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ao som de "Club-a-Gogo", dos roqueiros Animals...


Foto: A colega de trabalho Simone me contou uma história e eu resolvi escrevê-la. Esta é a família Silva, formada por Simone, Wirley, Ripilica, Amarela e Pretinha.


Emocionante para cachorro

Uma história que tinha tudo para ter um final trágico foi reescrita pelo amor de um casal aos animais

Fruto de um acasalamento inesperado, Pretinha nasceu na porta da sala de uma casa na Lajinha, no dia 29 de dezembro de 2007. Junto a ela, veio a irmã Amarela, de cor igual à da mãe Ripilica. Dizem que Pretinha puxou ao pai. As três cadelas, de raça vira-lata, hoje fazem parte da vida do casal Wirley Antônio da Silva e Simone dos Santos Moura Silva. Com amor, eles reescreveram uma história que tinha tudo para ter um final trágico.
Todo o sofrimento começou em abril de 2008, quando Pretinha tinha quatro meses. Ela foi atacada por um pit bull. A agressividade do cão-bravo causou-lhe ferimentos graves e o desespero de sua dona Simone. Levada às pressas a uma clínica veterinária, ela foi desenganada por um especialista. A única solução dada por ele foi a eutanásia.
O que deveria acabar com o sofrimento da cadela aumentou a angústia do casal Wirley e Simone, que na época eram namorados. Eles não concordaram com a medida. O amor era maior e fez o casal acreditar na recuperação da Pretinha.
Simone passou a se dedicar em prol da reabilitação de sua cadelinha. Economizou dinheiro para pagar consultas, realizar os exames necessários e comprar medicamentos. Com o ataque, Pretinha teve um de seus pulmões perfurado e a coluna afetada, o que causou a paralisia de suas patas traseiras.
Com os cuidados tomados pelos seus donos, a cadela aos poucos voltou a se alimentar e a se movimentar, com dificuldades. “Ela perdeu o movimento das patas traseiras, mas tinha muita força nas patas dianteiras. Com isso, passou a se locomover rastejando”, contou Simone.
Simone e Wirley se casaram e levaram Pretinha, Amarela e a mãe Ripilica para viverem com eles no Santa Luzia. “Quando as pessoas chegam à nossa casa, Simone brinca que eu a aceitei com três filhas”, comentou Wirley.
Com área de lazer maior, mãe Ripilica e suas filhas se sentiram livres para correr na nova morada. Pretinha até tentava acompanhar a mãe e a irmã, mas não conseguia.
Vendo a dificuldade de seus movimentos e com medo de ela se machucar, Wirley resolveu ajudá-la. Procurou a solução do problema na internet e encontrou uma cadeira de rodas adaptada para cães. O preço era desanimador, mas a vontade de ver Pretinha correndo como as outras cadelas não o deixou desistir de ajudá-la. Foi então que teve a ideia de procurar o proprietário de uma fábrica de aparelhos de ginástica em Formiga. “Fui até ele com uma foto da cadeira para que tivesse uma noção do que eu precisava”, disse Wirley.
A proposta deu certo. A cadeira de rodas foi feita e é com ela que Pretinha corre hoje por todos os lados da casa, na mesma velocidade da mãe e da irmã.

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