25/03/09 - 00:16Denunciar

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ao som de "o menino que choveu", da Anarkaos...

gente, que saudade de vocês!!!! Vamos combinar de sair sábado, ir para a Cantina da Mama ou para o Canecão, para falar sobre o show da Radiohead? Preciso sair de casa `a noite, senão vou surtar...rs. Quero que vocês repitam tudo o que já sei...rs.

Paulo, não resisti, vou postar um de seus textos aqui. Adorei. Bacana as rapidinhas...rs. Engraçado, eu também não consigo gostar dos Los Hermanos. Podem ate´ terem letras legais e tal, mas acho um saco o som deles. Não gosto dessas misturas de rock, com MPB, samba, etc.


Radiohead prova que é uma das melhores bandas da história


Paulo Lima Soraggi

Reconheço que as palavras não trasmitem o que acontece quando um público que espera por um show há mais de 10 anos encontra uma banda que transformou para sempre o curso da música. O que se seguirão aqui são sombras de impressões de um pobre coitado que viu e ouviu de perto a melhor música feita pelo ser humano atualmente em seu judiado planeta. O mais fascinante da experiência vivida naquela noite de domingo na Chácara do Jockey: com todo o seu arsenal sonoro e visual, o Radiohead provou que possível transformar a maior das fomes humanas, a de comunicação, no mais absoluto êxtase.

O público é imediatamente fisgado pelo palco. Imensos cilindros de diferentes comprimentos são fixados no teto e proporcionam evoluções coloridas que formam painéis alucinógenos turbinados por outros canhões de luz dispostos pelo ambiente. Os tais cilindros ajudam a criar um tipo de perspectiva visual inédita no showbizz. Nos dois lados do palco, telões esquadrinham os membros da banda em ângulos esquisitos, mas que mesmo assim ajudam os baixinhos e os distantes. Nos trechos em que as músicas têm maior pegada, clarões de uma erupção de um segundo injetam ainda mais emoção.

O Radiohead é arrebatador. Fica muito evidente que os membros da banda se entregam, se dilaceram para fazer o show. Isso chapa porque o público se sente respeitado por artistas que escancaram comprometimento com a execução. Fica muito claro que eles estão envolvidos com o compromisso de causar satisfação, mas eles acabam conseguindo adoração. Vinte e nove das trinta mil pessoas que lá foram queriam cantar, gritar, sacudir as mãos, chorar, ser mais um elétron daquela corrente dramática. E dá-lhe fumaça de maconha. Apesar de minha tendenciosa visão de fã, não esqueço que os cinco de Oxford estão faturando milhões nessa turnê, mas, repito, fica evidente que eles não são somente profissionais burocratizados, como acontece com bandas como o Oasis.

A bateria de Phil Selway é parceira dos loops eletrônicos. Nunca vi ele falando isso em entrevista, mas a influência que ele carrega de Phil Collins é muito evidente em suas batidas quebradas. O baixista Colin Greenwood, que toca o tempo inteiro ao lado e olhando para o baterista, é muito, muito bom de serviço. Nada exagerado, tudo no lugar. Seu fraseado chama atenção pela precisão da beleza.

Os guitarristas têm um entrosamento absurdo, principalmente nos arranjos dedilhados. Ed Obrian cria texturas com seu ebow em grande parte do repertório e é reponsável pelas complexas harmonias dos backing vocals. Já Jonny Greenwood é o cara daqueles solos incomuns e dilacerantes, além de operar teclados e geringonças eletrônicas que ficam no chão.

Thom Yorke é mesmo o cara mais feio do showbussiness. Desajeitado e careteiro pra cantar, ele passa a impressão do garoto que foi rejeitado por todo da escola. Por isso que o público que segurá-lo no colo. Quando não toca violão, guitarra ou piano, pula como um ET que quer chamar a atenção da nave mãe que cintila no céu e o ignora. Seja nos falsetes ou em tons mais graves, uma coisa é certa: sua voz é maravilhosa e é capaz de desencavar apertos no peito. Ao piano, tocou olhando para a microcâmera que estava à sua frente. Nos telões, os olhos dele encarando o público, como se ele estivesse olhando pra você. Ganhou todo mundo.

Não vou ficar aqui descrevendo o que eles fizeram em cada música do set list. Todo mundo sabe o que acontece quando uma banda em seu melhor momento toca para 30 mil fãs alucinados. Todos os solos estão lá, as improvisações sempre aparecem, o público canta todas as músicas junto e as mais conhecidas são megatons de urros. E muita fumaça de maconha. Além do que Manuel Bandeira chama de alumbramento, o que se viu foi que os caras do Radiohead sabem fazer músicas angustiadas e belas que funcionam ao vivo porque a nossa vida é angustiante e bela. Tudo regado com muita simpatia em relação ao público. Se no Rio foram dois bis, em São Paulo foram três. E muita fumaça de maconha. So fuckin special.

Just a fest: RAPIDINHAS


* Todas as atrações absolutamente pontuais.
* Los hermanos são muito fracos. Marchinhas de carnaval são mais instigantes do que sua nova mpb. E seus fãs conseguem ser mais chatos do que fãs de Raul Seixas.
* Edgar, que foi VJ da MTV e estava fazendo a cobertura para o Multishow, estava do nosso lado. Ele disse para uma garota que o público de casa estava vendo o show do Rio já editado e que ele só estava fazendo as tomadas ao vivo. Nós, telespectadores, somos um bando de otários.
* Como não tinha camarote vip, os famosos estavam circulando por ali mesmo. Júnior, o Sandy, estava com seus guardas costas e com sua bandinha. Cazé, muito agitado pro meu gosto. Sabe, aquela agitação que faz o nariz escorrer… Lobão, tomando cerveja. Paulo Ricardo deu uma de migué. Foi pra área reservada para os deficientes físicos e disse que era acompanhante do Marcelo Rubens Paiva. O consagrado diretor de cinema Hector Babenco (Pixote) dando uns malhos numa atrizinha do SBT. Chamaram ele de pedófilo. Ele não reagiu.
* Confusão de baile funk para se conseguir um copo de Itaipava. Pedi duas Brahmas. A moça prestou atenção em mim para dizer que não tinha. “Então me dá da outra mesmo”, respondi. Roubei a atenção da moça e fui servido primeiro do que muita gente. Táticas da Rua Nova…
*O Branco pagou meia. Ninguém na portaria exigiu documento.
*PMs e bombeiros passeavam pelas bordas da multidão. E dá-lhe fumaça de maconha. É melhor liberar tudo. O consumo de drogas só aumenta enquanto o estado gasta um monte para a polícia e os traficantes matarem inocentes nos morros.
* A Chácara do Jockey possui uma estrutura deslavadamente ruim. Barro pra todo lado, barracas horrorosas, atendimento ruim. Enquanto o lugar não receber um trato não volto lá.

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