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ao som de "hey, thats no way to say goodbye", do Leonard Cohen...


Foto: Em Père-Lachaise, fui até o túmulo do escritor Oscar Wilde. Impressionante, todo marcado de batom...rs.

Estou lendo um livro do Wilde que tem várias discussões filosóficas interessantes de se pensar. Segue uma que li ontem:

Basil para o Gray: Não se mova demais nem preste atenção ao que diz Lord Henry. Ele exerce influência nociva sobre todos os seus amigos.
_Exerce realmente má influência, Lord Henry?Tão má como diz Basil? - perguntou o rapaz.
_Boa influência é coisa que não existe, senhor Gray. Toda influência é imoral...imoral do ponto de vista científico.
_ Por quê?
_Porque influenciar uma pessoa é emprestar-lhe a nossa alma. Essa pessoa deixa de ter ideias próprias, de vibrar com as suas paixões naturais. As suas qualidades não são verdadeiras. Os seus pecados, se é que existe o que se chama de pecado, vêm-lhe de outrem. Essa pessoa torna-se o eco da música de outra pessoa, intérprete de um papel que não foi escrito para ela. A finalidade da vida é para cada um de nós o aperfeiçoamento, a realização plena da nossa personalidade. Hoje, cada qual tem medo de si mesmo; esquece o maior dos deveres _ o dever que tem consigo mesmo. Naturalmente, o homem é caridoso. Dá de comer ao faminto, veste o maltrapilho. Mas a sua alma é que sofre fome e anda nua. A coragem abandonou a nossa raça. Talvez nunca a tivemos. O temor da sociedade, que é a base da moral, e o temor a Deus, que é o segredo da religião...eis as duas coisas que nos governam.

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