27/04/06 - 20h:41mDenunciar

Meus queridos...

Pessoal acessem o www.formiganegocios.com.br e leiam a matéria "Anarkaos: os pastores do caos" do amigo Alisson Guimarães (esse rapaz insiste em dizer que vai ser publicitário, mas eu ainda o convenço a mudar de idéia e continuar no caminho do jornalismo...já é um jornalista).



Confira uma parte da matéria...a descrição faixa por faixa do "Eletrocardiodrama", feita por Alisson baseado nas declarações dos rapazes da Anarkaos...





"EletrocardioDrama" faixa-a-faixa, por Anarkaos





O quarteto de roqueiros troca de figura e, como bons jornalistas, eles analisam com exclusividade para o FN cada uma das faixas do novo álbum da banda.





01 - Nó, por Adriano



"É um desabafo de um cara que não quer nada ao seu redor. Um cara que quer ficar trancado, com ódio, com raiva e que quer esquecer até quem é ele próprio. É uma tensão de um cara que está a ponto de explodir".





02 - Tão doce tão amargo, por Branco.



"Eu fiz o absurdo de me formar em Licenciatura em Física, então eu estava lendo alguns livros de Pitágoras que falam sobre a trindade (Pai, Filho e Espírito Santo / Sol, Terra e Lua). Pitágoras escreveu que na música existem três notas musicais principais na escala de sete (Sol, Mi e Dó). A partir daí eu fiz uma melodia baseada nesses três acordes. A letra é sobre um cara que chega naquele momento que ele não obtém êxito com nada e solta uma frase como "I Know" (Eu sei). Então ele poetisa sobre a situação. Destaque para as guitarras ao estilo de Jesus & Mary Chain".





03 - Navalha, por Warlen



"Há um personagem que sofre uma desilusão amorosa e este personagem quer ‘cantar’ sobre isso. O termo ‘navalha’ se refere ao som cortante das guitarras, sons muito incisivos. Têm umas guitarras chapadas tipo stonner e uns solos com elementos orientais. É uma música dinâmica".





04 - Coma, por Paulo



"Surgiu na sala de aula (Paulo é professor). É uma letra que eu fiz sobre um personagem incapacitado de sentir emoções. Extremamente desmotivado e no auge desse desespero ele clama por uma injeção letal. Melodicamente é muito bem trabalhada, com orquestrações. Muitas vozes e um solo matador de guitarra no final".



05 - Pastor do Caos, por Paulo



"Foi inspirada nesses programas religiosos, que passam na TV pela madrugada. A diferença é que o pastor, na música, é absolutamente anarquista, politicamente incorreto ao extremo e que alfineta aquelas igrejas que na verdade se tornam instituições para recolher dinheiro das pessoas".



06 - Desmancha a Rodinha, por Adriano



"É o manual prático do esporro. Como a gente mora em cidade pequena, sempre tem alguém que tenta te derrubar. Esse nosso trabalho, por exemplo, é fruto do nosso suor, mas mesmo assim aparece alguém que inveja suas virtudes. Foi feita pra quem literalmente ‘enche o saco’".



07 - Hard Day, por Branco



"A escrevi numa época que eu estava viciado em Neil Young e fiz uma base no violão. É uma letra em inglês, cantada pela Jucielle, com um vocal diferente que eu acompanho também. É a história de um cara que está prestes a ‘enfiar o pé na jaca’, literalmente".



08 - Maria Helena, por Adriano



"Música instrumental que eu fiz pra minha mãe. É uma homenagem delicada à mulher da minha vida. Muito bem arranjada e bem pessoal".



09 - O Menino Que Choveu, por Paulo



"Conta a história de um cara que, na sala de aula, gosta de uma garota que não dá bola pra ele. Ela não faz idéia que dentro daquele cara existe um homem terrivelmente apaixonado e que sofre porque não vai realizar aquela paixão que ele tem por ela".



10 - Morro do Cristo, por Adriano



"É um lance legal. Muita gente aqui de Formiga quando quer se distanciar dos problemas, vai para o morro do Cristo. Eu mesmo já fiz isso muitas vezes. Ficava lá tranqüilo, via o entardecer; aquilo me acalmava antes de voltar pra realidade da vida. Todo mundo tem sua história no morro do Cristo".





11- MP3 Cerebral, por Adriano



"Eu trabalho com música e sempre estou ligado com gravações, mp3 e tal. É uma música rápida e compacta, tal qual a tecnologia do mp3 e da informática".





12 - O Amor Não Tem Meu Número, por Paulo



"Possui um vocal feminino (da Jucielle). Pensei em fazer um "eu poético feminino", justamente pensando na música pra ela cantar. A letra conta uma história de uma garota que sempre esperava por um amor perfeito tipo o de novela ou filme. E quando aconteceu, ela se decepcionou".



13 - Homem Velho, por Branco



"Eu fiz pensando em como nós quatro estaremos quando estivermos velhos. Fala sobre descrença, sobre frieza. Base rock n’ roll, que em certos momentos lembra surf music. Mas é um som totalmente alternativo. A gravamos primeiramente em violão e depois trabalhamos a harmonia dela e criamos dois solos, com dois timbres diferentes de guitarras".



14 - Canção de Ninar Para Junkies, por Paulo



"Melodicamente eu também gosto muito dessa. Possui teclados e pianos, que criam uma atmosfera diferente. É memorialística, o personagem já é um cara bem maduro que fica lembrando sobre suas experiências de sua juventude e tira conclusões sobre essa meia-idade que ele está vivendo".



15 - Vinheta, pelo editor da matéria



Fecha o álbum com primorosos 1 minuto e 37 segundos. O baterista Paulo Lima se aventura no violão e encarna o espírito de Robert Johnson, lendária figura do jazz dos anos 60 em diante. "As pessoas vão perceber que eu não sei tocar violão", diz Paulo. Aliás, os demais companheiros de guerra do Anarkaos parecem compactuar com a opinião do baterista, pois, já com a base pronta (tocada por Paulo), eles resolveram incorporar diversos sons animalescos à demo por ele gravada, na tentativa inócua de inibir o talento de Paulo com as cordas. O resultado: a vinhetinha (além de zoeira geral) serve principalmente para materializar a descontração e a união do quarteto que, com certeza, faz do "EletrocardioDrama" um dos melhores álbuns do ano no underground nacional, com um som de identidade, de personalidade e, acima de tudo, mostra como a Anarkaos é uma banda honesta e que, mesmo sendo um pequeno grão de areia em meio à devasta e infindável cena, colabora, e muito, para a máxima entoada um dia pelo Deus Neil Young, que diz "Hey Hey, My My, Rock n’ Roll will never die".

Comentários (2)

maritheusaeverde
1. maritheusaeverde 27/04/2006 - 21h52m

po, legal os cometario sobre as musicas... quero ouvi-las... muito massa

2. Ju Khouri 28/04/2006 - 08h17m

Adorei... sem mais comentários... muito legal.... Ahh, o Fabinho deixou um scrap pra mim falando de um lual no domingo... o que vc acha?
até lá... a gente pode sair no sábado tb... bjim

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