18/11/09 - 00:29Denunciar

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ao som de "pale blue eyes", by the velvet underground...adoro!

Foto: um dos vestidos da realeza D. Maria I

Visitei, no sábado passado, a exposição "Mulheres Reais Modas e Modos no Rio de Dom João VI" em uma das galerias do Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Inúmeros vestidos, colares, perucas e até sapatos personalizaram manequins enfileiradas - algumas sobre pétalas secas de flores. Dividida em seis ambientes, a mostra me fez conhecer um pouco e "de perto" o mundo das mulheres do século XVII e XVIII.
Ao som de fados portugueses, entrei na galeria por um tapete vermelho sob uma iluminação dourada. Deparei-me com as roupas infanto, juvenil e adulta de D. Maria I (sofredora, coitada. Ficou conhecida como "louca" depois que perdeu o filho), Carlota Joaquina (exuberante, adorava um vestido vermelho) e D. Leopoldina (romântica, gostava muito de literatura). Sedas, cetins bordados e rendas compunham os trajes dessas realezas. Um recorte feminino até muito fino e elegante (mas fiquei imaginando o peso desses vestidos e o calor que eles devem provocar...rs). Os sapatos foram uma parte interessante da exposição. Naquela época, as realezas não usavam saltos e os sapatos eram feitos com o mesmo tecido dos vestidos delas. Outra coisa notável: pelo tamanho dos vestidos e dos sapatos dá para perceber que as realezas eram baixinhas.
A mostra narrou o encontro entre duas realidades: a europeia
representada pelas mulheres da realeza portuguesa – D. Maria I, Carlota Joaquina e D. Leopoldina – e a do mundo colonial, representada pelas mulheres brancas e escravas da realidade brasileira.
Vi os trajes das escravas, a maioria deles feito com tecido de lã grosseiro. Influenciadas pela moda europeia, as escravas melhoraram, com o tempo, suas roupas. Com o livre comércio no Brasil ocorrido por meio das grandes navegações, isso foi proporcionado a elas. Passaram a ter acessos a tecidos mais finos. Eram mulheres vaidosas. Adoravam jóias (mas só usavam os chapeados, coitadas. O ouro ficava com as senhoras - patroas delas). Saí satisfeita com a leitura que fiz da exposição. Essa visita foi importante, foi no mínimo uma semana de aula de história.

Na oportunidade, visitei outra exposição. Conheci parte das obras do arquiteto e pintor francês Le Corbusier. Cada tela linda, com traços loucos e cores fortes. Deu vontade de trazê-las para casa.

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