23/11/09 - 23:38Denunciar

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ao som de "radical adults lick godhead style", da Sonic Youth...gosto da música e adoro o CD que a tem: murray street.

"I am dead by the beauty of strangers
In horror my eye-head transforms them
Into smiling beautific roommates
From dust to dust they create rock and roll
Here comes something: you are Lou Reed
Transformer cracked by the backyard stream
Killer tunes, bubblegum disaster
Radical adults lick godhead style. "

Foto: Tensão na Escola Little Rock, nos Estados Unidos, na década de 50...o ocorrido motivou a filósofa Hannah Arendt escrever em 1959 o artigo "Reflexões sobre Little Rock". Na época, as salas de aula nos EUA se viam invadidas por questões sociais - não muito diferentes de hoje - como a violência, o conflito de gerações e o racismo.

"A função da escola é ensinar às crianças como o mundo é, e não instruí-las na arte de viver", escreve Arendt. Sua argumentação é a favor da autoridade na sala de aula e sua visão educativa é assumidamente conservadora. "Isso não quer dizer que ela defenda um professor autoritário", diz Maria de Fátima Simões Francisco, professora de filosofia da educação da Universidade de São Paulo. Nem se trata de ser favorável à escola como um agente da manutenção da ordem estabelecida. Ao contrário, Arendt acreditava que o aluno deve ser apresentado ao mundo e estimulado a mudá-lo.
Arendt defendia o conservadorismo na educação, mas não na política. Para ela, o campo político deveria se renovar constantemente, movido pelos objetivos da igualdade e da liberdade civil. Ao reivindicar a total separação entre política e educação, Arendt rejeita linhas de pensamento que partem de filósofos como Platão e Jean-Jacques Rousseau.
Segundo a pensadora, a política é uma área que pertence apenas aos adultos, agindo como iguais – igualdade que não poderia existir entre crianças e adultos. Ela critica a educação moderna por ter posto em prática "o absurdo tratamento das crianças como uma minoria oprimida carente de libertação". Hannah Arendt defende que cabe aos adultos conduzir as crianças.
Hannah Arendt defendia que os adultos têm dois tipos de obrigação em relação às crianças. Uma recai sobre a família, responsável pelo "bem-estar vital" de seus filhos. Outra fica a cargo da escola, a quem cabe o "livre desenvolvimento de qualidades e talentos pessoais". Ela acusa a educação praticada nos Estados Unidos à época da publicação do artigo de abrir mão de sua função ao rejeitar a autoridade que decorre dela. "Qualquer pessoa que se recuse a assumir a responsabilidade coletiva pelo mundo não deveria ter crianças e é preciso proibi-la de tomar parte na educação", escreve Arendt, que é a voz de apoio à autoridade do professor.

Fonte: "revista escola"

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