09/03/10 - 22:28Denunciar

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ao som de "black", do Pearl Jam...

hoje à tarde senti uma saudade tão grande da Karla...dia 31 deste mês já faz um ano que essa amiga foi embora. Triste demais. E hoje, coincidentemente, ao chegar do trabalho, avisei minha mãe que iria à casa da Andréa (amiga de muito tempo que virou mãe há duas semanas) para levar um presentinho e conhecer a Ana Clara . Aí minha mãe me dá a notícia de que a Andréa está internada, com febre alta...parece que a febre não quer abaixar por nada. Minha mãe ficou sabendo durante uma reza à tarde. Vizinhas intercederam a Deus por ela. Quarta-feira passada encontrei com a Andréa e o marido Lucas (que está sendo um companheirão), na porta da Ótica Dinovo, e até chamei a atenção dela. Perguntei o que ela fazia no Centro, disse que deveria estar em casa, de resguardo (ainda mais que passou por uma cesariana). E ela: ah, Ju, preciso comprar algumas coisas. E acrescentou sorrindo, feliz: A Ana Clara é linda, Ju, você precisa vê-la. Falou do mesmo jeito que a Karla quando me mandou uma mensagem no celular anunciando que estava na maternidade, que o Matheus havia acabado de nascer e que ele era lindo. Ê mundo difícil...agora, é rezar como as vizinhas para não acontecer o pior novamente.


A hora do cansaço

Carlos Drummond de Andrade - 1984 - CORPO

As coisas que amamos,
as pessoas que amamos
são eternas até certo ponto.
Duram o infinito variável
no limite de nosso poder
de respirar a eternidade.

Pensá-las é pensar que não acabam nunca,
dar-lhes moldura de granito.
De outra matéria se tornam, absoluta,
numa outra (maior) realidade.

Começam a esmaecer quando nos cansamos,
e todos nós cansamos, por um outro itinerário,
de aspirar a resina do eterno.
Já não pretendemos que sejam imperecíveis.
Restituímos cada ser e coisa à condição precária,
rebaixamos o amor ao estado de utilidade.

Do sonho de eterno fica esse gosto ocre
na boca ou na mente, sei lá, talvez no ar.

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