/2009 - 14h:01

Eu acho muito legal o blog. Principalmente para textos extensos como o acima....

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