24/03/10 - 23:08Denunciar

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ao som de "fools like us", da Echo & the Bunnymen...essa música é uma delícia. Descobri dias atrás um fã da Echo, no meu trabalho. Durante uma conversa, o chargista Max me revelou curtir muito a banda.


CASO ISABELLA
Julgamento na sociedade do espetáculo

Por Pedro Estevam Serrano

O rumoroso caso da morte da menina Isabella Nardoni, que morreu aos cinco anos após sofrer uma queda do sexto andar do apartamento em que morava, em abril de 2008, volta a ganhar espaço na mídia por conta da proximidade do início do julgamento do pai e da madrasta da menina. Ambos são acusados de atirarem Isabella pela janela e negam tal imputação.
Quero apartar-me do debate penal e criminalístico do caso, conduta que considero a mais adequada para um simples estudante do Direito Constitucional e Administrativo. Mas como espraio minha atenção e interesse pelas águas da formação do homem enquanto indivíduo, das transformações sociais, das razões históricas do mundo contemporâneo e das teorias pós-modernas sobre o comportamento humano, peço sua licença, neste texto, para me aventurar pelos caminhos da observação crítica do fenômeno dos julgamentos de casos especiais, no âmbito da sociologia do direito, como este que foi mencionado.
A reflexão que proponho é sobre o contexto no qual o julgamento se realizará, muito mais próximo da racionalidade da comunicação do que da racionalidade jurídica, como seria desejado que acontecesse.
Explico. Como o caso é de grande repercussão na sociedade, capaz de atrair a atenção dos mais diversos indivíduos e com intensa atenção dedicada pela mídia, a tramitação do inquérito e, depois, do processo, em todos seus nuances e detalhes, transformam o caso num espetáculo, no sentido da expressão de Guy Debord.

Fonte: Observatório da Imprensa


Postei só parte deste texto que li, porque está muito grande para colocá-lo aqui. Gostei da reflexão. Realmente, esse julgamento virou um espetáculo. A mídia faz com que a nossa atenção se volte para um caso que, infelizmente, não é único no país. Elegeram o caso da Isabella para comoção nacional. Com isso, ficam de lado e esquecidos os outros problemas sociais (crianças viciadas no crack, gente sem trabalho, sem casa, passando por dificuldades financeiras. Como será que estão as pessoas que perderam suas casas nas enchentes que apavoraram há pouco tempo os brasileiros? Como estão as crianças que perderam seus pais no terremoto do Haiti? Há muito a ser noticiado).

Comentários (1)

1. B. 25/03/2010 - 22h:02

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