04/07/09 - 00:16Denunciar

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ao som de "Debaser", da Pixies...o rock dessa banda é bão demais, sô...rs.

Mexendo em arquivos do computador, encontrei essa foto da professora Filomena. Saudade! Essa mulher é de uma segurança na sala de aula...sabe muito. Tem mais de 60 anos, mas tem cara de 30. Vive em função dos estudos, de cuidar da saúde e dos cachorros. Fez recentemente pós-doutorado no Canadá. Eu gostava muito de ouvir as histórias dela sobre os países que visitava, inclusive Cuba. Saiu da PUC Minas e, agora, está na Universidade Federal de São João Del Rei.

A igualdade econômica e social

Os aristocratas do Antigo Regime justificavam suas posições sociais referindo-se ao divino e ao seu "sangue azul". Hoje, ainda, a desigualdade fundamental entre os seres humanos continua a ser proclamada: talentos desigulamente repartidos "desde o nascimento" condenariam uma fração da humanidade à "mediocridade" enquanto a outra (composta de ricos homens de negócios e grandes personalidades políticas) seria naturamente chamada a dominar. Não é isso que tentam nos ensinar nos livros escolaes, por meio das biografias desses grandes burgueses e chefes de Estado "que fazem a história"? Esses discursos simplistas são encontrados em conversações cotidianas e reflexões "anádinas". Quantas vezes ouvimos frases como: "Essa pessoa tem talento, um dom, é normal que ela ganhe mais".
Os famosos "níveis de competências" nada mais são que o produto de uma educação e mais globalmente de um sistema de classes, que condicionam nossa vida desde a mais tenra idade. Quando se é operário especializado em uma fábrica não é porque se é bom apenas para isso. É porque nada o permitiu ou "incitou" a fazer outra coisa. Nosso igualitarismo vai opor-se à "meritrocracia". Como seu nome o indica, esse princípio consiste em fundar as hierarquias sobre o mérito. Os melhores deverão ser recompensados por seus esforços, por seu senso de responsabilidade e iniciativa. Nesse sistema, os privilégios do nascimento são oficialmente abolidos: quer se tenha nascido no seio de uma família rica ou pobre, nada mudará. Em teoria, qualquer um de nós está autorizado a se tornar engenheiro ou alto funcionário!
Para prevenir o risco dessa reflexão subversiva sobre a igualdade, a propaganda liberal jogou continuamente com o medo da uniformização, do nivelamento por baixo. Mas por que a igualdade impediria a diversidade das culturas e dos costumes? Por que significaria um empobrecimento generalizado quando vivemos todos, a grande maioria, abaixo do salário e da renda médios? A igualdade econômica acarretaria, ao contrário, a melhoria do nível de vida para a imensa maioria. Mais do que isso, ela é uma condição inevitável à emancipação e ao desenvolvimento de cada um, permitindo relações humanas sem dominação.

Texto extraído de um livro que estou lendo, chamado "O anarquismo hoje: um projeto para a revolução social", da União Regional Rhône-Alpes da Federação Anarquista Francófona.

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