21/09/06 - 01h:04mDenunciar

Sigmund Freud

Freud já dizia: se queres poder suportar a vida, estás disposto a aceitar a morte



E quantas vezes já morri e quantas vezes vou morrer...somos miseráveis, porém fortes...somos sozinhos, porém milhões...somos políticos, somos o tempo todo forçados a sorrir para os inúteis só para praticar a "boa vizinhança". Não podemos ser radicais, porque todo mundo é "gente boa" e se vc pensa ao contrário se fode. Temos que passar por cima das coisas, aguentar as falsidades, assistir as safadezas, os jogos de interesse (e como eu vejo isso. Meu Deus, tenha piedade!). Temos que fingir que somos ingênuos, bobos e tomar cuidado sempre com pessoas que, vire e mexe, temos a infelicidade de encontrar. Ai, que fardo, que fadiga, que preguiça!



Aprendi que a vida tem que ser levada como um texto jornalístico. Ou seja, ser forte o suficiente para tentar mudar as coisas (discordo da opinião de que a imprensa é o 'Quarto Poder'. Se fosse, carregaria o nome de 'Salvadora da Pátria', já que prega a imparcialidade, a justiça e a honestidade. Acredito sim na força que ela exerce sobre a opinião pública), ser objetivo (vamos direto ao assunto, vamos ser práticos, vamos fazer acontecer e cortar as coisas desnecessárias, assim como corta algumas frases), ser simples (nada de complicações, vamos ser claros, coesos, coerentes) e ser conhecedor das coisas (nunca é tarde para aprender, temos sempre que buscar informações, novidades para a vida, aprender sempre, por mais que ninguém saiba nada).



Mas no momento, não quero ensinar, não quero entender ninguém, não quero saber da vida de ninguém, não quero ser forçada a nada, não quero questionar, não quero saber de nada que não venha me acrescentar algo importante...sou do sistema antigo, sou careta, sou sistemática, sou anti-social, sou tímida e sou até de casamento...será que Freud entenderia isso? Ai Freud, preciso de um trago desse seu cigarro.



Os conceitos do Freud sobre inconsciente, desejos inconscientes e repressão foram revolucionários. Ele procurou dar uma explicação à forma de operar o inconsciente, propondo uma estrutura particular. Propôs um inconsciente dividido em três partes: o eu ou ego, o id e o superego.



O id representa os processos primitivos do pensamento e constitui, segundo Freud, o motor do pensamento e do comportamento humano. Contém nossos pensamentos e desejos de recompensa mais primitivos, de caráter sexual e perverso.



O superego, a parte que contra-age ao id, representa os pensamentos morais e éticos.



O ego permanece entre ambos, alternando nossas necessidades primitivas e nossas crenças éticas e morais. É a instância na que se inclui a consciência. Um eu saudável proporciona a habilidade para adaptar-se à realidade e interagir com o mundo exterior de uma maneira que seja cômoda para o id e o superego.



Freud estava especialmente interessado na dinâmica destas três partes da mente. Argumentou que essa relação é influenciada por fatores ou energias inatas, que chamou de pulsões. Descreveu duas pulsões antagônicas: Eros, uma pulsão sexual com tendência à preservação da vida, e Tanatos, a pulsão da morte. Esta última representa uma moção agressiva, apesar de às vezes se resolver em uma pulsão que nos induz a voltar a um estado de calma, princípio de nirvana ou não-existência, que se baseou em seus estudos sobre protozoários.

Comentários (7)

rednewvideomaker
1. rednewvideomaker 21/09/2006 - 11h43m

Tantas teses comprovam a dualidade das coisas!
O que importa é ter uma visão ampla do que se vai tratar, e ter sempre em mente que por mais amplo que seja nosso ponto de vista sobre todas as coisa, esta visão será parcial. É nesta hora que temos buscar e aceitar novos pontos de vistas (opiniões) sobre o discurso. “Dialética do pensamento” é este ponto que me deixa intrigado com o quarto poder. Que poder é este que não se posiciona enquanto força gestora sobre a opinião pública e ...

rednewvideomaker
2. rednewvideomaker 21/09/2006 - 11h43m

a opinião do público. Amo a profissão que escolhi, mas as vezes em plena imparcialidade dos discursos, tenho a péssima imprensão que este profissional das grandes mídias não passa de um interlocutor dos fatos. Ou seja papagaio das duas opiniões. da opinião pública e dos públicos em geral.

rednewvideomaker
3. rednewvideomaker 21/09/2006 - 13h16m

...É por esta reflexão que me faz fã de Jornalistas como Arnaldo Jabor e Franklin Martins, estes pelo menos tem a liberdade de transitar entre a subjetividade e a objetividade dos fatos e dão sua parcela na dialética da opinião. Nem que seja em metáforas, em fimes, em livros.
A literatura já foi saída de emergência para muitos jornalistas e pensadores em tempos de ditados de cima e duros.
Wender

4. césar g. 21/09/2006 - 14h32m

ou como diria clarice lispector:
"antes tudo era perfeito, mas ter nascido me estragou a saúde."

jukhouri
5. jukhouri 21/09/2006 - 14h39m

"Quando eu me pergunto quem sou eu, sou o que pergunta ou o que não sabe a resposta?"
(Geraldo Eustáquio)
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Amiga querida, já to com saudade... te amoooo... bjim

6. anarkaos 21/09/2006 - 16h14m

freud explica: BAZAR GURI, mais um parceiro para o lançamento dia 14!

patorocco
7. patorocco 21/09/2006 - 18h18m

Muito loco esse texto ai viu Jú...mas estou interessado em saber que história é essa de Bazar Guri no lançamento do cd...Freud explica: Anarkaos vencendo as barreiras e os preconceitos da "sociedade"....Finíssimo!!!!

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